Notas iniciais
1/5 (provavelmente)

Mesmo que nem sempre as coisas descem certo, mesmo assim ele ainda conseguia esboçar um pequeno sorriso. Enquanto focava-se em um ponto perto ou talvez longe de onde estava (não importava) se procurasse bem, provavelmente encontraria, se encontrasse... Finalmente saberia o que há felicidade é?

xXx

Leu aquela frase varias vezes, refletindo talvez, sobre fazer ou não como o alguém que havia escrito aquilo. Pensava se tinha muita coisa há perder.

ShiroyamaYuu nascera em uma família rica, porem muito humilde. Tinha orgulho da criação que tivera e da profissão que seguira, para que pudesse ficar ao lado do pai.
Algumas pessoas o diriam que deveria ter corrido atrás de seus próprios sonhos, mas Shiroyama nunca tivera nenhum.

Na realidade, ele fora sempre apenas um grande questionador, queria há resposta para as perguntas impossíveis, um dia, conformado em não te-las, apenas abraçou o destino e seguiu a profissão do pai, agora morto.

Sentado ainda de frente ao pequeno retrato de família, não se colocava á chorar. Seu pai se fora de forma natural, com um sorriso no rosto. Não era muito velho, apesar disso, sempre dissera ter conquistado tudo o que queria da vida.

Agora sem o pai ali, e sem a mãe — que resolvera mudar-se para longe, não querendo sofrer de passado, mas pretendendo preencher sua solidão com a arte- não tinha ideia do que fazer.
Sabia muito bem que podia continuar nos domínios da empresa, mas sabia também que não precisava se prender aquilo, uma vez que seu irmão o fazia bem melhor que ele.

Não tinha certeza sobre as atitudes que devia tomar, e aquilo o entristecia. Seu pai morrera, deixando uma historia de vida linda. Mas se fosse ele a morrer hoje, seria apenas ShiroyamaYuu e nada mais. O homem da face de ferro, como o chamavam.

O motivo? Muito simples. Shiroyama não sabia sorrir, não podia simplesmente expressar-se com aquela pequena curva que aparecia no rosto das pessoas felizes, porque não sabia o que era felicidade.

A felicidade para ele era um mistério, não sabia o que era nem de onde vinha. E julgava falsas as pessoas, que esboçavam sorrisos simplesmente por querer. Para ele, o sorriso era algo que vinha acompanhado da tão bela felicidade, que ele nunca tivera o privilegio de conhecer.

Não que fosse uma pessoa triste, de forma alguma. Ele vivera apenas uma vida normal, aonde se come, trabalha e dorme. E nunca lhe passara pela cabeça que sua vida tivesse necessidade de algo assim.

A realidade só lhe veio a tona, quando a pouco tempo, recebera um conselho de alguém que julgava amigo, de que devia fazer algo da vida, que lhe desse prazer. Jamais havia feito algo por seu bem estar próprio, pois jamais se preocupara consigo mesmo. Achava que cumprindo as necessidade de alguém que está vivo, seria o suficiente.
Acabou descobrindo, que nada lhe daria mais prazer do que descobrir o que era a felicidade, isso somente por causa da pequena frase que lera e causara-lhe curiosidade. Como encontra-la?

Sem muita certeza de como fazer isso Shiroyama apenas jogou um pequeno numero de roupas em uma mala, sacou o dinheiro que achara ser suficiente no banco e comprara uma maquina fotográfica.

Somente saberia o que era a felicidade, se perguntasse para as pessoas que já haviam encontrado certo?

Talvez, em meio a essa jornada, encontrasse a sua própria.

Qual o primeiro lugar que iria? Não fazia ideia. Mas não achava que a felicidade pode-se ser encontrada nas correrias de Tokyo, as pessoas do local eram como que pra ele, apenas falsos felizes. Sem muitas preocupações, decidiu-se por dirigir ate a cidade mais próxima.

Verdade era que não tinha ideia nenhuma do que iria encontrar, mas estranhou, que o primeiro sorriso aparentemente verdadeiro que fosse encontrar fosse o de um bebe... Aqueles pequeninos seres não tinham consciência de nada. Como poderiam ter um sorriso tão verdadeiro?

–Senhora, você me permite tirar uma foto do seu filho?

E a mulher, apesar de estranhar de inicio, achara por fim que homem era apenas mais algum fotografo qualquer.

–Claro

E ao tirar a foto do pequeno garoto sorridente, Shiroyama tirou um pequeno caderno de sua bolsa, olhando na mesma direção na qual o pequenino olhava, e sorria.

