Híbrido
12 Torture
Olhei para trás, havia um homem negro e alto atrás de nós, vestia um blazer aberto, calças e blusas pretas por dentro.
"Como sabe?" sussurrei.
"Ele nos acompanhou desde que saímos do Templo."
"Ok."
Aceleramos o passo,e James mudou o percurso pra minha casa, não sabia se ficava mais preocupada ou não.Ouvimos metal sendo torcido e olhamos para trás não havia nada.As luzes dos postes estavam se apagando, só a sobre nós acesa.
"Procurando alguma coisa?" perguntou.
O homem de blazer estava a nossa frente segurando um correio de rua nas mãos, seus olhos brilhavam como chama e vibravam como tal, aproximei-me mais de James que respirava fundo.
"O que quer?" gritou James.
"Sua amiguinha ai tem coisas á me dizer." falou caminhando até nós.
Ótimo, porque nenhuma alma viva passava naquela rua? Ou um carro? Porque ninguém saia de casa se perguntando sobre os postes.
"Eu?" perguntei.
"Você mesma."
"Não tenho nada á dizer para você."
"Ah querida, sua morte pode ser rápida, ou lenta... Não pense que pra mim vai ser cansativo. Ah não. Não, não, não" estalou a língua "Vai ser um prazer te cortar em pedaços, arrancar esses lindos olhos e comer esse seu coração humano."
Meu coração acelerou e minhas pernas começavam á fraquejar, se não fosse por James, acho que teria caído no chão.Respirei fundo e procurei me manter calma, embora aquela não fosse a situação mais provável da tranqüilidade aparecer.
"Diga o que quer." falou James.
"Katherine Savage, onde está seu amigo, ou seja lá o que for, Jared?"
"Não..."
James me jogou no chão e o correio passou raspando por nós.
"Não minta!" gritou o homem "Você foi a última a ser vista com ele, pelo que eu soube, até lutaram juntos contra um grupo de anjos caídos." disse ele brincando com uma lâmina.
"Grupo de que?" perguntei.
"Anjos." falou "Asas, quer dizer, não mais agora, pois foram expulsos do céu e tudo mais." falou girando a ponta da lamina na ponta do seu dedo, não vi uma gota de sangue.
"Você é louco." gritei.
"Louco." repetiu, pensativo. "Que apelido engraçado." então correu contra nós, eu sai correndo, mas James não, ficou lá e atacou o cara, que se defendeu do golpe e o jogou na parede, que se espatifou ao seu encontro.
James voltou a atacar o homem.
"Katherine, corra!" gritou.
Relutante comecei á correr, mas ouvi o grito agoniado de James e me virei.
A adaga do homem estava nas costas de James, gritei seu nome e comecei a chorar. Mas o que eu podia fazer agora? Ficar ali e morrer com ele? Voltei a correr como nunca na minha vida, mas logo fui alcançada, sendo puxada pelos cabelos, dando de cara com aqueles olhos de fogo.
"Tentando fugir?" perguntou dando um sorriso macabro "Só me deixou mais excitado."
Arrastou-me pelo cabelo pela parte mais vazia do meu bairro, e ninguém nem nenhum carro passava naquela rua.
O homem arrombou uma casa aparentemente vazia e jogou-me la dentro.
"Comece á falar." gritou.
"Não sei de nada!" gritei
Ele se aproximou e pegou-me forte pelos cabelos.
"Então sinta alguma coisa até falar!" falou e pisou no meu braço quebrando-o
Gritei de dor, ele pegou no meu braço quebrado, chorava e gritava de dor, suas mãos se apertaram mais, e começaram a esquentar, comecei a sentir minha pele queimar, e sentir cheiro de carne queimada, quando olhei para meu braço. Suas mãos emanavam uma luz avermelhada, minha pele se derretia em sua mão enquanto eu gritava e me esperneava de dor. Deu-me um soco na cara e quebrou minha perna esquerda.
Soltou-me e tirou uma adaga de sua cintura e agachou-se sobre mim.Passou a ponta da adaga no meu braço não queimado, cortando-me como quando se usa o bisturi, fazendo uma linha em sangue em minha pele, eu gritava e chorava, se eu me sacudisse a dor aumentaria, nunca desejei tanto a morte como naquele momento.
A dor era alarmante, o homem me cortava sorrindo.
"Já se lembrou de alguma coisa?" perguntou.
