I Can Only Look At You
10 Capítulo 10
Notas iniciais
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Em segundo, fiquei muito feliz mesmo por ter chegado ao número 100 de reviews. Pessoas, vocês me fazem muito contente, acreditem. Obrigado a todos vocês que deixam reviews, e óbvio, aos que também apenas acompanham... ;)
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Falando em reviews, quero só comentar que já li todos. E responderei o mais rápido possível. ^^
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Enfim, por mais que tenha demorado, aqui está.
Boa leitura...
Meu corpo era arrastado contra minha vontade, com certo frenesi. Embora eu tentasse o tempo inteiro me desprender daquela figura que insistia em apertar com força meu braço, Naruto não se sentia miseramente incomodado pela atenção que estávamos despertando por onde passávamos, naquele momento.
Ao notar que seus olhos ainda permaneciam ligeiramente marejados, senti meu peito se contrair numa agonia de um remorso indescritível. Jamais imaginei que uma sensação de compunção tão assustadora como aquela pudesse me dominar a tal ponto. Entretanto, eu ainda tinha em mente tudo o que acontecera comigo. Eu não podia me deixar transfigurar do inocente ao vilão da história a essa altura.
De fato ele havia me traído. Mas então por qual razão ele se encontrava daquela maneira? Seu olhar transmitia apenas uma imagem triste e decepcionante, embora repleta de ódio. Impressionantemente, era como se ele se importasse para o que eu fizesse. Não, ele não se importava!
Finalmente suas mãos haviam libertado meu corpo. Ao entrarmos numa sala vazia qualquer, e apenas ficamos a nos encarar por algum tempo. Naruto persistia em tentar encontrar quaisquer resquícios de razão para minha atitude. Sentia ser encurralado impiedosamente ao ter de encarar aqueles oceanos cristalinos a minha frente.
- Então Sasuke, vai me explicar que merda foi aquela?
- Como você consegue ser tão cínico?! – Esbravejei. Aquela encenação teatral de segunda já havia chegado ao ápice.
- Do que você tá falando? – Encarou-me com uma feição confusa.
- Ah, vai me dizer que não se lembra? – Sorri debochadamente. – Então quer dizer que sua prima não é tão boa assim.
- Sasuke... – Sua voz soou falhada. – Se você viu aquilo...
- É claro que eu vi! – Era inimaginável a força que eu necessitava para não chorar. – Como pode fazer aquilo?
- Entenda Sasuke, não é o que você tá pensando. – Suas palavras melancólicas já se embargavam em lágrimas. Entretanto, agi de forma indiferentemente outra vez. Eu não queria me dar esperanças, talvez por receio de me decepcionar novamente.
- Mande lembranças a sua prima por mim. – Disse ironicamente, num último ato antes de sair daquele recinto.
Embora meu coração se despedaçasse ao ouvir as súplicas do loiro, meu orgulho se encontrava veemente ferido. Eu obtinha da absoluta certeza que, depois de tudo, eu ainda o amava incondicionalmente. E isso me enfurecia de forma imensurável. E sim, naquele instante eu implorava impetuosamente para que ele corresse atrás de mim, e me tomasse em seus braços novamente.
Infelizmente nada do que eu rogava acontecera. Eu sentia agora apenas um vazio gigantesco no meu peito, e uma sensação de remorso que afundava meu consciente. Os últimos dias foram trágicos, porém eu teria de manter firme a qualquer custo. Não poderia deixar transparecer que em algum momento, Naruto significou algo para mim. Pois inevitavelmente, ele significara.
(X-X-X)
Meus olhos apenas se ocupavam em acompanhar prostradamente o ritmo acelerado das hélices do ventilador sobre a minha cama. Não restava em mim uma quantidade significativa de libido, pois eu já não conseguia me concentrar em nada que tentava fazer naquele dia catastrófico. Embora eu tivesse um temor de pronunciar certa frase, eu já não tinha mais nada a perder. Então, acho que é praticamente impossível as coisas piorarem.
-Uchiha! – Ouvi aquela voz tão peculiar gritar pelo meu nome. Falei cedo demais! -Sasuke... – Assisti Hikaru adentrando meu quarto, ostentando um olhar assassino. – Você ficou louco ou quê?!
