Notas iniciais
Vamos lá pessoas, preciso que me ajudem numa coisa.
Estou abarrotado de coisas pra fazer na escola, e minha inspiração tá virando poeira!
Quem quiser deixar reviews com algumas sugestões, eu agradeceria muito.
De qualquer modo, boa leitura! ;)

Apesar de estar me segurando com menos força, suas mãos ainda enlaçavam minha cintura com certo rigor. Pensei por alguns instantes que jamais iria querer me separar dele novamente. Seus toques, carícias, seu beijo, tudo o que ele fazia me deixava completamente insano. Sim, naquele momento eu estava entregue.

Entretanto, enquanto sua língua percorria minha boca de forma robusta e sua mão já se ocupava em alisar meu abdômen , lembrei de súbito o que me havia acontecido durante os últimos dias. Desde o nosso beijo no chão da minha casa e o sua atitude fria, até a capacidade de me ignorar sem nenhuma culpa. E recordando tudo de maneira vertiginosa, senti meu orgulho se enfurecer dentro de mim.

– Qual é a sua?! –Gritei, ao me desvencilhar do seu abraço.

– Como assim Sasuke, eu...

– Não seja cínico! – Esbravejei; queria por toda aquela insegurança para fora. – Você diz que tem namorada; me beija e depois de me trata como uma nada, e agora vem pra cima de mim outra vez. Não... – Reuni todas as minhas forças para conter as lágrimas. – Não tem como te entender.

– Eu sei Sasuke, e eu posso expli... – Entretanto, sua voz foi cortada por outra em um tom mais agudo.

– Naruto, Sasuke?! – Era Hikaru. – Vocês estão aí em cima?

Por alguns instantes, ficamos ambos quietos, apenas nos encarando. Mas quando a pergunta foi feita novamente, só que mais forte, Naruto respondeu. Hikaru se dirigiu até onde estávamos, e nos chamou para descer. Não sei se naquele momento ele reparou o clima que estava entre nós dois, mas pouco me importava. Eu só queria ficar longe dele.

Quando voltamos à festa, me ajeitei em grupo de amigos mais conhecidos. Pra falar a verdade, nem queria estar mais ali. Mas esperaria mais um tempo até ir embora, pois não queria deixar Hikaru desse jeito.

Percebi que, mesmo de longe, Naruto ainda me alçava alguns olhares. Mas o modo como me encarava era diferente. Sua feição era triste e contrita. Admito que ao me deparar com aqueles olhos cabisbaixos, senti uma navalha me penetrar à consciência. Queira por tudo, sair de onde estava e ir direto ao seu abraço; assistir aquele sorriso que amo tanto nascer de seus lábios novamente. Contudo, não podia; naquele momento, meu orgulho forjava uma parede entre meus sentimentos.

Droga, pela primeira vez eu odiava da pior maneira possível esse ego tão grande que tenho. Sempre me impedindo de alcançar o que meu coração realmente quer. Só que, por mais que eu queira lutar contra ele, é impossível. Não creio ter a capacidade de vencer algo que já faz parte de mim há tanto tempo.

Pois bem, resolvi então ir embora. Não suportava mais assistir aquela cena diante dos meus olhos. Eu e Hikaru ainda conversamos sobre a tal viajem que faríamos amanhã; seria pra uma casa que sua família possui em uma serra a alguns quilômetros daqui. Partiremos amanhã pela tarde.

Cheguei a casa e caminhei direto para cama; não sem antes tomar um banho, óbvio. Estranhamente, consegui dormir bem essa noite, não demorando até pegar no sono. Acho que depois de um dia com tantos problemas, um descanso veio muito a calhar.

Acordei cedo, aproveitando ainda um pouco a manhã daquele feriado. Quando levantei para tomar café, comentei com minha mãe sobre os últimos toques para a viajem. Não demorei muito até arrumar minhas malas; sempre fui bem organizado, nunca deixando nada pra depois.

Ao chegar à casa de Hikaru, notei que seu pai já estava do lado de fora, ajeitando as bagagens no porta malas do carro. Cumprimentei-o e segui para dentro, procurando aquele ruivo.

– Então, tudo pronto? – Perguntei, ao entrar em seu quarto.

– Quase tudo. Falta apenas mais alguém chegar.

– Alguém? – Disse, fingindo não me importar. – Achei que fossemos apenas seus pais e nós.

– Não, eu acabei esquecendo de comentar isso com você.

Admito que fiquei um pouco curioso, mas me contive. Nunca fui de ficar dando importância a certas coisas, contanto que eu não esteja envolvido. Então, ajudei o ruivo a colocar o resto das malas no carro, e ficamos do lado de fora, esperando o tal misterioso passageiro chegar.

