Notas iniciais
Sem beta, perdoe os erros.

ahh isso foi só um desabafo... não liguem

O frio aquela noite parecia aind amais congelante, mais tal fato parecia não ter importância par ao pequeno ruivinho sentado a beira de um lago, jogando predrinhas e suspirando baixo. O vento batia forte contra as folhas das árvores e só então o pequeno pareceu se dar conta de como a temperatura estava baixa.



Abraçou as pernas com os pequenos bracinhos e afundou a cabeça nas mesmas, deixando que finas lágrimas aquecesse seu rosto pálido.



Fechou os olhos quando seu a brisa fria esbofetiar seu rosto, e com ela, jogar em sua cara todas as lembranças daquela noite. Lembranças fortes demais para serem ignoradas. As lágrimas engrossaram e quase pode gritar ao sentir a dor tão imensa em seu coração. Não sabia porque ainda ia aquele lugar, tudo ali lembrava tanto ele, tudo ali trazia tantas recordações, tanta dor, mas seu institindo o guiava para aquele lugar, todas as noites.



Ouviu claramente quando o moreno disse que não o amava mais, mas sabia que ele voltaria, mesmo que demorasse anos ele voltaria, porque dentro do ruivinho ainda se mantinha acesa uma faisca de esperança. E enquanto ela não se apagasse de vez, ele continuaria indo ali, esperar por alguém que talvez nunca voltasse.

Flash back.

Sentiu fortes braços fortes enlaçar sua cintura e sorriu ao sentir o cheiro do perfume do namorado. O moreno encaixou sua cabeça na curva do pescoço do menor e deixou ali uma leve mordida, ato este que fez o pequeno suspirar.

- Você é louco Aoi? Alguém pode nos ver. — indagou baixinho, livrando-se dos braços de Aoi.



- E dai? -sorriu e abraçou novamente o menor



- E dai? e dai que seus pais ficam sabendo que você anda se agarrando com um homem, eles te matam, e matam a mim também.


Tratou de se desvecilhar novamente dos braços do maior. Amava demais aquele moreno, e por mais que sentisse falta dos braços dele, o ruvinho conhecia muito bem as consequências de um descuido. O risco de serem pegos era grande demais,e Ruki não estava disposto a corre-lo.



- Ninguém vai ver Ruki, e se virem eu nã ligo, estou cansado de me esconder. — Abraçou novamente o ruivinho, carregando em seus lábios um biquinho lindo, o mesmo que sempre deixava Ruki derretido.



- Isso é trapaça mocinho- deu-se por vencido, agarrando-se ao namorado de forma apaixonada e depositou em seu lindo bico, um selinho.



- Isso é maldade sabia? — fez outro bico, arrancando deliciosas gargalhadas do menor

- O que é maldade, meu amor?

- Eu aqui, louco de saudade e você me dá só um selinho? — indagou com voz manhosa, fingindo indignação.

- Oh, eu bem que queria te encher de beijos e mimos, mas você sabe, se seu pai ficar....

- Ah, meu pai denovo. Foda-se ele -

Sabia exatamente o que Ruki diria: \'\' Se seu pai ficar sabendo, é o fim para nós dois\'\', o próprio sabia que o risco era grande, mas o desejo de tomar os lábios do namorado era grande demais para segurar, por isso tratrou de impedir que a frase fosse completa, e decidiu por substituir as palavras de Ruki, por seus lábios carnudos.

Ruki também sabia do risco, mas não poderia negar para seu amor e nem para sí mesmo o quanto desejeva tocar os lábios de Yuu. Enlaçou gentilmente o pescoço de Aoi e se deixou levar pelo beijo. Era incrivel como o baixinho se sentia seguro quando estava nos braços de Aoi, na verdade, era somente nos braços de Aoi que Ruki se sentia de fato, protegido.

Longos minutos se passaram e o beijo continuava no mesmo ritmo apaixonado, do inicio, sendo interrompido somente quando um barulho se fez presente no local. Ruki apavorou-se e separou-se dos braços de Yuu.

- Aoi... indagou baixinho, sua voz saindo mais parecida com um sussuro.

Aoi manteve-se calmo, e lentamente rumou á outra prateleira da biblioteca do colégio, e paralisou ao ver alguém sair correndo fazendo alguns livros cair ao chão.

- O que foi Aoi?

- Nada amor, só alguns livros soltos que cairam. — forçou um sorriso e mostrou ao pequeno, os livros caidos ao chão.

