I Believe in Us
3 Surpresa no restaurante da Vovó
Notas iniciais
– Vamos! Estão todos esperando a Vossa Majestade!
– O que? Não, eu não vou Emma! Já disse... Todos eles me odeiam!
– Você vai sim, e eu lhe garanto que toda essa visão de ódio irá desaparecer assim como essa maldição que acabou de ser quebrada.
Emma estendeu a mão para Regina que a puxou de encontro ao seu corpo sorrindo maliciosamente.
– Está bem, eu vou! Mas antes, a salvadora me concede um beijo?
– Com todo o prazer, Majestade!
Ambas riram e se beijaram carinhosamente, deixaram que o beijo se prolongasse por alguns minutos e se afastaram delicadamente e logo partiram em direção a restaurante da vovó onde todos estavam reunidos.
– Restaurante da vovó.
Enquanto Emma se direcionava ate o cofre de Regina todos os habitantes de Storybrooke se reuniam no restaurante da Vovó. Todos comemoraram a volta de suas memórias, agora podiam se reconhecer entre si, e talvez o reencontro mais marcante fora o de Snow com o Príncipe Encantado, os dois maiores alvos da maldição que a Rainha lançou em todo o Reino. Os apaixonados estavam radiantes e cumprimentando a todos que iam chegando ao local. Ruby tomou iniciativa oferecendo a todos um brinde. Os moradores de pequena cidade levantaram seus copos e todos brindaram ao mesmo tempo enquanto a porta se abria e as pessoas reunidas ali pararam de comemorar e o silencio se fez grande demais para quem eles encaravam.
– O que ela faz aqui? — Perguntou David um tanto irritado.
– Eu a convidei! — Emma disse fazendo todos ali olharem entre si e vez ou outra murmurar algo. Henry estava sentado em uma das primeiras mesas e com o sinal de Emma se levantou e foi em direção as duas.
– Gostei que você veio!
– Regina, esqueci de dizer que Henry me incentivou muito a ir atrás de você no seu cofre. – A loira e o filho se olharam como duas crianças que haviam acabado de aprontar algo muito grande. Ele cutucou a cintura de Emma que sorriu em resposta. Mãe e filho se abraçaram como há muito tempo não faziam. Permaneceram imóveis alguns minutos e só se largaram quando Emma delicadamente perguntou a Regina se ela não estava com fome, e ela realmente estava.
Os três então se sentaram à mesa que estava vaga e comeram alguns aperitivos. Algumas pessoas ali presentes nem sequer disfarçavam a curiosidade de ver aquela cena. Não conseguiam entender o que a Salvadora fazia junto da Rainha que havia arruinado a vida de todos, inclusive a dela. Mas Emma não queria saber de nada disso que já havia passado. Ela amava Regina, e sabia que Regina poderia amar também e se tornar alguém melhor. Depois de algum tempo quietos, Regina segurou a Mao de Henry convidando-o para ir pra casa.
– E quero que você venha junto, Emma! –Regina disse ao voltar o olhar para ela.
– O que? Não, não posso aceitar!
– Por favor! Lembre- se do que eu te pedi... Vamos para nossa casa!
Emma parou pensativa e logo acenou a cabeça positivamente enquanto comprimia os lábios em um sorriso. Regina se levantou como resposta a sua reação.
– Então vamos. Quero ir para casa com os dois maiores tesouros que tenho!
Emma e Henry a seguiram, o garoto revelava um olhar de interrogação e surpresa para Emma que piscou para ele sorrindo. Juntos se despediram de todos sem alongar o momento e seguiram ate a mansão da Prefeita.
– Chegamos. Nem consigo acreditar...
– Acredite Rainha. Enfim você está em casa!
– Nossa casa, mães! — Henry interrompeu.
– Sim, nossa casa Pequeno Príncipe! E acho que agora você deve se lavar antes de nós irmos te colocar na cama.
O garoto subiu as escadas o mais rápido que pôde, sentia-se tão alegre por ver suas duas mães juntas e cuidando dele que parecia não mandar nos seus estímulos.
– Você é maravilhosa, sabia?!
– Em qual das partes Srta Swan? — Emma riu.
– Você é na verdade muito estúpida!
– Eu também te amo! Regina segurou a loira pela cintura e deu-lhe um leve beijo em seu pescoço fazendo Emma corar e sentir arrepios.
– Deixe isso para mais tarde, Regina. — disse num sorriso coberto de malícia — Vamos ver nosso príncipe.
Enquanto se direcionavam ao quarto, Emma entrelaçou os braços ao redor de Regina, ambas sorriram. Regina se aproximou da loira lhe pegando pela cintura e dando-lhe um beijo cheio de amor. Quando pararam um pouco para respirar, Emma olhou para sua amada e percebeu que naquele momento todo amor que havia dentro parecia finalmente estar despertando, e ela estava radiante por saber que Regina sentia o mesmo amor por ela.
– Vamos minha Salvadora, foi um longo dia precisamos descansar.