- Não comece agora ruivo. – Falei, soltando um suspiro de frustração. – To sem cabeça pra discutir.
- Como assim sem cabeça?! – Berrou. – Por que fez aquilo com o Naruto? Você tem ideia de como ele está agora?
- Imagino... – Falei sarcasticamente. – Deve estar se amassando com a prima dele.
- Como?
- Disso você não sabia, não é?
- Do que você tá falando?
Após o ruivo ter acalmado um pouco seus ânimos, contei-lhe os detalhes mais superficiais do ocorrido. A princípio ele se mostrou completamente incrédulo, e teimosamente descrente ao que lhe relatei, porém continuava a confiar em mim acima de tudo.
- Sasuke, você já levou em consideração que a culpa nem pode ser pode ser dele? – Inquiriu-me. – Sabe, ela pode ter o beijado, e você apenas pegou a cena pela metade.
- Não diga besteiras. – Falei, cético. Embora fosse uma questão que eu devesse levar em consideração, eu não queria acreditar. – De qualquer forma, é tarde demais pra isso.
- Sabe, meu conselho como amigo, é que você procure-o.
- Eu te entendo Hikaru. – Disse, ao recostar minha cabeça sobre seu ombro. – Mas ele já não significa mais nada pra mim. – Menti.
- Compreendo. Mas como sei que está mentindo... – Falou meigamente, alisando meus cabelos de forma carinhosa. – Só te digo uma coisa. Enquanto tiver medo, você não vai conseguir ser feliz.
Mesmo após tanto tempo de convívio, eu ainda me pegava assustado com essa característica tão amadurecida do ruivo. Ele obtinha dessa capacidade irritante, embora especial, de sempre me fazer retornar a acreditar nas coisas que eu já não depositava mais fé alguma. Em outras palavras, seu otimismo era realmente contagiante.
Todavia, naquele momento nem a matura capacidade do Hikaru me fazia sair daquele poço obscuro. Por mais que cada segundo passado sem o loiro, eu me depreciasse e chorasse mais, meu orgulho não me permitia de maneira alguma deixá-lo se aproximar de mim. Algumas dúzias de ligações perdidas suas, inúmeras mensagens de texto, e mais algumas lágrimas me acompanharam no sono daquela noite.
(X-X-X)
A semana por parte tivera a presença de sentimentos múltiplos e diversificados. Por um lado, minha crise depreciativa continuava com todo vigor; por outro, meu sangue entrava constantemente em ebulição apenas por pensar naqueles dois juntos. Contudo, ambos os lados abriram um pequeno espaço para uma preocupação alheia. Por mais que o loiro fosse costumeiro a faltar algumas aulas, era notoriamente estranho que ele tenha faltado dois dias seguidos.
Enquanto minha mente se preocupava com Naruto, meus olhos assistiam entediadamente à turma se dispersar lentamente pela porta de sala, logo após o sinal avisar o término das aulas. Para ser ter uma noção mais exata, meu desânimo por não encontrar Naruto há dois dias era tão desconcertante, que eu não possuía nem a mínima vontade de ir para casa.
Ao encontrar a sala de aula completamente vazia, assim como deveria estar à escola, abaixei levianamente a cabeça sobre a carteira e fechei os olhos. Com solina de verão penetrando janela adentro e esquentando fervorosamente a sala, fiquei alguns segundos projetando a face angelical do loiro em minha mente.
Quando já começava adormecer ligeiramente, e os sonhos já apareciam meio turvos, despertei ao ouvir o barulho decorrido da maçaneta da porta girando. Imaginei ser algum funcionário de limpeza, que me expulsaria dali logo que me avistasse. Porém, eu não esperava minimante o ser que se materializou de súbito em minha frente.
Acompanhei atônito aquele rapaz de cabelos ruivos alaranjados caminhando em minha direção, com um largo sorriso impregnado em seu semblante. Eu o conhecia. Sim, ele estivera comigo logo após eu me dar com cena de Naruto e sua prima. Lembro também que mencionara que estudava na mesma escola que eu e que me conhecia. Mas o que diabos ele fazia por aqui?
- E aí, se lembra de mim? – Perguntou, ao sentar-se do meu lado.
- Yahiko, não é?
