I Cried Like a Silly Boy
2 Capitulo 2
Notas iniciais
Gina acordou confusa e fechou os olhos. Não sabia onde estava mas percebeu que havia sido presa. Apenas tinha percebido a presença de um rapaz a sua frente, que a ela parecia um príncipe, quem seria ele? Ela não tinha a menor ideia. Lembrou de tudo que aconteceu antes de desmaiar e sentiu um medo que nunca havia sentido antes, se sentia com vontade de chorar e até de morrer, mas abriu os olhos outra vez pois precisava ser forte. Reparou outra vez no rapaz de olhos azuis a observando e se levantou, fugindo para o mais longe que conseguia e encostando na parede, porque mesmo com toda a paz que sentia quando olhava para ele, não o conhecia e ele poderia a fazer algum mal, mesmo que no fundo ela não acreditasse nisso.
–Se afasta de mim, não me faça nenhum mal!! Você não sabe do que eu so capaz!!– Falou, desesperada e brava.
– Carma, carma. Ninguém aqui vai lhe faze argum mar...a num sê que ocê faça argo pra gente.– Diz Ferdinando, calmo. Gina se impressionou como a sua voz podia acalma-la e lhe passar uma sensação de segurança que raramente sentia.
–Não não, não vou faze nada contra ocês... — Disse Gina, mais calma por conta de Ferdinando. — Mas ocê tem alguma ideia do que tá acontecendo?
–Não sei minha cara, mas ocê não parece ter vindo da onde eu vim... — Começa a contar Ferdinando. - A vila de Santa Fé, um lugar onde as flores estão sempre florescendo, sempre cheirosas e tudo é muito vivo, onde todo mundo ama a terra, principarmente ieu... — Dizia Ferdinando, com lágrimas nos olhos de lembrar– mesmo com argumas confusões que acontecem, tudo mundo sempre é muito respeitoso um co otro.
–Mai eu sempre gostei muito da terra também...se eu tivesse oportunidade de mora numa fazenda ou num sítio, mas na cidade grande onde eu nasci num tem dessas coisa muito não. Mas eu nunca ouvi falar dessa vila ai. — Disse Gina, encantada com a existência de tal lugar. Se fosse tudo como ele falou, devia ser maravilhoso. Mas sabia que agora, mais do que nunca, precisava fugir de onde estava.
– Ara, pois existe sim. Sou Ferdinando Napoleão, prazer. — Disse, estendendo a mão para Gina. Mas ela acaba não devolvendo o gesto, pois ainda não sabia se confiaria nele.
–Eu so Gina... - Disse, continuando encostada na parede.
–Ara ma ocê pode confiá ni mim...Gina. – Ferdinando começa a falar mas é interrompido por outras pessoas acordando, o deixando aliviado por ver que ama estão bem.
Gina apenas observa enquanto vê os moradores da vila se cumprimentarem e não podia deixar de desejar estar na mesma situação que tais pessoas, com pelo menos alguma esperança na vida e com seus conhecidos são e salvos. Ela não podia imaginar o que iria fazer depois que tudo se resolvesse. Não tinha mais casa e nem família, o que iria fazer da vida? A única coisa que sabia que iria fazer era ajudar a todos, nem que isso arriscasse sua própria vida, já que não sabia nem o que fazer dela. Foi surpreendida com um senhor ruivo e com barba, aparentemente simpático.
