Notas iniciais
~ NÃAAO ME MATEM haha
~Desculpem a demora, muitas coisas pra fazer, muitos problemas para resolver e refiz 1281928 de vezes esse capítulo, mil perdões e espero que gostem!
~Nos vemos lá embaixoo

É melhor sofrer o pior agora do que viver no eterno medo dele.

Júlio Cesar — Imperador Romano


Fui acordada por Caspian, e pude ver que ainda estava muito escuro, ou seja, era madrugada e eu não devia ter dormido nem ao menos cinco minutos. Tínhamos lutado tanto durante esses dias que eu queria apenas dormir, porém até de descansar estava sendo privada agora.


_É bom que tenha um bom motivo para me acordar_bufei e ele riu, esticou a mão e eu a segurei; num impulso ele me puxou pra fora da cama e com muita má vontade saí da tenda.

O segui até uma caverna mágica, no centro do Monte, conhecia aquele lugar, afinal, era onde a Mesa de Pedra estava, entramos e e ali havia um grupo de seis pessoas — ou criaturas, como queira — sentados em volta de uma mesa improvisada e sentados em troncos dispostos um de cada lado da mesa; para iluminar a caverna tinha, em cima da mesa, uma lamparina de barro que ao refletir em nós criava sombras nas paredes; o que deixava a caverna mais sinistra ainda.

Estávamos em seis — eu, Caspian, doutor Cornelius, Caça-Trufas, Trumpkin e Nikabrik — e o motivo da reunião era que Caspian tinha convocado um Conselho de Guerra; precisávamos decidir o que fazer em relação ao exército de Miraz, que a cada segundo ganhava mais vantagem sobre nós.

_Se o rei tenciona algum dia fazer uso da trompa, acho que chegou a hora.

_Concordo com o nobre texugo, precisamos de ajuda_ eu disse._ Se continuarmos assim estaremos acabados em menos de uma semana!

_Sem duvidas, estamos em situação desesperadora_ concordou Caspian._Mas quem poderá dizer-nos se as coisas não vão piorar? E se chegarmos a uma situação ainda mais desesperadora depois de termos tocado a trompa?

_Raciocinando desse jeito, a trompa só será tocada quando for tarde demais_ Nikabrik se opôs.

_É verdade_disse o doutor.

Um breve silêncio se fez na sala, dava para perceber que todos estavam pensando nessa questão, só havia um ser na sala que visivelmente estava entediado com a conversa.

_Que acha, Trumpkin?_ disse Caspian.

_Ora, quanto a mim, o rei sabe bem o que penso da Trompa... e desta pedra rachada... e do Grande Rei Pedro... e do seu Aslan. Tudo isso é cascata!_Ele disse isso em um tom de deboche e, subitamente, eu queria bater naquele anão convencido, como ele podia falar dessas pessoas que foram tão importantes para o reino no qual ele vivia?_Tanto faz que se toque a trompa agora, como em qualquer outra hora. Só peço que não se fale isso com os soldados. Não vale a pena alimentar esperanças em auxílios mágicos, que (na minha opinião) sempre fracassam.

_A única_disse dando ênfase na última palavra_ coisa que eu concordo com ele é sobre não mencionarmos nada sobre isso aos soldados; é bom que eles estejam concentrados nas batalhas e não em reforços que podem não vir.

_Então, em nome de Aslan_pude ver Trumpkin revirar levemente os olhos_farei soar a trompa da rainha Susana.

Finalmente vou poder dormir!

_Temos de pensar numa coisa_ alegria de pobre dura pouco, não é possível isso! Sempre tem alguém para tirar minhas esperanças de voltar para minha querida e convidativa cama._Não sabemos sob que forma nos chegará o auxilio. Pode ser que o próprio Aslan venha de além-mar, mas me parece mais provável que, saídos do passado, venham até nós o Grande Rei Pedro e os seus bravos companheiros. Num caso ou no outro, nada nos garante que o auxílio se manifeste aqui..._disse o doutor e logo meu coração desatou a andar mais rápidos apenas por conta da possibilidade de ter Pedro aqui.

_Perfeito!_interrompeu Trumpkin.

_É possível_continuou Cornelius_ que eles ou ele voltem a alguns dos velhos lugares de Nárnia. Este, onde nos escondemos agora, é o mais antigo e sagrado de todos, pelo que me parece provável que a resposta ao nosso apelo se concretize aqui. Mas não devemos esquecer dois outros. Um é o Ermo do Lampião perto da nascente do rio, a leste do Dique dos Castores.

