Notas iniciais
E aí, leitores que amo muito! ^^
Não irei me demorar muito por qui, pois no momento estou quase chorando. Como eu disse no capitulo passado, estou trazendo aqui pra vocês o último capítulo da série.
Mas antes, gostaria que todos lessem os agradecimentos que tenho a fazer.
Em primeiro lugar, quero agradecer muito a Lumii! Ela deixou uma recomendação linda pra a estória! Muito obrigado mesmo, adorei!
Em segundo, dedicando esse capitulo a uma leitora, que havia me pedido num review. Então Hinaru, esse é pra você.
E em terceiro, dedicar toda essa estória a vocês, que sempre me acompanharam e me apoiaram até o final. Um grande abraço! Sem vocês, eu não teria conseguido chegar até aqui!
Sem falar nos #200 reviews que nós chegamos. Muito obrigado mesmo, de coração!

Acho que todos nós, ou pelo menos a maioria, sabe o significado de perder alguém que ama muito. Na maior parte das vezes, isso acontece decorrente a alguma morte. Dessa vez não era o meu caso; mas posso afirmar com toda convicção que a dor sentida não é inferior. Ainda mais quando se tem a certeza de que a pessoa talvez nunca mais vá voltar. A sensação de vazio simplesmente te corrói por dentro e o sofrimento e a angustia expulsam da sua mente todos os momentos que você considerava inesquecíveis, deixando no lugar apenas uma vaga lembrança do que um dia fora bom. E saber que as sensações que o envolviam antes jamais serão sentidas novamente, esse sim, era o golpe mais cruel e certeiro.

Meus olhos ainda ardiam demasiadamente e ficavam a cada instante mais vermelhos e doloridos. Lágrimas insistiam em escorrer pelas minhas bochechas, que no momento queimavam como se estivessem em chamas. Minhas mãos circulavam meus joelhos flexionados, abraçando-os, querendo suprir a ausência de alguém para me fornecer calor. Eu seguia fitando o teto por pelo menos umas duas horas, ostentando a ele um olhar frio, quase sem vida. No momento, eu não queria fazer mais nada, além disso. Qualquer ato que me fizesse raciocinar como seriam as coisas daqui pra frente fazia a dor sentida piorar ainda mais, se é que era possível.

Desviei meus orbes negros lentamente até o criado mudo, visualizando a seguir um pedaço branco de papel, já encardido e amassado devido às inúmeras vezes que o li. Estiquei meu braço com certa monotonia e o apanhei outra vez. Não era minha intenção ler o conteúdo escrito novamente, pois eu já não tinha coragem para agonizar as frases que ali estavam redigidas. Com as mãos ainda tremulas, elevei a folha até meu nariz, sentindo logo após a fragrância tão peculiar do seu perfume europeu se extasiar por mim. Todas as vezes que eu viesse a esquecer como era seu cheiro, eu teria àquela amostra, para manter viva as últimas essências dele no meu interior. Infelizmente, até um aroma tão inebriante como aquele, um dia se esvairia.

– Sasuke? — Uma voz masculina chamara-me por detrás da porta, adentrando ao cômodo em seguida. — Sasuke! — O tom de voz do ruivo mudara abruptamente, ao sentar-se ao meu lado.

– Meu Deus!Você está pálido!

– Me deixe em paz.

– Eu não vou te deixar em paz, sabendo que você está há dois dias trancado nesse quarto sem comer nada! — Sua forma de falar era apreensiva e irritada ao mesmo tempo.
Continuei direcionando meu olhar vago para um quanto qualquer do meu aposento, esperando que em breve Hikaru começasse com seu discurso azucrinante sobre o quão rápido eu morreria se não tratasse de comer logo. Porém, fiquei impressionado com o silêncio que se instaurou no ambiente. Senti sua mão quente se repousar por cima da minha, recebendo em seguida, dos seus olhos cor de esmeralda, sua expressão meiga tão característica.

– Sabe, assim que os pais dele o encontraram, a última coisa que ele conseguiu pensar foi de ir até minha casa. Ele mentiu para eles, dizendo que precisava pegar algumas coisas que estavam comigo, quando na verdade ele queria apenas me entregar essa carta.

– E isso ajuda em quê?

