I Belong To You
14 Capítulo Bônus
Notas iniciais
Capítulo Bônus
— ALICIA! ALICIA!
— JÁ ESTOU INDO MÃE!
Era sempre assim quando a família Granger resolvia sair de ultima hora. Alicia nunca sabia que roupa vestir, que sapatilha calçar... Sempre atrasava todo mundo.
— Hermione querida, vai lá chamar a tua irmã. Não aguento mais os gritos da sua mãe. — o Sr Gangrer falou rindo enquanto massageava as têmporas.
Hermione riu e então subiu as escadas.
Alicia estava em seu quarto com algumas peças de roupas jogadas pela cama.
— Alie, qual o problema?
— Não sei que roupa vestir. — a mais nova respondeu com cara de choro.
— Alie, só vamos dar uma volta no parque. Você só tem 9 anos, para de se importar com roupa. — Alicia revirou os olhos enquanto a irmã falava — Eu, da sua idade, estava preocupada em qual boneca levar.
— Ta, ta. Vai lá pra baixo, já vou descer.
— Não demora. Mamãe já está surtando.
— E quando ela não está? — Alicia falou e Hermione não pôde conter a risada.
(...)
Finalmente, estavam todos dentro do carro.
— Mãe, eu vou poder tomar sorvete, né?
— Alicia você está gripada.
— Um sorvete não vai piorar a situação dela, certo? — o pai, sempre tão carinhoso com as filhas, intercedeu pela mais nova.
— Isso mesmo pai.
— É mãe. Não vai piorar nada. — Hermione disse rindo.
— Isso é um complô? — a Sra Granger perguntou rindo.
— Mais ou menos. — Alicia disse e todos riram.
O clima era sempre esse. Alegria.
Os Granger eram sempre muito bem humorados.
Quando finalmente chegaram ao parque, foi uma festa. Era tão notável o amor que existia naquela família. As filhas sempre abraçando e beijando seus pais.
Ao fim da tarde sentaram perto de uma árvore para fazerem o piquenique. Frutas, sanduíches, sucos e doces preenchiam a cesta.
Comeram, riram... E ao fim do dia:
— Pai, mãe... Eu amo vocês. Obrigada por tudo. — Hermione disse sorrindo abraçada a irmã.
— Nós amamos vocês. Nós, Hermione. — Alicia disse rindo.
Os pais a abraçaram e assim permaneceram até irem embora.
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— EU VOU MATAR ELE NARCISA!
— Lucio, pelo amor de Deus não é assim que vamos resolver as coisas com ele. Você está bêbado.
— VOCÊ NEM TENTE DEFENDER ELE!
— Lucio...
— CALA A BOCA NARCISA! VAI PRO SEU QUARTO!
— Não me mande calar a boca. — Narcisa disse receosa.
— VAI LOGO! — o homem gritou e a mulher, de cabeça baixa, seguiu para seu quarto.
— DRACO DESÇA AQUI, AGORA! — Lucio gritava do andar de baixo — VOCÊ ESTÁ USANDO DROGAS?
Draco desceu as escadas com a alma tomada por ódio.
— ESTOU! DO MESMO MODO QUE VOCÊ BEBE, OU VOCÊ NÃO SABIA QUE BEBIDA É TAMBÉM UMA DROGA SEU ALCOÓLATRA?
— COMO OUSA FALAR COMIGO DESSE JEITO SEU MOLEQUE? — Lucio foi pra cima de Draco e o pegou pelo colarinho da camisa — EU EXIJO RESPEITO!
— RESPEITO À GENTE DÁ PRA RECEBER. — Draco se soltou do pai com brusquidão e saiu andando.
— EU NÃO TERMINEI COM VOCÊ.
— PARA DE QUERER SER UM PAI EXEMPLAR. VOCÊ NUNCA FOI MEU PAI, QUEM DIRÁS EXEMPLAR. ME DEIXE EM PAZ. — Draco subiu as escadas com fúria e bateu a porta.
— Droga, droga... DROGA! — Draco disse socando o espelho do seu quarto. — Idiota, isso que meu pai é. Um idiota.
Então Draco ouviu um grito vindo do quarto dos seus pais. Era a sua mãe.
Ele saiu do seu quarto correndo e abriu à porta do quarto dos seus pais, numa velocidade quase impossível ele já estava em cima de seu pai que havia acabado de bater em sua mãe.
— COVARDE! COVARDE! — Draco gritava enlouquecido — ME BATA SEU IMBECIL. VAMOS!
— SAIA DAQUI. MINHA CONVERSA NÃO É COM VOCÊ.
— E NEM COM A MINHA MÃE. — Draco socou o rosto do pai com tanta força que o fez perder o equilibrou e cair desacordado.
— Vem mãe.
— Mas... Draco, seu pai.
— Vem logo.
Draco estendeu a mão para Narcisa e a levou para seu quarto. Ela estava em estado de choque. As lágrimas caiam de seus olhos, era desesperador. Draco deitou na cama e trouxe sua mãe para perto de si. Ele fez carinho em seus cabelos até que ela acabou pegando no sono.
— Que bela família essa minha. — Draco disse com sarcasmo. — E que belo pai... Um otário. Com certeza a pessoa que eu mais odeio nesse mundo.
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