I Can't Fight This Feeling

1 Capítulo 1 - A Primeira Vez


Tudo na vida possui uma primeira vez. Eu, particularmente sou um tanto quanto ambígua com relação a isso. Aprendi a andar e falar muito cedo, mas em compensação, o primeiro beijo demorou séculos na minha concepção. E na boa, devia ter esperado mais.

Ele era baixinho, corpo magro e tinha uma barba rala, como qualquer outro garoto de 14 anos. Seu nome eu prefiro não revelar mas a verdade é que, aquele foi o primeiro garoto a notar minha presença por trás das lentes e das gordurinhas a mais. Naquela segunda feira chuvosa, dentro da sala de aula trancada, durante a aula de educação física eu dei meu primeiro beijo. Embora não tenha dado em nada, aquela experiência me fez enxergar uma nova garota, que até então estava adormecida dentro de mim.

Com isso, vieram outros rapazes, outros beijos, mas era como se algo estivesse faltando em mim. Nuca tinha rolado aquela história de total entrega, meu coração ainda não batia forte por alguém. Eu estava confusa quanto a isso, cogitando até a possibilidade de virar freira.

Mas aí, o destino aprontou mais uma e eis que me apareceu Luke, o moreninho que gostava de ficar calado, mas estava longe de ser o cdf. Ele era bonito, tinha traços fortes e apesar do jeito rústico, devido a vida passada durante anos em uma fazenda do Texas, demonstrava um carinho comigo que nunca havia presenciado. Foi difícil conquistar Luke, ele era cobiçado por muitas garotas e não sei se a minha aparência o afastava de mim, mas a verdade é que, muito tempo se passou até darmos nosso primeiro beijo. E, sinceramente, foi a coisa mais doce e intensa pela qual vivenciei. Luke me dizia coisas bonitas, cantava e tocava violão para mim no intervalo das aulas, o que nos aproximou ainda mais. Com o tempo, as coisas foram esfriando e devo admitir que éramos tão imaturos para o amor que não soubemos como lidar. E ao descobrir seu romance com a minha melhor amiga, tive minha primeira e maior decepção amorosa, tanto que hoje em dia evito qualquer tipo de contato com ambos. Em Nova Iorque era impossível encontrar com eles, mas mesmo assim vi o rapaz andando pelas ruas outro dia. E o que posso dizer é que hoje em dia não sinto mais nada e só ficaram as boas lembranças daquela época.

Depois de Luke eu não me apaixonei por mais ninguém, nem um flerte, nem um beijo, nem nada. Simplesmente esqueci de amar. Nada de poemas, nada de músicas românticas, apenas vivendo um dia de cada vez.

Em um desses dias, estava sozinha na faculdade quando uma das minhas amigas, Britt, me mostrou um aplicativo no celular onde era possível conversar com as pessoas. Eu era totalmente contra isso mas não sei o que me deu naquele dia que resolvi apostar minhas fichas em um grupo anunciado sobre uma tal série que assistia.

–Vamos Quinnie, você vai gostar!

–Não sei se devo, parece tão superficial e não tem nada de concreto nisso...

Lucy Quinnie Fabray, chega de viver na solidão! Não quero te empurrar pra nenhum cara, apenas tente conhecer novas pessoas, conversar, interagir... Você é tão bonita, não merece ficar sozinha assim...

–Tudo bem, vamos fazer um teste então.

Comecei com pequenos grupos de conversa até que apareceu um jogo envolvendo várias pessoas, o que conhecemos como RPGs. Escolhi meu avatar e fiquei totalmente perdida, até que Finn me chamou em um chat privado para me ajudar. Começamos a jogar no mesmo dia e foi tudo fluindo muito bem... a não ser pela ex-namorada de Finn, uma garota chamada Rachel Summer. Ela era totalmente controladora e não gostou nada nada de me ver com o rapaz. Ela fazia de tudo para atrapalhar nossa interação, mas muitos apoiaram a causa, como a própria Brittany.

Com o tempo, conseguimos nos esquivar da tal garota e passamos a conversar cada vez mais. Eles tinham terminado recentemente e me contava sobre seus sentimentos, suas mágoas. Procurava não me envolver tanto mas... ele foi me cativando, e enquanto o ajudava, ficava cada vez mais encantada pelo rapaz alto de olhos negros. Não me sentia correspondida mas mesmo assim não pude controlar. E um dia, sem mais nem menos, me senti da mesma forma como me sentia com Luke quando nos conhecemos... Eu estava perdidamente apaixonada por Finn..