Ruki sorriu aliviado, indo arrumar os livros na prateleira, com a ajuda de seu até então, namorado.

******************

Os dias passaram-se rapidamente, Ruki saira da escola preocupado, pois Aoi não estava comparecendo ás aulas e isso não era normal. Não quando passaram a namorar.

Preocupado, Ruki pegava-se ligando para o celular do amado diversas vezes, nunca obtendo resposta.

Caminhava em passos rápidos pelas ruas, não sabia porque estava indo o bosque, mas alguma coisa dizia que Aoi estaria lá e sorriu feliz ao notar que não havia se enganado. Ele estava ali, sentado lindamente á beira do lago, jogando pequeninas pedras na água.

Aproximou-se do moreno e o abraçou por trás, quase foi ao chão, quando estranhamente, Aoi levantou-se.

- Aoi? - arqueou a sobrancelha, questionando-o sem resposta. - Aoi- chamou-o novamente e sentiu seu coração congelar ao notar o quão frio era o olhar do moreno sendo direcionado a si. — o que aconteceu huh? você não tem ido á escola.


- Eu estou bem!

Assim como o olhar, a voz de Aoi também exalava frieza.

-Precisamos conversar, Takanori!

Takanori? Aoi nunca o chamara pelo nome real. De fato, algo estava errado, e muito errado.

- Estou ovindo.

O ruivinho sentou-se no gramado esperando que Yuu começasse a falar, e no coração um medo que nunca sentira antes.

- Irei direto ao ponto, sem rodeios... - suspirou profundamente, procurando forças para prosseguir com aquilo — eu quero terminar.


Terminar? Não, Ruki não poderia ter entendido direito, como assim terminar? Abriu a boca diversar vezes, afim de proferir alguma palavras, mas essas insistiam em não sair

- Te-terminar? mas... por que? — levantou-se ligeiramente, com os olhos lacrimejantes ao finalmente dar-se conta da profundidade das feridas que aquelas palavras causaram ao seu coração.- o que foi que eu fiz?

- Você não fez nada Ruki! Eu só... não quero mais ficar com você. - virou o rosto ligeiramente, procurando um ponto para encarar.

- não, não, não, eu devo ter feito alguma coisa! Por favor Aoi, fala pra mim.
- Você não fez nada, eu já disse. -Elevou seu tom de voz, ao notar o desespero do ruvinho

- Então me diz porque... você... encontrou outra pessoa? — olhou-o suplicante, precisava de um razão.

- Não Ruki, eu não tenho outra pessoa, se é isso que quer saber. — fitava um canto qualquer do bosque, não poderia olhar para Ruki, não quando seus olhos só transmitiam dor, e se sentia o pior dos homens por saber que era ele o causador do sofrimento do seu pequeno.

- Então me diz o porque droga- agarrou-se aos braços de Aoi, que até então permanecia imovel.

- Porque eu não te amo mais.

E essas palavras penetraram fundo o coração do ruivinho, fazendo-o soltar, Aoi. Não houve outra reação da parte de Takanori, ele apenas fitava Yuu sem proferir uma palavra sequer

- Não é verdade!- Rio baixinho, profurando nos olhos de Aoi uma confirmação para sua afirmação — você esta brincando comigo, não esta? Isso não tem graça, Aoi.

- Não é brincadeira alguma. Eu não te amo mais, e pronto. aceite de uma vez. -

-Então olha pra mim... — pediu choramingando, as lágrimas já banhando seu belo rostinho. — olha pra mim... por favor — Não poderia olhar para Ruki, não quando toda sua fraqueza estava naquele pequeno ser á sua frente, mas também não poderia recusar o pedido do seu anjinho, e também, não poderia negar a sí proprio o direito de olhara para aqueles olhos, nem que essa fosse a última vez.

Permitiu-se fitar o ruvinho e sentiu sua alma ser sugada pela dor, pois o brilho que tanto amava ver nos olhos do baixinho, já não existira mais.

-Diz agora Yuu... diz que não me ama mais.

E não era necessário nenhuma faca para rasgar seu coração, somente no tom de suplica na voz de Ruki foi o suficiente para dilacerar de vez, aquele orgão que agora, já não batia mais em seu peito.Por mais que devesse fazer aquilo, jamais seria capaz de dizer palavras tão duras e mentirosas olhando-o nos olhos.

