Notas iniciais
EEEE õ/ Finalmente a Musa conseguiu escrever e me passar. Mas o castigo ainda está de pé ): Bom, aí está mais um capítulo. Espero que gostem. Estou roendo as unhas rs

Flashes de lembranças de minha mãe fizeram com que eu despertasse chorando. Minhas têmporas doíam e sentia um peso sobre meu coração. Sentei-me na cama respirando fundo para afastar um pouco aquela dor, mas sabia que era mais emocional do que física. Lá fora ainda estava um tanto escuro, um azul celeste dominava o céu, mas aos poucos a claridade á dominava, fazendo um belo degrade. Tentei dormir de novo ou me focar em outra coisa que não fosse minha mãe, mas todos os sentimentos que eu havia evitado por todo aquele tempo estavam vindo à tona e mais fortes. Meus olhos se encheram de novo e lágrimas pesadas escorreram pelo meu rosto. Direcionei-me até o banheiro. O resto do rímel que eu havia passado para meu encontro da noite anterior estava agora me manchando as pálpebras inferiores, intensificando a cor dos meus olhos.

Lavei o rosto e prendi meu cabelo com ele próprio. Fui na cozinha e tomei um susto encontrando Jared sentado no sofá. À distancia parecia estar dormindo. Aproximei-me para conferir, mas o idiota me deu um susto abrindo os olhos de repente, Ele deu um sorriso preguiçoso quando lhe dei um soco o peito. Sentei-me ao seu lado.

"Acordada a essa hora?" Perguntou.

"Não dormi bem. E você?"

"Passado me assombrando." Suspirei.

"Desde ontem só consigo pensar em minha mãe, e isso está acabando comigo," Funguei. Meus olhos já estavam cheios de lágrimas de novo. Jared olhou-me com o cenho franzido.

"Não chore. Odeio quando você faz isso."

"Por que?" Uma lágrima escapou quando eu pisquei.

"É patético. Não chore. Bata em alguém." O encarei e lhe dei outro soco no peito. "Melhor?" Perguntou.

Dei de ombros e recostei minha cabeça em seu ombro. O senti ficar tenso mas não me importei. Ele se levantou e encarou-me.

"Vamos treinar." Falou.

Fui de pijama para o lado de fora, estava um pouco frio lá fora. Fomos para um pouco depois do heptagrama, Jared estava sem alongando. Fiz o mesmo. Praticamos luta de corpo. Aquilo de certa forma havia me distraído. Lamentei um pouco quando deu a hora da escola, a qual eu não estava nem um pouco a fim de ir. Jenna preparava tortas para Fleur e eu levarmos para escola, enquanto tomávamos café. A voz de Jared ecoava em minha mente. Houve um momento no início do treino que voltei a chorar por causa de minha mãe, ele havia me olhado irritado.

"Pare de chorar." Resmungou.

"Não dá para esquecer, não dá, sempre vou lembrar em algum momento que ela morreu, e não sei o que fazer com isso, como conviver. Não tem como esquecer." Agachou-se na minha frente e me encarou.

"Não esqueça. Aprenda a lidar com a dor. Uma hora ela se torna uma força, então não precisará esquecer."

Voltei ao presente quando Fleur xingou por ter deixado seu presunto cair.

"Jen," Chamei.

"Sim Kate" respondeu.

"Você tem alguma foto de minha mãe?"

"Ah querida, tenho que procurar. Mas por quê?"

"Queria ter uma foto dela no meu quarto, para... recordar," Ela se virou para me encarar e sorriu gentil.

"Vou procurar." Falou.

“Se apressem! Tem escola.”

Quando estávamos saindo, Jared já havia voltado, mas não parecia vestido para um treino diário com Astaroh. Jenna estava encaminhando-se até sua velha, mas bem preservada, Kombi da floricultura. Havia flores pintadas meio psicodélicas por todo o transporte.

"Eu as levo para escola," falou Jared.

O encarei levantando uma sobrancelha. Jenna deu de ombros e se despediu de nós. Ficamos em silêncio metade do percurso.

"Por que de repente essa boa ação?" Perguntei.

"Quero que descubra onde Ray mora, e o que faz quando não está na escola." Ri.

