I Couldnt Smile ... But
9 The past and the darkness
Notas iniciais
sem delongas u_u Boa leitura
P.S.: pessoas vão querer me matar ... mesmo mesmo mesmo O_____________________________________________________O *foge*
[ EunHyuk POV's ]
O que eu temia realmente acabara acontecendo. DongHae queria assumir tudo. Na verdade há muito tempo o moreno esgotava minha paciência com isso, por mais que eu soubesse como disfarçar. Mas diferente de querer agora ele exigia isso de mim, isso estava me deixando demasiado frustrado.
Pergunto-me a todo instante porque eu me apaixonei por alguém tão careta. Infelizmente, apesar de não saber se seria a palavra correta porque é uma das melhores coisas na minha opinião, eu era um cara imprestável que não suportava ficar muito tempo sem, falando da pior maneira, fuder alguém.
E DongHae... Fazia questionar-me diversas vezes se um dia ele seria capaz de deixar meu corpo penetrar ao dele, ou até mesmo se me deixaria tocá-lo de forma mais íntima... Ele me fazia muitas vezes crer que uma coisa dessas, para ele, deveria acontecer somente após o matrimonio e, não que eu não tivesse certeza sobre o meu amor por ele, contudo éramos jovens demais para sequer reservar um segundo do nosso tempo pensando nesse tipo de bobagem. Sinceramente? Nem sequer considerava algo semelhante a isso em minha cabeça, além do que eu não esperaria pelo sim desnecessário em frente a um desconhecido qualquer pra poder sentir um ar erótico ao meu redor.
Lembro de quando o conheci. Foi no primeiro ano, era uma escola nova para todos ali. E eu o amei no primeiro momento. Tudo nele. Foi quando conheci MinHo, Joon e Onew também. Começamos a namorar em meados do segundo ano e desde então eu venho cometendo esse ato pecaminoso. Trair. Nunca havia feito isso antes, afinal meus namorados eram bastante semelhantes a mim.
[ FLASHBACK ON ]
– Você não acredita! — disse adentrando a tão conhecida casa do moreno, digo isso por sermos amigos de infância.
– O que? — disse seguindo-me com os olhos até então finalmente fechar a porta e sentar junto a mim no sofá.
– Conheci um cara incrível. — sorri diante das lembranças de sua aparência – O rosto dele... Você precisa ver. É como o de um deus e digo uma coisa... Nunca desejei um corpo tanto na minha vida como quero o dele.
– Você só pensa nisso Hyuk – disse indiferente – Você bate o olho em um cara no seu primeiro dia de aula e fica assim – deu um leve tapa na minha cabeça.
– Fica quieto!
– Está de quatro por ele? — debochou
– Não diga besteiras...
*Um pouco mais de um ano depois*
– Não aguento mais – disse apoiado às pernas do sofá e com meus braços e cabeça jogados sobre o mesmo – Vou ter um colapso...
– Porque?
– Você sabe... Eu e DongHae estamos a duas semanas juntos...
– Como? — parou imediatamente o que estava fazendo e direcionou sua atenção apenas a mim, seus olhos estavam maiores do que nunca pude ver... Estava realmente assustado.
– Ah é... Eu não te contei – encarava o teto.
– Não era tudo o que você mais queria? Porque o colapso? — uma leve irritação formou-se em seu rosto
– Tudo que eu consegui com ele foram beijos e abraços – suspirei – E acredite... Eu já tentei mas em todo momento ele se esquiva... — desencostei do móvel e encarei o maior – É um saco!
– Você nesse tempo todo não estava saindo com outros caras? Por que não faz o mesmo?
– Eu não tinha nada com ele... É diferente.
– Hmm... — voltou a encarar a televisão – É obcecado por sexo mas não quer trair o namorado que nem quer ouvir falar nisso — disse, aparentemente, prestando mais atenção no programa de variedades do que no que estava falando – Você é um fofo Hyuk – sorriu sínico.
– E o que você sugere que eu faça?
