I Dare You
4 O Vestido Verde
Notas iniciais
Quando Marlene entrou na loja de roupas ela correu os olhos por todos os cantos procurando o vestido da foto. Percorreu os olhos pela loja enquanto andava entre araras de roupa mas não encontrava nenhum vestido parecido, parecia que não iria achar ele em lugar algum e ainda por cima seu tempo estava esgotando.
Por que que tinham que colocar tempo cronometrado para completar um desafio? Já era complicado o suficiente antes.
Ela correu até um atendente, pela primeira vez eles seriam úteis. Marlene nunca tinha vindo àquela loja antes, parecia tudo caro demais para ela apenas pela aparência, até os atendentes estavam bem vestidos, de onde estava dava para ver os que estavam no caixa até usavam terno e gravata. — Com licença, senhor. – Chamou conseguindo a atenção do atendente pra si. — Você sabe onde eu posso encontrar esse vestido?
Mostrou o celular para o homem, mas antes que ele pudesse ver o celular começou a tocar. — Parece que sua mãe está ligando.
Lene congelou durante um instante, será que ela sabia o que estava fazendo? Milhares de pessoas estão no Nerve então em algum momento ela iria acabar descobrindo. Oh merda.
A garota atendeu o telefone rapidamente já que seu tempo para cumprir o desafio estava acabando e não tinha tempo para inventar teorias e desculpas. — Oi, mãe! – Tentou manter a voz calma.
— Lene, porque tem alguém nos mandando dinheiro? – Droga. – To recebendo notificações do banco de que foram adicionados centenas de libras na nossa conta, você sabe de alguma coisa? – A voz dela não tinha nenhum sinal de acusação, como se fosse apenas uma dúvida e não como se estivesse prestes a explodir com sua filha.
— Ham...sim, é que eu estou fazendo algumas coisas aqui com a Lily para conseguir dinheiro, para se preparar para a faculdade. – Disse a primeira coisa que veio a sua mente. Era tão estranho mentir para sua mãe.
— Sério?
— Sim. – Lene olhou para todos os cantos aflita, ela precisava experimentar o vestido. — Ah, e mãe, hoje eu vou dormir na casa da Tonks junto com as outras meninas, tudo bem?
— Claro, contanto que o Remus também não esteja envolvido. – Avisou. Elizabeth McKinnon realmente gosta do Remus, ele é um rapaz educado e inteligente, mas não seria a primeira vez que sua filha, Lily, Dorcas e Alice encobrem a de cabelos coloridos para ela se encontrar com o namorado. — E nem o Frank.
— O-ok mãe, eu preciso ir. Te amo.
— Também te amo. – Lene desligou a chamada de imediato e mostrou o celular para o atendente para que ele pudesse ver o vestido.
A adrenalina que a loira sentia era tanto que ela nem conseguia parar quieta, estava tremendo. — Esse é um vestido de alta costura. – Ele avisou olhando Marlene de cima a baixo que usava suas costumeiras roupas de classe média.
— E daí? – Continuou ali parada e se tremendo esperando uma resposta.
— Está no terceiro andar.
Marlene assentiu e saiu rapidamente em busca de algum meio de ir ao terceiro andar, tinha elevadores, mas como não podia arriscar ficar esperando ela foi direto às escadas e as subindo bem rápido.
O terceiro andar da loja estava bem vazio, quase deserto, ao fundo tocava uma música clássica que Marlene não sabia dizer qual ou quem compôs, esquadrinhou o local com os olhos ainda embusca do vestido verde. Ela só tinha 2 minutos e meio.
Num canto tinha um manequim usando o mesmo vestido, achava que não iria encontrar nunca e que ia perder o desafio. Correu até o manequim onde atrás tinha uma arara com mais vestidos verde-esmeralda, Marlene pegou o primeiro que viu e não pode deixar de reparar no preço dele. — 3,500,00? Que absurdo...
Abanou a cabeça e se virou indo para os provadores, não tinha tempo para reclamar do preço, até porque ele nem iria ser comprado para começar. Ela correu com o cabide em direção aos provadores, entrando em um vazio e fechando as cortinas. Ela deixou seu celular que estava gravando pela câmera frontal num banco enquanto ela tirava suas roupas.
