Hurt
3 Capítulo 3 - Falar, é a solução?
Notas iniciais
obrigado pelos comentarios '-', bem mais do que eu esperava.
Ponto de vista geral.
Ele é estranho! Foi o pensamento que a marterlou durante a noite. Mas aparentemente inofensivo. Seus mecanismos de rejeição trabalhavam a todo vapor. Afinal, por que ela tinha ficado tão abalada ao vê-lo? Bom não podia negar, o garoto era bonito. Balançou a cabeça tentando se livrar desses pensamentos e por fim enterrando a cabeça no travesseiro de sua cama. Pensou que amanha poderia conhecer a cidade, Nova york é bem grande! Quem sabe dar uma passada na escola e conhecer onde ficaria pelos próximos, 4 anos. Não era uma má idéia. Logo adormeceu com o barulho da chuva na laje e os sons da buzina dos carros na rua ao lado.
Bip! Bip! Era gritante o barulho de seu celular. “Quem poderia me acordar a essa hora?” pensou ela. Seus olhos ainda estavam embaçados quando leu os letreiros do visor que indicava “ Cruella”. “ O que minha mãe queria essa hora?” pensou, antes de apertar com a maior raiva possível o botão verde.
– Diga! – a raiva era visível em sua voz. – o que diabos pode ser tão importante pra me acordar essa hora?
– Bom dia pra você também mal humorada. – ela falou. – apenas queria saber como você está?
– desde quando se preocupa? – Doce ironia. A loira havia pensando. E por simples segundo pensou que sua mãe desligaria o telefone. Mas ela se pronunciou novamente.
– então... Soube que tem um companheiro de quarto. – sua voz saiu um pouco maliciosa. E Sam já sabia que atrás vinha asneira. – ele é bonito? Já o beijou? Devo te mandar camisinhas?
– MAMÃE! – ela ralhou com ma falta de ética de sua mãe e logo desligou o telefone. Como sua mãe pode falar isso pra ela? Ela tem cara de prostituta agora?
Como sua mãe já havia a acordado resolveu que iria tomar um banho e tentar arrumar um café da manha
(...)
“Como isso é possível? Essa garota sem duvida é a menina mais bonita que eu já vi. Será que ela acredita em amor a primeira vista? pois é isso que eu estou sentindo. Ela deve ser um cupido que me acertou em cheio com sua flecha.” Freddie não parava de recitar isso em sua cabeça. Mas ela já havia percebido que de fato ela não era fácil e será também uma daquelas patricinhas mimadas? Tinha dormindo no sofá e até que não era desconfortável, mas seria bem melhor se estivesse no quarto com ela... – Isso não está certo. – ele disse para si mesmo o que saiu um pouco alto fazendo uma certa loira que acabara de sair do seu quarto perguntar.
– o que não está certo? – ela perguntou fazendo ele se assustar.
– isso! – ela arqueou as sobrancelhas tentando entender. – olha eu sou um cavaleiro e meu pai me ensinou que um homem não deve morar com uma dama antes que estejam casados, por isso eu vou sair e arrumar um emprego pra que eu posso arrumar meu próprio lugar ou quem sabe posso morar naquelas irmandades da faculdade... – ela o imterrompeu com uma coisa que ele jamais imaginou. Ela estava o beijando? Era isso mesmo ele estava apenas paralisado ( que foi eu fui pego de supresa) ele pensou e logo ela se afastou. – Eeeu..vvvocccê.. por que?
– olha você não calava a boca então... – ela deu de ombros. – e outra não se preocupe comigo Freddie, não sou uma dama. – ela disse piscando pra ele. – já fiz muitas coisas que você “cavaleiro” – o exagero na palavra foi explicito. – jamais poderia imaginar. – os olhos de freddie se arregalaram ao ouvir as palavras que havia dito. – cadê a minha bolsa. – ela disse o tirando do transe. – vou ir tomar café pela cidade, você vem?
– Claro. – ele suspirou, sem duvida ela era a mulher mais “diferente” que ele já havia visto.
(...)
–Nossa isso é muito bom! – ela disse ainda devorando com gula o seu copo de café enorme. – como você sabia que isso vendia ali?
– bem. – ele deu de ombros. – quando eu era pequeno, meu pai e eu viajávamos muito pra comprar coisas mais “baratas” – ela assentiu. – e nova york era seu lugar preferido e esse café era o seu preferido. – ela o encarou.
– então aperte a mão do seu pai, Freddie. – ela sorriu – ele é o cara.
– eu bem que queria. – ele respondeu. – ele morreu a 7 anos.
– Oh, sinto muito. – pela primeira vez desde que havia chegado ali e vista a samantha ela não tinha desmonstrado nenhum pouco de compaixão por ele, então isso foi estranho. – que foi eu posso ser fria, mas eu tenho um pouco de compaixão. – ela disse com raiva.
– não é isso, Samantha. – ela o encarou. – você está com bigode de café com leite. – ele pegou o guardanapo pra limpar.
– Ah, obrigado. – ela disse pela sua gentileza. – mas por favor me chame de Sam, “Samantha” é nome de gente velha.
– tudo bem, Eu gosto de Sam — ele sorriu voltando a tomar o seu café.
- então me fala sobre você. – ele perguntou. – não posso morar com um completo estranho.
- Sou de Seattle, tenho muito dinheiro e odeio isso. – ela disse indiferente.
- odeia ter dinheiro? – ele levantou as sobrancelhas. – como isso é possível?
- eu odeio como me tratam por causa do dinheiro, é sufocante. – ela disse suspirando. – sinto que vivo no meio de uma conspiração e ainda por cima aquele velho nem é meu pai.
- está falando serio? – Freddie estava abismado. – como isso é possível?
- bom a minha mãe, não é a pessoa mais fiel do mundo. – ela deu entre ombros. – pelo menos sou loira, até fazer um exame de sangue ele nunca irá saber. – ela riu. – mesmo assim, ele é um pateta, que se importa muito mais com os seus “negócios” do que comigo e sempre foi assim. Um dia eu contarei a verdade a ele.
- você é cruel. – ela deu de ombros.
- só quando me fazem sofre. – ela sussurou. – e você?
- Sou italiano. Pobre e moro em Seattle. – ele disse a fazendo se surpreender.
- serio? Nunca te vi por lá. – o café estava tentandor a ela.
- não sou do tipo que sai muito. – ele disse rápido. – e planejo ser engenheiro elétrico e dar uma vida melhor pra minha mãe, que de fato, trabalha no hospital do seu suposto pai e me falou que você já foi presa isso é verdade?
- pode dizer que sim. – ela respondeu rindo.
- fique longe de mim quando estou dormindo. – ele suspirou mostrando medo.
- não garanto, nada. – eles riram.
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