Hybrids
34 Futuro Líder
Notas iniciais

Quando Suk chegou ao presídio, os homens batiam nas grades e gritavam obscenidades, descrevendo em voz alta tudo o que fariam com ele assim que tivessem a oportunidade. Para os detentos, aquelas orelhas felinas no alto de sua cabeça não passavam de uma fantasia, algo criado para satisfazer seus desejos doentios. Suk sabia exatamente o que aqueles olhares significavam. Agora, mais do que nunca, precisaria usar seu maior talento na atuação.
Suk permaneceu encolhido, fingindo estar apavorado. Na verdade, essa parte nem exigia muito esforço. Ele realmente estava com medo. Depois da semana que passara ao lado de Dak, sentia-se mais vulnerável do que nunca. Havia se acostumado a ser cuidado, protegido e amado por alguém. Mas precisava voltar à realidade. Dak não estava ali para salvá-lo.
Foi literalmente arremessado para dentro da cela. Seu corpo bateu contra o chão, arrancando-lhe um gemido de dor. Assim que ergueu o rosto, ouviu algumas risadinhas abafadas. O som fez seu estômago revirar.
Um homem grande o encarava com um sorriso carregado de más intenções. Ao lado dele estavam dois rapazes, ajoelhados, submissos, realizando tarefas que fizeram Suk sentir um profundo nojo. Ele se levantou imediatamente e recuou até encostar nas grades da cela.
— Vocês não podem me deixar aqui! — gritou para o guarda.
Como resposta, ouviu apenas mais gargalhadas e comentários perversos vindos das celas vizinhas, convidando-o para "visitar" outros presos.
— Está com medo, gatinho? — perguntou o homem da cela, aproximando-se.
— Não. Nem um pouco. Um lugar tão acolhedor quanto este seria incapaz de me causar qualquer receio.
— Tanto faz o seu sarcasmo. Ajoelha e vai fazer companhia aos meus dois amiguinhos. — A ordem veio em um tom frio e autoritário.
Suk deu mais um passo para trás, incapaz de esconder a expressão de repulsa.
— Eu não vou colocar essa merda na boca. — Por um instante, esqueceu completamente de interpretar seu papel. Dak havia feito algo que ninguém jamais conseguiu: que Suk mostrasse quem realmente era. Talvez, algum tempo atrás, ele fingisse obedecer apenas para matar aquele homem na primeira oportunidade. Agora, porém, não conseguia mais esconder o nojo e o ódio que sentia.
O homem respirou fundo, soltando um rosnado irritado. Agarrou os cabelos dos dois rapazes, obrigando-os a parar o que faziam. Em seguida, levantou-se, vestiu a calça e voltou a encarar Suk. A expressão em seu rosto deixava claro que sua paciência havia acabado.
— Você tem duas opções: ou vira minha propriedade particular, igual a esses dois, ou vai ser muito bem recebido pelo presídio inteiro. — Ele se aproximou ainda mais, e Suk pôde sentir o bafo quente e nauseante atingir seu rosto. Seu estômago se revirou.
— Me deixa em paz e eu poupo essa sua vida miserável. — Suk recuou mais um passo.
— E o que o gatinho vai fazer? Miar?
— Eu não quero confusão. Então fica no seu canto que eu fico no meu. — Suk fez uma careta de nojo. Não era apenas o hálito do homem que fedia. Era ele por inteiro.
— Arisco... — O homem mordeu os lábios e o percorreu dos pés à cabeça com aquele olhar repulsivo. — Quando eu pegar você, vai perder essa marra toda e virar meu gatinho manso e obediente.
— Nem se você tomasse um banho.
O homem ficou vermelho de raiva, mas respirou fundo. Suk era bonito demais para que ele estragasse o "brinquedo" logo de cara.
— Você tem até esta noite para pensar. A proposta está feita. Vira meu brinquedinho e eu garanto sua proteção aqui dentro.
