Notas iniciais
Pessoas, pessoas! E aí, como vão os leitores que eu amo tanto?! Espero que bem.
Gente, em primeiríssimo lugar, gostaria de agradecer a todos vocês pelos reviews que estão chegando. Chegamos a marca de #130. E vamos chegar aos 150! Se eu esqueci de responder alguém, sinceras desculpas, eu não devo ter visto. Caso aconteça, me mandem uma MP, e eu terei prazer em respondê-los.
E segundo, é mais um pedido. Eu adoraria muito se mais leitores recomendassem a história. É um mero desejo, mas se alguém quiser me deixar mais feliz, sintam-se a vontade...
Sem mais delongas, vamos à história.
*Update: mudei aquele meu perfilzinho. Aquele jeitinho de garoto revoltado já tava ultrapassado. Enfim, eis o verdadeiro eu... só algumas características sobre mim, nada demais.

Era extremamente irritante o modo como aquele loiro sempre se divertia as minhas custas. E daquela maldita vez não estava sendo miseramente diferente. Nós havíamos acabado de sair do banheiro do aeroporto, cujo objetivo da ida já tenha ficado expressamente explícito, e Naruto simplesmente não conseguia deixar de me perturbar um instante, insistindo em provocar chamando-me de um novo ninfomaníaco.

Embora, antes dessa loucura que fizemos há pouco, algo realmente me intrigara enquanto ainda estávamos no saguão principal. Um pouco mais afastados daquela multidão de passageiros e turistas, permanecíamos abraçados, sentados nos bancos de espera. A saudade era tamanha que eu nem pensava em soltar um segundo sequer Naruto.

– Naruto? – Chamei-o, após notar uma minúcia que ainda não tinha percebido. – Porque você não embarcou no avião? Como soube que eu viria até aqui?

– Embarcar? – Arqueou uma sobrancelha, em total desentendimento. – Mas do que você está falando?

– Como o quê? Você iria voltar para Alemanha, não iria?

– Eu não sei quem te disse isso, Sasuke. Eu vim pra cá recepcionar meus pais, que estão voltando de viagem hoje.

– Espere! Você não veio mesmo aqui para viajar? – Ao receber sua confirmação positiva e confusa, suspirei, sentindo uma veia pulsar em minhas têmporas. – Me diz que você não comentou isso com o Hikaru.

– Ah, agora que você disse, eu me lembro de ter falado com ele alguma coisa antes de ter vindo para cá, mais cedo. Mas eu ainda estou perdido. O que tem uma coisa haver com a outra?

– Esqueça, eu te conto mais tarde. – Eu sabia que tinha um dedo daquele moleque atrevido no meio dessa história toda! E o mais irritante, é que eu devo cair de joelhos pra ele...

De fato, por mais que eu recusasse a admitir, eu devia quase meu relacionamento inteiro com Naruto àquela peste ruiva. Creio que já perdi a conta de quantas vezes esse estilo especial de ser já colocou abaixo meu colossal orgulho. Faço total questão de dar uns bons cascudos naquela cabeça vermelha quando o vir.

Enfim, por hora ainda estávamos no aeroporto, apenas esperando o vôo dos seus pais chegar. Enquanto não ocorria, acabei por relatar ao loiro o meu encontro com sua prima hoje mais cedo, e que também não estaria aqui se não fosse aquela devassa.

– Então, agora você acredita que não passou de um mal entendido?

– Desculpa. – Falei, ao afundar meu rosto avermelhado na curva do seu pescoço. – Eu fiz uma tremenda de uma burrada com você. Nem sei como pude ser tão infantil e estúpido.

– Não fale assim Sasuke... – Forçou-me a encarar seus olhos. – Você estava magoado, eu entendo. Mas no fim a gente ficou junto, não foi? – Às vezes me questionava como ele conseguia ser tão compreensível.

– Eu sei, mas eu nunca mais quero te perder de novo.

A nossa espera pelos seus pais não demorara tanto quanto eu imaginei. Quando os recebemos e me deparei pela primeira vez com ambos, fiquei deveras espantado. O loiro era praticamente a imagem e semelhança perfeita do seu pai. Sem falar que suas personalidades condiziam assustadoramente. E finalmente percebi de onde ele herdara um sorriso tão radiante quanto aquele. Tanto Kushina quanto Minato esplendiam ao gracejar daquela forma.

