Notas iniciais
Hm,acho que as coisas vão ficar meio tensas pra Layla daqui pra frente
Por Layla
Dois meses se passaram desde o dia em que entreguei o desenho do vestido para Hill e que a Sr. Ronalt me pediu para preparar um desfile. Eu trabalha o tempo todo e até em casa, o que deixava Strify um pouco irritado. Eu não podia fazer nada. Minha vida estava dando tão certo agora. O desfile estava marcado para o dia anterior do casamento de Bill com Hillit. Eu tinha que me preocupar com duas coisas e cuidar do meu neném. Certo, se não sabem, Strify é quase um neném. Raramente faz algo sozinho sem me pedir ajuda. Chega a ser fofo demais. Convidei Bill para desfilar. Eu tinha preparado uma roupa que ficaria ótima em um homem com o porte dele. Fiz uma para Strify, mas ele disse que queria prestar muita atenção nas minhas criações e na minha cara de "boba" com tudo aquilo. Hillit pediu que eu nem fizesse uma para ela, pois o vestido já tinha dado muito trabalho e ela queria tirar muitas fotos de Bill e gravar aquele momento em sua mente. Isso me fez rir por um instante. Georg esteve do meu lado o tempo todo e Gabbe acabou sendo mais que uma recepsionista para mim. Ela começou indo buscar as coisas que Sr. Ronalt pedia, pois eu estava ocupada demais com tudo, até que pude chamar uma assistente e logo pensei em Isabel. Ela era uma pessoa ótima e estava dando conta de todo o trabalho que eu pedia para ela fazer. Um dia, na cafeteria onde eu e Georg constumávamos deixar nossa ideias fluírem, o homem que trombou comigo mais algumas vezez depois da primeira, apareceu e sentou-se em nossa mesa sem ser convidado. Ele começou contar como era a vida dele e eu e Ge só fazíamos caras de quem não "dava bola " alguma. Depois que percebeu que não não era bem vindo, saiu da mesa, mas antes, disse: -Pergunte para Strify. Ele sabe tudo sobre mim. Aquilo me deixou tremula e comecei a suar frio. Ge pegou um copo com água para mim. Ele me abanava com uma leveza. Liguei para Strify somente para saber se ele estava bem e tentando não deixar tão óbvia a minha preocupação. Ele estava em casa, pois tinha saído mais cedo do trabalho. Eu tinha me acalmado um pouco. Voltando para o trabalho, pedi para Sr. Ronalt, que agora permitia que eu a chamasse de Yolanda, para sair mais cedo, pois eu precisava ficar com Strify, mas inventei que estava passando mal. Em pouco tempo, Strify estava na porta para me levar embora. -Nossa! Quem é o gatão? -Georg perguntou balançando os braços. -É meu "quase" marido. -eu respondi rindo um pouco. Entrei no carro, acenei para Ge e Strify arrancou. Quase na esquina, vi o homem novamente. Ele estava parado nos encarando. Eu comecei a gritar para que Strify o visse, mas passamos muito rápido. Eu comecei a chorar desesperada. Strify não sabia o que fazer. Disse que ia parar o carro, mas eu pedi que fossemos direto para casa. Eu tinha medo que algo pudesse acontecer comigo e, principalmente, com Strify. Chegando, corri para o nosso quarto e deitei na cama. Escondi o rosto entre os travesseiros quase ficando sem respirar. Strify deitou-se do meu lado e segurou a minha cabeça pressionando-a contra seu peito. Ele falava coisas como "calma", "está tudo bem" e "eu estou aqui". Aos poucos, consegui parar de soluçar e contei tudo para ele com os mínimos detalhes. Ele ficou pensativo por alguns instantes e depois perguntou: -Por que não me disse isso antes? É muito perigoso isso, sabia? -me olhou um pouco sério. -Não pensei que seria algo tão sério assim. Ele pareceu qualquer um até hoje que falou sobre você. Strify virou-se para o lado onde seu celular estava. Apertou algum número e começou a conversar. Eu esperei que ele desligasse. Sempre evitei ficar prestando atenção em suas conversas pessoais. Ele não comentou nada sobre o assunto, só me abraçou forte e falou novamente que tudo estava bem. Depois, me perguntou como era fisicamente esse homem. Eu falei, sem esconder mais nada. Tirei os meus sapatos para poder me arrumar melhor na cama. Strify fez o mesmo. Ficamos ali, um olhando para a cara do outro sem falar mais nada. Para quem Strify poderia ter ligado depois de tudo o que eu disse? Polícia? Acho que não. -E o desfile? Como está indo? -Ele perguntou de repente. -Quase tudo pronto, afinal, falta menos de um mês agora. Ele sorriu e me pegou em seus braços me levando até o banheiro. Ligou o chuveiro e pediu para que eu relaxasse enquanto ele ia pegar uma coisa. Tirei a minha roupa e deixei a água cair no meu cabelo e rosto. Fazia um tempo que eu não tomava um banho com calma. Strify entrou com uma garrafa de champanhe na mão. Ele abriu e colocou um pouco nas taças. Fiquei observando para entender o que iamos comemorar ali. Eu peguei um taça e ele disse: -À você! Por ser tão linda e tão minha! Eu tomei um gole pequeno para oficializar o brinde e depois puxei ele no meio da água. Começamos a rir. Até seus sapatos ficaram encharcados. Desabotoei os botões de sua camisa um por um. Quando já estávamos deitados, Strify mostrou um interesse pelas Ilhas Maldivas, onde seria a lua de mel de Bill e Hillit. Eu disse que nunca tinha ido lá pessoalmente, mas que as fotos eram muito bonitas. Pegamos o laptop e fizemos uma viagem pelo mundo sentados na cama.
Notas finais
Até o próximo,Küss ;*