Simplesmente chorei.Ele pegou em minha mão e a beijou, mas depois quebrou meus dedos, um por um.Já estava rouca de tanto gritar.
"Bom, você não me serviu de nada, alem de uma barata diversão...então vamos acabar logo com isso.Corto-lhe o pescoço ou arranco seu coração?" perguntou fazendo cara de pensativo "Dúvida cruel."
"Quando eu te matar." falou, era a voz de Jared "Vou te cortar em pedaços e te mandar de volta pra casa."
O homem se levantou de mim, enquanto eu ainda chorava no chão.
"Muito cedo para eu voltar pra casa, aqui está tão bom.Deixe-me apenas matá-la e já resolvemos isso."
"Não."
Então vi o homem e um vulto de partes brancas deslizarem pelo chão. Jared estava em cima do homem socando-lhe sem dó.Levantou-se e pegou a cadeira de madeira arrancando-lhe a perna, como quem se arranca a cabeça de uma Barbie, e começou a bater no homem, que enfim se calou.
Jared se aproximou de mim olhando-me com nojo e se agachou, achei que me pegaria no colo e me tiraria dali, mas pegou a adaga e andou até o homem de novo, que já começava á acordar.
"Você está muito velho para isso." disse Jared "Então sua morte vai ser rápida."
Então fincou a faca no peito do homem, e depois decepou-lhe a cabeça.
Comecei a tentar me arrastar no chão querendo distância dele, que vinha em minha direção. Ele se sentou ao meu lado e me puxou para seu colo.
"Fique quieta" falou e pegou no meu braço quebrado e queimado, e no outro rasgado.
Grunhi.
"Quieta."
Pegou no meu braço quebrado e o moveu fazendo-me gritar, era como se estivesse querendo colocá-lo na posição normal, já que estava espantosamente torto. Fez o mesmo com minha perna que estava com o joelho para baixo, aquilo era nojento e doloroso, fui tentar apertá-lo para não gritar mais ainda, mas meus dedos estavam quebrados. Pegou em minhas mãos e acertou meus dedos, fazendo-me me contorcer e morder meus lábios até que eu sentisse o gosto de sangue em minha boca.
De repente senti uma onda gelada tomando meu corpo, ardia, queimava, era uma agonia. Comecei á tremer de frio, e logo meu corpo se congelou. Olhei de canto para Jared, seus olhos estavam fechados, mas seus cílios pareciam brilhar.Olhei para meu braço, se eu pudesse abriria a boca.
A queimadura estava sumindo, no outro braço, o corte havia virado uma fina linha branca, como quaisquer machucado.
Fiquei paralisada por mais dois minutos, depois o gelo foi esvaecendo, mas me mantive quieta.
"Mexa os braços." ordenou Jared
Não consegui, o medo da dor era enorme.
"Mexa." ordenou novamente, com mais firmeza.
Me mantive inerte.
Jared os pegou, me preparei para dor, mas não veio nada, estavam normais como se nada tivesse acontecido, mexi minha mão, antes com dedos quebrados e minha perna quebrada.
"Jared... o que...?"
Ele se levantou levantando-me consigo e me virou para ele.
"Saia da cidade." falou e começou a andar.
O puxei pela manga de sua camisa longa e preta.
"Vai me deixar?" perguntei.
"Claro."
"Claro? Jared, por favor, me leve com você! Se eu ficar, eles vão voltar, várias pessoas vieram atrás de mim por sua causa, James morreu... Oh meu... James" comecei a chorar.
"Pessoas?" perguntou Jared
"Uma mulher, esse cara e um grupo de caras." falei fungando
"Grupo de caras?"
"Me encurralaram e me perguntarem de você, falaram que ficariam de olho em mim, eles estavam na minha escola ontem..."
"Eles andam te seguindo?"
"Sim."
Ele me avaliou por um longo tempo, passou as mãos pelo o cabelo, olhou para todos os lados, pôs a mão na cintura e me olhou de novo,depois bufou irritado consigo mesmo.Eu acho.
"Venha." falou.
"Aonde vamos?"
"Na sua casa, buscar suas coisas e depois ir embora. Logo esses caras virão atrás de você."
Notas finais
O que acharam?
Agradeço á todas que comentaram, e prometo postar mais rápido, a partir de sexta estou e férias uhul, então postarei constantemente...assim espero haha
C O M E N T E M
beso
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