Então, o que achou dos seus sogrinhos? – Sussurrou Naruto, no banco de trás do carro. Estremeci ao relacionar isso ao fato de não saber se estamos ou não namorando oficialmente.

– O que andam cochichando aí atrás, heim? – Indagou Kushina, sorrindo de forma graciosa.

– Não é nada mãe. – Respondeu Naruto, levando as duas mãos até a nuca. – É assunto entre amigos.

– Deixe eles Kushina. – Falou o loiro mais velho. – Está constrangendo o Sasuke. – De fato, mas era normal por se tratar de pessoas que eu não conhecia.

– Tudo bem Minato, eu só estava brincando. Aliás Naruto, falando em colegas, você já comentou com eles por acaso sobre a nossa proposta?

– Ainda não, mãe. Acabei me esquecendo por causa da época de provas.

– Do que eles estão falando, Naruto? – Questionei, curioso.

O loiro me explicara que seus pais eram empresários e trabalhavam com ações ligadas ao ramo de cruzeiros marítimos. Como era um costume de algumas turmas, uma viagem em grupo no final do ano letivo era organizada. Sempre havia uma variação muito grande entre os lugares escolhido por cada turma. E no final das contas, cada uma discutia qual teria sido a melhor viagem de despedida. Não que eu desse a mínima importância para essa coisa tão fútil. Mas um cruzeiro jamais seria dispensável.

Quando relataram que os pais de Naruto ofereceriam um desconto considerável por esta viagem, a turma praticamente armou um pedestal para o loiro e começaram a adorá-lo. Praticamente todos eles aceitaram a ideia logo de cara, para logo mais vencer por unamidade a votação. Bastava agora apenas esperar pelas provas finais, e logo estaríamos aptos a saber se os pais realmente dariam um presente como aqueles para seus filhos.

Óbvio que, além de estudar minha parte, também tive que ajudar o senhor cabeça de vento, cujo tinha dificuldade em quase todas as matérias de exatas. Digamos que antes de sabermos as notas, Naruto merecia viajar, pois se esforçara como nunca estudando. Contudo, seus pais nada rigorosos exigiram ao menos um “A-” no seu boletim final.

– Sasuke! – Ouvi-o chamar-me, animado. Deitado a cama lendo, ergui os olhos sobre o livro, assistindo o loiro usar meu computador.

– Que foi agora? – Acompanhei-o com os olhos até vir sentar-se do meu lado.

– Eu consegui! – Praticamente gritou, pulando em cima de mim. – Minhas notas saíram no sistema. Eu vou poder viajar com vocês.

– Ah, que orgulho. – Falei emburrado, tentando voltar à atenção pra minha leitura.

– Não finja que não gostou Uchiha. – Disse, sem tirar um segundo sequer aquele sorriso da cara. – Vem cá!

Merda! Não resisti àquela sugada que recebi no pescoço, e logo já estava estava caído nos seus braços de novo. Poderiam se passar séculos e eu continuaria sem entender de que maneira aquele garoto conseguia me alucinar tão facilmente. Enquanto eu não chegava a uma resposta concreta para esse mistério, bastava aceitar a insensatez que ele me provocava.


(x-x-x)


– Todos digam “xis”! – Flash.

E agora teríamos mais um daqueles discursos previsíveis e frívolos sobre mais um final de semestre, e que todos estamos orgulhosos por mais uma etapa de nossas vidas concluída. Poucas coisas são, de fato, mais irritantes que essas reuniõezinhas de final de ano – e olha que estamos na metade -, todos com as mesmas falas, como, “iremos sentir saudades” ou “como esse ano (letivo) passou rápido”. Simplesmente insuportável.

Mas como meu humor estava, digamos, despojando de um bom estado, pouquíssimas coisas estavam me irritando naquele dia. Havíamos acabado de tirar as fotos de final de ano bem em frente ao cruzeiro que em algumas horas nos estaria levando para as Filipinas. Praticamente toda turma estava por ali, incluindo Naruto e Hikaru.

– Eu nem acredito, daqui a pouco estaremos embarcando. Vai ser o máximo, não é? – Falava o ruivo, excitando-se por causa de uma besteira daquelas.

