Hurricane
3 Fire?
Notas iniciais
Nas primeiras horas do dia seguinte, Byakuya ainda relutava em acordar...Até perceber que Renji não estava mais ali, se sentando bruscamente no futon, entristecido por estar sozinho novamente. Sonho? Não. O calor era real.
Queria estar na companhia do ruivo. Parecia estranho e confuso desejar o corpo quente e tatuado, o cheiro ,o toque dele...Mas queria, e muito. O moreno se sentia bem na presença dele. Era surpreendente como um toque do rapaz acalentou seu coração, fez sua pele se arrepiar e seu corpo paralisar. Há muito, muito tempo não se sentia assim. Isso não deveria acontecer, mas...agora já estava feito. Queria se aconchegar nos braços do jovem e poder ressonar tranquilamente em seu peito, a qualquer custo. E tinha de ser esta noite, a ultima que passariam em missão, pois não sabia se teria outra chance.
O dia se passou tranquilamente, e a noite já havia chegado. O coração de Byakuya palpitava descontroladamente, sua cabeça á milhão, pensando em alguma desculpa para poder se aconchegar junto ao ruivo. Tudo se paralisou assim que o jovem adentrou na tenda.
— Taichou...Tudo bem por aqui? — o fukutaichou perguntou sorridente, se ajoelhando a beira do futon.
— Renji...você poderia... — Byakuya se concentrava escolhendo as palavras — dormir por aqui?...eu ainda não me sinto muito bem... — o moreno desviou o olhar do jovem. Realmente não sabia mentir, as emoções estavam expressas em seus olhos. Ver aquele belo rapaz, ajoelhado ao seu lado...O Taichou desejava abraça-lo, apenas para roubar o calor que emanava daquele corpo alto, definido e tatuado. Não deveria o cobiçar dessa forma, mas seu coração se descontrolava, desligando-se do cérebro, ultrapassando todas as suas barreiras, toda vez que o ruivo chegava muito perto. Era confuso e ao mesmo tempo incrível.
— Hai senhor — Renji respondeu, tentando esconder a ansiedade. O rapaz saiu em direção a sua tenda para buscar suas cobertas e seu futon. Estava com um sentimento de felicidade, misturado com esperança, só de imaginar que dormiria no mesmo cômodo que o Taichou. Alias, não dormiria, velando o sono do moreno. Assim que voltou, percebeu que Byakuya estava encolhido, abraçando os joelhos. Seu olhar parecia distante. O fukutaichou colocou o futon cuidadosamente no chão, mas não pode evitar que Byakuya despertasse do devaneio.
— Desculpe senhor — o rapaz se pronunciou — não queria assusta-lo... — Renji o observou por mais alguns instantes — Sente frio Taichou? — ele largou as cobertas em cima do futon.
— S-sim... — ele respondeu baixinho.
— Se o senhor me permitir...eu posso aquece-lo, como na noite passada — Renji disse meio receoso, ajoelhando-se ao lado do Taichou. Seus olhos estavam brilhantes e ele não pode deixar de abrir um pequeno sorriso.
Byakuya olhava para baixo, meio sem graça em saber que o ruivo percebeu o que ele desejava e por ele ter sido direto. Vê-lo ali, se oferecendo de forma tão tentadora...E Byakuya aceitou a oferta do ruivo a partir do momento em que se afastou para o lado direito, cedendo espaço para o outro. O rapaz tomou o espaço oferecido mais uma vez e aconchegou o moreno em seus braços. Só que dessa vez Renji foi surpreendido pelo Taichou, que abraçou a cintura do ruivo, se aconchegando em seu peito. Passado algum tempo, os dois ainda estavam acordados. O gelo se derretia com o fogo que queimava dentro de Byakuya, fazendo se formar uma fina camada de suor em sua pele.
— Se sente aquecido agora senhor? — Renji perguntou sentindo-se receoso. Não poderia fica ali mais uma noite? Ou poderia?
— Não — ele respondeu baixinho — Meus lábios ainda estão congelados...- as pupilas do ruivo se dilataram — ...e só há um forma de aquece-los — A voz de Byakuya era calma, baixa e incisiva. Renji sentiu corpo estremecer, diante das palavras que deixavam os lábios do Taichou.
Byakuya se levantou um pouco, apoiando o cotovelo no travesseiro. Renji demorou um pouco para raciocinar e em seguida se sentou também, ficando mais ou menos na altura dele. Eles estavam tão próximos que o moreno podia sentir a respiração quente do rapaz a sua frente. Então sem hesitar se aproximou de Renji, acariciando o rosto deste com a pontinha do nariz, envolvendo os braços em seu pescoço.
— Beije-me...- o Taichou sussurrou no ouvido do rapaz.
— B-Beijar...? — o fukutaichou perguntou espontaneamente surpreso. Era realmente o que o tinha ouvido? Era verdade que aquelas palavras saíram dos lábios de seu Taichou?