"Isso é uma missão?" Ele deu de ombros.

Parou em frente a escola. Avistei Raymond com Stuart e outros garotos quais nunca havia visto, todos do mesmo biotipo.

"Ele está sempre com aqueles caras?" Perguntou Jared.

"Por quê? Vai arranjar uma briga com ele? Está preocupado se vai apanhar?" Perguntei debochada. Jared ignorou-me ainda avaliando Ray à distância.

"Vai vir me buscar?" Perguntei.

"Não"

"Ok. Até mais tarde." Falei saindo do carro.

Mais um dia chato de estudante do ensino médio. Na aula de informática aproveitei para procurar alguma foto de minha mãe, foto na empresa o algo do tipo, porém a empresa não existia. Lembrei-me de James uma vez explicando-me sobre isso, aquela situação toda era muito estranha. Ele havia dito que minha mãe não trabalhava há dez anos, e que tínhamos muitos bens, bens os quais eu nunca havia sido informada até sua morte. Pensar nisso doeu-me duas vezes, pois lá estava eu de novo, pensando sobre minha mãe, mas também pensava em James. Lembrei-me de eu sorriso, seus cachos cor de caju, seus olhos de caramelos... Ele havia morrido por mim, mas outra coisa despertou em minha mente de novo. Antes de ir para a casa de Jen, eu havia sido procurada e interrogada pela polícia, eles haviam me perguntado sobre o paradeiro de James que, segundo a televisão, não era quem dizia ser, não havia registros sobre sua pessoa.

Busquei na internet informações sobre as buscas dos corpos ou restos do avião do acidente de minha mãe, mas não havia nenhuma informação, nenhuma busca. Havia apenas a notícia do acidente e só. Não havia ocorrido nem mesmo um memorial pelos mortos ou algo do tipo, o caso tinha sido simplesmente esquecido, como se não tivesse sido uma tragédia nacional. Em um site havia a lista com foto dos mortos, rolei os olhos e encontrei três pessoas: Sr, Johnson, nosso "advogado", já que também, segundo James, estava fora do trabalho á mais de dez amos; a Sra. Diaz, que aos meus doze anos tomava conta de mim quando minha mãe saía para trabalhar, e por fim minha mãe. Mas fora ela, todos os outros dois estavam com nomes diferentes do que eu conhecia. O tempo de aula acabou quando eu estava começando á me aprofundar no assunto. Tudo estava muito estranho. Passei o resto dos tempos pensando sobre isso.

Estava distraída na hora da saída, tentando assimilar tudo aquilo que eu havia pesquisado, mas um beijo molhado em meu pescoço me trouxe de volta ao presente.

"Hey" sorriu Ray.

"Oi" sorri e o beijei.

"Bem?"

"Hm, melhor agora, E você?" Beijou-me mais uma vez.

"Então" interrompi o beijo "acho que podemos fazer aquele trabalho hoje."

"Ah claro. Mas aquele babaca não vai aparecer aqui não, ou vai?"

"Não, não,"

"Então vamos," sorriu.

Raymond não morava muito distante dali. Sua casa era simples, com um cercadinho de metal enferrujado em volta, um jardim morto há frente, e casa necessitava ser pintada, A sala e a cozinha eram um mesmo espaço, haviam caixas espalhadas pelo pequeno lugar. Ele tirou o plástico de cima do sofá e deu um sorriso torto um pouco envergonhado. Acomodei-me ali enquanto ele foi à cozinha, ouvi as portas rangendo.

"Ah, minha mãe não fez almoço" falou.

"Sem problemas" falei levantando-me e indo ao seu encontro na cozinha.

"Posso fazer alguma coisa" falei abrindo os armários, que não continha nada além de teias. "Ah, deve ter alguma coisa na gela..." Também não continha nada além de uma garrafa de água mineral e uma caixa de suco de uva. "Bom,se você pelo menos tiver pratos, podemos tomar sopa de uva" falei sorrindo. Ele sorriu e me beijou terno.

"Vamos pedir uma pizza." Falou.

Almoçamos e começamos a fazer nosso roteiro sobre uma menina que vivia viajando, história baseada em mim.

