Notas iniciais
Desculpe se eu matei alguém de curiosidade. Espero que gostem.

Nem esperei ela terminar de falar e corri pra fora do pub. Olhei em volta e ouvi a voz da s/n. Andei rapidamente até um local mais afastado de onde a voz parecia ter saído e vi o Jake agarrando a s/n enquanto ela chorava e se debatia tentando se livrar dele. Nem pensei duas vezes e corri até lá a afastando e logo depois acertando um murro no nariz do Jake. Ele cambaleou um pouco, me olhou com raiva e veio pra cima de mim. Nem tive tempo de reagir, senti uma dor forte e logo depois o sangue escorrer pelo meu nariz. Fui de novo pra cima dele dando um soco em sua barriga e senti alguém segurar meus braços e me puxar, logo depois vi o amigo do Jake fazendo o mesmo com ele.

-Harry, calma!- Ouvi a voz de Liam enquanto eu ainda me debatia tentando ir de novo pra cima do Jake. Ele me puxou com força e quando vi já estava dentro do Red’s novamente ouvi a voz do Jake lá fora gritando alguma coisa incompreensível e logo depois um barulho de pneus de carro.

Em um movimento rápido consegui fazer com que Liam me largasse. Olhei pro lado e vi a s/n chorando enquanto as meninas tentavam acalmá-la.

-s/n.- Falei baixo chegando perto dela e a abraçando. Ela começou a chorar ainda mais e me abraçou pela cintura. -Calma, minha pequena, ele já foi. Não vai acontecer mais nada.- Falei baixo beijando a cabeça dela. Passei a mão pelo meu nariz e vi que ainda sangrava.

-Harry eu quero ir embora, me leva pra casa.- Ela pediu soluçando. Olhei em volta e todos estavam nos olhando sem saber direito o que fazer.

-Eu vou com você, quer dizer... eu vou dirigindo!- Louis falou se aproximando.

-Eu e a Geovanna também vamos com você.- Luiza olhou para Geovanna que concordou silenciosamente.

-Ok.- Falei pegando na mão da s/n e a puxando pra fora do pub. Entramos no carro em silêncio. Louis e Geovanna foram na frente, Luiza e eu fomos atrás ainda tentando acalmar a s/n.

Não demorou muito e Louis estacionou o carro na frente da minha casa. Soltamos os quatro e entramos logo em casa. A s/n já havia conseguido parar de chorar. A deitei no sofá enquanto Geovanna foi até a cozinha preparar um chá calmante.

-Cara, achei que você e o Jake fossem se matar. Nunca vi duas pessoas com tanto ódio.- Louis falou baixo um pouco afastado da s/n.

-Se eu pudesse, matava mesmo.- Falei passando a mão pelo cabelo. -Como que aquele otário pode fazer isso, Louis?- Perguntei ainda sem acreditar. -Eu achei que ele gostasse de verdade da s/n.- Abaixei meu tom de voz.

-Harry, o cara tava bêbado, ele não devia ta fazendo aquilo porque queria.- Louis deu de ombros. A s/n voltou a chorar e eu corri até o sofá pra abraçá-la.

-s/n, fica calma. Não vai acontecer mais nada.- Falei baixo a apertando contra mim.

-Aqui o chá.- Geovanna chegou na sala com uma caneca e entregou pra s/n.

-Eu não quero.- Ela fungou, fazendo careta.

-Você vai se sentir melhor depois desse chá, s/n, e vai te ajudar a dormir.- Luiza falou se ajoelhando na frente dela e pegando o chá que ainda estava na mão de Geovanna. s/n resmungou alguma coisa e acabou pegando a caneca.

Ficamos os quatro em silêncio enquanto ela tomava o chá. Nenhum de nós queria falar com medo dela começar a chorar novamente.

-Argh, chega. Isso é ruim.- Ela fez uma careta, me entregando a caneca quase vazia. Ê amiga fresca. Fui até a cozinha e deixei a caneca dentro da pia. Passei a mão pelo meu nariz e percebi que o sangue tinha estancado.

-Harry, a gente já ta indo.- Louis falou quando eu voltei pra sala. -Qualquer coisa me liga.- Ele deu uns tapinhas no meu ombro e eu sorri fraco. Ouvi a Geovanna falar a mesma coisa pra s/n e depois dar um beijo na cabeça dela, Luiza abraçou forte a s/n e falou para ela ficar calma.

-Tchau, Harry.- Luiza e Geovanna sorriram pra mim já na porta e eu apenas acenei.

Olhei pra s/n que estava sentada no sofá abraçando as pernas e sorri fraco.

-Hey, hora da mocinha ir dormir.- Me senti uma mãe falando isso. Que gay! Ela riu baixinho e me olhou com pena.

-Harry, seu nariz.- Eu balancei a cabeça.

-Já estancou, s/n, nem ta doendo.- Falei passando a mão no nariz. Doeu claro, mas eu fingi que não.

-Desculpa.- Ela falou baixo já com os olhos cheios de lágrimas. Ah não, de novo não.

-s/n.- Falei aumentando um pouco a voz e a abraçando. -Não tem que pedir desculpas por nada, eu fiz porque eu quis. Nunca ia deixar um otário agarrar minha pequena e sair de lá sem as consequências.- Ela suspirou alto como se estivesse controlando o choro. -Vamos dormir.- Falei carregando ela.

-Harry, eu sei andar, sabia?- Ela riu pelo nariz. Já disse que essas mudanças de humor repentinas dela me assustam?

-Ah, é?- Fingi que ia colocá-la no chão e ela se agarrou em meu pescoço.

-Agora que já carregou leva ué!- Ela sorriu marota. Eu sofro na mão dessa pirralha! Sabe aquela história de casamento? Estou pensando seriamente em desistir! Se eu falar isso pra s/n ela me mata.

Entrei no quarto e botei a s/n na cama.

-Minha boxer!- Ela sorriu parecendo criança pegando a boxer de ursinho em cima da cama exatamente no lugar que ela deixou hoje de manhã. Entrou em baixo dos lençóis e trocou a calça pela boxer.

-Quer um casaco?- Perguntei já que ela estava com uma blusinha sem manga e tava fazendo frio. Ela confirmou com a cabeça e eu peguei um casaco dentro do armário. Tirei minha calça e peguei outro casaco pra mim. Ouvi a porta de casa bater e deduzi que a Thamy tinha chegado. Entrei no banheiro, passei uma água no rosto e chequei se estava tudo bem com meu nariz, apesar da dor, aparentemente ele não parecia quebrado.

Quando voltei pro quarto a s/n já estava dormindo, deitei com cuidado ao lado dela e a abracei enquanto a observava respirar calmamente. Tentei não lembrar do beijo de mais cedo e qualquer coisa que eu tenha sentido durante aqueles momentos. A s/n era minha melhor amiga, e um simples beijo não poderia mudar tudo. Não demorou muito e eu peguei no sono ainda sentindo meu nariz latejar de dor.