– Force-o a fazer o que você quer... Ele vai gemer tanto de prazer que não vai nem mais lembrar dos seus votos de castidade – deu gargalhadas e finalmente tirou os olhos do aparelho – Ou – chegou perto de meus ouvidos e murmurou – O Traia... É mais divertido – sorriu malicioso e logo voltou ao que estava fazendo.
Naquele momento não disse uma palavra, estava espantado demais pensando no que ele queria mencionar com aquilo, quer dizer... Ele era como um irmão pra mim. Nunca cogitei ter algo com ele, apesar que...
– E então – eu realmente não pretendia respondê-lo – Qual dos dois? — insistiu
– Eu não vou obrigar ele...Isso seria como se...
– Então me coma – disse objetivo
– O que?
– Me coma no lugar dele.
– KyuHyun! O que você anda aprendendo com esses seus joguinhos eróticos?!
Nunca havia visto aquele sorriso em seu rosto, ele ficou imóvel por alguns instantes e aproximou-se mais rápido do que pude perceber. O maior depositou sua mão contra meu peito o empurrando ligeiramente para trás. Meu tronco tocou o chão e Kyu ficou de quatro sobre mim, podia sentir seus dedos aproveitarem da situação e explorar, mesmo que pouco, meu peitoral sob a fina blusa branca que o ocultava.
– Ou prefere que eu mesmo faça? — seus olhos transbordavam luxuria
– O que é isso? Você ta louco?! — me esquivei
– Ah Hyuk... Fala sério mano, o que tem demais?
– Eu não vou trair ele. E você é meu irmão...
– Não sou seu irmão HyukJae! – disse alterado — Ele não dá o que você quer e eu te conheço muito bem...Uma hora ou outra você vai acabar fazendo isso... — pôs-se de pé e começava a abrir o botão da camiseta – Então que seja comigo.
– É perigoso demais velho! — me ergui o encarando de perto — Ele pode acabar descobrindo! — tentei ignorar sua pele que cada vez mais se revelava depois de cada botão aberto.
– E você não quer perder ele... Que lindo – revirou os olhos.
– Exato – disse sério
– Namore escondido com ele...
– Não tem motivo pra eu fazer isso.
– Claro que tem...
– Não. Não tem Kyu.
– Assim não tem perigo de algum dedo duro, que por acaso nos ver juntos, contar a ele.
– Você enlouqueceu...
– Não... Eu só quero um pouco mais de animação na minha vida e – voltou a abrir a camisa e logo a arremessou contra o sofá – Eu sempre quis ser seu brinquedinho.
Eu precisava daquilo, meu corpo precisava daquilo. Sentia meu sangue borbulhar de excitação. O abdômen despido... Exalando um veneno hipnótico... Estava sendo consumido, perdi minha razão, se é que um dia a tive.
Meus dedos tocaram seu ombro nu, apertando-o fortemente. Arremessei seu corpo esguio contra o sofá.
– Você vai se arrepender Kyu – sussurrei enquanto colocava-me sobre ele.
– Me arrepender? — riu – Você não sabia? Eu gosto de sentir dor.
E aquela foi à primeira vez de muitas.
[ FLASHBACK OFF ]
Nunca trai meus namorados. Deixo bem claro... Porém nenhum deles era tão “conservador” como ele. Apesar de ser o único que conseguiu ter meu coração, dessa vez não pude evitar.
Venho sustentando uma mascara intocável em minha face. O único que conhecia o verdadeiro Lee HyukJae era aquele que eu conhecia desde sempre, aquele que iria encontrar agora. Cho KyuHyun. E só de pensar em acabar com tudo o que acontecia... Deixava-me sufocado. Porque? Por que aquilo se tornara algo vicioso. Mais do que saciar aquela sede, agora eu queria que aquilo continuasse. Tenho o amor de DongHae e o prazer proporcionado por Kyu. Estava ótimo pra mim assim... Pergunto-me quando foi que mudei tanto meu modo de pensar.