"Acho que é só," falei terminando de escrever.

Estava na cama de Raymond com o caderno em meus joelhos e ele sentado atrás de mim, afagando meu pescoço com o nariz e boca, causando-me arrepios. O afago aumentara depois que eu havia dito aquilo, então coloquei o caderno de lado virando-me para beijá-lo. Minhas mãos estavam em sua nuca agarrando seus lisos cabelos negros. À medida que o beijo se aprofundava Ray ia me deitando, pondo-se sobre mim. Uma vez que já estávamos deitados, seus beijos foram descendo por meu pescoço, e ali ficou instigando-me. Joguei a cabeça para trás dando-lhe mais acesso ao meu pescoço, meus olhos estavam fechados, estava apenas sentindo o que Ray me causava, que mais uma vez eu lamentara por não instigar minha libido. Abri os olhos e dei um breve grito, não acreditava que ele estava ali assistindo. Jared estava na janela encarando-me. Ray se levantou e ele sumiu.

"O que foi?" Perguntou.

"Ah, nada." Disse sentando-me e me recompondo.

Ele me beijou novamente, então ouvimos o barulho da porta sendo fechada. Fiquei tensa, seria Jared? Raymond se levantou também desconfiado e se dirigiu calmo até sua cozinha/sala. Uma mulher, com os cabelos negros presos em um rabo de cavalo, pele bronzeada assim como de Raymond, estava sentada no sofá com um pano no pescoço. Vestia jeans e uma jaqueta escura.

"Ah, mãe" Ray a chamou. Ela se voltou para nós revirando seus negros olhos, que se arregalaram quando me viram.

"Oh, filho..." Falou. Pessoas tem filhos cedo, mas aquela mulher parecia ainda muito jovem para ter Ray como filho, aparentava ter no máximo uns 35 anos, e seu rosto me era familiar.

"O que esta fazendo em casa a essa hora?" Perguntou Ray.

"Ah...fui dispensada mais cedo. Quem é a moça?" Perguntou se levantando vindo em nossa direção, ela calçava um belo par de botas pretas de salto, deixando seu corpo musculoso bem mais esculpido.

"Katherine." Falei. "Prazer" sorri e estendi a mão. Ela sorriu, mas parecia desconfortável. Tirou a mão do pescoço revelando um longo corte em sua garganta, ela automaticamente voltou a mão cobrindo o machucado.

"Lara Bennet" falou. Ficamos ali no encarando, então Ray pigarreou.

"Vou te levar para casa Kate." Falou Ray.

"Ok." Falei ainda pensando no corte na garganta de Lara. Recolhi minhas coisas e me despedi dela.

Estávamos já no centro da cidade quando Ray perguntou como me levar para casa.

"Não precisa, passei uma mensagem para Jared e ele já..." Um carro preto parou em nossa frente. "...chegou" falei num suspiro. Ray fez uma careta e me puxou para perto acariciando meu rosto.

"Ate amanhã." Falou.

"Até." sorri e o beijei despedindo-me. Entrei no carro e Jared arrancou com o mesmo.

"Mas que merda você estava fazendo na casa de Ray?!" Perguntei.

"Vigiando-o. Você sempre vai pra cama do cara no segundo encontro?"

Discutimos até chegarmos em casa, aonde chegamos aos berros, estava vendo a hora do punho do Jared se encontrar com a minha cara, pois ele o cerrava constantemente. Entrei no meu quarto e procurei me acalmar. Fiz os deveres de casa e lembrei-me que tinha que terminar a pesquisa sobre o acidente o qual eu não havia conseguido terminar mais cedo. Estava lendo a notícia sobre o acidente e passei pela lista de mortos de novo, dessa vez eu reconhecera quatro pessoas. Minha mãe, Sr, Johnson, minha antiga babá, Sra. Diaz, e uma pessoa a qual eu encarei a foto por uns trinta minutos. Aquilo não era possível. A quarta pessoa era Lara, mãe de Ray.

Notas finais
REVIEWS!! E ai, gente? o que vocês acham? Quero teorias, opiniões, xingamentos, kkkkkk Será que a Musa merece mais uma recomendação? hein? hein? *-* ~Beijared