I Can Wait Forever
9 Capítulo 8
Notas iniciais
Eu sou viciado em você, eu acho que você sabe que é verdade que eu correria mil milhas para ter você
Simple Plan — Addicted
Uma semana e meia depois...
Acordei e na mesinha ao lado da minha cama improvisada tinha, o que aparentemente seria, meu almoço, seitei-me na cama ainda com o braço enfaixado. Suspirei e comecei a comer a escassa comida que havia ali.
_Ei! Como está se sentindo, Liz?_disse Edmundo.
Não virei-me para o canto onde ele estava porque eu sabia que meu ombro doeria mais ainda, apenas sorri.
_Melhor do que quando levei a flechada_ rimos fraco.
_Pedro pediu-me para ficar de olho em você enquanto ele treinava nossas linhas de batalha... Ele não te deixa sem ninguém nem por um segundo, sabia?
_Ele tem medo que algo aconteça comigo..._Bufei, essa conversa me fez perder a fome, não sei porque._Ed, onde ele está treinando o exército?
_Hm... Um pouco mais afastado do rio, mas não muito, está na margem oposta às barracas. Porque a pergunta?
_Estou indo até lá_levantei-me rapidamente e a tontura tomou conta de mim, tive que me segurar na mesinha e Ed veio logo me ajudar.
_Você não tem condições nem de levantar, quanto mais de andar quase cem metros até onde ele está!
_Você me ajuda, por favor Ed..._fiz uma expressão de cachorrinho abandonado que sabia que Edmundo não ia resistir, ele balançou a cabeça negativamente e murmurou "Pedro vai me matar", eu ri e fomos até onde Pedro estava.
Nos sentamos a uns quatro metros onde o exército estava, eles tinham feito um campo de treinamento com algumas madeiras, árvores caídas, pedaços de pano e cordas que conseguiram arranjar; ficou muito bom até, considerando que foi feito de última hora a mando de Edmundo e Susana.
_Porque não vai até lá treinar?
_Não devo deixar-te sozinha_disse Edmundo, seus olhos brilhavam com as táticas que seu irmão passava aos soldados, seu sorriso apenas aumentava. Me senti culpada por ser a causa de ele não estar ali.
_Vai logo, eu estou bem aqui!
_Obrigada!_ele beijou minha bochecha e foi correndo até Pedro, ele sussurrou algo para o mais velho que olhou-me e assentiu, sorrindo...
E que sorriso! Já mencionei isso?
Pedro disse mais algumas coisas à Edmundo e a boca do mais novo se abriu em surpresa, pude notar — mesmo de longe — que seus olhos estavam brilhando e que o garoto estava entusiasmado com algo. O mais velho colocou a mão do ombro do irmão, murmurou algo e sorriu. Eles se abraçaram e logo Pedro estava na minha frente.
_Ei, você deveria estar ali, com o resto do pessoal! Treinando nosso exército!
_Ah o Edmundo pode cuidar disso... Tenho que falar com você, afinal.
_Falar sobre o que?_Meu coração começou a bater tão rápido que abriria um buraco no meu peito e saltaria para fora, minhas mãos tremiam como um terremoto que arrasa cidades.
_Venha comigo Rainha_ele ria da minha cara, que deveria estar mais branca que um papel A4, ele segurou minha mão e levantei-me, começamos a andar vagarosamente e conversávamos sobre coisas aleatórias e sobre nossas lembranças de Nárnia e como tínhamos passado o ano anterior; já que não nos vimos.
Ele me disse que a escola estava muito legal e que adorava praticar esportes, disse ainda que participaria do time de rugby do colégio; ele estava feliz. Contei que tinha saído da escola em que eu estava e agora estava em uma outra onde as pessoas pareciam ser mais legais e leais; já tinha feito alguns amigos e amigas. Quando contei a ele sobre meu melhor amigo, Hector, ele ficou vermelho... Foi uma cena fofa de ser ver já que ele estava com ciúmes e não queria admitir.
_Então Hector é bem parecido com você às vezes, sabe? Ele também gosta de esportes, mas ele pratica futebol americano e está no time da escola...
_É? O que é futebol americano?_ele fez uma cara de desentendido e eu ri, expliquei como era e ele sussurrou: "ainda prefiro rugby".
_Pare de ciúmes!