- Não faça esse momento ser ainda mais dificil. Eu já disse tudo que tinha para dizer.Foi bom conhecer você Takanori. Boa noite. - e partiu, deixando junto ao pequenino essas palavras tão duras.

Ruki chorava como nunca chorou antes, a dor em seu peito apenas o ajudava a intensificar o pranto. Agora, sentia-se um corpo sem alma, sem vida, sem alegrias. Ainda não aceitava o fim, não suportava a idéia de perder Yuu e quase enlouquecia apenas em pensar que poderia ver seu amado nos braços de outro. Aquilo era doloroso demais.

Flahs Back the end.

E mais uma noite se iniciara, e como sempre, lá estava Takanori, parado em frente ao lago, observando algo que somente ele poderia ver. Aoi não foi capaz de dizer aquelas palavras duras olhando para o baixinho e foi essa ação que ainda o levava até aquele lugar e mantinha em seu interior a esperança de um dia sentir novamente seu cheiro, sentir novamente seus braços o protegendo e principalmente a esperaça de ouvi-lo negar tudo que disse no passado.

Quanta dor suportou durante todos esses dois longos anos? quantas noites permaneceu acordado com medo de dormir e sonhar com ele? quantas lágrimas derramá involuntariamente?

Incontaveis.

Não era justo! Não quando ele se entregou de corpo e alma aquele homem, não quando lutou contra sí mesmo para aceitar que o amava e que precisava dele, não quando venceu seu próprio medo e estava disposto a lutar contra o preconceito de suas familias. Não quando o amara tanto. Não, aquilo não era justo.

A lua no céu estava linda: cheia e brilhante, deixando seu reflexo beijar as águas do lago. apesar da beleza da lua, a temperatura baixa ainda permanecia. O corpo gelado de Takanori tremia levemente, o mesmo não sabendo se por falta dos braços de Aoi ou se pelo frio, provavelmente por ambos. Aquele lugar, além de bele, era especial para Ruki, pois foi ali que conheceu Aoi, foi ali que descobriram que se amava, foi ali o primeiro beijo, o pedido de namoro. E se algum dia alguém perguntasse quando foi o dia mais feliz de sua vida, com toda certeza ele responderia, que foi o dia em que conheceu Yuu. E se por ventura perguntassem o dia mais triste, talvez a resposta fosse a mesma.

O frio aumentava e Takanori se viu obrigado a se encolher, não pretendia sair dali tão cedo e não seria o frio que o obrigaria a tal, já que conviver com o frio mesmo em dias de calor, já era costume seu.

- Você deveria se agasalhar, pode ficar resfriado.

Arregalou os ohos quando aquela voz entrou por seus ouvidos e congelou ao sentir o cheiro tão conhecido invadir suas narinas. Aquele cheiro e aquela voz Takanori reconheceria á milhares de distância. E sem dúvida ele havia voltado.

- O que... o que faz aqui? — permaneceu quieto, sem virar-se para fitar o moreno.

- Este lugar também faz parte de mim.- falou sincero, sentando-se ao lado de Takanori, que ao notar, levantou-se ligeiramente.- e eu, sabia que você estaria aqui.

-...

-Eu... senti sua falta. — falou baixinho, mais para sí do que para o menor, mas bem audivel.

-...

- Eu sei que você deve me odiar e que eu não tenho direito de te dizer isso, mas eu realmente senti sua falta. — suspirou, e o silêncio predominou o lugar, ambos imoveis.

....

- O-olha pra mim... — Pediu, em um quase sussurro, logo sendo atendido e tendo o olhar de Aoi sobre o seu. Ah, quanta saudade daqueles olhos.- quando... você foi embora... você não me amava mais...era verdade? - sua voz era tremula e seu medo em uma confirmação que queimava o peito, mas ele queria saber. Ele precisava mais do que qualquer outra coisa, saber a verdade.

- Eu nunca deixei de te amar.

E foi essa a confirmação que ele esperou durante tantos anos. E não foi capaz de conter um sorriso. Ele sabia que Aoi o amava, sabia que voltaria, seu coração gritava isso a todo momento.

- Então me beija, e mata essa saudade que sinto de você.

E não necessário um segundo pedido, pois Aoi já enlaçara a cintura de Takanori e o tomava os lábios num beijo apaixonado, denunciando o amor que ambos nutria um pelo outro

Porque não importava quanto tempo passasse, Ruki estaria sempre esperando por Aoi. Porque seu coração nunca o enganou.

Notas finais
FIM.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!