I Always Think Of You
29 Capítulo 29 - Faróis e encontros
Notas iniciais
POV Ally
Enquanto estávamos na loja a Trish chegou e ela e o Dez se conheceram, Esse encontro dos dois foi muito engraçado. Ela me perguntou se eu já tinha contado pro Austin sobre o Jake e eu disse que não. Mas ele notou que nós duas estávamos sussurrando pra ele não ouvir. Me ofereci a fechar a loja e ele subiu, mas quando eu estava a caminho de lá, ouvi a minha música sendo cantada por ele. Eu não acredito nisso. Corri até lá e Austin a estava cantando e tocando.
–Essa é minha música? Você pegou no meu caderno Austin? – Eu realmente não gostei nada disso, ele não tem o direito de invadir a minha privacidade assim, é o meu diário!
–A-ally eu posso explicar – ele se levantou eu encruzei os braços.
–É o que eu tô esperando. – eu disse, ele suspirou e continuou
–Tá bem me desculpa, eu não queria te visto, mas ontem o pai foi levar a Penny pro quarto e eu te cobri, seu caderno estava aberto na cabeceira da cama e eu li sem querer, aí eu não resisti e peguei pra ler o resto, me desculpe não foi minha intenção mexer nas suas coisas. –Eu soltei meus braços e me sentei ao piano, ele me acompanhou — As suas letras são incríveis. Você nunca me disse que compõe? Por quê?
–Tudo bem, eu desculpo, mas não faça mais isso. – eu disse e ele assentiu-E eu não componho, só me veio as letras e eu acabei fazendo essas músicas mas não é nada demais.
–Nada demais? Você tá brincando comigo né? Ally as letras são incríveis e eu mais do que todo mundo sei o quanto é difícil, desde que eu entrei na faculdade que eu tento compor e não consigo. Você já tem a melodia?
–Não, eu estava esperando ter mais aulas de piano para poder fazer sozinha. – ele me olhou incrédulo
–E você não ia me procurar? Por quê? Você sabe que eu te ajudo.
–Eu sei, mas é que eu tenho vergonha, não quero que você me faça cantar. – ele riu
–Você canta tão mal assim? – dei um empurrão nele que caiu do banco do piano – Ai Ally! – comecei a rir e o ajudei a levantar. Ele se sentou novamente.
–Tá bem você me ajuda com as melodias? – eu perguntei, seu rosto se iluminou
–Claro! O que você achou desse arranjo? – ele tocou e eu me levantei pra pegar meu diário que estava na minha bolsa. O Abri em cima do piano e nós começamos a compor.
POV Austin
Estávamos ali compondo, depois que ela me desculpou. O vento que veio da janela passou a folha do caderno e eu fui colocá-la no lugar. Mas antes a Ally me deu uma tapa na mão.
–Não toque no meu diário. – ela riu e eu ri alisando a minha mão. Ela tem força.
Terminamos a música, ela ficou incrível. Decidimos ir pra casa já eram 7 h. O Dez já estava em casa todo arrumado, sentado no sofá assistindo e meus pais não estavam.
–Cadê meu pai e a Penny Dez? – eu disse enquanto eu e Ally sentamos no sofá
–Eles saíram. – ele disse inerte, parecia não estar ali. Eu e Ally nos entreolhamos.
–O encontro foi bom Dez?
–Foi maravilhoso, ela é incrível. – ele disse suspirando eu segurei o riso.
–E qual é o nome dela? – A Ally disse
–O nome dela é Cassidy, ela é linda. Nós fomos tomar sorvete e depois fomos ao cinema. E nós trocamos nossos telefones.
–Ah cara que legal liga pra ela então. — eu falei
–Não é sério, no escuro do cinema eu acabei pegando o celular dela e ela o meu. Vamos trocar agora, eu a chamei pra jantar e ela aceitou. –A Ally e eu caímos na gargalhada
–Ah então é por isso que você tá vestido assim, aonde vocês vão? –Ally perguntou
–Vou levá-la aquele restaurante italiano do centro, ela gosta de comida italiana. Bom está na minha hora, até mais. – ele se levantou e nós acenamos. A Ally se levantou e ia subindo.