Felizmente, nossa espera não durou muito. Foi apenas terminarmos de carregar o carro, que outro estacionou ao nosso lado, na calçada. Por mais indiferente e frio que eu seja quando quero, não consegui conter por um instante a expressão de incredulidade que veio ao meu semblante. Sim, era exatamente ele que saia do carro, simplesmente com o sorriso mais idiota/lindo que eu já vira. Até quando esse cara vai continuar a me pegar de surpresa assim?!

Pois bem, não que digo que aquele sorriso irradiante durou muito tempo. Ao me avistar, sua feição se desmanchou rapidamente, me fazendo sentir uma pontada forte. Mas no fim, consegui me conter. Lancei um olhar, uma mistura de questionamento com ódio, a Hikaru, que nada a fazia além de sorrir.

Hikaru, o que esse cara tá fazendo aqui? – Sussurrei em seu ouvido.

– Vai viajar com a gente, ué. – Me respondeu, com normalidade.

– O quê?! Você o chamou?

– Claro. Algum problema?

– Humpf! – Bufei. – Não, nenhum.

Obviamente Hikaru percebeu que eu não fiquei confortável com sua presença, mas fingiu apenas que não notou. Droga! Aquilo me irritava profundamente. É impressionante, chegando ser até irônico. Em qualquer lugar que eu esteja, esse cara sempre aparece, sem ao menos dar um aviso prévio.

– Então, estamos prontos? – Perguntou-nos, rindo novamente.

– Estamos. Vamos sair agora.

Fora o engarrafamento em alguns trechos e meu nariz sangrando horrores enquanto subíamos a serra, a viajem fora deveras tranquila. Por volta das nove da noite estávamos chegando ao condomínio, localizado na encosta de uma montanha. Admito que fiquei boquiaberto quando vi o local.

Logo que saímos do carro, senti um vento congelante cortar meu rosto. Mesmo estando em junho, o frio aqui era tremendo. Senti-me estremecer de forma violenta todas as vezes que aquele ar gélido batia de frente comigo.

Devido ao clima glacial lá fora, não demoramos muito a entrar. A casa possuía três quartos. Sendo que, um seria dos pais de Hikaru, o outro eu o ruivo dividiríamos, e o último ficaria para Naruto. Logo após termos guardado todas as bagagens e pertences nos devidos locais, nós cogitamos até em sair para a cidade e nos divertir um pouco. Mas logo descartamos a ideia, deixando-a para outro dia. Naquela hora, o eu mais queria era descansar um pouco da viagem.

– Por que você não quis dividir o quarto o Naruto? – Perguntou-me seriamente, enquanto estávamos no nosso quarto. A principio Hikaru sugeriu que dividíssemos o quarto, eu e o loiro. Mas neguei completamente a hipótese.

– Ah... Sei lá... Você é meu melhor amigo, é natural eu querer dividir o quarto com você ao invés dele.

– Ai Sasuke! – Balançou a cabeça em sinal de desaprovação. – Você é simplesmente a criatura mais burra que eu conheço.

– O quê?! Do que você tá falando?

– Ah, não é nada! Esqueça.

Fiquei intrigado sobre o que Hikaru estava tentando dizer. Mas também não dei muita importância; ele de vez em quanto ficava falando essas besteiras sem nexo algum. Felizmente, anos de convivência com esse tipo de personalidade me fizeram imune.

Não tardei muito a pegar no sono, pois estava realmente cansado. Acordei de madrugada sentindo minhas entranhas estalaram por causa do frio. Lembrei que o ruivo havia me dito para pegar uns lençóis num guarda roupa no quarto de Naruto, caso necessitasse. Nem fiz questão na hora, pensando que não faria tanto frio por parte da noite.

Tentei caminhar pela casa a noite sem ligar as lâmpadas para não acordar ninguém. Péssima ideia, acho cambaleei umas três vezes pelo chão antes de chegar à porta do quarto do loiro. Enfim, ao chegar, fiquei receoso ao abrir a porta, com medo do ranger acabar acordando-o.

Mas, enquanto minhas mãos se encaminhavam para tocar a maceta, o som que chegou aos meus ouvidos me fez desabar por dentro. Soluços, lástimas, pranto. Era quase como seu pudesse sentir as lágrimas. Sim, ele estava a chorar.

De súbito, fiquei paralisado. O que estava acontecendo? Por que ele estava chorando?Embora me perguntasse tanto, era uma coisa fútil. Pois eu sabia perfeitamente o motivo. Não, ele não podia estar chorando por minha causa. Ou será que podia?!

Senti um remorso gigantesco me percorrer por dentro. Algo que eu juro nunca ter sentido com tanta destreza. E agora, eu vou ter, ou não, coragem o suficiente para seguir o que meu coração manda, e ignorar de uma vez por todas o meu orgulho?



Notas finais
então, reviews? mandem, eles fazem bem pro meu coração! ^^