Hypnotised
1 Capítulo 1
Notas iniciais
-JARVIS, amplie isso para mim!
-Sim, senhor Stark.
Anthony Stark trabalhava em sua oficina criando novidades para a sua armadura. Não tinha mais o que fazer, o mundo não estava em perigo, sua empresa estava indo muito bem nas mãos de Pepper... Ah! Pepper! Sua amada Srta. Potts! Nem ela estava ali ao seu lado para lhe distrair, estava, como sempre, trabalhando na Stark Industries. Portanto, não restava outro opção a não ser se divertir em sua oficina com JARVIS. Já chegava perto das 22h quando ouviu barulhos de saltos vindo da escada. Srta. Potts descia magnificamente em direção à oficina, sob os olhares de Tony.
-Boa noite, Srta. Potts. Como foi o seu dia? – JARVIS disse enquanto Pepper digitava sua senha no painel e abria a porta da oficina.
-Muito bom, JARVIS, obrigada! – ela respondeu andando em direção à Tony. – De novo está aqui, Tony? Não tem mais o que fazer, não?
-Honestamente? Não! Cadê os malditos vilões que querem dominar o mundo, para eu sair voando com a minha armadura? E cadê a minha namorada para se divertir comigo? – ele respondeu sarcástico como sempre enquanto puxava Pepper pela cintura e grudava seus corpos.
-Sua namorada, neste exato momento, está para em sua frente e acaba de chegar de mais um dia de trabalho em sua empresa, que você não se incomoda nem um pouco em visitar.
-Para que eu preciso visitá-la? Já tem você cuidando dela, não precisa de mim. – Tony chegava aproximava ainda mais seus corpos conforme falava, no final iniciando um caloroso beijo com sua amada. O casal se beijou por alguns minutos, matando a saudade que sentiram um do outro durante o dia. Quando precisaram de ar, se afastaram o mínimo possível e ficaram se encarando apaixonadamente.
-Estou com fome. O que acha de pedirmos uma pizza? – Tony disse quebrando completamente o clima e fazendo Pepper rir.
-Claro, por que não?! Vou tomar um banho enquanto você pede a pizza. – ela respondeu, deu um último beijo em Tony e saiu da oficina, dirigindo-se para o quarto.
-JARVIS, peça a pizza, por favor. – Tony disse e saiu da oficina, indo para a sala de TV para esperar Pepper.
-Já estou pedindo, senhor. – JARVIS respondeu.
Ainda naquela noite, Tony e Pepper jantaram, assistiram alguns filmes juntos e depois tiveram uma encantadora noite de amor. Dormiram abraçados, ambos com um sorriso no rosto.
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-Sr. Stark? – JARVIS tentava acordar seu chefe de seu sono pesado – Acorde, Sr. Stark!
-O que foi, JARVIS? – Tony finalmente acordou e, como sempre, reclamou depois que viu o horário que o seu relógio marcava. – O que diabos aconteceu para você me acordar a essa hora?
-Perdoe-me, Sr. Stark, mas o senhor tem uma visita e a Srta. Potts pediu para eu lhe acordar.
-Eu mereço! Quem em plena consciência resolve me visitar a esse hora em uma sexta-feira? – Tony, mais irritado que nunca se levantou e dirigiu-se ao banheiro para tomar banho.
-Julgo que pelas vestimentas e o modo de falar, seja um advogado, senhor. – JARVIS respondeu.
-Um advogado? Será que estou sendo novamente processado? Pepper vai ficar uma fera! Qual o nome do cara, JARVIS?
-Seu nome é Mason Carter, senhor. Originário da Inglaterra, mais precisamente Londres.
-Hm... – Tony pensava em todas as possibilidades que poderia ter trazido esse advogado britânico até sua casa. Ele terminou seu banho, se vestiu e desceu as escadas. Encontrou Pepper na sala conversando com um homem que aparentava uns 50 anos, que vestia um terno caro. Stark se aproximou de ambos chamando suas atenções e a visita se levantou estendendo a mão.
-Sr. Stark é um prazer conhecê-lo! Meu nome é Mason Carter. – ele disse e Tony apenas acenou minimamente com a cabeça. Depois de feitas as apresentações, todos se sentaram, Pepper e Tony em um sofá e Mason em outro sofá de frente para o casal.
-Então... Carter, correto? – Stark perguntou – O que traz aqui?
-Sinto muito incomodá-lo a essa hora, Sr. Stark, mas era meu único horário vago. – Mason começou – Estou aqui para tratar de um assunto sério. Uma de minhas clientes morreu recentemente e o senhor está em seu testamento.
-Eu? No testamento de uma mulher? Quem?
-O nome dela era Emily Peterson, se recorda? Ela apenas lhe deixou este envelope, mas no testamento falava par ser entregue o mais rápido possível. – Carter tirou de dentro da pasta um envelope de documentos e entregou à Stark.
-Emily Peterson? Esse nome não me é estranho...
-Talvez uma foto lhe ajude. – o advogado abriu a pasta novamente e tirou de lá a foto de uma mulher de mais ou menos 30 anos, com cabelos escuros e olhos claros.