— A única pessoa de quem eu preciso de proteção é você. — Suk já nem se reconhecia. Teria sido tão fácil manipular aquele homem asqueroso, mas simplesmente não conseguia esconder o desprezo que sentia. Pela primeira vez, percebeu que o amor o havia tornado vulnerável.
— Você ainda vai mudar de ideia e fazer tudo o que eu mandar. — O homem sorriu, revelando os dentes apodrecidos. Em seguida, sentou-se na cama, enquanto os dois rapazes retomavam o que estavam fazendo.
Suk se acomodou na cama vazia, encolheu-se e virou o rosto para o outro lado. Aquela cena lhe embrulhava o estômago. O arrependimento apertou seu peito. Talvez devesse ter aceitado fugir com Dak. Se tivesse ido embora com ele, naquele instante estaria protegido em seus braços, recebendo carinho, beijos e o amor que sempre acreditou não merecer.
…
Suk acabou adormecendo. Acordou com alguém puxando suas pernas de forma brusca. O homem estava sobre ele. Com o peso daquele corpo prensando o seu, Suk sentiu o ar faltar. O detento tentava imobilizá-lo a qualquer custo, enquanto ele empurrava, se debatia e lutava com todas as forças que tinha.
O homem prendeu seus pulsos acima da cabeça e abaixou o rosto para beijar seu pescoço. Suk sentiu o estômago revirar de nojo. Gritou por socorro, mas a única resposta que recebeu foram risadas e vozes de outros presos avisando que eles seriam os próximos da fila.
O ódio fervia dentro dele. Sentir aquelas mãos imundas percorrendo seu corpo fazia sua visão escurecer. A raiva e a repulsa cresceram de forma tão intensa que seu organismo reagiu da maneira que ele mais conhecia e mais temia.
Sua gengiva começou a arder, como se estivesse sendo rasgada por dentro. As presas cresceram lentamente, e o gosto metálico de sangue invadiu sua boca. Seu coração disparou em uma descarga violenta de adrenalina, enquanto suas unhas se alongavam até se transformarem em garras afiadas.
Sua audição tornou-se absurdamente sensível. Conseguia ouvir o coração lento e pesado daquele homem pulsando dentro do peito, assim como o sangue correndo por suas veias.
Tomado pela fúria e pelo nojo, Suk cravou as garras no pescoço do homem, rasgando sua jugular.
O homem saltou para trás em um grito de dor. Levou as mãos ao pescoço e encarou Suk com os olhos arregalados. Sangue escorria pelos lábios do híbrido, manchando sua roupa enquanto ele respirava pesadamente.
O homem ainda tentou avançar outra vez, mas suas pernas cederam. Cambaleou antes de cair de joelhos.
— Você é... uma... aberração... — foram suas últimas palavras antes de tombar no chão. O sangue continuava jorrando do pescoço aberto.
— Aberração, não. — Suk cuspiu o sangue sobre o corpo estendido no chão. — Nós somos o futuro da raça humana. Somos superiores.
Os presos continuavam gritando piadas de duplo sentido e comentários obscenos, completamente alheios ao que havia acontecido dentro daquela cela. Nenhum deles imaginava que o homem que fazia aquelas ameaças agora jazia estendido no chão, mergulhado em uma poça de sangue.
Suk sentou-se na cama, recostando as costas na cabeceira. Sabia que não podia dormir. Não naquele lugar. Seria perigoso demais baixar a guarda. Outros viriam, cedo ou tarde, e ele precisava estar preparado.
Assim, passou a noite inteira acordado. Evitava olhar para o cadáver caído a poucos metros dali. Em vez disso, mantinha os olhos fixos na pequena janela gradeada, por onde conseguia enxergar apenas um pedaço do céu escuro. A lua brilhava intensamente naquela noite, e, ao contemplá-la, seus pensamentos voltaram para Dak.
