Notas iniciais
Espero que gostem³

Senti a s/n se afastar um pouco, mas continuei fitando o teto prestando atenção na musica.

“Everywhere you go is everywhere I've been

You finish all my sentences before they begin

And I know that look in your eyes

It's like I've seen you before about a million times

In another life, in another life maybe,

In another life you must've been mine.”

Olhei pra ela que sorria de olhos fechados como se aproveitasse cada palavra da musica. Eu não sabia o que ela quis dizer quando falou que essa era nossa musica, eu não sabia o que ela tava pensando naquele momento, eu não sabia o que ela tinha sentido naquele beijo na piscina, eu não sabia de mais nada naquele momento. Tudo que eu sabia era ela, tudo que eu sentia era ela, tudo que eu via era ela, tudo que eu pensava era ela. Eu já não me importava mais se aquilo ia afetar nossa amizade e nem se depois eu ia me arrepender. Eu precisava fazer aquilo, eu tinha que sentir aquilo tudo de novo, tinha que provar que era mesmo de verdade.

Me aproximei lentamente da s/n que ainda parecia estar em uma espécie de transe escutando a musica, segurei delicadamente seu queixo, levantando um pouco sua cabeça e ela não contestou, continuou sorrindo. Rocei meus lábios no dela e senti os pêlos da minha nuca se arrepiarem, deslizei minha mão pra sua nuca e entrelacei meus dedos em seus cabelos. Passei a língua devagar pela boca dela que abriu com cuidado como se quisesse aproveitar cada milésimo de segundo. Quando nossas línguas se encostaram os choques percorreram rápido todo meu corpo, cada parte de mim se arrepiou e senti meu estomago revirar. Por alguns segundos achei que tivesse perdido completamente todos os meus sentidos, até ela pousar a mão delicadamente em meu pescoço e acariciar minha bochecha com o polegar. A puxei mais pra perto pela cintura e ela sorriu.

“You make me feel so oh, you make me feel so

Beautiful

It doesn't matter

No it never matters it we're out or home

We can make hours into years

Wherever you go you're always here

It's like I've known you from before

But I'm just so happy you walked through my door.”

Passei meu polegar pela parte descoberta de sua barriga e percebi que ela se arrepiou, minha vez de sorrir. Ela mordeu meu lábio delicadamente me fazendo soltar um gemido abafado e deu um risinho sem parar de me beijar. Os choques dentro de mim se tornavam cada vez mais fortes e eu não conseguia e nem queria parar aquele beijo, era como se ela fosse um ímã.

“Everywhere you go is everywhere I've been

You finish all my sentences before they begin

And I know that look in your eyes

It's like I've seen you before about a million times

In another life,

In another life maybe, in another life you must've been mine.”

”I'm breathing you in, I'm breathing you out

You're all around me

No matter what we do, I wanna spend my life with you, only you

Do you love me? Oh do you love me?

Say you love me, oh say you love me!”

Ela mordeu meu lábio novamente, mas dessa vez foi se afastando lentamente. Abri meus olhos e a observei tão perto de mim que nossos narizes ainda se encostavam. Ela continuava acariciando minha bochecha com o polegar e abriu os olhos lentamente, quando nossos olhares se encontraram nós sorrimos, mas não ousamos falar nada. Qualquer palavra podia estragar aquele momento e a gente sabia disso. Dei um beijo na ponta do nariz dela como ela sempre fazia comigo e ela soltou um risinho baixo, beijei a bochecha dela, o queixo, o canto da boca e dei uma mordida leve no lábio dela, quando fui beijá-la de novo ela se afastou sorrindo. Ficou me olhando alguns segundos e depois se aproximou novamente, roçou o nariz no meu como num beijo de esquimó e depois colou nossos lábios novamente. Dessa vez ela passou a língua para que eu abrisse a boca e nossas línguas se encontrassem me fazendo sentir aquela corrente elétrica passar novamente por todo meu corpo.

“Everywhere you go is everywhere I've been

You finish all my sentences before they begin

And I know that look in your eyes

It's like I've seen you before about a million times

In another life, in another life maybe

In another life you must've been mine.”

“Do you love? Oh say you love me!”

Me afastei lentamente deixando nossas testas encostadas, ela continuou com os olhos fechados e eu acariciei sua bochecha. Encostei nossos lábios novamente e não fiz mais nada, ficamos ali apenas com os lábios encostados como se nos separar fosse a ultima coisa que quiséssemos fazer.

-Harry.- Ela sussurrou ainda com a boca encostada na minha. -Uma hora a gente vai ter que falar alguma coisa.- Ela sorriu.

-Cala boca, s/n, não estraga o momento.- Botei uma mecha do cabelo dela atrás da orelha.