-Ah sim! – Tony rapidamente se lembrou – Eu tive um... Caso com ela quando fui com meu pai para Londres pela primeira vez. Faz muitos anos. Do que ela morreu?
-Tinha um tumor no coração. Estava internada há mais de um ano e acabou falecendo semana passada. – Mason respondeu – Bom, era apenas isso que gostaria de falar com o senhor. Desculpe a minha pressa, mas estou atolado de trabalho. Já vou indo agora.
-Eu lhe acompanho até a porta. – Pepper disse e deixou Tony na sala olhando para aquele envelope. Ele estava com receio de abrir, mas também estava curioso para saber o que tinha ali dentro. Não soube quanto tempo ficou encarando o envelope, mas despertou quando sentiu Pepper sentar novamente ao seu lado e passar as mãos pelos seus ombros.
-Você está bem? – ela perguntou.
-Acho que sim. Isso é muito estranho! O que ela pode querer comigo depois de tantos anos? – ele respondeu.
-Você só vai descobrir quando abrir o envelope. Bom, eu te deixar sozinho e aproveitar para tomar banho. Alguém tem que trabalhar nessa casa.
A Srta. Potts deixou a sala e subiu até o quarto. Tony continuou encarando o envelope até que não aguentou a sua curiosidade e o abriu. Dentro havia duas cartas, dentro de envelopes menores, uma delas estava escrito Tony do lado de fora e a outra estava escrito Rose. Ele não entendeu o porquê da segunda carta, mas imaginou que haveria uma explicação para ela na carta com o seu nome. Abriu o envelope, desdobrou a carta e começou a ler.
“Caro Tony,
Sei que faz muito tempo desde a última vez que nos vimos, se minhas contas estão certas, fazem mais de 16 anos. Na verdade, não sei o que lhe dizer. Deve estar acho isso muito estranho, mas tudo bem. Eu tenho algo para te contar. Algo que escondi de você todos esses anos. Eu engravidei Tony. Descobri um mês depois que você foi embora. Eu não quis te contar, pois imaginei que você iria recusar a criança. Meus pais não gostaram nada do que havia acontecido e como eu me negava a contar tudo a você, eles me obrigaram a dar a criança para adoção. Você não tem ideia de como aquilo doeu.
No dia que ela nasceu, sim é uma menina, foi o dia mais feliz do mundo. Na época ela tinha seus olhos e a cor do cabelo era igual a minha, mas as sua características dominavam aquela criança. Sinceramente, espero que elas continuem até hoje. Depois de um mês, meus pais me levaram até Essex e me obrigaram a deixar o bebê em um orfanato chamado St. Thomas. Eu a deixei na porta, dentro de uma cesta (coisa de filme, não acha?!) com uma carta junto dela. Nesta carta, eu pedia para as freiras que cuidavam das crianças, que a deixasse ter o nome que eu havia escolhido: Rose.
Não sei se ela continuou com o nome ou mudou, se foi adotada ou não. Nunca mais voltei a vê-la e esse foi o maior erro da minha vida, depois de deixar meus pais me obrigarem a me desfazer dela. É por isso Tony que estou lhe escrevendo essa carta. Estou lhe pedindo que vá atrás dela. Seja o pai dela. Sei que não tenho o direito de lhe pedir isso, já que eu não lhe contei nada, mas eu lhe imploro. Esse é meu último desejo antes de morrer. Estou internada nesse hospital há mais de um ano e sei que minha hora está chegando. Faça isso Tony, pelos velhos tempos.Se você o fizer, escrevi outra carta para que você entregasse á ela quando a achasse.
Eu realmente sinto muito não ter lhe contado, agora eu sei que, por mais que você fosse durão, você não teria renegado uma filha. Eu tenho certeza que você vai encontrá-la.
Beijos,
Emily Peterson.
PS: Caso você ache alguém com o nome Rose naquele orfanato e com quase 16 anos, eu deixei dentro de um saquinho um pouco de cabelo para fazer um exame de DNA para provar que é minha filha. Será necessário se ele não foi adotada ainda.”
Tony Stark estava pasmo. Ele era pai. Havia dezesseis anos que ele era pai e nem desconfiava. Ele estava, pela primeira vez na dia, perdido. O que ele deveria fazer? Procurar a menina ou queimar a carta e esquecer que um dia leu isso?
Continua...
Notas finais
Eu gostaria de avisá-los que não sou uma pessoa que escreve sobre ação, então caso tenho (e terá) uma cena de ação, farei meu melhor para descrevê-la de acordo com personagens. Vocês devem estar se perguntando por que estou escrevendo uma história sobre os Vingadores se não escrevo sobre ação. O ponto é que eu AMO Os Vingadores e outros super-heróis, o problema é que não estou acostumada a escrever ação. Sou romântica, portanto escrevo romances. A história será sim romântica, mas terá ação. Prometo.
Outro problema é que eu demoro um pouco para postar. No começo, quando eu tive a ideia para a fic, eu pensei em não postar, mas queria a opinião das pessoas sobre a história. Resolvi postar, mas não posso dizer com certeza quando postarei outro capítulo.
Enfim, sintam-se a vontade para me fazer perguntas e me avisarem sobre erros de português!
Beijos,
Franny :D
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