– Mesmo sabendo que não havia mais saída, ele continuou pensando em você a cada segundo. — Ouvir aquilo era demasiadamente doloroso. — Sasuke, o Naruto te ama demais. E vai continuar te amando, sabe Deus até quando... Você não pode ficar dessa forma. Imagina o quanto ele irá sofrer mais se souber que você está em cima de uma cama, sem comer absolutamente nada.

– Eu não sei se devo ter esperanças. — Sussurrei sôfrego, quase inaudível.

– Óbvio que deve! — O otimismo daquele ruivo era assustador; quase contagiante. — Ele vai voltar. Eu te garanto isso.

– Como você consegue ser tão otimista? — Perguntei incrédulo.

– Deve ser algo de família, não sei. — Sorriu docemente. — Agora vem cá.

Senti sua mão me puxando, recebendo um abraço apertado seu logo em seguida. Embora fizesse todo o esforço possível, foi inevitável não deixar de derramar algumas lágrimas no seu ombro. Ao ter alguém tão perto de mim, sentindo seu corpo exalar um calor tão aconchegante, fora impossível não deixar de me lembrar de Naruto naquele momento.

– Nossa, Sasuke! — Comecei a rir involuntariamente, sentindo cócegas ao ser apertado pelas mãos do ruivo. — Dá pra sentir suas costelas! Você acostumava ser mais gordinho, sabia? Anda, vem comigo! Você precisa comer alguma coisa.

– Ainda não, ruivo. — Me desvencilhei do seu braço, que já me puxava. — Se eu sair daqui, minha mãe vai transformar um simples café da tarde num interrogatório.

– N-Na verdade, Sasuke... — Gaguejou, corando a face repentinamente.

– Você não precisa se preocupar mais em relação a isso, meu anjo. — Meu queixo devia ter caído ao chão quando notei minha mãe entrando ao meu quarto, ostentando seu sorriso sempre tão gentil. — Eu já sei de tudo, Sasuke.

– M-Mas como?! Você não deveria saber e... — Merda! Como assim ela sabia? Parei subitamente de falar, e fuzilei o ruivo com os olhos. — Foi você, não foi?

– Desculpe, Sasuke! — Abaixou a cabeça, envergonhado. — Ela estava tão preocupada contigo! Eu não tive outra escolha.

– Você fez muito bem, Hikaru. — Minha mãe falou, enquanto afagava seus cabelos ruivos. — Agora, será que você nos dá licença, só por alguns minutos? — Ele acenou com cabeça e deixou o cômodo. Fiquei alguns segundos sem coragem de encarar minha mãe, sentindo um nervosismo estremo ao saber que ela agora tinha conhecimento sobre minha sexualidade.

– Que ótimo! — Revirei os olhos, falando sarcasticamente. — Vai me expulsar de casa, ou me mandar para outro país agora?

– Sasuke, querido. — Sentou-se ao meu lado, forçando-me a encarar seus olhos negros, tão profundos quanto os meus. — Eu fiquei meio chocada no início, confesso. Mas eu sou sua mãe, e jamais irei deixar de te amar por uma coisa dessas.

– Certo, qual é a pegadinha? — Perguntei desconfiado, franzindo o cenho. — Não vai ter nem um sermão sobre o quanto eu sou doente e não mereço viver?

– Oh meu querido. — Sorriu largamente, para em seguida me puxar para um abraço. — Você é a única coisa valiosa que eu tenho na vida. E não vai ser sua sexualidade que vai tirá-lo de mim.

– Nossa! — Mantive minha expressão de incredulidade. — Nunca pensei que a senhora fosse reagir tão bem.

– Eu sei pelo que você está passando. E não quero aumentar mais sua dor.

– Obrigado. — Abaixei minha cabeça, lembrando mais uma vez de Naruto.

– Ei! — Senti sua mão, de uma tez tão macia, nivelar nossos olhares através do meu queixo. — Ele vai voltar, ok?

– Eu sei, mãe. — Sorri. — Eu sei.

(X-X-X)

Resvalei as palmas das minhas mãos, uma contra a outra, de forma frenética, até ambas estarem ligeiramente mais aquecidas. Num salto, fiquei de joelhos sobre o colchão da minha cama, podendo assim, visualizar através da janela, o ambiente do lado externo da casa. Vagarosamente, minúsculos flocos esbranquiçados desciam do céu acinzentado, formando uma grossa camada de neve sobre quaisquer objetos que estivessem sem uma devida proteção. Era simplesmente como se um tsunami de neve gigantesco tivesse se alastrado pela cidade, pintando de branco tudo que estivesse a sua frente. O sol, escondido debaixo de toneladas de espessas nuvens monocromáticas, aos poucos se colocava no horizonte, deixando dissipar os últimos raios de luz e calor do dia.