Acreditou que o amor o havia tornado fraco. No entanto, quando aquele homem o tocou, foi justamente a lembrança de Dak e dos sentimentos que nutria por ele que lhe deram forças para reagir. Suk percebeu que talvez amar alguém não fosse uma fraqueza, mas a maior força que já havia conhecido.
…
Já era madrugada quando Suk ainda permanecia olhando para o céu através da pequena janela gradeada. Foi então que os carcereiros chegaram à sua cela e pararam, horrorizados com a cena.
— DESGRAÇADO! O QUE VOCÊ FEZ?
— Me defendi. — Suk respondeu com uma calma quase assustadora.
O carcereiro ficou possesso de raiva. Além de um preso, havia perdido todos os privilégios que aquele homem lhe proporcionava. Pegou a arma de choque e avançou sobre Suk, tomado pela fúria. Suk tentou apenas se defender, segurando seus braços e impedindo que ele o atingisse. O homem gritava, o ameaçava e tentava golpeá-lo a qualquer custo. Suk não queria machucá-lo. Não porque estivesse se tornando "bonzinho", mas porque estava completamente esgotado.
Fechou os olhos, esperando sentir a descarga elétrica atravessar seu corpo, quando, de repente, percebeu o peso sobre si desaparecer. Abriu os olhos, confuso. Dak estava diante dele, encarando-o com uma expressão tomada pela preocupação.
— Suk! — Dak se ajoelhou imediatamente e o envolveu em um abraço apertado.
— Dak... eu não estou sonhando, estou? — Suk retribuiu o abraço com força, como se precisasse confirmar que ele era real e não apenas mais uma alucinação causada pelo cansaço.
— Eu estou aqui agora. Me perdoa pela demora, meu amor. Eu vou tirar você daqui. — Os olhos de Dak estavam marejados, mas, mesmo assim, ele sorria, aliviado por encontrá-lo vivo.
Suk estava tão exausto que simplesmente deixou todo o peso do próprio corpo cair sobre Dak. Sentiu que finalmente não precisava mais permanecer alerta. Seu corpo cedeu ao cansaço, e ele desmaiou nos braços do homem que amava.
…
Ainda de olhos fechados, Suk despertou ao sentir um leve solavanco. Abriu os olhos lentamente e percebeu que estava dentro de um carro. Virou o rosto para o lado e encontrou Dak ao volante, dirigindo com um sorriso tranquilo no rosto.
— Dak? — murmurou, esfregando os olhos.
— Suk? Acordou? — O sorriso de Dak se alargou.
— O que aconteceu?
— Eu tirei você daquele lugar horrível. Você estava muito fraco e precisou ficar internado por dois dias. Mas pode ficar tranquilo, seus exames mostram que está tudo bem.
— Exames? — Suk arregalou os olhos, entrando em pânico. — Você me levou pra um hospital? Você sabe que eu não posso...
— Está tudo bem. Foi o Hoseok quem fez todos os exames em você.
— Hoseok? — Suk abaixou o olhar, entristecido. — Eles me odeiam agora...
— Suk, meu amor, eu não vou mentir pra você dizendo que eles sentem exatamente a mesma coisa de antes. Eles estão muito decepcionados e se sentiram profundamente traídos. Eles amavam você... e, de certa forma, ainda amam. Eu expliquei tudo o que aconteceu com você e o que te levou a fazer tudo aquilo. Só que eles precisam de tempo pra processar tudo isso. Tenha paciência, meu amor. Deixe o tempo agir. Aos poucos, as coisas vão encontrar o lugar delas. — Dak sorriu para ele.
— Eu só queria ter uma família... — Suk suspirou. — Eu sei que sou um monstro. Sei que manipulei todos eles, que menti e que agi como um louco tentando evoluí-los. É só que... eu não queria mais me sentir sozinho. Quando eles nasceram, assim como eu, senti que finalmente havia encontrado alguém parecido comigo. Por isso quis transformá-los nas melhores versões de si mesmos, mas escolhi o pior caminho pra fazer isso.