Estava no ônibus vazio e, por mais que meus olhos mirassem constantemente a paisagem... Meu cérebro não recebia tal mensagem. Estava realmente absorto e quando por fim despertei, me questionei o quanto teria passado pelo mesmo caminho, o quanto tinha ficado no veículo. Durante horas talvez, no entanto graças a minha sorte ainda restava algumas quadras para que chegasse no apartamento de KyuHyun.
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– Ele quer que você o reconheça? — a princípio pareceu estar espantado – Finalmente esse garoto deixou de ser bobo – riu como se tivesse dito algo efetivamente engraçado.
– Qual é... Leva a sério.
– Agente não vai poder sair mais junto – choramingou – Ei...
– O que?
– Vai acabar então?
– Não é como se eu pudesse... Você sabe disso.
– Às vezes acho que você é doente – riu
– Disse o santo agora... Mas a questão é que agora vamos ter que tomar mais cuidado, além do mais somos da mesma escola...
– Da mesma classe – ressaltou – Apesar de eu ser invisível aos olhos de qualquer um.
– Agora você não pod-
– Eu sei, eu sei...
Agora suponho que fiquei preocupado em vão. Podíamos seguir com aquilo sem problemas. Obviamente era só uma suposição. Espero que esteja correto. No entanto... Sinto algo me corroer por dentro. Não é uma sensação muito boa.
[ TaeMin POV's ]
Há uma névoa na minha cabeça, não consigo enxergar nada com clareza. Está tudo tão confuso... Eu... Eu. A cada palavra, a cada gesto eu fico tentado em esquecer absolutamente tudo e permitir que ele faça parte... Não sei nem ao menos o que pensar.
Ele insistia tanto em saber, insiste tanto no fato de eu obrigar a mim mesmo, de certa forma, a levar uma vida assim... Mas sabe, eu não consigo seguir adiante sabendo que ela se sacrificou por mim, que para me livrar desse mal horrível que nasceu junto comigo, a pessoa mais incrível e cheia de vida teve que partir antes do que deveria. Omma tinha o conhecimento de sua saúde frágil, porém sem hesitar lutou até seu ultimo suspiro de vida para me salvar. Sim ela me salvou, contudo se não fosse pela minha existência appa estaria feliz, não estaria na profunda depressão que se alojou, eu ainda veria seu sorriso, o dele... O dela... Sim. Já se passaram tantos anos, mas esse peso persiste sobre meus ombros, sobre os meus olhos. Malditos olhos.
– TaeMin. Agora você vai me escutar. E sim eu vou dizer tudo com base no que eu realmente sei e não no que você pensa que eu sei ok? — diferente do que eu esperava sua voz estava firme e segura – O que eu vou dizer agora, se te machucar de alguma forma me desculpe... Eu não sei lidar muito bem com as palavras, mas sinceramente? Agora eu vou deixar pra me arrepender depois. E mesmo, de verdade... Desculpe-me se eu agir errado.
Sabe mais do que eu acho que sabe?
– Você pensa que sua mãe morreu por sua culpa? Por favor, né... Mas considerando essa hipótese. E eu vou deixar bem claro. Não concordo com isso – fez uma breve pausa e continuou – Você está vivendo certo? E se você acha que ela não está mais aqui por sua causa... Você não deveria viver sem arrependimentos? Quer dizer viver não só por você... Mas por ela também. Você não acha que aonde quer que ela esteja ela está te observando e ver que o filho que tanto ama está sofrendo e o que ela fez por ele de nada adiantou... Não acha que isso está machucando ela?
– Machucando? – o medo tomava conta da minha voz.
Um turbilhão de lembranças retornaram de uma só vez, tudo que ele disse estava certo, não estava? Mas eu já disse. Sou fraco. Não consigo. E antes que eu percebesse comecei a contar tudo, e com tudo veio também uma dor forte no peito, mais do que isso... Na minha alma, e entre os soluços segui adiante...