Abandonei a visão da vizinhança, e me prostrei a encarar as paredes do quarto, deixando meus pensamentos fluírem através dos acontecimentos que ocorreram durante os últimos meses. Por incrível que pareça, já havia se passado quase dois anos desde aquela semana trágica que mudara minha vida para sempre. Para ser (muito) mais exato, um ano, seis meses e vinte e dois dias. Desde então, eu e Naruto nos falamos pouquíssimas vezes, pois seus pais sempre estavam no nosso encalço, mesmo a 5774 km de distância. Eu posso afirmar com toda certeza que ainda o amava mais que tudo. Nem mesmo o tempo fora capaz de apagar uma marca tão profunda quanto essa que ele deixara em mim. Mas confesso que minhas esperanças de vê-lo novamente estavam próximas do limite.

E essa maldita época do ano não ajudava, quando minha preocupação era tentar não ficar deprimido. Durante o Natal, todas as famílias sempre estão felizes e o casais, mais apaixonados do que nunca, pois podem afastar o frio intenso de dezenas de graus abaixo de zero com uma simples noite de amor. Sim, aquela atmosfera não facilitava nem um pouco as coisas. Era extremamente irritante, pois mesmo fazendo todo o esforço possível, eu continuava perdendo peso de forma considerável. Não havia como evitar; eu não consegui esquecer aquele loiro. Mas parece que daqui pra frente, eu teria que tentar tirá-lo dos meus pensamentos a todo custo, de uma vez por todas.

Mesmo tendo praticamente toda a população do país seguindo o budismo, não era tão incomum ver famílias por aqui comemorando a segunda maior festa do calendário cristão. Era a maldita globalização. E ainda sendo minoria no Japão, havia sim, algumas famílias professoras do cristianismo. Era o caso da minha e a do ruivo. Sendo dessa forma, já se tornava uma tradição entre nossas famílias jantar juntos durante a noite do dia 25 de dezembro. Exatamente naquele dia.

– Sasuke! — Ouvi meu nome ser chamado no andar de baixo. — Venha cá, rápido!

Levantei da cama e caminhei para fora do quarto, até o limite da escada, resmungando algumas dúzias palavrões. — O que foi agora? — Gritei impaciente, ao ver um casal de ruivos me encarando com um sorriso estranho no semblante. — Por que diabos vocês dois estão me olhando dessa forma?

– Não é nada! — Hikaru dera uma discreta cotovelada no seu namorado, Yahiko. Ah sim, quase me esqueci de comentar. Sabe Deus como, essas duas criaturas estão juntas ainda. Há uns três meses eles assumiram o relacionamento para ambas as famílias e, digamos que não fora muito bem recebido pelas duas partes. Porém, o tempo permitiu uma maior compreensão dos seus pais, que agora não encaravam o fato dos filhos serem gays, um apocalipse total. — Sua mãe nos pediu pra ir ao mercado comprar algumas coisas que estão faltando para o jantar. Quer ir conosco?

– De jeito nenhum! — Cerrei o olhar. — Não saio nesse frio nem que minha vida dependa disso. — Ao dar meia volta para regressar ao meu quarto, ouvi alguns passos rápidos subindo pela escada. Quando me virei novamente, aqueles dois estavam a minha frente.

– Vamos, Sasuke! — Yahiko falou, tentando me arrastar pelo braço. — Você não sai mais desse quarto!

– Espere! — Estudei cuidadosamente a expressão nervosa daqueles dois. — Vocês dois estão me escondendo alguma coisa, não é? Por que motivo querem me tirar de casa?

– Nada é nada disso, idiota! — Hikaru soltara uma risada alvoroçada. — Nós só queremos sua companhia.

– Tá legal. — Continuei encarando-os seriamente. Eles estavam planejando alguma coisa; só precisava descobrir o quê. — Eu só vou pregar um casaco. Esperem aí.