– Claro. Como quiser Majestade!
As duas finalmente se trocaram e se deitaram. Regina deitada sobre Emma que acariciava seus cabelos enquanto ouvia sua respiração e esperava ela adormecer. Quando ela finalmente dormiu, a loira sussurrou em seu ouvido.
– Eu te amo, Regina. Sempre e sempre vou te amar! Eu te prometo!
Logo Emma também adormeceu sentindo a felicidade explodir em seu peito como magia.
O dia amanheceu com a luz do sol invadindo as janelas do quarto principal da mansão de Regina que foi despertando aos poucos, e sem abrir os olhos esticou a mão para alcançar Emma, mas só havia um lençol ali. Regina abriu os olhos e comprovou o que já sabia; Emma não estava la! Levantou-se rapidamente indo em direção ao quarto de Henry, encontrando a cama muito bem organizada e vazia. O desespero tomava conta dela nesse momento. Será que tudo que aconteceu na noite anterior não passou de um sonho? Não, não... Não podia ser!
Regina a essa altura estava gritando por Emma e Henry, procurando em todos os cômodos sem sucesso. Direcionou-se ate a parte externa da casa onde avistou a rua vazia. Deixou seus olhos transbordarem e já se virando para fechar a porta, ouviu a voz de Emma.
– Ahhh não... Não vale! Você conhece melhor sobre essas coisas do que eu — Emma dizia entre risadas. Os dois estavam rindo e brincando com as mãos. Regina deu a volta e então conseguiu ver; Eles estavam sentados no chão em volta de uma toalha carregada de guloseimas. Ela então entendeu tudo e riu de si mesma ao perceber o medo que tinha de ficar sozinha e perder os dois amores da sua vida.
– Mãe! Ta tudo bem? A senhora nunca ficou na cama ate essa hora. – Henry disse sorrindo para Regina assim que a avistou se aproximando
– Estava bem cansada... Mas claro que estou bem, Príncipe! E vejo que vocês dois ao contrário de mim fizeram ate um piquenique, estão bem empolgados!
– É tudo para Vossa Majestade! — Emma falava enquanto lançava olhares de paixão para Regina.
– Srta Swan, vejo que o tempo que você passou com seus pais te ensinou perfeitamente como me tirar do serio!
– Desculpe?! — Regina riu, a melhor risada do mundo e se aproximou de Emma dando-lhe um leve beijo e dizendo em seu ouvido
– Mais tarde eu te explico!
– Hey, vocês duas. Vamos parar com isso e comer?
Emma e Regina se olharam entre si e concordaram com Henry. Começaram a comer e colocar os assuntos em dia em meio a algumas brincadeiras que surgiam em determinados assuntos e logo depois ajudaram Henry a guardar tudo e limpar a bagunça. Regina se direcionou ao quarto novamente para tomar banho, Emma foi logo atrás dela e chegando ao quarto se aproximou de Regina abraçando-a por trás.
– Você vai me explicar aquele lance de te tirar do sério?
– Voce não entendeu mesmo?
– Não! Ah meu Deus, Regina... Se falei ou fiz algo, eu... Eu não sei!
– Emma! — Regina a essa altura estava segurando seus cabelos loiros- Você está me fazendo a mulher mais feliz do mundo! Eu amo você, e amo o fato de você me amar também!
Emma sorriu aliviada, se aproximou cada vez mais dos lábios de Regina. Elas não se beijaram, mas roçavam seus lábios como se estivessem fazendo carinho nos mesmos. A essa altura Emma já havia levado Regina ate a cama e estava por cima dela, admirando cada centímetro do corpo de Regina que aquela posição lhe permitia alcançar.
– Eu também te amo Regina! — Emma deixava as palavras saírem como sussurros entre os caminhos que fazia com suas mãos do cabelo ate o pescoço de Regina que estava de olhos fechados já pronta para o que ela desejava. Emma sabia que estava mexendo com ela, queria a ouvir implorar. Mas tudo que Regina conseguiu pensar foi em Henry.
– O Henry, Emma! Nós não podemos, Henry está aqui!
– E o que é que nós não podemos Madam Mayor? — Emma soltava as palavras com toda a emoção do momento e só deixou o clima escapar quando Regina saiu de debaixo dela, ofegante e rindo de si mesma.
– Não se faça de desentendida Srta Swan! Você sabe o que nós duas queremos, mas com o Henry em casa, não da meu amor!
– Eu sei! Hey... Podemos ir com calma, OK?! Eu já tenho o mais importante mesmo...
– E o que é?
– O seu amor, minha Rainha!
– Oh sim... E eu tenho o amor da Salvadora!
As duas riram e Emma deixou o quarto antes depositando um beijo na testa de Regina que se direcionou ao banheiro com um sorriso de orelha a orelha. Regina se perguntou por que não foi atrás dessa magia há muito mais tempo... Uma magia que nem mesmo Rumplestiltskin fora capaz de ensinar a ela. A magia do amor.
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