I Barely Love You Too
2 New Girl
Ethan's P.O.V
Flashback on
– Você devia ter vergonha de si mesma — Alicia me olhou triste, parecia estar arrependida. Grande merda.
– Ethan, não foi por querer, tente me entender — se agarrou no meu braço, a desgrudei com força — Eu sei que errei mas eu te amo.
Flashback off
– Lembrando dela? — Ryan me perguntou e eu apenas assenti — Você tem que esquecer.
– Não dá. Faz um ano que isso aconteceu, eu já tentei esquecer, pode ter certeza — suspirei cansado.
– Bola pra frente, até ela já superou, porque você não consegue? — se jogou no sofá da sala, ligando a televisão em seguida.
Nos primeiros segundos me perdi olhando para a televisão. Eu nunca iria conseguir parar de pensar naquela garota? Acabei dormindo ainda imerso em pensamentos, e Ryan foi para casa. Assim que a porta bateu vesti um moletom qualquer, peguei alguns dólares e meu celular.
Iria sair.
Brooke's P.O.V
– Quer ajuda? — tentei pegar a mala de sua mão, mas ele insistia em carregar. Claro, vovô sempre foi muito educado e sempre tentou passar essa educação para mim e Maddie, apesar de sermos muito bagunceiras. Ele fazia o tipo rico, com alguns negócios e uma aposentadoria que, o deixava relativamente em uma vida bem confortável. Chegamos até o hall do prédio e esperamos o elevador, no momento em que ele abriu entrei sem nem perceber a outra pessoa dentro, bati de cara em um menino um pouco mais alto, não consegui ver seu rosto por causa da toca, mas parecia ser bonito.
– Hey! Não olha por onde anda? — perguntei séria, o maldito apenas deu de ombros e logo depois acenou pro meu vô saindo logo em seguida — Quem é esse? — perguntei confusa e, de certa forma brava por ele ter me ignorado.
– É o Ethan, como se fosse um neto pra mim... Conheço a família dele há anos — respondeu e eu não dei muita importância.
Entramos no elevador, vi que seria no 16º andar. Suspirei, pegando minha mala assim, que a porta metálica se abriu, fomos até o apartamento e eu murmurei surpresa. Era incrível. A vista não era tão alta, mas assim que sai pela varanda consegui enxergar a CN Tower, localizada ao Centro de Toronto.
– Espero que goste de seu quarto, pintei a porta especialmente para você! — vovô riu, já indicando o caminho, assenti andando pelo corredor.
Ok, era perfeito. A cama era alta e fofa, as paredes estavam em um azul escuro, que eu simplesmente amei. O armário ficava no canto, pequeno, não muito espaçoso, feito sob medida para mim.
xX
Já era quase três da tarde, e eu continuava insistentemente a deixar o quarto ao meu gosto. É esquisito morar junto com seu avô pelo fato dele ser bem mais legal que um pai ou mãe ou qualquer tipo de parente, outra coisa que conta muito é a liberdade que os avôs dão aos seus netos. E digamos que é essa liberdade é o que eu mais gosto nele.
Terminei com as roupas, e iria começar com os objetos — tralhas — a mais, quando ouvi um "venha comer", vindo de vovô. Senti um cheiro maravilhoso de lasanha invadir minhas narinas, assim que cheguei perto da cozinha.
Comer era algo bom, fazer isso em um lugar maravilhoso é melhor ainda.
xX
– Pode levar uma coisa para uma amiga minha? — John, meu avô, me perguntou quando decidi a ir para meu quarto — É aquela caixa ali, tenho que entregar para a Patricia, é o apartamento 230 do 17º andar.
– Claro — peguei pensando que seria pesada, mas até que estava leve. Fui para o elevador e cliquei no 17, já sentindo ele se mover.
Fiquei viajando no corredor pra achar o apartamento, os números eram tão confusos tipo o 231 ficava do lado do 221 e o 322 do lado do 240. Quem arrumou essa coisa era péssimo em matemática. Até que achei o 230 e toquei a campainha sendo atendida por um menino de cabelo castanho, seus olhos — também — castanhos me analisaram bem antes de falar algo.
– Hoje é meu aniversário e eu não estava sabendo? — o menino me perguntou, quase rindo e eu já sabia que era mais um vagabundo pra minha lista de nunca-vou-pegar.
– Vim entregar uma coisa para a Patricia, ela está? — perguntei e logo outro menino chegou perto dele. Era o cara que eu esbarrei no elevador, tinha certeza.
Ethan's P.O.V
Chaz e eu estávamos jogando uma partida de FIFA, quando a campainha tocou. Como ele perdeu a última partida, com certeza eu não levantaria dali para nada desse mundo.
O foda, é que o vagabundo foi e parecia nunca voltar.
– Vim entregar uma coisa para a Patricia, ela está? — escutei uma garota (ou seria mulher?) falar com o sotaque carregado — provavelmente britânico, igual ao que tinha ouvido mais cedo -, falar. Escutei um murmuro de Chaz , e assim que vi a pessoa, tive certeza que era o destino.
Que tipo de pessoa, no frio, sai com um shorts curto?
Isso é Deus mandando um recado.
– O que você está fazendo aqui? — não era pra ter soado tão arrogante, mas enfim, vi ela revirar os olhos e soltar um suspiro pesado.
Fitei suas pernas torneadas por um instante, se eu soubesse que britânicas eram tão bonitas, teria ido mais vezes à Inglaterra.
– To querendo entregar essa caixa pra a Patricia, meu avô pediu — respondeu, totalmente sem vontade.
– Seu avô é o Jonh? — perguntei pra já saber onde encontra-lá.
– Sim, dá pra pegar logo essa caixa? Eu tenho mais o que fazer.
– Nervosinha? É dessas que eu gosto — cutuquei Chaz — que até agora estava só prestando atenção na conversa -.
– Uma pena que eu não consiga dizer o mesmo, sobre esse teu jeito idiota — sorriu cínica, Charles riu me cutucando.
– Podia ter dormido sem essa — zombou e eu logo a vi esticar os braço com a caixa fazendo menção para ele pegá-la.
– Só isso? — perguntei irônico — Vamos ter uma festinha mais tarde, gostaria de participar?
– Vai se foder — me mostrou o dedo do meio e saiu pelo corredor, logo parando na frente do elevador.
– Tenho você pra isso — retruquei, sua boca se abriu em um Ó perfeito, por essa ela não esperava.
Ela estava tão desarmada, que chegava a ser sexy.
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