— Eles sabem disso. Mas precisam ouvir essas palavras saindo de você. Espera as coisas se acalmarem um pouco e conversa com eles. Só não esqueça que você não está mais sozinho... eu estou aqui.
Os olhos de Suk voltaram a arder. Durante anos, acreditou que, quando sua mãe morreu, todos os sentimentos haviam morrido junto com ela. Mas, desde o dia em que conheceu Dak, seu peito parecia transbordar de emoções novas, intensas e surpreendentemente boas. O mesmo acontecia quando pensava nos meninos. Ele os amava de verdade. Apenas havia começado essa história da maneira errada.
Desde o começo, Suk sentiu-se atraído por Dak. A princípio, era apenas desejo carnal. Com o passar do tempo, porém, percebeu que estava realmente se apaixonando por ele, embora insistisse em convencer a si mesmo de que tudo não passava de atuação. Quando Dak o aceitou exatamente como ele era, Suk já não conseguia mais interpretar personagem algum. Agora podia simplesmente ser ele mesmo, sem máscaras. E adorava saber que, mesmo assim, Dak o amava.
Suk voltou a olhar para Dak, que dirigia com um sorriso tranquilo no rosto.
— Eu te amo, Dak. — Pela primeira vez em toda a sua vida, aquelas palavras saíram de sua boca. Junto com elas, vieram as lágrimas.
Dak o olhou surpreso. Encostou o carro no acostamento. A rodovia ao redor estava completamente deserta.
— Você... me ama? — perguntou, tocando delicadamente o rosto de Suk.
— Sim... eu te amo. Muito... muito mesmo. — Suk chorava sem conseguir conter o sorriso. Aquelas lágrimas de felicidade eram uma sensação completamente nova para ele.
— Eu também te amo muito, Suk... minha panterinha. — Dak uniu seus lábios aos dele em um beijo calmo e demorado. Sentia tanta saudade daquele momento.
Separaram-se apenas para recuperar o fôlego, mas continuaram próximos, acariciando o rosto um do outro como se quisessem ter certeza de que, daquela vez, ninguém iria arrancá-los dos braços do outro.
— Você ainda não me disse para onde estamos indo... — sussurrou Suk.
— Para a nossa lua de mel.
— O quê? — Suk perguntou, confuso.
— Alguns chamam de prisão domiciliar. Eu prefiro chamar de lua de mel. — Dak deu de ombros antes de roubar mais um beijo dele. — Consegui que você cumprisse prisão domiciliar e, em breve, vou provar sua inocência. Eu não sou advogado de verdade, mas, com a ajuda do Tae, conseguimos excelentes advogados para cuidar do seu caso. Estamos confiantes de que vamos vencer. Você foi uma vítima de toda essa história, e nós vamos provar isso.
— Nunca ninguém fez tanto por mim... — Suk fungou. — Até o Tae... mesmo magoado comigo, e com toda razão, está me ajudando.
— O Tae tem um coração mole, você sabe disso. Mas vamos deixar esse assunto de lado por enquanto. Não quero ver você triste. Temos uma casa nova, bem longe de tudo. Vamos precisar ficar um tempo isolados por causa de alguns clientes perigosos com quem você acabou se envolvendo, né, mocinho? — Dak estreitou os olhos por um instante, mas logo sorriu. — Eu vou proteger você. E, além disso, sou o agente responsável pela sua custódia. Minha nova missão é garantir que você não fuja. Você é meu prisioneiro agora.
— Acho que vamos precisar comprar algemas. — Suk sorriu e deslizou a mão pela coxa de Dak até parar próximo à sua virilha, arrancando um arrepio dele. — Se eu resolver fugir, você vai ter que me prender. E, se eu insistir... vai precisar me castigar. — A voz que antes carregava emoção agora saía baixa, lenta e provocadora.
Dak estremeceu com o toque e o beijou com urgência.
