Notas iniciais
EAI, GEMT. Aqui é a Monique (Moon and Stars), autora de Fogo Contra Fogo. a Musa não está conseguindo postar, então to aqui postando esse capítulo divo pra ela. Espero que gostem, eu to mega empolgada com as revelações. Recebi alguns spoilers e essa história ta MUITO FOD* , como se vocês não soubessem. Agora, sem mais enrolação, aproveitem a leitura (:

"Mãe?” Chamei enquanto rondava o nosso apartamento de quando morávamos no Rio de Janeiro, tinha 14 anos. “Mãe!” Gritei já impaciente com a falta de resposta. “Dane-se” Falei entrando em seu quarto.

“Aonde estão a porcaria das canetinhas?” Revirava suas coisas no seu armário, estiquei-me para puxar-me para a prateleira de cima, para que pudesse ver se estava lá, mas ela veio até a mim, derrubando-me no chão junto consigo e tudo o que estava nela. “Merda!” Xinguei e olhei em volta certificando-me de que ninguém havia ouvido, e avistei algo interessante.

Uma caixa, quadrada de madeira polida e desenhada. Engatinhei ao seu encontro tomando-a em minhas mãos. Por toda ela haviam galhos espinhosos com rosas vermelhas em detalhe indo ao encontro da tampa. Uma lua na frente do sol, um eclipse, em detalhes pratas e dourados, ao seu redor, cruzes, triângulos e estrelas, como no vitral da sala de Jenna.

Procurei uma abertura mas não havia, passei a mão sentindo a textura do objeto até que algo estalou, e caixa se abriu. Havia um colar e um anel sob um veludo vermelho sangue. O colar era uma simples corrente, com desenhos nos próprios finos metais, galhos espinhosos, no centro um pingente preto, sem vida. O peguei pondo-o em meu pescoço avaliando-o, mas ,pela minha cara, não havia gostado. Retirei o anel do veludo, uma pedra oval negra, e o metal, mais galhos espinhosos. Fiquei um longo tempo avaliando o objeto. O girei entre meus dedos até que algo incomum aconteceu, os espinhos metálicos começaram a se mover na circunferência do anel, aos poucos se metamorfoseando, passando para um tom cobre, até marrom. Senti uma pontada em meu dedo, e do mesmo lugar escorrera uma gota de sangue.

“Katherine Savage, pode me explicar o que é isso?” Falou minha mãe num tom imperativo. Virei-me para encará-la, furiosa, os cabelos negros presos em um rabo de cavalo, vestia uma blusa social azul e jeans apertados, estava linda. Que saudade! Queria me levantar e correr até ela, dando-lhe um abraço, um cheiro, pedir um carinho e falar o quando sentia sua falta, mas a Kate de 14 anos apenas voltou a olhar para o anel em sua mão, que agora estava normal.

“Onde achou isso Kate?” Perguntou minha mãe com um tom enfurecida.

“Caiu junto com tudo. O que é?”

“Coisas qual você não deve mexer sem minha ordem, pois são minhas!” falou tomando-o de minha mão e guardando na caixa com um olhar perturbado “Vá arrumar seu quarto!”

“Mas e as...?”

“Kate, vá!” No mesmo momento em que gritou a imagem ficou turva virando outra.

Estava no meu quarto de quando criança, quarto de quando morava na Austrália. A pequena Kate estava dormindo serena, mas barulhos começaram a atordoá-la, o barulho de vidro se quebrando a acordou. Era aquele sonho novamente. Ela levantou com a cara amassada de sono e lenta foi até a porta, os barulhos de vidros se estilhaçando, objetos pesados tombando continuavam, e a medida que nos aproximávamos do começo da escada, minha cabeça doía. Tentei passar a pequena Kate para ver o que ela havia visto, que até então não me lembrava, e não conseguia ver, mas bati numa barreira invisível, que ia andando de acordo com a pequena Kate. Ela se sentou na escada e olhou assustada para baixo. Meu nariz já escorria sangue, mas dessa vez consegui aproximar-me mais.

Vi minha mãe sendo arremessada no criado mudo que ficava no corredor ao lado da escada. Ela estava ensanguentada, com dificuldade de se levantar, isso fizera a pequena Kate arregalar os olhos. Ouvi passos, alguém estava se aproximando, mas senti um zunido em minha cabeça que me fez gritar de dor, mas ninguém ali pareceu perceber.

