Notas iniciais
Mais um capitulozinho, que eu amei escrever!

Era sempre um alívio imenso ouvir o sinal da última aula. Este era o momento em que eu poderia deixar de lado a casca na qual eu me acostumara a viver, e começar a ser eu mesma. Era quando eu e Jack íamos nos encontrar em nosso cantinho, no parque abandonado perto da escola.

Chego lá correndo, e ele já está lá me esperando. Pulo nos braços dele, e ele me gira no ar.

– Oi, Jack – digo, rindo.

– E aí, Elsinha. – ele diz, e me beija. Ficamos abraçados por um bom tempo, algo que eu queria que fosse eterno.

Logo, começamos o nosso pequeno treino. Eu crio alguns flocos de neve, que giram e dançam pelo ar. Depois, criamos alguns bonecos de neve, e até os damos nomes.

– Você percebeu – ele disse, depois de um tempo – Percebeu como os dias estão ficando mais frios?

Eu olho para ele. Estávamos sentados na grama molhada de orvalho, típico do outono. Mas sim, estava ficando mais frio.

O inverno estava chegando.

– Sim, eu percebi – digo, acariciando seu rosto – Nossa estação está chegando.

Beijo seu nariz, deixando um pequeno floco de neve onde meus lábios tocaram. Ele ri, e então, me beija.

Nosso beijo é delicado, caloroso. Nós completamos os vazios um do outro.

Logo, começamos a ficar mais urgentes. Ele me beija com vontade, uma das mãos em minha cintura, e a outra em meus cabelos. Nós parecemos um só, com nossa alma fundindo-se. Ele me deita no chão, e começa a beijar meu pescoço, deixando delicados flocos de neve por onde passa. Quando vejo, ele está desabotoando minha blusa.

–Jack... – sussurro, com a voz falha.

Ele para, de repente, parecendo lembrar-se de onde nós estávamos.

– Ah, bem... Desculpe – ele diz, nervoso.

Eu rio.

– Relaxe, seu bobo – digo – Só... Aqui não, está bem?

Seus dedos passam por meus lábios e contornam meu rosto.

– Claro, minha pequena. – ele diz, e eu derreto.

****

Quando estou com Jack, eu sinto. Durante minha vida inteira, eu me recusei a sentir, pois tinha medo do que poderia acontecer com meus poderes. Mas, com ele, é como se nada mais importasse, e eu apenas sinto.

Nestes momentos, parecia óbvio o que ele diz sobre nós termos nos conhecido antes. A história de nossa infância juntos parece completamente verídica, até por que eu não consigo me imaginar não o tendo conhecido antes. Parece uma ideia estranha, e até errada, nós não estarmos juntos. É como se fossemos obviamente criados para nos conhecer, e é ridícula qualquer ideia de que nós nunca tenhamos nos visto antes.

Mas ainda me incomodava o fato de eu não conseguir me lembrar. E, se o que ele diz é verdade, então os meus pais nos separaram. Por que eles fariam isso?

O que teria acontecido para me fazer esquecer de nossa infância juntos? Essa pergunta ainda me atormentava.

Notas finais
Então, pode estar meio curto, mas está cheio de emoções. Quer dizer, quem não se derrete por Jelsa?? Eu queria aprofundar um pouco a relação dos dois, o sentimento tão bonito que eles sentem um pelo outro. Sintam-se 100% a vontade para comentar, criticar, elogiar, palpitar, me xingar... Tudo tudo!! E, mais uma vez, obrigada pela leitura :3