Assim que voltei, seguimos para o carro — Yahiko havia tirado carteira de motorista. — e partimos em direção ao supermercado mais próximo, que ainda sim ficava consideravelmente distante. Confirmei minhas suspeitas que aqueles dois estavam tramando alguma quando passamos direto pelo mercado, porém, fingi não que não havia percebido, pois queria saber onde aquelas duas pestes estavam me levando. Assim que o ruivo estacionara o veiculo próximo a uma praça antiga no centro da cidade, nós descemos. Fiquei ainda um pouco disperso olhando as crianças se divertindo com bolas de neves e outras fazendo manha por estarem sendo arrastadas pelos pais, por já estava tarde. O frio estava congelando minhas entranhas.

– Certo. Será que a duas mulas podem me contar por qual motivo me tiraram de casa e me trouxeram até esse lugar? — Voltei a me concentrar nos ruivos, que apenas me encaravam sorridentes. — É melhor vocês dois abrirem a boca logo, ou eu vou decepar o pênis de vocês em plena praça pública!

– E você ainda continua um velho esclerosado, não é mesmo? — Aquela voz vinda de trás de mim simplesmente me estremeceu por dentro. Vagarosamente, querendo não acreditar mais em falsas esperanças, virei a cabeça em direção a origem do som.

– Você? — Sussurrei para mim mesmo, sentindo minhas pernas e mãos começarem tremer. Era ele! Muito mais desenvolvido, alto e forte. A voz estava levianamente mais grossa, porém, o sorriso abobalhado estampando em seus dentes era unicamente o mesmo. — Naruto?

– Em carne e osso! — Senti-o se aproximando de mim em passos lentos, porém mais apressados com a medida do tempo. Ele então me abraçou, me apertando muito forte e expulsando aquele frio gélido do meu corpo, enquanto eu ainda me encontrava paralisado demais para correspondê-lo.

– C-Como?! — Perguntei ainda descrente, tentado não gaguejar. — Faz tanto tempo! Eu pensei que estivesse se esquecido.

– Não! Nem por um segundo. — Elevou sua mão direita até meus olhos, revelando uma aliança prateada no seu dedo anular. Fitei minha mão em seguida, mostrando-o também um anel idêntico ali presente. — Você também não se esqueceu! — Seus olhos brilharam.

– Nem por um segundo. — Sorri com o canto dos lábios, para em seguida ser puxado para seu beijo ardente e voraz.

A palma das minhas mãos se repousou sobre sua face, subindo em seguida para os seus cabelos dourados. Seus braços circularam minha cintura, nos aproximando ainda mais. Ter seu o cheiro invadindo meu interior novamente, e o gosto da sua boca se misturando com o da minha, simplesmente me enlouqueceram. Eu ainda não conseguia acreditar que aquele loiro estava ali nos meus braços, por isso fiz questão de beijá-lo o mais intensamente possível, temendo que aquilo tudo não passasse de um sonho maravilhoso. Se fosse realmente um sonho, eu queria vivê-lo o mais intensamente possível.

– Diz pra mim que isso não é um sonho! — Perguntei, resvalando a ponta dos nossos narizes, sorrindo agora feito um imbecil apaixonado.

– Se for, eu não quero acordar mais. — Selei nossas bocas em mais um beijo cheio de paixão reprimida e desejo, pouco me importando se havia pessoas em volta nos olhando. Eu queria explorar novamente cada pedaço daquela cavidade úmida e quente, recordando a sensação entorpecente de estar sendo abraçado pela pessoa que eu mais amava no mundo.

– Desculpa te fazer esperar tanto tempo. — Nossos lábios ainda estavam extremamente próximos. Algumas lágrimas começavam escorrer dos seus orbes celestes, que eu tanto senti falta. — Depois que eu fiz dezoito anos eu trabalhei igual um louco, só pra poder voltar pra cá, e te ver novamente.

– Senti tanto tua falta. — Meus olhos começaram a marejar também. — Por favor, eu não posso te perder outra vez.

– E você não irá! Dessa vez eu nunca mais vou te deixar.

– Promete? — Perguntei choroso, enquanto secava nossas lágrimas.

– Claro que sim, meu amor.

Continuamos nos abraçando por um longo tempo, até percebermos que os ruivos estavam começando a se empolgar com a cena que havíamos protagonizado. Por mais que eu tivesse presenciado isso durante um longo tempo, era extremamente estranho ainda assistir como Yahiko praticamente engolia Hikaru com sua boca. Porém, a forma como ele o segurava pelo pescoço mostrava o quanto era carinhoso com o ruivo menor. Eles também se amavam mais que tudo.

