Notas iniciais
gente, em primeiro lugar, MIL DESCULPAS! eu tava tão ocupado fazendo outra fanfic, que praticamente desisti dessa.
Mas, foram os reviews que me inspiraram a continuar escreve-la
muito obrigado a todos, e boa leitura :]

O céu permanecia escuro, porém o despertador tocaria em breve. Logo, logo estaria me arrumando para o meu dia preferido da semana. Por favor, matem aquele que inventou a segunda feira.

Passei praticamente o final de semana inteiro pensando naquele rapaz que em apenas dois dias já fizera da minha cabeça um turbilhão total de pensamentos. Simplesmente não havia razão nem lógica pra explicar o que está acontecendo comigo! Sei lá, dizem que o amor nunca é sensato, mas sempre achei isso uma total babaquice. Além de tudo, é impossível eu estar gostando desse loiro; ele é completamente o oposto de mim.

E se houve gente aí pensando que eu estava levando tudo isso na boa, se enganou, e muito. Pois bem, completará duas noites seguidas que não durmo direito. E que merda de mensagem foi aquela? Não sei se fico puto por ele ter errado o número, ou ciúmes por ter uma namorada. Por fim, abanei a cabeça, tentado tirá-lo de meus devaneios, e comecei a me aprontar.

Fui tomar meu café da manhã, e como sempre encontrei minha mãe na cozinha. Perguntei-a sobre as reuniões e coisas do tipo; nada de interesse, apenas quero ocupar minha mente com outra coisa.

Logo após ela ter me deixado na escola, imaginei aquele loiro sentado bem a minha frente, me encarando com aqueles malditos olhos; congelei. Embora minha cabeça quisesse o tempo inteiro me dizer que estava tudo bem, e sabia que não estava.

– Sasuke! – Levei um susto ao sentir uma mão me tocando os ombros.

– Ai, Hikaru, não me assusta assim!

– Nossa, você nunca foi de levar susto assim. – Disse, rindo da minha cara. – Mas bem, queria conversar com você.

– Fala então.

Hikaru contou-me sobre uma possível viajem que ele faria logo após seu aniversário. Como quinta seria um feriado local, e sexta um recesso, somariam quatro dias; tempo suficiente para se aproveitar de umas boas folgas.

– Então, queria que você fosse comigo.

– Sério?! – Perguntei incrédulo.

– Claro, por que não?

– Seria ótimo. Se tratando de você, minha mãe nem vai pensar em dizer não.

– Tá vendo só. Seu amigo aqui tem muito moral com os outros.

– Convencido.

Enquanto a conversa rolava, nós subíamos as rampas rumo ao terceiro andar do bloco. Podia jurar que a cada passo que eu dava, me coração se descompassava cada vez mais. Achei por certo momento que fosse colocá-lo para fora. Merda, o que há comigo?

Mas todo meu nervosismo fora aliviado de súbito, quando entrei na sala, e percebi que Naruto ainda não havia chegado. Fiquei ainda um pouco receoso, e esperançoso, pensando que ainda pudesse aparecer um pouco mais tarde; mas não acontecera.

Imaginem como foi o resto do meu dia? Acertou quem disse que não valeu merda alguma. Pois bem, agora mesmo que não entendo absolutamente nada do que está acontecendo comigo. Há alguns instantes, roguei para deuses e para o mundo para que esse loiro não viesse à aula. E agora, sinto a maior depressão de todas por não tê-lo visto ainda. Ao menos o dia passara de forma ligeira.

Por parte da tarde, seguia fazendo um maldito resumo de português, quando pensei em ligar pra Naruto. Por maior que fosse meu ego e orgulho, admito que não cedi por pouco. Contudo, não sou nenhuma garotinha apaixonada que não resiste ao charme de um cara após uma noite, e liga pra ele na primeira oportunidade. Ora,ele que me tratou daquele jeito, que corra atrás.

Não que eu queira ele correndo atrás de mim! — Pensei de imediato.

Noutro dia, acordei um pouco mais disposto pra ir à escola. Finalmente tive uma noite melhor de sono. Quando encontrei minha mãe já fazendo sua refeição matinal, lhe contei sobre o que me proporcionara Hikaru.

– Ah, filho, acho ótimo. Pelo menos você não passa esse feriado trancado em casa. Além de que o Hikaru é um ótimo...

– Ok, mãe! Já entendi .– Disse, cortando-a. Já ia ela começar com esse papo de novo.

Seguimos com a rotina diária, com minha mãe sempre me levando a escola. E mais uma vez, não preciso nem dizer como estava meu estado antes de chegar à sala de aula. Só que ao entrar, pude me hipnotizar com aqueles olhos novamente.

Concentrei-me com todos os esforços possíveis, e apenas cumprimentei-o com um aceno quando passei por ele. Aquilo foi suficiente para me corroer por dentro; nós havíamos nos beijados da melhor forma que acontecera comigo, e agora eu ao menos recebia um bom dia. Por motivos de autocontrole, e tensão psicológica, acabei por me sentar no outro canto da sala.

Discretamente, sempre lhe lançava um olhar, procurando vislumbrar um pouco daquela beleza imensurável. Mas no fundo, queria apenas verificar se ele estava me olhando também. Certo, eu sabia que ele provavelmente nunca mais olharia pra mim. Tinha uma namorada. Mas e aquilo lá em casa? Sei lá, talvez tenha sido apenas um momento de dúvida.

Vamos lá, Sasuke! Se controle.