— A vantagem de estarmos no meio de uma rodovia, sem uma alma viva por perto, é justamente essa. — Com um sorriso de canto, Dak puxou Suk para o seu colo.
— Dak... meu Dak... eu te amo tanto... — murmurou Suk, interrompendo cada frase com um beijo.
E, ali, dentro do carro, eles se entregaram mais uma vez ao momento. Entre beijos e abraços, permaneceram presos apenas ao carinho, ao amor e à paixão que finalmente podiam viver sem máscaras.
…
Um mês havia se passado. Todo o laboratório foi desativado e destruído. Taehyung e Mingi lideraram toda a operação ao lado da polícia, garantindo que aquele lugar jamais voltasse a existir.
Mas nada disso ocupava os pensamentos de Suk. Ele estava completamente mergulhado em uma felicidade que jamais imaginou ser capaz de sentir.
Sentado em uma cadeira de balanço na varanda de uma casa simples, porém aconchegante, Suk observava a paisagem. Dak ocupava a cadeira ao seu lado. À frente deles se estendia um imenso campo florido, emoldurado por montanhas acinzentadas ao longe. Estavam muito longe de Seul, longe de todos, isolados do resto do mundo, vivendo em um pequeno universo que pertencia apenas aos dois. E Suk era, finalmente, feliz.
— O que pretende fazer agora? — Dak perguntou, acariciando seus cabelos.
Suk suspirou.
— Não sei... estou sem direção.
— Eu posso ser a sua bússola. — Dak sorriu.
— Ah, é? — Suk acariciou seu rosto. — E para onde essa minha querida bússola acha que eu devo seguir agora?
Dak riu.
— Você deve fazer aquilo que ama...
— O que eu amo? Mas eu amo a ciência. — Suk suspirou.
— E qual é o problema nisso? Só não repita os mesmos erros. De qualquer forma, se não fosse por você, Jimin, Yoongi e Hoseok talvez nem estivessem mais vivos. Imagina se eles ainda tivessem permanecido nas mãos do seu pai? — Dak fez uma breve pausa. — O Jimin vai dar à luz em breve. E se outros bebês híbridos nascerem? Quem vai cuidar deles? Quem vai protegê-los do mundo? Suk... eles precisam de você. O futuro deles depende de você. E, dessa vez, você não precisa carregar esse peso sozinho. Nós vamos ajudar.
— Uma instituição! — Suk arregalou os olhos, tomado pela empolgação. — Dak! Podemos criar uma instituição. Uma escola... ou até uma grande casa para híbridos. Um lugar onde eles possam crescer em segurança, aprender a lidar com o mundo e serem preparados para o futuro. Porque eu sei que ele ainda será difícil até que sejamos aceitos. Obrigado, meu amor. Você realmente me deu uma direção. Vou usar toda a minha herança para construir um lugar onde os futuros híbridos possam ser quem realmente são. Um lugar onde estarão seguros e serão amados. Aliás... já temos dois híbridozinhos que vão fazer parte disso. — Suk riu, fingindo inocência.
— Suk... você está... GRÁVIDO? — Dak levantou-se de um salto.
— Sim. Tem um bebezinho aqui dentro. — Suk acariciou a barriga com carinho. — Diga oi para o seu filho, meu amor.
Dak chorou como uma criança. Abraçou Suk com força e cobriu sua barriga de beijos, incapaz de conter a emoção.
Mas Jimin e Suk não eram os únicos à espera de um bebê. Em breve, Yoongi também seria abençoado com uma sementinha, fruto do amor que compartilhava com Taehyung.
Taehyung e Suk jamais foram amantes. Ainda assim, eles nem imaginavam que, em um futuro não tão distante, seus filhos cruzariam os mesmos caminhos. Talvez para se amarem. Talvez para se odiarem. Fosse qual fosse o destino, uma coisa era certa: as gerações das famílias Kim e Kwan voltariam a se encontrar.
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