I Believe in Us
7 The Wicked is Coming
Notas iniciais
Ela estava lá. No meio da floresta, correndo com sua fumaça vermelha e soltando uma gargalhada que fazia o local estremecer. Regina não conseguia reconhecer onde estava, mas se sentia vigiada. Seu coração, Regina levou a mão ao peito e não sentia seu coração.
– Eu vou tirar tudo o que é seu, Maninha. Eu estou chegando para me vingar!
– Não! Não! Não!
Regina se debatia e gritava sem perceber quando acordou com um susto, sentindo-se ensopada pelo suor que descia de sua testa. Tentou se recompor acendendo o abajur e só então percebeu que Emma não estava ao seu lado. O desespero a invadiu por completo, levou a mão no peito e felizmente sentiu seu coração batendo acelerado. Regina se levantou ainda atordoada gritando por Emma que respondeu parecendo estar na cozinha. A Rainha tremia ao se lembrar do sonho, sua vista a enganava sem conseguir separar realidade e fantasia.
Então quando Emma apareceu no corredor carregada por Zelena o desespero voltou a se apoderar dela novamente, fazendo com que ela não conseguisse reagir.
– Olá, Maninha! — Os olhos azuis de Zelena brilhavam sobre o desespero de Regina.
– Solte-a! Se você tem algum problema deve resolver comigo!
– Ah, não se preocupe. Eu não vou machucar ninguém... Não hoje! — Ela soltou Emma bruscamente, fazendo-a cair no chão — Só vim avisar mana, que as coisas vão se agitar por aqui. Aproveite a tranquilidade enquanto pode!
Regina correu para abraçar Emma sem se importar com a Bruxa que desaparecia sobre uma nuvem levemente avermelhada.
–Ela te machucou? Meu Deus, Emma. Perdoe-me por não ter acordado antes.
– Que isso, Regina não é culpa sua... O engraçado é que não me lembro de ir lá pra baixo. — Emma falou levando a mão na testa e logo depois acariciando os próprios cabelos.
–Emma, me deixe ver algo. Eu prometo que não vai doer!
–O que... — Regina nem deixou a loira questionar e enfiou a mão contra o peito de Emma, fazendo-a gemer de dor. Procurou pelo coração de Emma, e então... Ele não estava lá! Regina retirou a mão do peito dela ainda mais angustiada.
–Emma, ela tirou seu coração. Não é possível! Isso é um pesadelo!
Regina a olhava angustia e a puxou para seus braços enquanto Emma estava boquiaberta, respirando pesadamente sem saber como reagir sobre aquela situação. Logo Henry também se direcionou ao corredor percebendo o movimento. O garoto questionava a expressão das duas mães que demonstravam completo desespero. Ele perguntava o que havia acontecido, mas as duas mães só conseguiam se abraçar ao menino, e sem conter, começaram a derrubar lágrimas pesadas e salgadas sobre seus rostos.
– Vamos falar com os Charmings! — Regina disse reagindo após alguns minutos. — Mas antes preciso fazer algo. Se troquem e me encontrem daqui a meia hora no meu cofre.
Antes de se pronunciarem Regina sumiu em uma camada de fumaça roxa, sem deixar opção a Henry e Emma a não ser obedecer ao que ela havia dito. Meia hora depois o fusca de Emma estava próximo ao cofre de Regina que os esperava do lado de fora.
– O que veio fazer aqui Regina? — Emma perguntou assim que a morena abriu a porta do carro e se sentou no banco do passageiro.
– Guardar algo muito importante para nós três — ela disse direcionando o olhar a salvadora e logo depois a Henry.
– E o que é mãe?
– Meu coração!
Emma arregalou os olhos quase imitando a mesma reação de Henry. Regina percebendo esticou o braço para trás alcançando a mão do filho e olhando para Emma com ternura.
– Não se preocupem. Com meu coração guardado na cripta Zelena não poderá me ferir, muito menos me fazer ter piedade dela caso tente. Eu só terei meu coração de volta quando você tiver o seu também Emma.
– Nossa! — Emma tinha a voz embargada pela emoção vinda das palavras de Regina. — Mas, e quanto a Henry?
– Ah, certo! Em Henry usarei um feitiço de proteção, não será preciso tirar o coração dele.
Alguns minutos depois o carro de Emma estacionou em frente a casa dos Charmings. Emma desceu do carro acompanhada do filho e Regina.
Bateram na porta que se abriu revelando David com dificuldade para manter os olhos abertos.
– Regina, Emma e... Henry! O que houve?
– Zelena foi ate a mansão esta noite. — Emma respondeu o pai enquanto entravam e ela trancava a porta. — Ela foi embora, mas levou meu coração junto.
Ao terminar de dizer aquilo a salvadora notou sua mãe, Mary Margaret com a mão levada a boca devido ao susto que as palavras lhes causaram. Ela andou apressadamente ate a filha.
–Emma, você esta bem? Aquela bruxa te machucou? — Mary apalpava a filha procurando por machucados.
– Não, mãe! Não estou machucada! Só estou sem o meu coração.
– Emma, isso já é bastante grave! Você já parou pra pensar nas coisas que ela pode fazer com seu coração em maos? Inclusive te matar?
Todos levaram a mão na boca ao se lembrarem deste detalhe, o desespero preencheu a face de todos na sala. Emma procurou um apoio.
– Poxa, muito obrigada! Me sinto melhor!
– Não se preocupe querida! — Regina se aproximou abraçando Emma. — Antes que ela tente fazer algo eu já terei recuperado seu coração. Vou dar um jeito de ir atrás dela e descobrir o que ela quer.
– Ela disse o que quer. Tirar a sua tranquilidade, agitar a cidade. — Emma disse fazendo caretas.
– Precisamos detê-la. — Era David que olhava Regina e Emma com um olhar de angustia sem ainda entender muito bem o que estava acontecendo. — Emma, se essa Bruxa está na cidade precisamos descobrir onde e em como pegá-la antes que ela faça mal a você ou mais alguém.
– Acho que temos uma nova operação, não é mesmo vô?! — Henry olhava empolgado para David.
– Temos sim, Henry, mas para sua segurança você ficará aqui com Mary Margaret enquanto eu e suas mães vamos procurar pistas de onde ela possa estar.
– Vamos precisar de ajuda David! — Regina o encarava com uma expressão séria.
– Rumplestiltskin! — Os três disseram juntos enquanto se direcionavam ate a porta. Emma e Regina jogaram um beijo para Henry e David para Mary, enquanto avó e neto lhe desejavam boa sorte.
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