I Can't Fight This Feeling

4 Capítulo 4 - Uma chance ao amor


–Finn Hudson?! — minha voz quase não saiu de tanta emoção e ao mesmo tempo certo estranhamento.

–Eu disse que viria, não disse? Pois é, seu grandão está aqui.

Ele sorria com a mesma facilidade que uma criança ao observar as cores pela primeira vez. Seus braços fortes entrelaçaram minha cintura e pela primeira vez senti o toque dos seus lábios e meu rosto. Não conseguia raciocinar e muito menos explicar o que estava acontecendo naquele momento. Meu rosto simplesmente se escondeu em seu peito e tudo o que queria era parar o tempo para nunca mais sair do seu abraço. Ele afagou meus cabelos e beijou meu rosto mais uma vez.

–Bom, pelo visto estudaremos juntos... eu acabei de me transferir para cá e fico feliz em te ver. Muito feliz... Me diz uma coisa, falta quanto tempo para a sua próxima aula?

–Por hoje eu já terminei... — menti, descaradamente, esperando por um convite dele.

–Só pode ser o meu dia de sorte... tá a fim de sair e tomar um sorvete?

–Claro, pode ser...

Pelo trajeto pude escutar sua voz por diversas vezes. Finn tinha algo em seu jeito de ser que me encantava por completa... Conversamos por alguns minutos até chegarmos na sorveteria próxima à faculdade, e Finn era um verdadeiro gentleman, puxando a cadeira para mim e pagando pela conta no final. E assim se repetiu o mesmo encontro por quase uma semana, eu matava aula às vezes só para poder conversar com Finn, e ele por sua vez me presenteava com sua maravilhosa companhia.

–Mas me conta Quinn, como você veio parar em NY?

–Olha, eu vim de Ohio para estudar jornalismo. Nova Iorque é minha cidade favorita, pode não parecer mas sou apaixonada por tudo aquilo que cerca este lugar. As luzes, os lugares, o ar que ela exala...

Sinto que Finn continua me observando, dessa vez com um sorrisinho maroto em sua face.

–O que foi? — perguntei, curiosa com sua reação

–É que... nossa, você é linda. E me faz pensar em um futuro melhor a cada vez que olho para esse teu sorriso... Sei lá, é quase como um presente divino Quinn, um anjo.

Sinto meu rosto ficar em chamas, mostrando minhas bochechas coradas ao escutar aquelas palavras.

–Oh Finn, não precisa me dizer isso para parecer gentil...

–Hey, mas eu não estou sendo gentil... quer dizer, eu estou mas é que, eu... eu fui totalmente verdadeiro quando disse isso. Você é uma garota incrível e ainda mais maravilhosa pessoalmente.

Ele me abraça, de forma que seu queixo encoste em minha nuca, fazendo com que meu corpo todo se arrepiasse. Naquele momento, não conseguia mais pensar em ser durona com o rapaz e simplesmente dar um fora e culpá-lo por me fazer sofrer. Pela primeira vez decidi seguir meu coração e meus instintos, tocando o corpo de Finn e fechando os meus olhos. Antes que tomasse qualquer atitude, escutei sua voz ao pé do meu ouvido.

–Seria muita audácia a minha tentar te beijar agora?

Sorrio, olhando em seus olhos novamente, tocando nossos lábios de fora intensa e ao mesmo tempo suave. Suas mãos seguravam em meus cabelos enquanto aproximava mais os nossos corpos. Aquele era o momento ideal para um primeiro beijo e meu Deus, que beijo!!

–Quinn...

–Sim...?

–As pessoas estão olhando...

–E...?

–Acho melhor a gente parar...

–Sério?

–Uhum... mas se quiser, podemos continuar a dois quarteirões daqui, minha casa está perto do café e seria uma honra te receber.

–Finn, não acho que seja o certo, eu realmente adoraria ir mas sabe como é né...

–Quinn, não maltrate o meu pobre coração, eu só quero ficar ao seu lado, assistir um filme qualquer e comer pipoca. Não precisa fugir de mim, já dei provas suficientes de que não sou um maníaco psicopata.

Caio na gargalhada com as palavras do rapaz, mas me sentia insegura. Não por falta de experiência mas acho que aquela era a primeira vez que me sentia atraída fisicamente e emocionalemente por alguém. Meus pensamentos me forçavam e evitar o encontro com Finn mas aquilo seria totura demais e eu não poderia fugir para sempre.

–Tá bom, vamos então...

–Obrigada loirinha...

O apartamento era completamente diferente do que havia pensado. Finn, assim como todo rapaz que morava sozinho, era um pouco bagunceiro mas ele tinha um gosto muito apurado para arte e a cozinha estava absurdamente em ordem.

–É um belo local, e essa vista para o Central Park é perfeita!

–Pois é... eu morei em NY quando mais novo. Meus pais compraram uma casa a alguns kilômetros daqui mas eu sempre fazia questão de vir ao Central Park pelo menos uma vez por semana. Eu alimentava alguns animais que ficavam por aqui e também era uma forma de me sentir mais próximo do meu pai quando ele foi para a guerra. Infelizmente ele...

–Ele faleceu e você teve que se mudar. Sua mãe sofreu muito mas você a ajudou a superar...

–Eu já te contei isso não é mesmo?

–Sim, mas eu nunca me canso de ouvir. O carinho que tem pela Carol é tão lindo, sabe, nunca vi um rapaz ser assim com alguém.

Finn se aproxima e aos poucos me abraça por trás.

–Antes de ir para a guerra, meu pai me fez prometer que sempre cuidaria da minha mãe... e não apenas ela mas qualquer mulher que amasse profundamente. No início não entendi muito bem o que ele disse mas depois que ele morreu eu jurei para mim mesmo que cumpriria minha promessa, e assim venho fazendo.

–E você amo alguma outra mulher dessa forma?

–Não, mas acho que posso amar algum dia... quer me ajudar a descobrir?

Finn pega em minhas mãos enquanto o abraço lentamente, sentindo seu perfume de perto. Aos poucos, desço minhas maos até seu quadril enquanto ele abre o zíper do meu vestido. O pôr do Sol iluminava aquele ambiente e totalmente entregue ao momento, fechei meus olhos e comecei a acariciar seu corpo por baixo da camisa, que ele mesmo se encarregou de tirar.

–Você é tão linda...

Sorri ao escutar sua voz, quase como um sussurro. Calmamente tirei o cinto da sua calça, enquanto Finn se enrolava com meu sutiã. Ele me pegou no colo e me levou até o seu quarto, me deitando em sua cama e beijando meus seios.

–Oh Finn...

Minha voz estava fraca e não me contive quando começou a me tocar de forma mais íntima em meu corpo. Fiz o mesmo com Finn e aos poucos senti nossos corpos se tornarem um só em uma perfeita sincronia, até que ambos atingissem o ápice do prazer, de uma forma nunca experimentada.

Por fim, o rapaz acabou pegando no sono, como eu também fiz, abraçando meu corpo e sussurrando calmamente antes de fechar os olhos.

–Eu te amo Quinn...

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.