_Não estou com ciúmes_nos sentamos na praia que tinha ali, acho que era a mesma praia que eu havia ido depois de discutir com Aslan na primeira vez que aqui visitei.
_Não, claro que não_rimos, coloquei a cabeça em seu ombro e ficamos assim por alguns minutos — que eu esperava, sinceramente, que nunca acabassem.
_É amanhã...
O olhei confusa e "O que é amanhã?", exclamei.
_O duelo, Liz_ele sorriu de lado, Pedro não me encarava, nem ao menos me olhava. Tinha apenas seus olhos azuis perdidos no mar a nossa frente.
_Era isso que queria conversar comigo?_minha voz saiu falhada e todas aquelas sensações de insegurança, medo, pavor, infelicidade me tomaram.
_Era sim, você sabe que eu posso perder e se eu perder eu quero que saiba que eu...
_Não quero ouvir isso! Não vou ouvir isso de você!_O interrompi, algumas lágrimas escorriam pelo meu rosto e ele olhava-me com seriedade, pena._Você vai ganhar Pedro, você não vai me deixar, escutou? Su, Ed, Lucia, Nárnia... Eu! Todos precisamos de você. Nem cogite a possibilidade de não ganhar daquele velho idiota!
Ele me abraçou e eu estava soluçando, eu não sei como sobreviveria se ele... se ele morresse.
_Elizabeth, pare com isso, está bem? Sabe que quero vencer mais do que tudo amanhã, sabe que tudo o que eu mais quero é estar vivo depois da batalha, quero comemorar com todos vocês a soberania narniana, mas sejamos realistas isso pode não acontecer e eu quero que você entenda, que saiba que...
_Para com isso Pedro, por favor_implorei, já estava escurecendo, e provavelmente estavam nos procurando para o jantar, se bem que eu não estava com fome. Ele me abraçou mais forte e ficamos em silêncio, os únicos barulhos que escutávamos eram: os meus soluços e o barulho das ondas quebrando na praia.
Ali era para ser um lugar de paz, porém no momento parecia um lugar fúnebre, triste e até dramático demais.
Ouvimos passos na areia, eu não levantei a cabeça, apenas ouvi Susana dizendo:
_Desculpe atrapalhar só que já está na hora do jantar e queriam saber se vocês irão juntar-se a nós.
_Nós não vamos_eu disse, ainda sem olhá-la.
_Você precisa comer Liz...
_Não estou com fome, obrigada pela preocupação Su.
Ela saiu e ficamos só nós dois novamente, ele bufou e eu saí de seus braços.
_Você tem que comer, eu tenho que comer...
_Pode ir comer, não estou com fome_disse ríspida.
_Liz, você sabe que eu não fiz por mal...
Me levantei, com raiva, estava tremendo de ódio. Ele não diria, pelo menos para mim, aquelas palavras tristes que todos os soldados dizem antes de partir para sua última batalha. Aquela não poderia ser a última batalha dele, não seria a última batalha dele, ele não perderia para um velhote, não mesmo.
_Você não vai me dizer as coisas que quer Pedro, você não vai perder, você não vai morrer e pronto!_suspirei, estava sendo infantil demais, estava maquiando demais a realidade, queria acreditar em tudo o que eu tinha acabado de dizer.
Ele se levantou também e ficou na minha frente.
_Não vou brigar com você, não agora_ele colou minha testa com a dele e passou as mãos na minha cintura, fechei meus olhos e senti o perfume doce dele, aquele momento ficará para sempre em minha memória._Eu te amo.
Sorri ao ouvir aquilo, eu só queria ouvir mais e mais vezes, queria gritar ao mundo que ele havia dito aquilo; eu devia estar sorrindo feito uma boba.
_Também te amo_nos beijamos, calmamente, como sempre, foi perfeito.
_Fica comigo hoje?_ele perguntou, eu assenti.
Mentalmente eu pedia a Aslan que o dia de hoje não acabasse e o dia de amanhã não chegasse.
Notas finais
kk enfim, gostaram desse momento fofuxo dos casal mais lindo dessa bagaça? haha eu amei e_e
~DESCULPEM A DEMORA :/
~ CULPA DESSA DROGA DE ESCOLA, SEI QUE ME ENTENDEM.
enfim espero postar o próximo terça a tarde ou de noite :) REVIEWS PLEASE PLEASE.
E, talvez, eu mereço recomendações? hehe ♥ love you all, tenham uma boa semana :3
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