Notas iniciais
Chegamos quase ao fim,esse é o penúltimo cap. (:

Por Layla
Várias pessoas vieram me visitar depois que eu acordei do coma. Até alguns que eu nunca tinha visto na vida, minhas fãs, como diziam, tinham vindo e trouxeram muitas flores e chocolates. Eu não sabia como elas sabiam que eu gostava de tudo isso.

Minha mãe entrou no quarto e eu pedi para ficar sozinha com ela, mesmo que o medo estivesse tomando conta de mim. Eram muitos anos sem notícias e nessa horas, eu odiava a mídia. Eu não estava pronta para reencontrá-la, mas a mídia proporcionou essa visita.

-Oi, meu amor. -ela disse chegando mais perto.

-Oi. -eu respondi um pouco seca.

-Strify lhe disse que eu estava aqui torcendo por você o tempo todo?

-Ele disse algo sobre sim e também disse que você foi um pouco grossa com ele.

Desviei o olhar para as mãos dela. Era enrugada e com umas veias bem saltadas. Ela não parecia ser tão velha, na verdade, eu não me lembrava. Eu só tinha uma foto dela e do papai, que por sinal, eu sentia muita falta. Quando ele passou pela minha mente, resolvi perguntar:

-Onde está o meu pai? Sinto uma falta dele.

-Ele morreu faz mais de anos, Lay.

Eu não esperava aquilo como resposta. Eu era muita mais ligada a ele do que a Teresa. Eu ainda me lembrava do dia que ele me deixou na escola e nunca mais foi buscar. Aprendi a me virar bem sozinha, com a ajuda de Hillit e de outros amigos, mas eu sempre pensava nele e na cara de preocupado que ele me deixou.

Teresa e eu ficamos um bom tempo em silêncio. Mesmo esses anos todos distantes, nós duas não queríamos dizer nada, pelo menos eu não. Eu me sentia ameaçada por ela e sem motivo. Não acho que ela faria nada de mal para mim, de qualquer forma, ela era minha mãe.

-Onde conheceu Damen? -perguntei apertando o lençol branco que cobria minhas pernas.

-Ele começou a trabalhar na firma que seu pai deixou e criei uma afinidade grande com ele.

-Você o ama?

-Muito. -ela disse piscando com um olho só.

Eu entendi muito bem esse "amar" dela. Ou ela pensava na parte que Damen era bonito, novo e que traria muito prazer a ela, ou na parte que sua imagem ficaria melhor namorando um garoto mais novo.

-Você sabe que ele não te ama por quem você é, certo? -perguntei.

-Ama sim. Ele faz o que eu quero e eu dou algo em troca, mas é um amor diferente, como o seu e de Strofe.

-É Strify. -eu disse com um tom de raiva- e o que eu sinto por ele não pode ser comparado com o que você e Damen possuem.

Eu fiquei muito nervosa com o que ela disse. Ela não parecia abalada com o que tinha acontecido comigo. Por ser minha mãe e por estar ali demonstrando o seu "amor" por mim, ela devia ter um sorriso grande no rosto, mas não, estava brincando com algumas pulseiras de ouro que tinha em seu braço.

Teresa veio mais perto. Eu não conseguia chama-la de mãe nem hoje e nem antigamente, na verdade, acho que nunca vou conseguir. Ela era como uma estranha e eu não pensava em aceita-la. Ela era errada demais.

-Vou encontrar com Damen no estacionamento e vamos dar uma volta pela cidade. Amanhã eu volto para me despedir. -ela disse me dando um beijo de leve na testa.

O beijo chegou a doer e eu fiz uma cara de nojo, mas sem vontade. Eu não queria magoa-la, mesmo sabendo que suas intenções não eram as melhores.

Eu me virei para o lado que tinha uma janela bem clara e entrava uma um luz que incomodava um pouco os meus olhos. Uma mão tampou a minha visão e a voz mais linda do mundo pediu para que eu adivinhasse quem era. Com certeza eu ia acertar de primeira, mas resolvi brincar também.

-Hm, Hillit? -eu disse sorrindo.

-Poxa, mas como assim? -Strify respondeu com uma cara triste.

-Você achou mesmo que eu não ia reconhecer as mãos que me tocam com tanto amor e a voz mais linda do mundo?

Strify me abraçou forte e me envolveu em um beijo muito bom. Eu precisava daquilo e precisava voltar para a minha casa e fazer as coisas que eu gostava. Passar um bom tempo vendo filmes em baixo das cobertas com uma pipoca ou até mesmo um leite quente me fazia muita falta. Eu queria minha rotina de volta e queria meu NOIVO comigo. Nossa, como é bom falar isso.

No dia seguinte, Hillit pareceu cedo no hospital. Sua barriga crescia tão rápido. Bill estava atrás dela com algumas flores um pouco amassadas na mão e também tinha alguns curativos no braço e um pequeno corte perto dos olhos. Ele veio e colocou as flores no meu colo e eu agradeci sorrindo.

-Aconteceu um acidente e tudo mais, mas entenda que elas são de coração. -ele disse.

-Eu entendo. -sorri puxando-o para um abraço.

Ele se sentia envergonhado ao meu lado ou com um certo medo de me tocar e machucar ou algo assim. Ele era muito mais do que eu, mas sua magreza era enorme também. Não teria como ele me ferir, ou só se esse não fosse o motivo para tanta distância.

Hillit começou a me contar sobre a "guerra" que aconteceu ontem, no estacionamento. Eu nunca gostei mesmo de Damen e esse fato não me surpreendia nem um pouco. Strify começou a arrumar as minhas coisas sem ser percebido, quer dizer, até eu perceber.

-Mas o que está fazendo? -eu perguntei segurando o braço dele.

-Arrumando as suas coisas ou você quer ficar mais um tempinho aqui?

Um sorriso enorme apareceu no meu rosto e meu coração batia forte. Eu não via a hora de entrar pelo portão de casa e deitar na minha linda e amada cama.

Hillit me deu a mão para me ajudar a levantar e logo Bill pediu para que ela soltasse, já que ela não podia fazer muito esforço, e ele me ajudou. Sua mãos eram frias, mas com o sol que estava lá fora, sentir frio era meio impossivel.

Entrando em casa, Strify me pegou no colo e começou a correr como um cão atrás do rabo. Eu ria tanto e em pouco tempo estávamos onde eu queria: embaixo dos lençóis, comento pipocas e assistindo um filme. Ele colocou a mão sobre meu coração e perguntou:

-Bate por mim?

-Só por você.

Senti as mãos se Strify pelas minhas costas causando um gostoso arrepio. Nosso lábios se encontraram e demoraram para se separar.

Notas finais
Até o próximo e ultimo cap