Notas iniciais
Escolhi representar uma das minhas musicas prediletas do meu filósofo, filólogo, crítico cultural, poeta e compositor predileto Friedrich Nietzsche Considerações importantes : O triangulo amoroso entre Lou Salomé, Friedrich Nietzsche e Paul Réé realmente existiu, mas apenas os dois a amando e não entre si. Friedrich Nietzsche até onde se sabe não era gay, a informação que afirma esse fato foi comprovada por vários documentos que era apenas uma intriga dos cristãos para difamar e desacreditar o filósofo que era conhecidamente Ateu. Friedrich Nietzsche realmente pediu Lou Andreas-Salomé em casamento. Ela recusou, após ter-lhe feito esperar sentimentos recíprocos. Lou Andreas-Salomé foi uma filósofa, poeta, romancista e psicanalista que nasceu na Rússia Imperial, e que passou a vida morando na Alemanha. Paul Ludwig Carl Heinrich Rée foi um autor e filósofo alemão. Friedrich Wilhelm Nietzsche foi um filósofo, filólogo, crítico cultural, poeta e compositor prussiano do século XIX, nascido na atual Alemanha. Ele escreveu vários textos críticos sobre a religião, a moral, a cultura contemporânea, filosofia e ciência, exibindo uma predileção por metáfora, ironia e aforismo. A musica que dá nome a fic e a inspirou esta aqui e o poema de mesmo nome que inspirou a criação da musica por Nietzsche esta dentro da fic. https://www.youtube.com/watch?v=FIOIUlDB5yU

Tão certo quanto o amigo ama o amigo,

Também te amo, vida-enigma

Mesmo que em ti tenha exultado ou chorado,

mesmo que me tenhas dado prazer ou dor.


Paul...


Lou...


Estou novamente diante do piano e os seus nomes não saem da minha mente. Quem diria? eu não diria. Eu os amo e eu os amei. Réé... desde que que coloquei o seu nome pela primeira em uma folha nunca mais pude tira-lo da minha mente. Foi em uma carta para Erwin Rhode, eu lhe disse "Aqui chegou, para passar todo o verão, um amigo de Romundt, uma pessoa muito meditativa e talentosa, um shopenhaueriano, chamado Réé".


Meditativa e talentosa, foi como descrevi sua pessoa e se encaixou bem. Porem hoje sei que apenas essas qualidade não descrevem sua pessoa. Atualmente uso palavras menos dignas para me referir a você, meu amigo. Talvez apenas nossas, mas ainda sim indignas.


Lou.... Eu a amo. E por isso leio seu poema. Leio varias e varias vezes. É maravilhoso. Fico feliz que fomos retratados de igual forma sobre ele. Eu, Tu e Paul. Nos retrataste como corpos sobre a cama entrelaçados. E apenas Eu, Tu e Paul sabemos que esta é a mais pura verdade. Ah... Lou... repito... eu a amo.


Eu te amo junto com teus pesares,

E mesmo que me devas destruir,

Desprender-me-ei de teus braços

Como o amigo se desprende do peito amigo.

Com toda força te abraço!

Deixa tuas chamas me inflamarem,

Deixa-me ainda no ardor da luta

Sondar mais fundo teu enigma.


Eu os amo e diante do piano estou a compor. A melodia cresce em minha mente e eu entendo que não posso escolher um dos dois. Sabemos que você pediu isso a nós Lou. Não deverias. Nossos corpos são ligados a base de pesares, de lagrimas, de peito e braços. Hoje você pede para que nossos corpos se libertem. Paul não quer e eu não quero. Porque desejas que eu lhe deixe Lou. Somos três e todos nos sabemos que essa é o melhor forma de encarar o mundo material que nós contorna.


Paul me disse que você lhe procurou com pesar e eu apenas decidi que esse pesar merecia ser refletido em musica. Afinal, os três estão em pesar Lou e você nós colocou aqui. Tínhamos uma grande história e agora me pedes pra esquecer. Eu não posso Lou. Eu a amo.


A melodia está se tornando melancólica. Essa não era minha intenção ao começar a compor essa canção, mas ao imaginar o que será de nós. Eu, Tu e Paul... Eu não sei o que pensar. Se você não quer mais nos dar amor. Nos dê tormenta Lou. Eu não me importo. Paul não se importa. Não se importe também. Sejamos três como sempre fomos. Não nos faça escolher entre um ou outro Lou, pois esse pode ser o fim de tudo. A melodia chega ao fim. Eu a interrompi no auge e de forma sedosa, da mesma forma que são nossos copos juntos.


Eu, Tu e Paul.


Ser! Pensar milênios!

Fecha-me em teus braços:

Se já não tens felicidade a me dar

Muito bem: dai-me teu tormento.

Notas finais
Não acredito que eu tenha conseguido fazer jus a obra original, mas eu tentei não ficar tão atrasado no desafio.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!