Enquanto ela as tirava, vários observadores comentavam enquanto viam a cena.
ANON 5138: ai meu deus
ANON 80741: q inveja desse corpo
ANON 7196: Aquilo são ursinhos na calcinha dela?
ANON 6285: Claro, Ela Tem 3 Anos.
ANON 8100: Podiam ter feito ela experimentar calcinhas e sutiãs tmb.
ANON 3214: Nossa vocês são tarados demais, pqp.
Marlene já tinha colocado o vestido, que era meio justo e, por incrível que pareça, confortável. Ela fechou o ziper que ficava nas costas e finalmente tinha completado o desafio.
Pegou o seu celular e saiu do provador, ainda faltando 3 segundos, nunca se vestiu tão rapido antes. Ela se filmou de cima a baixo mostrando que estava usando o vestido. — Viram? Consegui. – Olhou para a tela do celular, o relógio se encontrava zerado, porém nenhum sinal de "Desafio Completo". — Alô? – Bateu com os dedos na tela do celular esperando que fosse algum erro, mas tudo continuou da mesma forma.
Ela suspirou deixando o celular num banquinho que tinha ali e andou em passos lentos até um espelho que tinha perto. Ela estava realmente bonita com aquele vestido, ele brilhava como se tivesse várias esmeraldas costuradas à ele, ia até a metade das suas coxas, não era muito apertado nem tinha um decote e as mangas iam até seus cotovelos.
Marlene ajeitou seu cabelo enquanto sorria para seu reflexo no espelho, ela parecia uma prima rica distante e não a Marlene que estava acostumada a ver no espelho. — Olá gracinha. – Riu para o seu reflexo jogando uma medeixa de cabelo para trás.
— Nunca te vi por aqui antes, devo dizer está belíssima essa noite. – Brincou.
— Concordo. – Uma voz familiar disse não muito distante, fazendo a loira dar um pequeno salto com o susto e se virar encontrando Sirius a observando.
Ele também estava com roupas diferentes das que usava quando se viram há uns minutos. Ele estava usando um terno preto que devia custar mais do que todas as roupas de Marlene juntas, mas não usava nenhuma gravata o que até o deixava com um certo charme. — Obrigada, está bonito também.
Sirius a olhava com encanto, como se ela fosse alguma obra de arte, Lene não sabia dizer se estava desconfortável com aquele tipo de atenção ou se gostava dela. Ele olhou momentaneamente para o aparelho que carregava em suas mãos antes de apontar a câmera deste em direção a loira, filmando-a de cima abaixo. — Eu acho observadores querem que eu continue acompanhando a senhorita.
— Ah, você jura? – Disse sarcástica.
Enquanto isso a cena era toda assistida por Lily e Alice num notebook de um colega de classe no pub onde estavam. O Cabeça de Javali estava cheio de colegiais assistindo os jogadores, seja por celulares ou notebooks, e Lily era a que mais estava vidrada na tela observando a melhor amiga. — Eu ainda não acredito que ela está mesmo nisso...
— E eu não acredito que você se importa tanto. – Retorquiu Alice revirando os olhos. — Lily, ela não está prestes a morrer, se acalma um pouco e bebe alguma coisa, assim você está estressando a mim.
— Eu estou com um mau pressentimento. – Lily cruzou os braços, Marlene e aquele rapaz de cabelos escuros ainda estavam juntos, e estavam rindo! Algo ali não parecia certo.
Alice puxou o braço de Lily até a mesa que as duas estavam sentadas antes de descobrirem que sua amiga estava jogando aquele jogo que Lily tanto detesta. Alice empurrou para Lily o refrigerante que ela estava tomando e que, por algum milagre, continuava com gás. — Se está tão mal com isso, você poderia ligar para o Remus, ele te ajudou com aquele stalker da última vez, lembra?
— Nem me lembre do Severus, por favor, aquilo foi assustador demais... — Lily fez uma careta em desdém tomando um gole da sua bebida.