- Isso mesmo. – Falou contente, ao ver que eu ainda lembrava. – Então Sasuke, fazendo o que por aqui, numa hora dessas?
- Eu poderia perguntar o mesmo. – Disse, encarando-o com um sorriso irônico.
- Estava só resolvendo umas paradas.
- Hum... – Suspirei. – Estou só entediado demais para voltar para casa.
- Bem... – Suas bochechas enrubesceram repentinamente. – Se você quiser, eu posso acabar com esse tédio.
- Como? – Inquiri, por mais incrível que pareça, de forma inocente.
- Assim!
Quando menos me dei conta, já sentia aqueles lábios quentes colados ao meus. De início, demorei alguns segundos para perceber o que estava acontecendo, e recuei da sua boca, assustado. Mas ao perceber seus olhos castanhos me encarando com uma expressão meiga, mas ao mesmo tempo aflita, me aproximei novamente, e sem dizer sequer uma palavra, o beijei.
- Nossa! – Suspirou o ruivo, ofegando, ao nos separarmos. – Nunca imaginei que você fosse... Sabe, curtisse caras.
- Eu digo o mesmo.
Ainda era meio confuso, por mais que eu já tivesse reparado nele. Mas na situação em que me encontrava, eu necessitava urgentemente tocar alguém. Por essa razão, mandei meu senso de prudência para um lugar não muito adequado para se comentar por aqui.
Suas mãos seguravam com força meu pescoço, forçando ainda mais nossa aproximação. Senti meu corpo se levantando da carteira junto consigo, e ser pressionado contra a parede do cômodo. Céus, como ele beijava bem! Eu necessitava daquilo. Estava sozinho, magoado, carente. E essa mistura toda estava me enlouquecendo.
- Nossa, como você é lindo... E gostoso. – Sussurrou da forma mais sensual possível em meus ouvidos. – Sempre fui louco em você.
Merda! Eu não conseguia fazer mais nada. Como eu me deixava ser dominado tão facilmente? No final das contas, isso não importava mais naquela altura. A maneira que seus beijos vorazes marcavam meu pescoço, e suas mãos deslizavam pela minha camisa, já não deixavam nada mais ser pensado ou calculado.
Olhei-o de forma assustada, ao perceber que suas mãos sorrateiras acabavam de desabotoar minhas calças. Porém antes que pudesse usar quaisquer contestamentos, meus lábios foram tomados novamente pelos seus, nos afundando novamente em outro beijo profundo e lascivo. Com minha camisa medianamente levantada, seus beijos caminhavam pela minha barriga, até chegar ao objetivo principal.
Ao perceber que eu não mais pediria para parar, Yahiko sorriu maliciosamente, descendo minha calça e boxer até os joelhos. Meu membro já encontrava completamente rijo e umedecido, o que me fez corar violentamente. O ruivo, por sua vez, apenas se divertia com as minhas reações.
Imagino que tenha sido a adrenalina da possibilidade de poder ser pego no flagra a qualquer instante, ou o fato de estar preste a ter uma experiência sexual com um cara que eu mal conhecia, e ainda por cima, na minha sala de aula, que me fizeram estar completamente insano, e implorando para que o ruivo me estimulasse logo.
Soltei um suspiro devidamente controlado, ao sentir sua língua aquecida e macia encostar sobre a glande do meu falo. Seus lábios deslizavam lentamente por toda a porção do membro, me provocando de forma enfurecedora. Ao ter toda sua boca alojando meu pênis, afundei minhas mãos nos seus cabelos vermelhos e laranja, controlando com mais precisão a fricção.
Meu coração batia loucamente no peito, sinalizando uma sensação que eu nunca havia experimentado. Aquilo era maravilhoso. Porém, por alguns segundos eu esquecia completamente quem estava me proporcionando àquele imensurável prazer, e apenas colocava Naruto em seu lugar. Por mais que eu ainda sentisse um ódio extremo por ele, eu queria desesperadamente que fosse ele, ao invés de Yahiko.
Meus gemidos escapavam com mais facilidade, e eu sentia o orgasmo chegando cada vez mais rápido. Enquanto isso, meu celular resolvera tocar justamente naquele momento preciso. Pouco me importei naquele instante. Estava tão entorpecido que nada mais tinha importância. Contudo, após a terceira tentativa de ligação, e a ideia de ser Naruto do outro lado da linha, me fizeram voltar à Terra imediatamente.