Quando Hikaru entrou pela porta, estranhamente ele não veio se sentar ao meu lado. E por pior que a coisa esteja ruim, anime-se, ela sempre pode piorar. O retardado foi logo se sentar ao lado do loiro; e mais, passaram a merda da aula toda conversando. Qual é? Algum dos dois se lembra que o Sasuke aqui ainda existi. Pois é, parece que não.

Então, tive que me controlar do jeito que pude, para que não fosse até Hikaru e o trouxesse arrastando de volta. Sinceramente, acho que estou começando a sentir nojo desse Naruto.

Como eu já esperava, o meu dia se resumiu em trincar dentes e cerrar punhos em todas as aulas. E pior, por mais que eu sinta raiva do Hikaru por não ter falado comigo quase em momento algum hoje, eu ainda sinto mais ciúmes por parte de Naruto.

Quando cheguei a casa, sem pensar duas vezes, fui tomar uma ducha, para tentar refrescar meus pensamentos. Queria muito esquecer por completo aquele loiro que transformou minha vida num purgatório. Mas não conseguia; por algum motivo, esse cara não saía da minha cabeça nem por um misero segundo. E ainda, isso tudo mesmo tendo certeza que ele não sentia nada de mais por mim.

Acho que nem incluirei o meu outro dia da escola aqui, pois teria tantos palavrões e xingamentos, que certamente não haveria espaço para mais nada. Como podem imaginar, aqueles dois bastardos passaram mais uma vez as aulas inteiras juntos. Sério, quando eu encontrar Hikaru, vou matar aquele moleque.

Bem, devo dizer que por muito por pouco não desisti de ir a festa dele. Imaginem, se eu vou a uma festa num intuito de me divertir, e acabo tendo que ver aqueles dois juntos novamente. Nem comento o que faria. Entretanto, minha mãe fez questão que eu fosse ao aniversário do meu melhor amigo.

Conferi o relógio e relatei que já estava ligeiramente atrasado. Mas não importa, faz parte do estilo chegar um pouco fora da hora, não? Pois bem, assim fui. Despedi-me da minha mãe, que me levou de carro até o local, e segui.

O lugar estava bem divertido, apesar de nunca ter gostado muito de festas. Cumprimentei alguns colegas e encontrei com Hikaru logo de cara, e para minha sorte – e dele também, óbvio – Naruto não estava em sua presença. Um alívio, quem sabe ele talvez nem venha. Sei que quero muito vê-lo, mais acho melhor assim.

Infelizmente, minha felicidade/frustração não durou muito tempo. Pois lá estava ele, vindo ao nosso encontro. E para minha total falta de sanidade, estava mais lindo do que nunca!

– Oi, Sasuke. – Disse, meio constrangido. Mas mesmo assim, me deu um forte abraço. Quase perdi o fôlego ao inalar aquele cheiro que tanto aprecio novamente.

– Oi... E então, já se enturmou bem, né?

– Claro. – Falou, sorridente. – Nossa turma é muito boa.

A principio, pensei que ele ficaria ao meu lado durante a festa. Mas me enganei outra vez, para variar. Quando percebi que ele tinha saído de perto de mim para ficar com outro grupo, eu não suportei. Como sempre frequentara aquela casa desde pequeno, sabia os locais perfeitos para se ficar sozinho. No segundo andar, numa varanda nos fundos da casa, me agachei à parede; não pude segurar mais.

Chorei. Deixei que me aliviasse um pouco da dor que eu estava sentido naquele momento. Por mais que eu não quisesse admitir, eu tinha sim me apaixonado por ele. Logo por ele. Impressionante como é irônica a vida em que vivemos.

Com lágrimas rolando aos poucos, percebi o quanto meu ego estava ferido. Mas pouco me importa agora, desde que ninguém possa me ver.

Naruto. – Sussurrei para mim mesmo.

Entretanto, meu momento de melancolia não durou muito. Assustei-me quando ouvi alguns passos ecoando no assoalho da casa, e rapidamente me levantei, enxugando com pressa meu rosto. Caminhei para dentro da casa novamente, mas acabei por encontrar alguém quando passava pelo corredor deserto.

Ah qual é? Diz que é brincadeira!” — Pois é. Adivinhe quem estava parado a minha frente? Isso, ele mesmo. Lembram quando falei algo sobre ironia? Então...

– Sasuke, cara, eu tava te procurando agora pou... – Parou de repente, ao se focar nos meus olhos. – Você tava... Chorando?

– Não, eu só. – Gaguejei. – Quer saber, eu não tenho que te dar satisfação de nada.

No momento, nem pensei no que falava; eu apenas queria sair de perto dele. Mas enquanto caminhava para as escadas, tentando descer para a festa, senti-o agarrar meu pulso com força.

– Naruto, você tá me machucando. – Não, ele não estava. Mas eu queria muito que ele me largasse.

– Não... Não estou. – Falou sério, e me puxou pra si.

– ... – Não consegui falar nada naquela hora. Por mais que eu me odiasse naquele momento, eu havia novamente me perdido naquele olhar.

A principio, tentei me desvencilhar do seu abraço, mas ele era bem mais forte que mim. Seu nariz trilhou um caminho invisível pelo meu rosto até chegar em meus lábios. Ele não me beijou, apenas os ficou roçando levemente. Queria que eu tomasse a iniciativa; que me rendesse a ele. Mas não fiz, agüentei até o fim. E quando não suportou mais a vontade, me beijou. Beijou-me com uma fúria em uma paixão que eu nunca havia experimentado.

E naquele momento, eu já estava entregue.


Notas finais
bom pessoas, como sempre está em todos os cantos do site, os reviews salvam sim as histórias. ( eis aqui um exemplo)
portanto, por favor, não deixe de comentar as histórias.
thank you!
prometo que não demorarei para postar a outra parte!