Hy Brasil - Interativa
11 Bónus - A fuga da prisão
Notas iniciais
O som de passos apressados, o som estridente do alarme soava simultaneamente com o piscar da ameaçadora cor vermelha nas paredes. A união de todos estes fatores, nunca trazia boas noticias, principalmente quando se tratava da prisão mais perigosa da ilha. Nela, estavam os piores criminosos ao longo dos seculos. Como seria de esperar, não era um edifício comum, porém os seus residentes também não eram o que poderia chamar normal. Na verdade, nada naquela ilha o era, nem se poderia dizer que lá habitam humanos, ou pelo menos os seus habitantes não gostavam de ser comparados com essa raça. No entanto, aquele aterrorizante lugar debaixo terra escondia um segredo. Um segredo tão obscuro, que poucas identidades sabiam dele.
E foi nesse dia que esse tão guardado enigma, conseguiu escapar do lugar asqueroso onde o escondiam. Poucas pessoas saberiam o que aconteceu.
Num determinado lugar…
O pequeno rapaz não tardou em vestir a sua longa capa preta com capuz. Estavam todos muito agitados e o envelope que tinha para dar ao seu mestre era de suma importância. Ou pelo menos isso é o que lhe foi dito. Colocou a palavra secreta, e empurrou firmemente um segmento da parede que deslizou silenciosamente pelo pavimento agora coberto por uma fina camada de poeira. Ele teve que usar uma das entradas mais velhas, pois neste momento estavam todos alerta, e o caos instalou-se nos corredores do edifício. A última coisa que precisava naquele momento é que descobrissem a sala de reuniões, por sua culpa.
Voltou a colocar o pedaço de parede no seu devido lugar e seguiu o seu caminho agora mais calmo e silencioso. Percorreu mais alguns corredores, e cumprimentou alguns de seus camaradas que por vezes cruzavam o seu caminho. Ao fim de algum tempo finalmente chegou ao seu destino. A sala de reuniões. Abriu a porta e todos os membros que já estavam sentados, direcionaram a sua visão para ele. Não se deixando intimidar pelos olhares curiosos, avançou na direção da pessoa que estava em uma das pontas da mesa. Estreitou o olhar para seu mestre e mostrou parcialmente o envelope. Mais precisamente a parte com o selo.
Ao ver a marca, ele pediu que o seu subordinado lhe entregasse a carta. E uma vez nas suas mãos pediu que todos se retirassem menos o subordinado que lhe veio trazer o envelope e outro membro que estava à sua direita na mesa. Rapidamente a sala ficou praticamente vazia restando apenas três pessoas. O mestre ao perceber que agora estava eme segurança e podia ler a carta sem perigo, apressou-se a tirar o conteúdo, e verificar o que era tão importante para ter aquele símbolo. À medida que ia lendo a sua expressão variava entre espanto e terror. Os seus dois subordinados ao verem a cara de seu mestre virar tão pálida quanto cal, depressa um deles puxou uma cadeira, para que ele se pudesse sentar enquanto o outro foi buscar um copo com água. Ao notarem que estava mais calmo, ganharam a coragem de perguntar o que se passara.
— O chefe da prisão, notificou-me que os prisioneiros da cela 666 fugiram. — Nesse momento o silêncio apoderou-se da sala. Eles os três sabiam o que essas pessoas encarceradas significavam.
— Mas mestre centenas de anos já se passaram. Estando tanto tempo presos naquela cela, apenas alimentados com pão e água, tenho a certeza, que neste momento eles estão muito fracos. Se aliarmos forças conseguimos capturá-los, num piscar de olhos… — O seu líder com uma força brutal bateu com o punho na mesa, assustando os dois.
— Não sejam ingénuos. Em primeiro lugar se estivessem assim tão fracos, não teriam escapado. Sabem porque pedi para que ficassem? — Eles trocaram olhares curiosos
— Porque confio em vocês.
— Não foi porque participamos na equipe que os capturaram?
— Participaram na equipe? Ah, vocês estavam naquele pequeno grupo que se encolheram atrás das ruinas cheios de medo, pedindo por vossas vidas? — Ele riu um pouco em desdém. — Então devem saber que eu e os outro cinco componentes quase perdemos a vida, tentando prende-los. — A sua voz tornou-se mais ríspida. — Não os subestimem. Eles já não são humanos, tornaram-se criaturas que não deveriam existir. Vocês acham que eu sou mau? — Um sorriso de desprezo surgiu em seus lábios. — A minha maldade comparada com a deles, é como comparar este minúsculo planeta, com a imensidão do universo. Se algum dia tiverem o desprazer de os encontrarem, seja de mau humor ou aborrecidos, preparem-se para uma morte dolorosa. Não, peço desculpa. Se vos matarem estejam agradecidos. O que eles fazem é muito pior que a morte.
— Mestre, por acaso você……? — Uma lembrança fez com que ele parasse a pergunta a meio. — Clara?
— VAIAM EMBORA! — Gritou violentamente, atirando o copo contra a parede, que ao entrar em contato com a superfície solida se estilhaçou em milhares de pedaços.
Os subordinados saíram apressados da sala, deixando o seu líder esfriar a cabeça. Lá dentro apenas se ouvia o quebrar de coisas e gritos de fúria. O subordinado até então calado soltou um gemido de dor. Passou uma mão na bochecha e sentiu algo líquido. Afastou a mão e viu que estava cheia de sangue. Um dos vários fragmentos do copo voara e fizera-lhe uma ferida horizontal debaixo do olho.
Suspirou. Ele sabia que não seria fácil para o seu chefe superar aquele evento. Alias não seria fácil para ninguém. Pelo menos, para ninguém com sentimentos. Afinal ver a esposa e a filha morrer, à sua frente, sob a mão de dois desconhecidos, não é algo que se consiga simplesmente ultrapassar. Os elementos acreditam que foi por isso, que ele se tornou a pessoa cruel que é hoje. Para poder se castigar e ao mesmo tempo esquecer aquele incidente. Bom, são apenas suposições, cada um acredita no que quer. Mas mesmo acreditando nisso sempre há aquela aula assustadora em sua volta que impõe respeito em seus súbditos.
Soltou um suspiro de desânimo e foi trocar de roupas. Ainda tinha que entregar as mesmas cartas para outros líderes.
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