– Ao decorrer de toda a minha vida eu fui muito feliz, acredite. Muito mesmo. Tinha pais perfeitos que se me amavam que se amavam. E tudo desmoronou. Ninguém sabia, mas... Quando eu nasci... Tinha um problema na vista. Um dia minha mãe me levou no oculista, porque eu estava apresentando dificuldades na escola. Depois da consulta eu fiquei sozinho por uns instantes e eu ouvi... A ouvi chorar, eu me assustei e fui ver o que era. Ela estava conversando com o médico... Perguntei depois sobre isso, mas ela disse que estava tudo bem. A partir daí eu ouvia meus pais discutirem frequentemente. Até que um dia minha mãe disse que – respirei fundo, estava difícil de falar.
– Não precisa continuar se não quiser – senti um toque quente em meu ombro... Quando foi que ele se aproximou? No entanto aquilo me deu mais vontade ainda de prosseguir.
– Não. Tudo bem. — recolhi fôlego novamente – Ela disse que iria passar um tempo na casa da irmã. Mas ela não foi fazer isso... — mordi o lábio inferior em uma tentativa frustrada de me conter – Depois de alguns meses, ela ainda não havia voltado. Um dia na escola meu pai não foi me buscar então a mãe de um amigo me deixou em casa. Eu ouvi a melodia do piano... A música preferida da minha mãe. Meu deus. Eu fiquei realmente feliz naquele momento. Pensei que ela tinha voltado... Mas não. Era só o meu pai tocando e pela primeira vez o vi chorar. Depois eu descobri o por que... O porquê também das discussões que eles estavam tendo, era por causa de mim, era por causa da minha doença. Eu estava com aquele problema e o tratamento e a cirurgia eram absurdamente caros. Meu pai estava se matando de trabalhar, mas não foi o suficiente e minha mãe insistiu em ajudar também, porém ele proibiu porque ela não podia por causa de sua saúde. Então ela foi supostamente pra casa da minha tia, mas na verdade não. Ela foi... — engoli em seco e passei as costas da mão sobre os olhos para limpar um pouco das lágrimas, mas na verdade só acabou dando espaço a outras – Ela foi... Trabalhar até a morte.
[ MinHo POV's ]
Lutei contra todas as minhas forças, contra todo aquele desejo de abraçá-lo e fazê-lo parar de falar, entretanto escutei tudo com atenção, porque eu sabia o quanto ele estava se esforçando para desabafar aquelas tão dolorosas palavras que vinham atordoando seu coração e, pior ainda, somente ao seu coração. Ele estava com um enorme peso sobre si. O silêncio foi tomado por seus soluços, por seu sofrimento e eu me sentia tão inútil perante aquilo, durante todas as suas palavras fechava os olhos, me concentrava como se assim pudesse absorver a sua dor.
– Ela foi... Trabalhar até a morte – aquilo chegou aos meus ouvidos como um estrondo ensurdecedor – Se não fosse por ela eu seria cego.
Senti uma grande pancada no meu coração e pude ver que ele se rendera completamente, pois suas pernas ficaram bambas e parecia mais do que claro que estavam a ponto de desabar. Então percebi que finalmente era a hora. Meus braços rodearam seus ombros, minhas mãos tocaram seu peito impedindo o seu corpo de cair ali mesmo. E uma energia mais forte do que tudo me fez juntar aquele garoto frágil o mais próximo possível de mim.
Seu choro se silenciou, suas lágrimas corriam sem mais soluços e eu pude sentir um pulsar em seu peito tão constante e intenso quanto o meu.
– Entende agora? – disse com um tom de voz baixo, mas suficiente para que eu ouvisse – Desculpe, mas eu não consigo... E meu pai, ele nunca me culpou de nada. Na verdade ele nunca nem bebeu... Mas depois disso ele entro em depressão, ai começou a beber sempre que podia e quando isso acontecia, ele realmente dizia o que pensava, fazia o que queria... E ele está realmente cer-
– Chega Tae... Chega. Tá tudo bem...
O menor segurou com as duas mãos meus braços que o rodeavam e ficou em silêncio. Automaticamente uma de minhas mãos encontrou a sua. Não queria que sentisse mais aquela solidão. Aquela dor. Na verdade ele era a pessoa mais forte que já conheci.
Então...
Ficamos assim durante um bom tempo.
Até que TaeMin finalmente parou de chorar.
Notas finais
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