A uns meses atrás, Lily simplesmente tinha alguém que estava entrando nas redes sociais dela, lendo mensagens e até mesmo apagando –principalmente as que vinham de rapazes–, Remus ajudou a descobrir quem era e a resposta de certa forma não foi tão surpreendente.
— Então vai ser o seguinte, você esquece sua paranóia um pouco e se a gente realmente achar que as coisas estão indo muito longe a gente liga pro Remus, ok? – Lily assentiu. — Quero respostas senhorita Evans!
— Sim! – Lily respondeu tomando mais um gole do seu refrigerante, o que fez Alice sorrir vitoriosa.
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— Então, porque começou a jogar Nerve? – Sirius perguntou olhando para Marlene que estava sentada provando alguns sapatos de salto. Já que estava lá, ela poderia aproveitar e usar por pelo menos alguns minutos as peças de roupa que provavelmente nunca usaria na vida outra vez. Infelizmente parecia que ela tinha pedido um número 3 vezes menor do que o que ela usa já que o sapato não queria entrar de jeito nenhum.
— Para falar a verdade, eu tinha feito isso na base da raiva. Arg. – Gemeu tentando enfiar o calcanhar dentro do salto de alguma forma. — Uns amigos diziam que eu era sem graça e queria provar o contrário. E também o dinheiro que o Nerve da para os jogadores é bom demais para recusar.
Marlene usou mais força para conseguir colocar seu pé dentro do sapato e quase caindo do banco em que estava sentada, todavia não conseguindo calçar o maldito salto. Tinha virado a Cinderela por acaso?
Com um grunido ela jogou o salto mais uma vez na caixa onde ele estava anteriormente com força, ela olhou para Sirius que a encarava espantado por conta da raiva que a garota acabou de descontar no calçado.
— Você não faz o tipo raivosa, sabia?
— Jura? – Suspirou ajeitando o cabelo e fechando a tampa da caixa. — Mas e você? Por que entrou no jogo?
— Boa pergunta... – Murmurou o de cabelos negros, pensando em como poderia responder.
Para ser honesto, nem ele mesmo lembrava direito porque tinha entrado naquilo, a única coisa de que lembra é que tinha acontecido numa festa, uma festa com bastante bebida, o que ajudou ele a aceitar o jogo sem pensar muito.
— Acho que quando o conheci eu achei que seria divertido, e até é, mas as vezes fica um pouco cansativo. – Deu a melhor resposta que poderia dar. — Não costumo receber desafios de beijar garotas bonitas por ai.
Marlene sentiu seu rosto corar levemente antes de ela pegar uma caixa de sapatos que estava por perto e bater na cabeça de Sirius. — Seu palhaço.
— Ai. – Reclamou entre risos esfregando a parte da cabeça que tinha sido acertada. — Ah por favor, foi um elogio e você gosta disso, admite.
Ela não iria admitir nada tão cedo. Sim, talvez ela gostasse minimamente das cantadas baratas de Sirius, mas não era doida o suficiente de dizer isso. Marlene se levantou empilhando as caixas de sapatos que tinha por perto, olhou para a tela do seu celular para checar as horas e no meio disso percebeu que seu número de observadores não parava de subir. Nunca passou pela cabeça da garota que um dia pudesse ficar tão famosa num aplicativo. — Acho que já vou embora, não podemos ficar aqui a vida toda, não é mesmo?
Eles estavam na loja a pelo menos 25 minutos e nenhuma sinal de desafio completo chegou até agora, Sirius se lembrava de isso ter acontecido com ele uma ou duas vezes no passado, porém as duas tinham acontecido pelo desafio não ter terminado.
Marlene deixou as caixas onde estavam e pegou seu celular caminhando em direção aos provadores femininos, sendo seguida por Sirius já que os provadores masculinos ficavam próximos. Olhou para a tela de seu celular e em seguida para a do celular de Sirius, ambas as câmeras continuavam transmitindo tudo, mas não tinha nada para assistir! Aquilo estava começando a se tornar assustador.