– Ah, claro. Veja a minha animação. – Exibia-lhe meu sorriso nada irônico. Aquela já seria minha oitava, ou nona viagem numa embarcação marítima, então não havia aquela apreensão por ser a primeira vez. Mas confesso que estava ligeiramente contente por ter o loiro ao meu lado.

– Vê se desapega, Sasuke! – Murmurou Kiba.

Quando o calor de meio dia se fez insuportável sobre nossas cabeças, os pais que estavam ali presentes, inclusive minha mãe, tiveram o mínimo de condolência, e nos deixaram partir para a imensidão azul. Aos pouco o complexo portuário era deixado para trás, e alguns ainda acenavam para os parentes, numa última despedida.


(x-x-x)


– Gente, isso vai ser demais! – Falou o ruivo, enquanto despejávamos nossos pertences pela cabine. Graças aos pais de Naruto, conseguimos um aposento em que ficássemos os três juntos. Era preferível, da minha parte, que o loiro e eu tivéssemos um quarto apenas para nós. Mas o ruivo fizera questão de assumir o posto de segura vela.

– Já vi que tem alguém bem animadinho por aqui. – Falou Naruto, olhando-o sorrateiramente.

– Qual é? Vocês já viram as boates que tem nesse folheto?

– Hikaru? – Olhei-o perplexo. Foi minha vez de questioná-lo. – Desde quando você se interessa por essas coisas?

– Desde agora, se quer saber. – Falou gracejando ingenuamente.

– Preste atenção senhor Hikaru! Nada de trazer mulheres para dentro dessa cabine, ou eu... – Terminava de proferir as devidas normas para o ruivo, mas fui interrompido pelo baque que a porta fez ao ser escancarada.

Repassei alguns segundos ainda olhando atônito àquela figura que se mantinha do lado de fora do quarto, encarando-me com aqueles olhos castanhos, e o seu sorriso libertino no canto dos lábios. Engoli em seco ao me lembrar de súbito tudo o que eu havia aprontado com aquele rapaz de cabelos ruivos alaranjados.

– Oi de novo, Sasuke. – Encarava-me como se fosse me devorar. Mas que diabos esse cara faz por aqui?!

– Quanto tempo Yahiko. – Falei naturalmente, tentando conter ao máximo meu nervosismo.

– Então vocês já se conhecem? – Inquiriu o loiro, ao cumprimentar o ruivo.

– Nos conhecemos da escola mesmo. – Deu-me uma ligeira e discreta piscadela com o olho direito. Merda! Aquilo já estava ficando perigoso. Eu não podia deixar Naruto saber o que aconteceu entre nós dois.

Isso é ótimo, então. – Naruto dissera, sem perceber o clima entre nós dois. Até mesmo Hikaru havia notado. Graças aos céus que esse loiro é tão desligado. – Pois ele vai ficar aqui conosco.

– Ele o quê?! – Quase engasguei com o próprio oxigênio dos pulmões.

– Yahiko é um amigo meu de longa data. Mora lá no condomínio, sabia? – Sorriu entusiasmado. – Ele me pediu pra vir nessa viajem, e eu concordei. Desculpa Sasuke, eu acabei me esquecendo de te avisar isso. Mas não será um problema, certo?

– Claro que não, Naruto. – Sorri minimamente, para depois fuzilar aquela coisa laranja com os olhos. Encarei rapidamente Hikaru, que apenas continha uma feição curiosa em seu semblante. – Claro que não...

Eu poderia até conter uma expressão facial perfeitamente normal, e nada diferente do que todos estavam acostumados a ver. Mas me consinto em dizer que internamente temia que uma coisa ruim resultasse daquela combinação que estava a ser feita. O que eu sentia pelo loiro era algo absurdamente fora de compreensão, então não podia me ao luxo de magoá-lo mais do que já havia feito. Não podia deixar Naruto nem imaginar que eu alguma vez eu me aproximara de Yahiko a certo ponto. Eu não podia perdê-lo novamente.


(x-x-x)

Apesar de ser mais uma noite de verão, um frio ameno vagava ao nosso redor, graças aos ventos cortantes que andejavam pelo convés do navio. Nunca havia visto o céu em tamanha perfeição como naquele momento. As estrelas cintilavam de uma forma, e em número que jamais deveria poder ser visto em uma grande cidade.