–Ei aonde você vai? – perguntei chegando perto dela.
–Vou tomar banho, por quê? – ela perguntou confusa, passei as mãos pelo cabelo nervoso e enfiei as mãos no bolso da calça.
–É que com o Dez indo para um encontro, e os nossos pais provavelmente estão em um também, e-eu... E-eu... – de repente eu não tive coragem de terminar a frase.
–Você? – falou pedindo para eu continuar.
–E-eu... Queria te levar pra... Sair, isso é se você aceita sair comigo? – ela me olhou sorrindo
–Você tá me convidando pra um encontro Austin?
–Estou sim, acho que tá mais que na hora. – nós rimos – E então Allicia Marie Dawson, você aceita sair comigo? – eu fiquei de joelhos em sua frente e percebi que não tinha nada em mãos, — Espera! – eu falei e ela me olhou rindo sem entender, corri até a cozinha e peguei umas flores do vaso da mesa, corri de volta e me ajoelhei novamente. – Agora sim, Allicia Marie Dawson, você aceitaria sair comigo? – ela riu e eu lhe entreguei as flores.
–Claro que sim, Austin Moon, será um prazer. – ela disse sorrindo — bom, então vou me arrumar. – e subiu correndo para o seu quarto levando as flores consigo.
Fui pro meu também. Escolhi minha roupa, coloquei uma camisa V de manga ¾ preta, uma calça jeans azul clara com a aparência manchada, e uma basqueteira da Nike Azul bem clara. Baguncei o cabelo, me olhei pela última vez, peguei uma pastilha de menta, e desci para esperar a Ally, esperei mais uns 15 minutos assistindo a TV, e ela desceu. E estava radiante.
POV Ally
Meu Deus o Dez não tem jeito mesmo. Até num encontro ele é desastrado. Mas o Austin me surpreendeu, ELE ME CHAMOU PRA SAIR! Dança feliz, dança feliz. Tá pára isso é ridículo. Mas não é ridículo estar pulando de alegria e de emoção no seu quarto com as portas fechadas. E era exatamente o que eu estava fazendo naquele momento. Depois do meu surto de felicidade, decidi escolher minha roupa, e tomar banho, eu estava precisando de um banho.
Escolhi minha roupa ( Roupa da Ally:http://www.polyvore.com/cgi/set?id=116267273&.locale=pt-br ), quis ir de saia, mas eu sei que vamos de moto então coloquei um short embaixo da saia. Coloquei minha roupa e meus acessórios em cima da cama e segui para o banheiro. Tomei meu banho relaxante, e fui me vestir, arrumei meu cabelo, me maquiei e coloquei meu salto. Dei uma última olhada no espelho e segui pra sala, o Austin tava assistindo E eu desci, ele escutou o barulho do meu salto e se virou pra mim, e sua cara tava de enfeitiçado. Tanto foi que eu falei com ele e ele não respondeu.
–E então vamos? – eu falei, ele só me olhava – Austin! – estalei os dedos em sua frente e ele sorriu
–Você tá incrível, muito linda Ally. – eu sorri vergonhosa
–Obrigada, você é incrível também, como sempre. – ele sorriu – e então aonde vamos?
–Você vai ver! – ele sorriu e nós saímos de casa. Fomos de moto, e Austin parou numa padaria e mandou-me esperar, fiquei confusa, mas esperei é claro. Depois de uns 10 minutos ele saiu com uma cesta de piquenique, sorri quando o vi.
–Alguém que eu conheço disse que ama piquenique, você conhece Ally? – ele sorriu torto
–Vagamente, eu acho. – nós rimos
–Vamos! Mas você tem que levá-la. – ele subiu na moto e eu subi também, peguei a cesta e nós fomos, mas pra onde eu não sei.
