Notas iniciais
Enjoy (:

Por Layla
-Stri... Str... Fy...

-Meu Deus! Layla, está me ouvindo? -ele me perguntou com as mãos no meu rosto.

-Sim, eu... que dor de cabeça. Onde estamos?

-Estamos em um hospital. Imaginei que você não se lembraria. Ai, não consigo acreditar. Vou chamar o médico. Espere um minuto.

-Por favor, não vá. Eu senti a sua falta, não sei porque, mas estou com saudades.

Strify estava radiante. Eu não sabia o que tinha acontecido para eu estar naquela cama com milhões de aparelhos ligados, mas não parecia que foi por pouco tempo. Ele ficou segurando a minha mão e sua boca brilhava. Eu estava com muito vontade de beijá-lo, mas não sabia se podia ou se devia. Eu estava com sede dele.

-O QUE? ELA O QUE? AI, MEU DEUS! -a voz de Hillit soava alto.

De repente, ela abriu a porta com força e voou para cima de mim. Bill veio atrás tirando-a e pedindo calma. Ela chorava muito, mas não era um choro triste, pois ela tinha um sorriso estampado no rosto. O que estava acontecendo aqui? Todo mundo parecia tão feliz e eu devia estar com cara de "ué".

"Bem vinda de volta, querida", uma voz apareceu atrás de todos que estavam em minha volta. Tom fez uma cara de nojo, Strify de tristeza e Hillit de raiva. Eu comecei a me arrumar na cama e um médico muito simpático chamado Dr. Gustav me ajudou.

Uma senhora de cabelos castanhos em vestido que, por mim, devia ser banido de todas as lojas. Seus olhos não me mostravam nada, apenas um "oi" um pouco apagado. Eu não me lembrava dela e me forcei ao máximo, mas nada veio em minha mente.

-Oi, mas... Eu devia te conhecer?

Ela e todos se espantaram. Damen estava com ela? Ele veio espiar também e eu não esqueceria aquele rosto nunca. Era palido e eu nunca gostei dele. Sempre disse isso para Hillit, mas quem disse que ela ouviu.

-Eai, Lay? -Damen perguntou.

Eu respondi com um sorriso. Strify pediu para que todos saíssem para eu ficar com o médico e ele saber se estava tudo bem. Eu segurei na mão dele por um instante novamente e disse:

-Por favor, não vá.

Hillit apertava as mãos de Bill e a sua barriga estava grande. Ela tinha engordado bastante e uma leve vontade de rir tomou conta de mim. No quarto ficou eu, Strify e Gustav. Strify estava tão alegre que deixava algumas lágrimas caírem dos olhos.

-Ela esta ótima agora. Bom recomeço, Layla. Ah, e você conta ou eu conto? -Gustav perguntou para Strify.

-Pode deixar. -Strify piscou.

-#-

-Então eu fiquei em coma por quase 4 meses, estava hiper famosa depois do desfile, aquela senhora era a minha mãe e ela estava com Damen? Só faltava dizer que Hillit está grávida, porque ela engordou muito, convenhamos. -eu disse.

-Ela está sim e de gêmeos.

Minha vontade era de levantar daquela cama e ir pular em cima dela, mas dai eu ia matar as crianças. Eu tinha perdido tanta coisa nesse tempo que fiquei longe. Eu não lembrava de nada antes de uma grande luz bater em meus olhos e uma dor forte na cabeça. Strify estava sentado na cama comigo e aqueles aparelhos já tinha sido desligados.

Ele passava as mãos em meu cabelo e me dava pequenos beijinhos no rosto. De tempo em tempo dizia que me amava muito e que foi muito difícil esse meses. Senti toda dor que ele passou e a culpa era minha. Isso me fez ficar triste.

-Quando você receber alta, vamos para a nossa casa, que está uma bagunça por sinal. Ah, e eu estava esperando você acordar para te dar algo. -Strify disse levantando.

Ele foi até a sua mala que estava no canto da parede perto da cadeira e pegou um pacote. Eu abri e dentro estava o meu caderno de desenho, um lápis e algumas fotos minhas tiradas no hospital com as datas no verso. Abri o caderno e a primeira folha estava completa com um tipo de diário que Strify fez. Fui lendo palavra por palavra e linha por linha. Algumas das folhas foram preenchidas com desenhos que estavam perfeitamente bons.

Na última folha, tinha o anel que pertenceu a mãe de Strify. Ele estava preso com uma fita adesiva. Strify tirou, e colocou no meu dedo.

-Esse fica nessa mão e este -tirou uma caixinha de trás das costas- fica na outra.

Meu olhos se encheram de lágrimas e eu o abracei muito forte. Nós trocamos alguns beijos e choramos muito, mas por alegria de poder fazer de um lugar tão triste, uma área para se comemorar.

Hillit entrou com um sorriso e um prato de macarrão com molho vermelho na mão. Era a minha comida preferida e eu logo coloquei no meu colo deixando ela perceber o anel novo em minha mão.

Ela deu um grito e depois lembrou-se que estava em um hospital e colocou a mão na boca. Caímos em uma gargalhada e ela perguntou:

-Então quem vai se casar é você?

-E quem vai ter gêmeos é você?

Hillit olhou para Strify com uma cara feia e disse:

-Mas o senhor não me deixa contar nada mesmo.

Ele riu e ela começou e me falar tantas coisas que eu estava ficando tonta. Me contou da gravidez, dos trabalhos de Bill, de sua faculdade e da volta de Damen. Nessa última parte, ela ficou um pouco preocupada e eu via que íamos voltar nesse assunto várias vezes.

Aos poucos, cada um dos meus amigos foi entrando: Tom, com uma caixa de chocolates na mão e Isabel, Gabbe e Georg, que começou a chorar na hora que me viu e até a Sr. Ronalt que me contou alguns detalhes que aconteceram depois do meu "caloroso" desfile, como ela disse.

Na hora que Teresa, minha mãe, entrou pela porta, minhas pernas começaram a tremer e Strify percebeu. Ele perguntou se eu queria que ela saísse e eu achei melhor não. Alguma hora eu ia ter que encarar esse problema de frente.

Notas finais
Reviews *-*