"Kate, meu carro!" Gritou Jared me acordando. Despertei assustada com seu grito, onde eu estava encostada havia muito sangue, senti náuseas e pus a mão na coxa de Jared, que dirigia, apertando-a.

"Para o carro, preciso vomitar." Falei, ele encostou-se à estrada então desci correndo do carro, quase rolando na pequena ribanceira, mas senti um braço envolvendo minha cintura.

O gosto amargo invadiu minha boca logo se despejando no chão. Sangue havia apenas sangue. Jared segurava-me pela cintura e meus cabelos. Minhas pernas fraquejaram e ele me segurou caindo os dois no chão, por sorte não caímos no meu vômito. Sentia-me muito fraca e com uma extrema dor de cabeça, cabelos grudavam em minha testa e nuca. Olhei para Jared que me encarava com o cenho franzido devido à claridade. Enterrei meu rosto em seu peito e fiquei ali, ele juntou-me mais ao seu corpo, em seguida se levantou comigo em seu colo. Colocou-me no carro ainda me encarando, pegou-me pelo queixo de uma maneira nada delicada avaliando-me.

"O que aconteceu?" perguntou.

"Pesadelo" eu disse.

"Percebi, espero que tenha sido um dos bons pra ter valido a pena o sangue no meu carro e seu grito histérico."

"Jared..." choraminguei.

"O que?"

Despenquei fraca do carro alto caindo em seu corpo, abraçando-o pelo pescoço, chorando ali. Seu corpo estava tenso. Pegou em meus braços descruzando-os de sua nuca, mas eu cruzei de novo.

"Estou com muita dor." Chorei.

"Ok, me solta." falou tirando meus braços de si de maneira bruta, pondo-me para dentro e batendo a porta do carro. Estava fraca para discussões.

Jared estava focado á sua frente, mas via raiva na maneira como apertava o volante, a respiração, a mandíbula cerrada e seus olhos. O que eu havia feito de errado? Uma hora depois, estávamos enfim em casa. Jared me mandou entrar, mas fiquei só pelo abuso. Ele abriu a mala o Baalihan na estava acordado, pulou em cima de Jared. Corri para o carro pegando em uma das bolsas pretas uma adaga. Jared trocava socos com o Baalihan, aproximei-me o suficiente para que Jared deixasse-o em vantagem e eu pudesse fincar a adaga na nuca do Baalihan, fazendo-o apagar. O chutei de cima de Jared, seu rosto cicatrizava aos poucos, o inchado ia voltando ao seu tom pálido natural, e a boca, um desenho perfeito. Estendi-lhe a mão para ajudá-lo a se levantar, mas recusou levantando-se por conta própria.

"Obrigado Kate." Falei.

Ele simplesmente passou por mim se ajeitando. Pegou o Baalihan pelos pés e o arrastou a casa, fazendo a cabeça do cara quicar em cada degrau da escada para a varanda. Jenna apareceu na porta gritando com Jared para que ele tirasse aquele corpo da casa dela. Ri. Fui pegar as bolsas no carro e fechar a mala, mas algo me chamou a atenção. Haviam várias velas, negras e grandes. Peguei uma para cheirar, exalava um odor de carne podre que me causou nauseas. Haviam estacas de ferro. Jared passou o braço pegando as velas dando-me um susto. Corri para casa e tomei um bom banho, entrei no meu quarto encontrando Jared em minha cama, dormindo ao ponto de roncar, baixo, mas ainda sim roncava. Estava sem camisa com o rosto grudado no travesseiro virado para a parede. Os lábios entreabertos, os cabelos brancos ja estavam grandes caindo-lhe sobre os olhos. Suas costas esculpidas, e seu traseiro acentuado. Mordi o lábio contendo-me de alisá-lo por inteiro. Seu longo e torneado braço fazia com que sua mão tocasse o chão.

Ele era tão lindo dormindo, como um anjo, mas quando sorria parecia um demônio ali estava todos os convites para todos os tipos de pecado. Acariciei lhe os cabelos, seu corpo estava tenso, e seu cenho franzido. Continuei a acaricia-lo, começou a se mover, mas não parecia incomodado com meus toques. O que ele estava sonhando? Uma vez havia encontrando-o em um sonho, já tinha sonhado com o que ele estava fazendo. Tínhamos uma ligação estranha, eu não fazia a mínima ideia de onde ela vinha. Fechei os olhos e respirei fundo, concentrei-me em Jared e depois de um tempo, lá estava eu.