- Yahiko, espera! – Ordenei-o, imaginando sua reação. – Eu preciso fazer isso, desculpa.
-Deve ser muito importante mesmo. – Olhou-me, frustrado.
Mal de importância para o que ele ficara a resmungar, pois precisava realmente conferir se era ele que estava a me ligar naquele momento. Ao fim, fui eu quem me decepcionou mais brandamente. Não, não era ele. Mas como a porcaria do aparelho insistia em ficar soando alarmadamente, resolvi atender logo após colocar minhas roupas.
- Quem é? – Perguntei impaciente.
- Sasuke, aqui quem fala é a Nako.
- Nako?! – Quase arremessei o celular pela janela. – É muita coragem a sua me ligar. E se foi pra dizer que o casal está passando muito bem, pode ir...
- Espere! – Ordenou. – Eu não vim te provocar. Só preciso conversar contigo.
- Escuta, eu não tenho absolutamente nada pra conversar com você.
- Sasuke, é urgente... E sobre o Naruto.
- Naruto?! – Merda! Toda aquela preocupação veio à tona. – Aconteceu alguma coisa com ele?
- Não... Quer dizer, sim. Preciso que me você me ajude.
- Nako, o que houve com ele?!
- É melhor eu te falar pessoalmente. Me encontre em frente à escola em dez minutos.
- Claro, estou indo pra lá.
Que grande porcaria! Era só o que me faltava. Eu precisava saber a qualquer custo o que acontecera com o loiro, ou teria meus nervos encefálicos dilacerados devido à aflição. Ao termino da arrumação da bagunça que o ruivo havia feito em mim, logo estava pronto para ir de encontro com a tal devassa.
- Yahiko, desculpa. Mas eu preciso ir agora. – Falei secamente.
- Tudo bem. — Sorriu amareladamente. – A gente se vê logo.
Embora uma parte de mim tenha sentido certa aflição por parte do Yahiko, eu me encontrava demasiadamente preocupado para ter minha atenção dividida. Eu necessitava imediatamente saber de Naruto, ou teria um colapso nervoso a qualquer a momento. E nos momentos mais controversos, seu cérebro não era seu melhor amigo. Pois arremessava longe sua sensatez, e forçava sua imaginação as piores hipóteses.
Enfim, tendo pensado em quase todas as possibilidades possíveis, cheguei ao local que combinara com Nako. Sofri o desgosto de mais alguns minutos até a chegada da depravada, que ao me encontrar, forçou um sorriso surpreso. Nem me dei o trabalho de rebaixar-me a tal ponto.
- Então Nako, vai me dizer o que está acontecendo? – Perguntei plácido, escondendo arduamente minha ansiedade.
- Sasuke, eu vou direto ao ponto, se não se importa.
- Eu adoraria se fizesse. – Falei sorrindo de forma debochada.
- Entenda que, não aconteceu exatamente o que você pensa, naquele dia, em frente à casa do Naruto.
- O que quer dizer?
- Fui eu quem beijou o Naruto naquela hora, e você apenas presenciou o momento exato.
- Quer dizer que...
- Isso mesmo. Naruto não estava traindo você.
- Ah... – Lancei-lhe um olhar de puro desdém, seguida de uma risada zombada. – Você acha que eu vou acreditar nessa...
Seguia terminando a frase, porém fui interrompido novamente pelo maldito celular. Este que parecia não dar à mínima importância a seriedade das situações que eu estava vivendo hoje. Por fim, acabei por notar que dessa era o Hikaru que estava a me importunar. Mas o que ele queria numa hora dessas?
- Fala!
- Sasuke... – Sua voz estava tensa. Parecia que algo sério tinha acontecido. – É o Naruto...
- O que tem ele?! – Bradei.
- Sasuke... O Naruto tá voltando pra Europa!
- Como?! – Urrei novamente.
- Você tem que fazer alguma coisa!
“Não, aquilo não podia estar acontecendo.”
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Notas finais
Vi que deixei alguns aí bem nervosos depois do capítulo passado. XD
Mas enfim, deixem reviews, e eu prometo que ajeito o casalzinho o mais rápido possível, viu?
Thanks...
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