I Can Wait Forever
2 Capítulo 1
Notas iniciais
~ espero que gostem :3
O homem superior atribui a culpa a si próprio; o homem comum aos outros.
Confucio
_Quem é você?
_Eeerm... E-eu sou_dei uns dois passos para trás_ Elizabeth...
O urso pareceu ficar surpreso e nesse momento ficou de joelhos...
_Desculpe Rainha! Eu não sabia que era você, nem sabia que tinha voltado à Nárnia!
_E-está tudo bem, se levante! Quero que me conte o que aconteceu com meu reino, se possível.
_Claro, claro entre!_ ele me deu passagem e entrei no tronco, que pelo que eu entendi é uma casca de árvore velha encantada, era lindo por dentro, meio rústico mas ainda com um ar diferente... Nárnia parecia tornar tudo mais especial, mais mágico.
Assim que entrei vi alguns seres que já estava acostumada a ver, três ursos, um texugo e dois anões, e mais surpreendente um garoto, não parecia muito velho; tinha olhos e cabelos negros e tinha um jeito imponente, mas mesmo assim parecia sentir-se um pouco acuado.
_Que falta de respeito! Ajoelhem perante a Rainha de Nárnia; Elizabeth filha dos nossos primeiros reis!_Assim eles se ajoelharam, pude ver melhor as feições dos anões, havia um de cabelo e barba que pareciam mais com crinas de cavalos do que "pêlos" normais das pessoas e este tinha uma feição carrancuda, como se estivesse sendo obrigado por uma força superior a ajoelhar; já o outro anão parecia um pouco mais gentil, talvez os anões tivessem mesmo esse jeito carrancudo, já conheci vários e muitos tem esse jeitinho mesmo... Este tinha cabelo e barba avermelhados.
_Não precisam ajoelhar-se perante à mim! Levantem-se_e claro, em segundos todos já estavam de pé encarando-me._hm... Vocês poderiam me explicar o que aconteceu por aqui?
_Claro, claro... Sente-se_disse o texugo, que parecia ser o mais bondoso de todos ali, e então ele começou a explicar tudo que havia acontecido, a morte de Caspian IX, que era pai do garoto que estava conosco, seu nome era Caspian X; o garoto explicou-me que seu tio Miraz havia matado o então rei para usurpar do trono, e continuaram a explicar tudo. No final da história eu devia estar com uma expressão tão confusa que todos esperaram minha reação, mas a questão que mais pairava em minha cabeça era aonde Pedro e os outros estavam no meio de toda essa confusão! Eles não podiam ter morrido em Nárnia, pois se tivessem eles não teriam deixado uma "história" em Londres.
Antes mesmo que eu pudesse perguntar onde estavam os irmãos o anão ruivo — que descobri se chamar Trumpkin — como se lesse meus pensamentos disse:
_Bem, os reis Pedro e Edmundo e as rainhas Lucia e Suzana desapareceram algum tempo atrás, cremos que voltaram para o país de onde vieram_ e um onde de alivio passou pelo meu corpo, me permiti a sorrir.
_Obrigada_e ele sorriu, murmurando um "de nada" silencioso.
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Alguns dias depois...
Era o dia do Conselho, e foi uma bagunça uns queriam festejar, os outros queriam que o conselho fosse só amanhã e ainda outros diziam que podiam comer e falar ao mesmo tempo. Ainda por cima descobrimos que fomos traídos e que Miraz está atrás de nós, ótimo, simplesmente ótimo.
Acabamos indo para o Monte Aslan, onde havia a Mesa de Pedra, que me lembrou dos tempos que eu estava aqui, das batalhas, sofrimento, tudo e fiquei com saudades de todos que conheci aqui e que já deveriam ter morrido; o tempo aqui em Nárnia passa bem mais rápido do que em nosso mundo enquanto aqui passou séculos no "meu mundo" passou apenas um ano.
Vimos depois de instalados que o exército de Miraz no extremo do bosque... E por Aslan, eles estão em bem maior numero e bem mais forte; nunca havíamos treinado todos aqueles soldados juntos e os soldados de Miraz eram treinados juntos todos os dias, o que dificulta tudo para nós.
Guerreamos por muito tempo com os soldados já que os soldados, que tinham mais medo de seu rei do que dos bosques, vinham batalhar conosco todos os dias; por vezes até de noite temos que lutar contra o exército inimigo; e na maioria das vezes perdíamos...
_Caspian, precisamos decidir o que fazer, temos que ganhar isso!_disse à ele, estávamos na tenda e tentávamos decidir alguma teoria, algum plano para tentar combater os inimigos.
_Sim, acho que podíamos separar-nos em grupos, o que acha?
_Acho uma boa ideia. Eu, você e os anões atacamos a ala direita e quando estivermos no clímax da batalha o gigante, os centauros e os animais mais fortes atacam este ponto aqui_apontei um certo local no mapa_ para interceptar o ataque de Miraz...
_Brilhante!_sorrimos e fomos nos preparar para a batalha que ocorreria no final da tarde.
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Enfim estávamos todos prontos e logo fomos ao ataque, tudo estava indo muito bem até que o gigante Verruma atacou do nada a parte do exército que não deveria, e isso começou a nos dar muitas perdas.
Estava lutando ao lado de Caspian e estava visível que estávamos em desvantagem e que o plano falhou, seria suicídio continuar ali.
_Caspian, precisamos voltar para o bosque!
_Sim! RECUAR, RECUAR!
Corremos para o bosque como cães com os rabos entre as pernas, não entendi a razão do gigante ter atacado num momento inoportuno.
_Me desculpem meus reis, falhei convosco e com todos! Por favor me matem!_disse ele assim que chegamos no bosque.
_Só porque fizeste uma coisa errada não quer dizer que tenha que ser morto, levante nobre gigante terá que se redimir nas próximas batalhas_disse Caspian, e fomos comer um pouco, pois lutar dá muita fome!
Enquanto jantávamos Ripchip, o rato, se aproximou com seu elmo já desgastado em mãos.
_Majestade...
_Sim?
_Vim falar sobre o estado do exército...
_Diga-me estamos tão deploráveis quanto parecemos?
_Pior madame! Um dos ursos fora ferido, assim como um dos nossos melhores centauros; todos os soldados tem algum ferimento e posso dizer sobre os meus ratos que todos perderam muito sangue, acho que não há ninguém do exército que não esteja ferido.
_Oh é culpa minha Rainha, perdoe-me!_disse Verruma.
_Pare com isso! A culpa não é sua, a culpa, se deve ser dada a alguém, é minha; eu armei o plano e ele falhou. Eu deveria ter visto suas falhas antes de coloca-lo em prática.
_Mas Majes...
_Nada de mas! Com licença vou deitar.
Levantei do gramado do bosque e fui até a minha tenda, onde me joguei sobre a cama improvisada feita de feno e cobertores; rapidamente peguei no sono, tive a sensação que amanhã seria um longo dia.
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