Eram flashes, duas pequenas mãos em forma de concha, com várias balas dentro. Flash, uma criança rindo no balanço, os cabelos negros lhe cobria o rosto, ouvia sua gargalhada. , um bolo de caneca com uma vela azul fincada no meio, uma pequena mão com unhas pintadas de rosa, e um sorriso infantil. Flash, um vidro, a visão de um avião partindo, no reflexo do vidro pude ver o pequeno Jared. Flash, uma foto, duas crianças sentadas num banco, uma inexpressiva, um sorriso quase inexistente e outra gargalhando, tranças negras, olhos cerrados. Oh, era eu. Abri os olhos, Jared ainda dormia, mas suava, os cabelos grudavam na nuca. Os tirei com as pontas das unhas e dei-lhe um beijo no rosto, retirando-me do quarto deixando-o descansar. Fechei a porta com calma, e que merda eu tinha acabado de fazer? A cada dia que se passava eu me apegava mais ao Jared, embora as vezes ele fosse um idiota. A cada momento que eu passava junto a ele, estava me aproximando mais e mais do precipício de amá-lo.

Eu estaria disposta a ir até a ponta e ver se conseguia enxergar algo mais que concreto duro e frio, enxergar talvez uma cama elástica, ou um chão cheio de almofadas fofas... Eu estaria disposta? Jared era um desafio, tudo nele era. O olhar, o modo como andava, até mesmo como se movia, falava. Na minha vida sempre gostei de desafios, embora conviver com ele fosse um dos maiores, mais estranho e talvez mais satisfatório. Sempre aceitava desafios, e procurava acertá-los da melhor forma. Sim, talvez, aos poucos, eu estivesse me apaixonando por um rapaz sádico, petulante e egocêntrico, mas ele despertava as piores e melhores coisas de mim, e isso era excitante. Jenna cuidava de suas plantas e Fleur fazia uns trabalhos de casa. Juntei-me a Jenna que acariciava e conversava com suas plantas.

"Oi tia." falei

"Oi Kate, quer me ajudar á regá-las?" Regamos as rosas, tulipas e lótus, Jenna espalhou um pó pelo chão enquanto dançava descalça sobre o mesmo, murmurando, feliz.

"Jen, o que é aquele símbolo no vitral?" perguntei.

Ela parou de dançar e correu até a mim, puxando-me pelo o braço consigo. Entramos dentro de casa e ela respirou fundo.

"Coisas negativas no meu jardim não." falou Sentei-me no grande puf e Jenna se sentou na mesinha de centro á minha frente com as mãos no joelho. Os cabelos estavam presos em um coque com alguns fios ondulados soltos.

"Kate, porque você quer saber?"

"Tem haver com nossa família, não tem? Então tem haver com o que sou e quero saber, preciso saber."

"O motivo pelo qual sua mãe nunca tenha te falado suas origens é que ela nunca gostou de ser uma bruxa, assim como eu."

"Por que não?"

"Cobrança era uma das principais coisas, eu e sua mãe sempre gostamos de ser livres pra fazermos o que quiséssemos, quando queríamos ser bruxa não é só aprender e por em pratica feitiços... a questão é que, não mexamos no passado."

"Mas e se eu quiser ser uma bruxa?"

"Sua mãe não queria que fosse."

"Mas ela morreu, não decide mais”.

"Oh sim, decide. Se ela nunca lhe contou nada, era por que não a queria nisso, e o desejo dela se mantém até mesmo depois de sua morte. Há coisas que só Lily poderia lhe passar, tornando-a uma bruxa."

"Como o que, por exemplo?"

"Jóias da família. Toda bruxa ganha um colar, anel ou bracelete, quando ela tem um filho ou filha, nasce uma nova jóia, e assim se passa. É para se passar adiante, é o que te ajuda á saber usar seus poderes."

"Você e Fleur têm?"

"Sim, mas usamos pouquíssimas vezes. Fleur também nunca quis ser uma bruxa, então as guardo."

"Numa caixa de madeira com o mesmo símbolo do vitral não é?"

"Como sabe?" "Lembranças minhas, já abri uma dessas, minha mãe tinha, dentro continha um colar e um anel. O que é aquele símbolo?"

"É da nossa família. O eclipse lunar, somos diretamente descendentes da lua, somos veneficas originais."

Notas finais
Eai, o que acharam? NÃO ESQUEÇAM DOS REVIEWS que a nossa linda Nicole ama, hein. Um Beijared a todos ;*