I Can Wait Forever
11 Capítulo 10
Notas iniciais
Agora eu estou doente desta espera então venha e leve seu tiro. Você pode cuspir todos seus insultos, mas nada que você diz vai nos mudar. Você pode sentar lá e pode me julgar, dizer o que quizer, nós nunca o deixaremos entrar
Simple Plan — Me Against the World
Pegamos as armas e corremos para o ataque, só se ouvia o barulho de armas e escudos se chocando, uns gritando aos outros, o campo estava cheio de corpos ao chão.
Os pequeninos ratos atacavam os telmarinos com força total, eles espetavam seus pés e quando o inimigo caiam os ratinhos acabavam com eles, e quando eles não caiam sempre tinha alguém para terminar o trabalho.
Estávamos em grande vantagem quando o inimigo começou a gritar, as armas caiam ao chão e eles olhavam o bosque de boca aberta.
_ O bosque! O bosque! É o fim do mundo!
As árvores vinham em nossa direção, fique feliz por nunca estar em um campo de batalha em que as árvores lutem, pois elas passam por cima de tudo e de todos, acabavam com os inimigos em segundos. Eles se infiltraram em nossas fileiras rapidamente e continuaram o ataque mesmo já um pouco longe de onde a batalha se tinha iniciado.
Os homens de Miraz corriam em direção ao Grande Rio, acho que queriam atravessar a ponte para chegar na cidade de Beruna e lá se defenderem.
Eles conseguiram chegar ao rio, porém não tinha nenhuma ponte ali, e logo eles entraram em pânico.
Cercamos os homens de Telmar, estávamos felizes por, finalmente, termos ganhado. O inimigo não tinha mais escapatória, não tinha outro caminho a não ser se render.
Uma velha, no entanto, desceu a encosta em direção à Caspian e os dois se abraçaram. O que raios está acontecendo?
Olhei para a direção na qual a senhora veio e então fiquei aliviada, as rainhas, Aslan e mais uns seres estavam ali. Bem, se o Grande Leão estava ali, com certeza não perderíamos.
Alguns anões vermelhos ficaram boquiabertos, os telmarinos também e horrorizados devo dizer. Eles nunca haviam acreditado em Aslan, sendo assim estavam tremendo e até pálidos. Os anões negros correram para se esconder, já que tinham tomado partido de Nikabrik.
Apenas os animais falantes cercaram Aslan e começaram a bater seus cascos, roçar, guinchar, relinchar e acariciar o Leão.
Então eu, Pedro e Caspian abrimos caminho até Aslan, todos nós nos ajoelhamos na frente dele e logo Caspian disse:
_Permita que me apresente, Senhor!
_Bem-vindo seja, príncipe_falou Aslan._Sente-se bastante forte para reinar em Nárnia?
_Bem, eu não sei, não passo de um garoto.
_Muito bem!_disse Aslan._Se dissesse que tinha certeza, seria prova de que não estava apto a reinar. Por isso, abaixo de mim e do Grande Rei, será rei de Nárnia, Senhor de Cair Paravel e Imperador das Ilhas Solitárias. Você e seus descendentes, enquanto durar a sua raça. A sua coroação... Mas o que vem a ser isso?
Vinham cerca de onze ratos num cortejo bem estranho, seis transportavam algo feito em uma liteira de ramos, eles estavam tão tristonhos que suspeito que ninguém já viu ratinhos mais tristes que aqueles; uns estavam sujos de lama e alguns até de sangue! Arrastavam a cauda pela relva, seus bigodes e orelhas estavam caídos, e o rato que abria o cortejo tocava numa pequenina flauta uma melodia arrastada e triste.
O que jazia na maca parecia um monte de pêlo úmido, mas não era apenas pêlo, era sim o que sobrou de Ripchip. Oh que fim terrível para um ratinho tão corajoso e bravo como ele! Pelo jeito ainda respirava, porém parecia estar mais pra lá do que pra cá, estava sem uma pata e seu rabo estava curtíssimo.
_É sua vez, Lúcia_disse Aslan, e assim a garotinha pegou seu frasco de diamante e jogou uma gota em cada ferimento do rato. Rapidamente ele já estava de volta, em pé e com a espada em mãos fez uma reverência.
_Salve, Aslan! Tenho a honra de...
Ripchip parou por um instante, ainda estava sem cauda. Não sei se porque Lúcia havia se esquecido de pingar uma gota ali ou se o líquido não fazia crescer caudas... Roudou em torno de si mesmo umas três vezes e aí conseguiu perceber que estava sem cauda.
_Estou perplexo!_gritou o rato, era até engraçado ouvir aquilo vindo de uma voz tão fininha que parecia quase um ruído sem importância._Estou absolutamente fora de mim. Peço a sua indulgência pelo fato de apresentar-me de maneira tão imprópria.
_Pelo contrário, até lhe fica muito bem, pequenino_disse o Leão.
_Mesmo assim, se se pudesse fazer alguma coisa... talvez Vossa Majestade..._disse Ripchip se curvando em direção à Lúcia.
_Mas par a que você quer uma cauda?_disse Aslan.
_Senhor, é verdade que, sem ela, osso comer e dormir e dar a vida pelo meu rei. Mas a cauda sempre foi a honra e a glória de um rato.
_Parece que ás vezes você se preocupa demais com a sua honra.
_Rei poderoso sobre todos os Grandes Reis, permita recordar-lhe que a nós, os ratos, foi dado um tamanho muito pequeno, de modo que, a não ser que conservemos a nossa dignidade, alguns dos que metem as pessoas aos palmos seriam bem capazes de se permitir brincadeiras de mau gosto às nossas custas. Por isso é que não perco a oportunidade de afirmar que todo aquele que não quiser sentir esta espada bem perto do coração deve evitar, na minha presença, toda a referência a ratoeira e queijo frito. Não admito, Senhor... nem ao mais alto idiota de Nárnia_olhou furioso para o gigante Verruma, que não entendia nada da conversa.
_Por que todos os seus seguidores estão de espada na mão?_perguntou Aslan.
_Com licença Vossa Majestade_disse um outro rato._ Estamos todos prontos a cortar a cauda se nosso chefe ficar sem a dela. não queremos ostentar uma honra que é negada ao Grande Rato.
_Ah!_rugiu Aslan._Vocês venceram! São muito corajosos. Não pela sua dignidade, Ripchip, mas pelo amor que liga ao seu povo e, mais ainda, pela bondade que o seu povo mostrou para comigo, há muitos anos, quando roeu as cordas que me prendiam à Mesa de Pedra, você terá de novo a sua cauda.
Assim que Aslan acabou de falar a cauda do rato já estava em seu devido lugar. Então, seguindo as ordens de Aslan, Pedro conferiu a Caspian a dignidade de Cavaleiro da Ordem do Leão, e Caspian, uma vez armado cavaleiro, conferiu a honra a Caça-trudas, Trumpkin e Ripchip, declarando o doutor Cornelius seu Supremo Magistrado e confirmando ao Urso Barrigudo o direito hereditário de Árbitro. Tudo isso ocorreu no meio de aplausos e gritos alegres.
Os soldados telmarinos calmamente foram levados até a cidade, onde ficaram presos, e recebiam carne e bebida ali. Ficaram morrendo de medo ao atravessar o rio que era de água corrente, eles odeiam água corrente.
Começou ali uma grande festa que se estendeu por muitas e muitas horas...
Xx
Acordei e saí da barraca, fora dela, Aslan estava ali, postado na frente da barraca com Pedro, o Leão me olhava com pena e Pedro tinha a expressão confusa.
_Precisamos conversar, princesa_disse Aslan.
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