_De onde dizem que eles tenham vindo, e também é o último lugar de onde se tem notícias dos reis, certo?_eu disse.

_Sim Majestade, o outro lugar é junto à foz desse mesmo rio, no local onde outrora se ergueu Cair Paravel.

_Onde os reis reinaram_disse Caspian, ele me olhava_você esteve lá?

Sorri ao me lembrar das memórias inesquecíveis daquele castelo.

_Sim, estive lá.

_Se o próprio Aslan vier ao nosso encontro, será esse o locar mais adequado para recebê-lo, pois em todas as lendas ele é filho do grande Imperador-de-Além-Mar. Quando vier, sem dúvida, surgirá do mar. Seria bom que enviássemos mensageiros a esses dois lugares, para recebê-lo... ou recebê-los.

_Já esperava por isso!_resmungou Trumpkin._ O resultado de toda essa tolice será perder dois soldados, em vez de obter auxílio.

Eu ri, e estridente e com desdém, como alguém podia enxergar só o lado ruim das coisas? Não percebe ele que o auxílio será muito bem vindo não importa como ele venha?

_Nosso exército está quase acabado, não acha-se um soldado se quer sem algum ferimento e você acha mesmo que perder dois vai fazer alguma diferença? Estamos acabados com ou sem esses dois soldados!

_Você só diz isso porque o seu amado rei pode voltar!

_Você acha isso mesmo? Então é porque realmente não me conhece!_eu disse já ficando em pé e batendo minha mão em forma de punho na mesa._Dane-se se Pedro vem ou deixa de vir, qualquer ajuda agora é bem vinda, e você não pode negar isso.

_Vamos perder combatentes!

_De novo, acha que faz diferença dois a mais ou dois a menos? Nossos soldados nem se aguentam em pé!

_Isso por conta do seu plano que falhou!

_Se é assim porque não cria um plano infalível?

Todos nos olhavam assustados e então o anão baixou o olhar, que até agora estava preso em meus olhos.

_Desculpe Majestade, não medi as palavras...

Mas nunca deixaria nem deixarei alguém; seja quem for, falar comigo deste jeito ou ainda desdenhar das pessoas mais importantes da minha vida e ainda da vida de muitos de Nárnia.

_Se mais ninguém tem algo a dizer sobre isso, nós vamos mandar alguém até esses lugares_me sentei_ alguma sugestão de quem deva ir?

Silêncio, acho que todos estavam com medo de mais alguma bronca ou discussão vinda de mim... Tolos.

_Os esquilos são ideiais para cruzar o território inimigo_ disse Caça-Trufas.

_Todos os nossos esquilos (e não são tantos assim!) são assustadiços_disse Nikabrik._Farfalhante é o único no qual se pode confiar.

_Pois que se mande Farfalhante_disse Caspian com um jeito autoritário._E quem será o outro? Sei que você estaria pronto para partir, Caça-Trufas, mas é muito lento. E o doutor também.

_Sem contar que o doutor está sendo procurado nas linhas inimigas_eu disse.

_Eu é que não entro nessa!_disse Nikabrik._Com todos esses humanos e animais por aqui, tenho que ficar e ver se os anões são bem tratados.

_Cale a boca_ Trumpkin disse colérico_É assim que se fala ao rei?_acho que ele aprendeu a lição..._ Se quer que eu seja o mensageiro, Real Senhor, estou pronto para partir.

Esse anão é bipolar, sério.

_Mas Trumpkin, pensei que você não acreditava na trompa..._Caspian disse.

_E não acredito mesmo! Mas o que uma coisa tem a ver com a outra? Sei quando se trata de dar um conselho ou de receber uma ordem_ele olhou para mim e eu o encarei.

_Nunca me esquecerei de sua nobre atitude Trumpkin. Chamem Farfalhante aqui imediatamente. Quando devo tocar a trompa?

_Aconselho que espere o nascer do sol_disse doutor Cornelius.

_Madrugadas são desfavoráveis às operações de magia branca, Caspian..._eu disse._Vou chamar o esquilo.

Saí dali e logo Caspian estava ao meu lado, ele me olhava de um jeito estranho, como se quisesse falar algo mas não sabia se deveria, revirei os olhos.

_Diga Caspian.


Notas finais
~ Gostaram? mereço reviews? haha bem comprido né?

~beijos galerê