I Am Whatsername
1 Platypus
Era segunda feira novamente. Eu, como sempre, tinha que acordar cedo e ir naquela droga de colégio ouvir os professores falando durante horas e ver um monte de gente que pareciam clones umas das outras. Patricinhas gritando nos corredores ou dando amassos em outros garotos mais velhos do terceiro ano, já que essa babaquice as tornavam mais populares. Já estava de saco cheio disso como todo dia, desde que entrei naquele colégio.
Entrei na sala de aula, me sentei, joguei minha bolsa no chão enquanto o professor bizarro de Biologia entrava na sala e começava a fazer imensas anotações no quadro. - Se ele parecesse pelo menos um pouco com o Mike, eu prestaria bastante atenção nessa aula rídicula — Pensei enquanto colocava o capuz do meu casaco sobre a cabeça. Dormiria ali mesmo, como todos os dias.Tinha chegado a hora do intervalo, e eu nunca me importava em sair de sala ou não, até porque eu não queria ver meninas vulgares e garotos galinhas quase se comendo lá fora. A única coisa que eu fazia era acordar pra colocar meus fones de ouvido, e depois dormia novamente. Dessa vez coloquei Platypus e ouvi a porta da sala abrir, era um garoto com um celular no volume máximo ouvindo um funk horrível. - Essa alma já deve pertencer ao capeta — Pensava, enquanto tentava ouvir minha música e quase não conseguia por causa daquela música ensurdecedora. — Deus, um fone de ouvido é tão barato, aposto que não ia cair o ouvido se usasse um. — Pensei alto. - Será que eu ouvi a estranha aí falar alguma coisa? — Falou o imbecil. - E será que você podia dar o fora logo? Tô tentando dormir, cara. Daí você me vem com essas músicas idiotas? — Revidei irritada. - Olha só quem fala, a garota estranha que ouve aquela bandinha fresca de punk mais estranha ainda. Como é o nome mesmo? Green Gay? — Caçoava o garoto.Confesso que aquela voz de garoto "zica" me irritava a ponto de eu querer explodir. - O que você falou, seu filho da put@? — Eu já estava totalmente descontrolada - Aqueles emos viados. — Continuava o garoto. — Mereciam uma cacetada bem grande pra virarem homens. Eu não conseguia me conter. Já estava andando até ele, enquanto a raiva me consumia por dentro. Então voei em cima dele, derrubei umas duas mesas nessa hora, e eu espremia a cabeça dele na parede, apertava o pescoço dele, porque aquele desgraçado merecia isso mais que tudo. Enquanto prendia ele na parede, dei um soco no meio daquela cara de idiota que ele tinha, que fez com que ele caísse no chão com o nariz sangrando. Na verdade, tenho dúvidas se ele é gente mesmo ou é um urubu, porque aquilo não é o tamanho de um nariz de alguém normal. Mais a raiva era tão grande que nem me importei em tomar distância pra não ficar sem ar, porque com aquele nariz, dá pra respirar o ar do mundo todo. Eu não parava de dar socos e quando vi que ele não tinha mais condições de se levantar, fiquei de pé e chutei ele, pisei na cara daquele desgraçado. Eu não ia matar ele, mais só queria ter certeza de que ele ia se arrepender do que tinha falado. O intervalo acabou e os alunos começaram a entrar na sala, logicamente já estava evidente que fui eu que quase arranquei o nariz de pinóquio dele, e chamaram a direção. Concluindo: Me levaram pra a diretoria, a princípio eu não gostei, porque eu não tinha conseguido dormir e nem escutar a música direito. Mas aí quando eu cheguei lá, tinha um sofá daora, e eu fiquei dormindo porque meu sono é importante. E como já era de se esperar, tô suspensa por 1 mês. Minha mãe conseguiu convencer de não me expulsarem. 1 mês em casa... Amém!
Notas finais
Gente, comenta aí o que cês acharam! Eu não escrevo muito bem, mas é o que tem pra hoje né? haha
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