Enfim, a loira parou quando chegou na entrada dos provadores femininos enquanto que Sirius continuou andando. Pensou em dizer alguma coisa, porém abanou a cabeça e simplesmente continuou seu caminho para onde tinha deixado seus pertences.
Quando chegou no provador onde havia se trocado a minutos atrás ela franziu o cenho, suas coisas não estavam lá, nem suas roupas muito menos sua carteira.
A loira franziu a sobrancelha e olhou no provador ao lado, que também estava vazio, então uma onda de preocupação passou pelo seu corpo, tinham mesmo sumido.
Um desespero começou a aumentar cada vez mais, fazendo seu coração acelerar conforme ia procurando nos provadores vazios na esperança de ter procurado no lugar errado. Procurou em todos os cantos daquele lugar e nada, suas roupas, carteira, chaves...tinha tudo desaparecido!
Marlene se virou e viu uma funcionária da loja passando. — Moça! – Chamou atenção da mulher baixinha, ela correu em direção a funcionária. — Você viu minhas roupas? Eu as deixei ali e então elas sumiram. – Lene tentava controlar o desespero emquanto falava.
— Claro que não. – A mulher franziu o a testa, Lene abriu a boca para dizer mais alguma coisa porém ela já tinha se virado e ido embora.
Soltou um grunido caminhando de volta para onde antes estavam todas as suas coisas. Isso não podia estar acontecendo, ela não poderia ter sido roubada. Muito menos dentro de uma loja no andar de alta costura, tanta coisa mais valiosa para ser roubado aqui e escolheram levar justo seus jeans de 75 libras?
— Marlene. – A garota ouviu a voz de Sirius e se virou, ele parecia estar mal porém não tanto quanto ela estava.
— Sirius, tudo sumiu! As minhas roupas, minha carteira, tudo!
— Minhas coisas desapareceram também! – Suspirou pesadamente, puxando seu cabelo para trás tirando eles de seu rosto.
Marlene tinha sido furtada, Sirius também tinha sido furtado, eles estavam dentro de uma loja e num andar sem muito movimento e ambos ainda sendo gravados pelo Nerve...que brincadeira de mal gosto é essa?!
Os dois puderam ouvir seus celulares apitarem com uma notificação. Ah não, agora não. — Merda... – Praguejou o de cabelos negros verificando o aparelho em sua mão.
O rapaz arregalou os olhos despertando a curiosidade de Lene que olhou na direção do ecrã de seu celular, agora preenchido por um desafio. O pior até agora.
SAIAM DA LOJA
Em baixo das palavras escritas em amarelo apareceu um cronômetro marcando 8 minutos, o tempo que os dois tinham para abandonar o estabelecimento.
Agora tinha encontrado o perigo do Nerve, assim, beijar desconhecidos e experimentar vestidos são coisas que podem ser até fáceis de lidar, mas agora estamos falando de roubo. — Não, eu não vou fazer isso. Não vou cometer um crime pelo jogo.
Sirius lançou um olhar para Marlene, que deixava nitidamente que ele não pensava da mesma forma. — Precisamos fazer-
— Eu não vou roubar uma loja. – Interrompeu-o com veemência.
— É isso ou perdemos tudo. – A voz dele estava calma demais para o gosto da outra, o que fez Lene pensar se ela era certinha demais ao ponto de nunca ter roubado nada antes ou Sirius que tinha enlouquecido.
Suspirou tentando se acalmar, calma é exatamente o que ela precisa no momento para organizar sua mente. Ela ficou encarando o ecrã enquanto os números do cronometro desciam, "Saiam da loja", eles estavam sem as roupas, eles não poderiam sair dali sem roubar e aquelas peças não eram nada baratas.
A não ser...
A loira encarou o de olhos cinzentos tentando manter a calma diante da ideia –incrivelmente idiota e perfeita– que tinha tido. — Tecnicamente nós só precisamos sair da loja. Certo?
Ele a encarou uns segundos como se estivesse lendo seus pensamentos, e então abriu um sorriso maroto.
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— Eu não acredito que estou mesmo fazendo isso. – Disse olhando por uma brecha na cortina do provador para ver se tinha alguém por perto, enquanto Sirius tirava a última peça de roupa atrás dela e ficando apenas de cueca.