– Ferdinando falô tudo e que ocê foi trazida pra cá que nem nois, pois pode contá com a nossa amizade viu fia! Eu sô Pedro Falcão e nois tudo aqui vai lhe tratá bem porque nois sabe que ocê num é capaiz de fazê argum mar. — Gina não sabia porque mas se sentiu familiarizada com aquele senhor. Resolveu confiar naquela gente e contar o que sabia. Se apresentou e disse que acordou vendo o lugar onde morava completamente destruído, desmaiou e veio parar lá. — Pois isso foi a merma coisa que conteceu ca gente. Dexa lhe presentá, essa é minha muié dona Tê — Dizia, enquanto Gina ia cumprimentando todos. Depois lhe apresentou a uma moça de cabelos cor-de-rosa, que se chamava Juliana e era professora, um rapaz chamado Renato que era médico e outras pessoas. Todos, ao ver de Gina, pareciam ter saído de um livro de contos de fada. Mesmo com toda a escuridão do lugar em que estavam, as cores das roupas e cabelos, e a disposição que demonstravam deixava tudo com um ar mais esperançoso. Seu Pedro Falcão continuava com as apresentações — Aquele é o coroner Epaminondas Napoleão, antigo inimigo político meu mai a gente cabo vortando amizade por causa da candidatura do fio dele Ferdinando. — Gina não se simpatizou com aquele senhor como aconteceu com Pedro Falcão e não podia deixar de pensar que aquele era pai de Ferdinando, para sua tristeza — Ocê já conheceu ele né? Ele é engenhero grônomo i me ajudava no sítio. Pois o que mai nois qué agora é pode vortá pra nossa terra, sabe fia. - Confessa Pedro Falcão.
–Intão eu vo ajudar vocês a voltá pra casa! -Disse Gina, demonstrando coragem. Mas é interrompida por um barulho e com a porta se abrindo, onde aparecem dois soldados trazendo alguma comida, com aparência não muito apetitosa. Mas quando Gina se levantou e foi para cima deles, a porta se fecha e os soldados somem. Gina se irrita e se surpreende com a presença de Ferdinando próximo a ela.
–Ocê foi muito corajosa Gina... e isso eu admiro nocê. - Disse, interrompido logo por Gina, escapando e falando:
–Besteira sua! Eu só ajudar vocês a sair daqui! E eu vô me arriscar pra garantir ocês...já não tenho nada pra fazer da minha vida mesmo, ao contrário de vocês, ninguém que eu amo sobreviveu aos ataques. — Disse, se sentando para olhar o que os soldados tinham deixado.
–Mai se isso lhe deixá melhor...eu perdi minha mãe quando era menor e sabe todos os dias sinto falta dela. Mai eu sei que num posso desisti e ocê também num pode, saiba que existe pessoas que lhe querem bem minha cara, como eu. — Ferdinando confessa para deixar Gina melhor pois lhe cortava o coração ver a ruiva assim. Gina pensa e acaba mudando de assunto pois não queria que aquela conversa continuasse.
–Tá Ferdinando, você num conseguiu mudar minha opinião mas eu não vô desisti coisa nenhuma. Vamo ver o que tem aqui. — Disse, pegando uma colherada de arroz e olhando. — Pode tá envenenado, vô experimentar... — Mas é interrompida por Ferdinando, que é mais rápido e experimenta uma colherada antes dela.
– Eu num ia dexa ocê corre risco nenhum aqui. Hum...não tá envenenado e muito menos bom, mai serve pra mata a fome — Disse, rindo e deixando Gina irritada.
– Ocê num podia faze isso! — Gina fala, saindo irritada e deixando Ferdinando rindo para trás. Não podia deixar ninguém daquele povo se arriscar por ela. Mas não pode deixar de lembrar das palavras de Ferdinando "saiba que existe pessoas que lhe querem bem minha cara, como eu". Tratou de tirar logo isso do pensamento, achava que não tinha cabimento gostar do engenheiro.
Após todos terem matado a fome, uma imagem aparece na parede, surpreendendo Gina, mas não mais que todos, que nunca tinham visto nada igual na vida. Um senhor de cabelos brancos aparece e começa a falar que havia tomado o poder do Planeta Terra e de todos os outros lugares que existissem. Que os que haviam sobrevivido ao ataque estavam sobre seu poder e que quem resistisse iria sofrer as consequências. A tela some, como se nunca tivesse existido. Após o choque, Gina se levanta e avisa:
–Pois se ele acha que pode tirá nossas vidas assim do nada tá muito enganado. Sofrer as consequências é? Quem vai sofre aqui nessa história é ele! Tudo vai vorta a ser como era antes nem que chova canivete. E dos aberto!
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