Chegamos à praia, no farol pra ser mais precisa. O lugar era lindo! Tinha árvores ao seu redor e era um ótimo lugar pra piquenique. Tinha algumas pessoas por lá também então Austin procurou um lugar mais reservado, mais perto da água. Eram quase 9 h quando chegamos. Ele estendeu uma toalha no chão de pedra e nós nos sentamos.
–E então gostou? -Ele perguntou
–Eu amei, é lindo aqui, você já tinha vindo aqui antes? – eu perguntei enquanto ele abria a cesta
–Já uma vez, antes da minha mãe descobrir a doença. Meus pais me trouxeram e a gente ficou exatamente aqui onde nós estamos. – ele falou
–Você está bem de estar aqui de novo? – eu perguntei preocupada, ele sorriu
–Não se preocupe Ally se você está aqui comigo, está tudo perfeito. – corei nessa hora e ele sorriu. Continuamos conversando sobre tudo, sobre as nossas infâncias, nossos medos, como um encontro de verdade. Estávamos nos conhecendo mesmo, eu não sabia que ele tinha aprontado tanto na infância. Nós rimos muito, daí começamos a falar das músicas e eu contei a ele que já tinha mais em minha mente, ele ficou surpreso, disse que estava muito feliz por mim e que iria me ajudar a compor. Mas cantar eu não canto, de jeito nenhum. Estávamos lá e já tínhamos comido todos os sanduíches, frutas, biscoitos e sucos que tinha na cesta. Agora nós caminhávamos na praia um do lado do outro, sem noção das horas e nem de nada. E o nosso silêncio prevalecia. Ele carregava a cesta, e eu os meus saltos.
–Austin obrigada, foi um encontro maravilhoso, eu nunca pensei que em uma noite eu já conhecesse tanto sobre você. – ele sorriu. Seus cabelos sendo balançados com o vento, e a lua o iluminando, o deixava ainda mais lindo.
–Mas ainda não acabou. – ele disse parando e segurando a minha mão. – Ally eu quero te dizer o quanto especial você é pra mim, e o quanto eu gosto de você. Eu sei nos conhecemos a o quê? Um pouco mais de uma semana? Eu sei disso, mas pra mim não importa. O que importa é o que eu sinto quando estou com você. Me sinto como se eu te conhecesse a uma vida toda. Sinto que você é a parte que completa o meu vazio. Você trouxe a luz quando eu estava no escuro, você consegue me fazer feliz e me fazer esquecer tudo o que eu já passei em minha vida. Você é minha felicidade. Eu sinto isso, eu sei disso. – eu escutava tudo e não pude controlar as lágrimas que caiam de emoção involuntariamente sobre o meu rosto – Ally, eu sei que você sente algo parecido por mim, da pra notar pelo jeito que você me olha , e pelo jeito que você me beija. Eu não sei definir o que sinto, porque por mais que seja cedo, esse sentimento é muito forte, nós dois estamos confusos, mas mesmo que você não aceite eu não posso me negar a ser feliz com você. Por isso eu estou criando coragem pra te perguntar, — ele respirou fundo fechando os olhos, e tudo que eu sentia era um turbilhão de borboletas no estômago, e a ansiedade a mil. – A-ally você quer ser minha namorada?
Comecei a chorar de felicidade escutando aquilo, o som do meu coração foi compatível com a minha voz:
–Claro que sim, é claro que eu aceito. –Ele me deu o sorriso mais lindo que eu já vi, eu soltei meus saltos na areia e ele a cesta. Nos abraçamos e ele começou a me rodopiar no ar. E então nos beijamos, mas foi um beijo diferente. Cheio de amor e de carinho, um beijo calmo mas apaixonante. Nossos rostos estavam molhados das nossas lágrimas, ele também chorava. Eu o amo tanto. Paramos de nos beijar e nossas testas estavam coladas. –Austin sabe tudo isso que você me disse? – ele assentiu – Multiplique ainda mais, porque é isso que eu sinto por você. – ele sorriu e me rodopiou novamente no ar, agora nós caminhávamos de mãos dadas de volta pra casa.
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