Aquele momento poderia ser nomeado como aqueles que dizemos simplesmente perfeitos. O silêncio que se fazia presente era tão reconfortante e nostálgico que, por incrível que pareça, elevava meu humor as nuvens. Meu relógio de pulso já beirava às cinco da manhã, e logo o sol estaria nascendo por entre o horizonte.

Contudo, por mais que aquela temperatura incomodasse ligeiramente, uma fonte maior de calor supria todas as minhas necessidades termológicas. Recostados sobre a barra de ferro que separava o último milímetro da polpa do oceano, Naruto abraçava fortemente meu corpo por trás, trazendo-me uma sensação tão indescritível quando o sentia encaixar sua cabeça no meu ombro.

– Já está melhor, bebê? – Perguntou, referindo-se ao fato de termos abandonado a festa inicial de encontro, por conta de um mal estar meu, devido à maresia. Embora tenha insistido para que ele ficasse, nem levara em consideração o resto.

– Bem melhor pra falar a verdade. – Arrepiei-me ao sentir um beijo ser dado na minha nuca. Graças à hora tardia e a grande extensão de variedades, aquele ponto do casco estava deserto, dando-nos certa liberdade de trocarmos carícias.

– Isso é ótimo, pois tenho uma coisa pra te falar agora. – Congelei ao ouvi-lo falar daquela maneira, de um modo sério, porém claramente aflito. – Sasuke, já tem um tempo que eu quero fazer isso, então... Por favor, só diz que sim, antes que eu fique mais vermelho.

– Mas do que você tá falando...? – Parei de falar de repente, ao vê-lo tirar do bolso da sua blusa de frio, uma pequena caixinha de veludo. – Naruto, isso é... – Minha voz também falhou.

– Exatamente. – Tentara estampar um sorriso natural, em vão. Suas mãos segurando as minhas, tremiam um pouco. – Sasuke, a gente tá junto já faz um tempo, e então eu quero saber... – Fez uma leve pausa, como se quisesse respirar coragem. – Você aceita namorar, oficialmente, comigo? – Ao pronunciar a última frase, abriu lentamente a caixa, revelando os dois anéis prateados no seu interior.

– Naru, eu... – Seus orbes azuis estavam tão fixos aos meus, que era quase impossível desviá-los. – É claro que aceito. – Disse por fim, fazendo-o soltar um suspiro deveras aliviado.

– Por um segundo achei que fosse dizer não. – Falou, sorrindo mais suavizado. – Que bom que aceitou. – Completou o pedido beijando-me daquela maneira que sujeita a falta de ar aos pulmões. Em seguida colocamos as alianças nos respectivos ligares. Ambas continham as junções NaruSasu incrustadas em seu interior.

– Naruto, elas são lindas... Eu nem sei o que dizer.

– Não precisa dizer nada. É só me beijar.

Não poderia negar um pedido daqueles. Enlacei sua cintura com meus braços, colei nossos abdomens, e capturei aqueles lábios avermelhados só para mim. A forma apaixonante como nos beijávamos também sempre fora uma dúvida. Não conseguia imaginar como sua língua, tão quente e macia, conseguia travar uma luta tão lasciva contra a minha, dentro de nossas bocas. Era extremamente excitante.

Quando senti que podíamos pular mais uma casa, comecei a lançar minha mão por debaixo da sua camisa. Porém, nesse momento senti-o puxando-as para fora novamente, voltando a me encarar daquela maneira que eu não gostava nem um pouco.

– Sasuke, eu preciso te perguntar algo, não me leve a mal, por favor. – Engoli em seco. Contudo, acenei para que continuasse. – Sabe, enquanto a gente ficou separado, você quis ficar com outra pessoa, ou pensou que gostasse de outra?

– Naruto...- Seus olhos estavam manchados de tanta súplica, que praticamente senti uma tonelada de culpa ser adicionada a minha consciência. Mas não, eu não podia decepcionar Naruto outra vez. Era doloroso demais, porém era necessário. – Não Naruto, eu só pensei em você.

– Me desculpe. Eu só tava um pouco inseguro.

–Tudo bem, eu entendo.

– Eu te amo, Sasuke. – Beijou-me novamente.

– Também amo você. – Céus, essa foi por pouco.


Notas finais
Então, mereço mais alguns reviews, ou quem sabe, uma recomendação? Hein, hein?!