-Eu quero ir pra casa.- Ela me abraçou beijando meu pescoço. -Pra sua casa, pra sua cama confortável, pra minha boxer de ursinhos.- Ela me olhou sorrindo e é inevitável não sorrir olhando o sorriso dela.

-Tem certeza que quer sair daqui?- A abracei mais forte e ela riu.

-Tenho.- Ela balançou a cabeça. Bufei a olhando de novo e ela beijou meu nariz. -Vamos.- s/n pegou minha mão e me puxou se levantando.

-Você é chata!- Fiz manha a abraçando pela cintura e ela sorriu cruzando os braços em meu pescoço.

-In another life you must have been mine.- Ela cantou baixo em meu ouvido e beijou meu pescoço. Me arrepiei até onde não tenho cabelo, incrível o efeito que ela tem em mim, que só ela tem em mim. Dei um selinho nela e peguei sua mão.

Chegamos ao andar de baixo e ainda tinham algumas pessoas dançando na sala. Vimos Louis e Geovanna se agarrando no sofá e eu tive que ir atrapalhar.

-Cara!- Toquei no ombro dele que parou de beijar a Geovanna e me olhou confuso. -Eu já to indo, a s/n ta com dor de cabeça, avisa pra Thamy, ok?- Ele balançou a cabeça concordando e voltou a beijar a Geovanna.

-Ótima desculpa.- A s/n riu já do lado de fora da casa.

-Você tinha uma melhor?- A peguei pela cintura e a tirei do chão. Ela riu alto e balançou a cabeça negativamente. Sorri e dei um selinho nela a botando novamente no chão.

Fomos o caminho inteiro até em casa falando bobagens e rindo. Quando estacionei em frente a minha casa ela soltou rápido e ficou esperando pra me dar a mão. Abri a porta de casa e ela sorriu observando a casa como se fosse a primeira vez. A abracei por trás e encostei meu queixo em seu ombro. Ficamos alguns instantes ali parados e abraçados, sem pressa, apenas aproveitando a presença um do outro. Comecei a caminhar lentamente ainda a abraçando pela cintura, quando chegamos em frente a escada ela parou e se virou pra mim.

-Eu acho que desaprendi a andar!- Ela sorriu marota e eu ri alto.

-Rápida você, ein?- Balancei a cabeça e ela fez bico. A peguei no colo e sorri enquanto ela me olhava como se eu fosse alguma coisa de outro mundo. Subi as escadas e entrei no quarto deixando ela em cima da cama.

-Minha boxeeer!- Ela riu como uma criança sacudindo a boxer pro alto. Essa é uma das coisas que mais me encantam na s/n, ela tem a capacidade de ser tão mulher e ao mesmo tempo tão criança, consegue ser sexy e inocente.

-Vira de costas, Harry.- Ela me olhou sorrindo. Eu balancei a cabeça e virei dando risada.

-Quer uma camisa?- Perguntei ainda de costas e ela confirmou. Fui até a gaveta e peguei uma camisa azul clara. Me virei e ela me olhava sorrindo com a boxer e a blusa de festa. -Quer ajuda pra tirar?- Sorri safado e ela gargalhou.

-Não seu tarado.- Ela tirou a blusa ali na minha frente mesmo e colocou a que estava na minha mão. -Quer parar de ficar me olhando?!- Falou sem graça enquanto eu a encarava sorrindo debilmente. Balancei a cabeça e abracei pela cintura.

-Já disse que você é linda?- Dei um selinho nela que balançou a cabeça confirmando e rindo.

-Vai, Harry, tira logo essa calça.- Ela falou impaciente e eu levantei a sobrancelha.

-Depois eu que sou tarado.- Balancei a cabeça tirando a calça e ela riu.

-Você foi com essa camisa preta só porque eu disse que ficava mais hot, neh?!- Ela sentou na cama me olhando.

-E precisa de um motivo melhor?- Sorri dando um selinho nela e a deitei na cama ficando por cima dela.

-Eu já disse que você é lindo?- Ela sorriu me olhando e acariciando meu cabelo. Eu confirmei da mesma forma que ela. Ficamos algum tempo nos observando em silêncio. Deitei ao lado dela e a abracei pela cintura. Ela colou o corpo no meu e encostou o nariz em meu pescoço. -Eu não vou dividir seu pescoço com ninguém, nunca.- Ela beijou meu pescoço.

-Eu vou deixar ninguém mais dormir cheirando meu pescoço, nunca.- Falei no mesmo tom e ela riu acariciando meu cabelo.

-Eu te amo, meu pequeno.- Eu sorri a apertando mais contra mim.

-Eu te amo, minha pequena.- Foi ultima coisa que eu disse aquela noite.