– Certo, chega de azaração no parque! — Nos aproximamos deles, e fiz questão de depositar dois belos tapas na nuca de cada um. — Seus idiotas! Nem me contaram nada, não foi? — Os abracei fortemente em seguida. — Muito obrigado, a vocês dois.

– Nós estamos aí pra isso, não é?

– E estaremos sempre. — Sorriram largamente.

Yahiko nos juntou quatro num abraço coletivo, compartilhando a felicidade estrema que estava fluindo de nós naquele momento. É, tudo estava perfeito.

*(X-X-X)*

Quase levei um tremendo de um tombo andando pelos corredores daquele hotel, carregando duas garrafas de champanhe e um balde metálico de gelo nas mãos. Necessitei parar alguns instantes para poder retirar a porcaria da gravata que estava apertando meu pescoço, quase me sufocando. Xinguei até ultima geração dos empregados daquele maldito serviço de quarto, que ficou de entregar os pedidos que eu havia feito. E ainda ousavam a se chamarem de hotel quatro estrelas. Assim que parei em frente a um quarto e verifiquei cautelosamente, pela numeração, se era realmente o cômodo que estava hospedado, bati algumas vezes a porta, resmungando ainda mais por ter me esquecido de levar o cartão de acesso comigo.

Mais alguns minutos esperando, e vislumbrei a face de um loiro logo que a porta se abrira. — Que tanta demora em abrir uma porta, ein! — Segui reclamando, sentindo mais algumas veias pulsarem nas minhas têmporas.

– Você demorou tanto que eu fui tomar um banho, oras.

– Não me culpe! O serviço daqui não é bom, e quem escolheu esse hotel foi você, e não eu.

– Calma aí senhor nervosinho! — Senti-o me puxando para perto de si, para logo colar nossos lábios em um beijo. — Não vamos brigar na nossa lua de mel, não é mesmo?

– Foram quase cinco horas naquele avião. Eu só to um pouco cansado. — Falei, coçando a cabeça, envergonhado. — Desculpa.

– Tudo bem! — Sorrira docemente. — Venha cá. — Assim que paramos na varanda do quarto, pudemos admirar a visão incrível do centro financeiro de Berlin, durante a noite, do vigésimo segundo andar do hotel.

– É lindo, não é? — Falei admirado, estremecendo ao sentir um vento glacial me cortar o rosto.

– Não tão lindo quanto você. — Encarou-me com aquele olhar meigo. — Você foi a melhor coisa que já aconteceu comigo, sabia?

– Melhor do que o fato de você ser atualmente um dos melhores executivos da Alemanha? — Perguntei, com meu típico sorriso no canto da boca.

– Muito, muito, muito, muito melhor que isso! — Falou rindo, enquanto alisava meu cabelo. Nossos olhares não se desgrudavam um mísero segundo.

– Assim você vai me deixar corado.

– Eu adoro te ver vermelhinho. — Me beijou novamente, de uma forma tão intensa, que nos tirava o fôlego quase por completo. — Eu te amo muito. Demais!

– Eu também te amo! Mais que tudo na minha vida!

Quando amamos uma pessoa intensamente, a ponto de sua vida ser menos importante que a dela na sua convicção, nós jamais devemos deixar de lutar por ela. Não importa quais sejam a barreiras que nos impeçam. Pois o amor, esse sim é um sentimento que pode unir qualquer coisa e ultrapassar qualquer obstáculo.

FIM


Notas finais
*(X-X-X)* - Para não ficar faltando nada, só pra deixar claro que a ultima cena ocorre alguns anos depois. Como dá pra perceber, eles dois estão casados. ^^
Não sei quanto a voçes, mas quando eu li a cena deles dois se encontrando, eu estava ouvindo o refrão da musica "Man, I feel like a woman", e digo que ficou muito bom! :))
Gostaria de verdade que todo mundo deixasse seu review nesse ultimo capitulo! Eu iria amar muito.
Bem, é isso. Eu ainda não sei se vai haver uma continuação, mas ainda vou pensar!
Um grande abraço! Valeu mesmo, e até a próxima. XD
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!