Agora eles tinham 6 minutos para sair da loja, e estavam prestes a fazer isso semi-nus. Por alguma razão a ideia de sair da loja apenas com seu sutiã e calcinha pareciam mais atraentes do que falharem no desafio e de brinde acabarem sendo presos.
O ambiente estava bem mais frio agora, pelo menos eles ainda tinham seus sapatos e não teriam que sair pisando no chão gelado também, um ponto positivo.
A garota olhou para trás vendo que Sirius já não tinha nenhuma peça que não pertencesse a ele, com isso eles já poderiam iniciar o plano. Ela olhou de soslaio para o celular nas mãos dele, agora tinham 5 minutos, e os números de observadores estavam explodindo. As pessoas gostam de ver os outros passando vergonha...
Tomando coragem a loira foi a primeira a deixar o provador, sendo seguida de perto por Sirius, eles foram andando em passos rápidos embora na ponta dos pés, como se qualquer barulho que fizessem fosse capaz de denúncia-los.
Seguiram por entre araras de roupas em direção aos elevadores, agradecendo internamente por aquele andar não estar tão movimentado, a verdadeira humilhação seria quando eles chegassem no primeiro andar e se deparassem com dezenas de pessoas.
Entraram num elevador, que por sorte estava vazio, quando as portas de metal fecharam Marlene soltou o ar que estava preso em seus pulmões, Sirius riu.
— Primeiro passo concluído. – Brincou encarando a garota, que soltou uma risadinha nervosa.
Marlene estava totalmente arrepiada devido ao frio, se perguntava se Sirius estava sentindo tanto frio quanto ela, a loira o analisou de cima a baixo e ele parecia não estar nem um pouco com arrepiado.
Até que ele tinha um corpo bonito...
Abanou a cabeça afastando os pensamentos e voltando a olhar para frente.
As portas de metal voltaram a se abrir, os dois já estavam prestes a sair quando se depararam com um grupo de pré-adolescentes paradas em frente a eles os olhando com um misto de espanto e diversão. Sirius e Marlene trocaram um breve olhar antes de saírem correndo, passaram por entre as garotas e correram indo por onde deveria dar na saída daquele lugar.
Eles riam de nervoso enquanto passavam por pessoas que estavam no andar, funcionarios e clientes pareciam chocados com a visão que estavam tendo. Os dois esbarraram em várias pessoas e até derrubaram as bolsas de compras e roupas que estavam carregando até que chegassem na saída da loja.
Mesmo depois de terem abandonado o estabelecimento os dois continuaram correndo, atravessaram a rua sem olhar para os dois lados e quase foram atropelados por um carro que graças a Deus tinha um bom motorista e bons freios. Eles chegaram até a motocicleta de Sirius que estava estacionada e encontrando bolsas de compras nela.
Marlene parou de correr assim que chegou em frente a motocicleta, respirou ofegante encarando as bolsas em sua frente tentando recuperar o fôlego. — São nossas coisas?
Sirius olhou dentro de uma das bolsas ainda recuperando o fôlego e tirando de dentro dela uma parte do terno que estava vestindo a pouco tempo. — Não exatamente...
Marlene arregalou os olhos em surpresa e se apressou para olhar dentro de uma bolsa e encontrar o mesmo vestido verde-esmeralda de minutos atrás. — Foram roubadas mesmo assim?! – Guinchou.
— Não. Tem um recibo aqui. – Sirius sorriu mostrando o pedaço de papel que estava junto com o terno.
Ótimo. Então eles não tinham saído da loja com roupas de baixo por nada.
Aquilo estava sendo mais insano do que Marlene pensava, se esses são desafios normais então a Marlene nem quer ver os mais ousados que Alice havia comentado. — Quem será que pagou por isso? Isto aqui vale mais que minha casa. – Pensou em voz alta enquanto tirava o vestido de dentro da bolsa e o vestia ali mesmo na rua.