“A felicidade, está em ver o movimento das nuvens, tomando formas diversas e estranhas no céu.
— De acordo com um bebe.”

Anotou, enquanto seus pensamentos voavam... Será que tinha de observar mais para que encontrasse a sua felicidade?

Decidiu-se então que observaria atentamente toda e qualquer coisa a partir daquele momento, afinal, não podia deixar que ela lhe escapasse.

{I can be your Happiness?}

Não conseguia de forma alguma esquecer a pequena frase que vira, por mais que se convencesse de ser idiota, não conseguia esquecer.

Takashima nascera em uma família pobre, porem muito orgulhosa. Apesar da dura criação que tivera, sempre amara fielmente os pai.
Algumas pessoas o chamariam de louco por defender o pai que tanto o maltratou, mas não se importava, pois fora graças a ele que colocara os pés no chão, e aprendera a apanhar menos da vida.

Quando pequeno, Takashima possuía sonhos, que para a situação em que vivia, eram impossíveis de serem realizados. Por mais que no começo houvesse doido, aprendeu a lidar bem com aquilo, através das palavras dura do pai. O velho, agora já morto, sempre quisera o seu bem.

Fitando o pequeno irmão que ainda dormia tomou coragem, levantando-se para trabalhar. Agora que o pai havia falecido, e a mãe os havia abandonado a dez ano atrás, apôs o nascimento do irmão mais novo. Cabia a Kouyou cuidar do mesmo.

A situação era difícil, a vida pobre que tivera, nunca lhe dera chances de ter um bom estudo, assim sendo, tinha um emprego não muito bom, o suficiente para pagar as contas, cuidar do pequeno irmão que tanto amava sem problemas, e ainda podia juntar um pouco, para fazer ao pequeno irmão uma surpresa.

Kouyou agradecia ainda, por apesar de seus sonhos terem sido destruídos, ainda poder sentir em seu trabalho, o amável cheiro que tanto amava desde pequeno. E motivo pelo qual todos o julgavam maluco, também, não era comum, mas sentia extremo prazer pelo cheiro de café, pode-lo sentir o dia inteiro, aliviava com certeza todo o cansaço de seu trabalho.

Desde a época em que seus sonhos se foram, Takashima já não sabia mais o que era sorrir, o motivo era simples. A felicidade para ele era um mistério, não sabia o que era nem de onde vinha. E julgava falsas as pessoas, que esboçavam sorrisos simplesmente por querer. Para ele, o sorriso era algo que vinha acompanhado da tão bela felicidade, que ele nunca tivera o privilegio de conhecer.

Não que fosse uma pessoa triste, de forma alguma. Era apenas alguém que podia dizer sempre que estava bem. Enquanto pudesse garantir o bem estar de seu irmão, não se preocuparia com coisas mentirosas como, esboçar seu próprio sorriso.

Um amigo, uma vez o dissera, que tinha de preocupar-se um pouco consigo mesmo, e arranjar um motivo para ser feliz. De acordo com este, um dia seu irmão cresceria, e o deixaria. E ele, seria uma “coisa” em meio a solidão.

Ignorou o amigo, pois sabia que aquilo era mera ilusão. A felicidade não viria para pessoas como ele, como ele? Não.

Tratou de pegar o uniforme do café em que trabalhava, colocando em sua mente que no momento seu irmão era sua prioridade, e que satisfaria sua solidão, deliciando-se com o cheiro da cafeína que tanto amava, em meio a uma multidão.

Saiu de casa deixando o café da manha de seu irmão pronto, quando levantasse estaria faminto, e ansioso como sempre era pela escola.

Fazendo o pequeno percurso de sua casa ate o café, viu um homem a fotografar uma criança, uma criança que sorria como se conhecesse as melhores coisas da vida.
Não pode deixar de sentir um pouco de inveja, crianças eram tão inocentes. Como se fosse possível aquilo, ser feliz em um mundo cruel como aquele.

Talvez a felicidade chegasse para homens como o que fotografava a criança, bem arrumado, encostado em um bom carro, com certeza tinha dinheiro.

Pessoas que tinham dinheiro eram assim, elas tinham menos preocupações e mais chances de ir atrás do que lhes satisfaz. Aquele homem sim, devia ser feliz.

Esquecendo o que acontecia a sua volta, prestando atenção no caminho, gravou em sua mente.

Talvez eu soubesse o que é a felicidade se eu tivesse um pouco mais de tempo. Tempo? Que tempo, se saindo de casa pela manha, só chegaria as onze da noite.