Sirius olhou por cima dos ombros de Lene, na direção de um grupo de pessoas que ria enquanto tinham celulares com o flash ligado apontado para eles. — Pessoas com a senha do cartão de crédito do pais talvez. – Riu tirando os sapatos e começando a vestir as calças.
Marlene não conseguia arrancar o sorriso do rosto, ela estava se divertindo com a situação apesar de ser completamente vergonhosa, e agora que já tinha fechado o zíper do vestido e tinha seu corpo um pouco mais aquecido ela conseguia rir ainda mais daquilo tudo. Ela deveria ter entrado no Nerve mais cedo.
Quando Sirius já estava terminando de se vestir que os celulares deles receberam a notificação de desafio concluido e agora 1000 libras tinha ido para a conta bancária de ambos.
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Tonks assistia tudo aquilo boquiaberta, aquela não era nem a sombra da Lene que ela conhecia dias atrás, ELA TINHA SAIDO DE UMA LOJA SEMI-NUA!
Tonks estava chegando no pub onde Lily e Alice estavam, aparentemente estava se formando uma especie de encontro de observadores lá e o Cabeça de Javali estava com a maior movimentação que já teve em meses. Dorcas estava a caminho também, ela tinha descoberto que Marlene era uma jogadora já que Marlene agora tinha chegado, acreditem, no Top 10!
Ok que ela ainda estava em oitavo lugar, mas mesmo assim é uma grande coisa para alguém que acabou de entrar.
Tonks conseguiu reconhecer os cabelos ruivos de Lily e caminhou naquela direção, Lily estava chocada, assim como Alice que olhava em um celular, provavelmente também estiveram acompanhando as peripécias de McKinnon.
— Eai. – Disse assim que chegou em frente as amigas.
— Ela está doida! – Lily guinchou sendo tirada subitamente do transe em que estava. Que ótima forma de se ser recebida.
Alice virou-se para Tonks também saindo do seu estado de choque. — Tonks, você viu-
— Sim, vi tudinho. – Interrompeu enquanto puxava uma cadeira para se sentar em frente as amigas. — Ela é uma boa jogadora não é mesmo?
Lily fuzilou Tonks com o olhar antes de suspirar, ela sempre se preocupou demais com as amigas, principalmente com Marlene e agora McKinnon decidiu sair por ai arrancando as roupas. Ela sentia como se tivesse falhado em sua missão como amiga e mãe daquele grupo.
O que mais preocupava era Sirius, por algum motivo ele parecia estranho não importa o que Alice dissesse, Alice só viu ele no seu primeiro ano já que não pode acompanhar a competição de desafios no segundo por conta de ter quebrado seu celular.
Ai veio uma ideia.
— Tonks, acha que o Remus consegue stalkear esse Sirius para mim? – As palavras sairam antes que a ruiva pudesse contê-las.
Alice bufou. — Lily, se acalma, ele não é má pessoa e isso são desafios leves ainda.
— Alice ela passou de beijar um estranho para sair semi-nua na rua em menos de um dia. O segundo desafio da Dorcas foi cortar o cabelo, e Marley chegou no top 10, eu estou preocupada com ela! – Lily disse irritada fazendo Alice se encolher levemente.
— Mesmo assim acho que o Remus não pode ajudar muito.
— Está duvidando das capacidades do meu namorado? – Tonks perguntou com uma sobrancelha arqueada.
— Jamais. – Alice respondeu de imediato e Tonks não conseguiu conter um mini sorriso. A de cabelos rosa entrou nos contatos do celular. — O que está fazendo?
— Vou falar com ele, Lily está passando a preocupação dela para mim. – Respondeu enquanto continuava procurando o contato com o nome de "Remus"
Alice e Lily voltaram a assistir Marlene, agora elas conseguiam ver Sirius totalmente vestido lendo alguma coisa com um sorriso divertido no rosto.
— O que diz ai? – Marlene
perguntou curiosa se inclinando sobre a moto para tentar espiar o que dizia no aparelho nas mãos do rapaz, que aliás era dela, ele tinha pego das mãos dela numa brincadeira.
Sirius mostrou para Marlene o novo desafio que a garota tinha acabado de receber. — Quer ir para Godric's Hollow?
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