— Por favor... — Byakuya suspirou, fechando os olhos. Sua boca se enchia d'agua ao se imaginar beijando os lábios quentes do ruivo. Parecia que aquele beijo apartaria suas dores e a sua solidão, sugariam as trevas e derreteria o gelo de seu coração. E era o que mais desejava agora.
— O senhor tem certeza? — ele perguntou ansioso e confuso ao mesmo tempo.
Byakuya balançou a cabeça positivamente.
Então Renji foi se aproximando, tocando o rosto do outro devagar, num carinho leve, vendo-o suspirar diante do toque de suas mãos. Os lábios foram se aproximando, até se encostarem lentamente, brincando, investindo vagarosamente e recuando, até se encaixarem num beijo leve e sincronizado. Logo a língua do rapaz preenchia a boca de seu Taichou, experimentando devagarinho o gosto de seu amado. Gosto que jamais esqueceria. Sua mão subiu até a nuca, acariciando os fios negros, trazendo-o mais perto de si, dando intensidade ao beijo. O folego não permitiu que continuassem por muito tempo, fazendo com que eles se separassem, mas ainda mantendo os rostos próximos.
Um leve sorriso se formou no rosto de Byakuya. Era realmente como ele imaginou. Tudo o que ele sentia de ruim a um segundo atrás desapareceu no momento em que seus lábios se encontraram com os do fukutaichou. E queria mais. Mais da sensação de alivio, mais da devoção do rapaz, mais daqueles lábios. Então avançou para o ruivo mais uma vez.
Desta vez o beijo era mais intenso e mais veloz. O moreno deslizava uma das mãos pelas costas do ruivo, enquanto a outra permanecia na nuca do rapaz, fazendo uma leve pressão. Renji tinha uma das mão apoiadas na parte de trás dos ombros do Taichou e outra em sua nuca. Não arriscaria acaricia-lo sem que ao menos ele o desse uma certa ''liberdade'', afinal Byakuya ainda era seu superior e deveria respeita-lo acima de tudo. Apesar de sua mente pensar assim, seu corpo gritava desesperadamente, implorando para que as mãos aproveitassem o momento, para que explorassem o corpo a sua frente...Renji quase não podia se segurar. Então, tomado por um ímpeto, sem ao menos raciocinar, ele se deitou trazendo consigo o corpo de Byakuya, que repousou acima do seu.
O ruivo agora acariciava as costas do Taichou, descendo lentamente até o quadril lentamente e voltando. Byakuya se sentou no abdômen do rapaz e desatou o nó que segurava a parte superior do shihakushou. O tecido preto deslizou deixando os ombros expostos. Renji se curvou levemente até o moreno e o ajudou a se livrar da parte de cima da roupa. O Taichou foi de encontro ao rapaz, se curvando sobre ele, acarinhando o peito, afastando a roupa para os lados. Em seguida subiu uma mão até o rosto do jovem encontrando-o em mais um beijo.
N.A: Cena da capa *o*
Então Abarai envolveu os braços na cintura de Byakuya e desceu os lábios em direção ao pescoço dele, distribuindo leves beijos. Por sua vez, o moreno fechou os olhos, se entregando as caricias que lhe era feitas. Suas mão trabalhavam, se livrando da parte de cima da roupa do jovem. Os lábios se encontravam sozinhos, numa atração magnética incrível. As mãos exploradoras do ruivo já deslizavam por todo seu corpo, buscando cada lugar, cada milímetro existente. Estranhamente para Byakuya e felizmente para Renji, os dois já começavam a ficar excitados com todas as caricias. O jovem se virou no futon, trocando de posição com o Taichou.
— Eu desejo...me entregar para você, Renji — Byakuya soprou no ouvido do ruivo, que tentava se controlar diante destas palavras — Mas...eu não se como fazê-lo...- ele suspirou parecendo desapontado.
Renji, ainda surpreendido com tais palavras, se afastou um pouco olhando diretamente nos olhos do superior. Eles pareciam ternos e estavam brilhantes como um par de pedras preciosas que reluziam. Ele respirou fundo e se dirigiu ao ouvido do moreno.
— Eu posso guia-lo senhor...- o rapaz sussurrou — Mas...o senhor não sente mais frio? — Acima de tudo Renji ainda se preocupava com a saúde de Byakuya.
O Taichou o abraçou e respondeu baixinho:
— Se o seu corpo estiver bem junto ao meu, não sentirei frio algum...
As mãos dele deslizavam sobre a pele tatuada das costas, sentindo o calor, a textura. Renji avançou sobre o pescoço alvo mais uma vez, descendo em direção ao peito. Byakuya ofegou ao sentir a língua quente de Renji acariciar um de seus mamilos, lambendo de baixo para cima e em seguida fazendo movimentos circulares, deixando seu corpo arrepiado. Podia sentir a ereção do jovem roçar em sua coxa, que o fazia se sentir excitado e ao mesmo tempo tenso com os próximos passos.
O ruivo beijou carinhosamente próximo ao umbigo do moreno. Ele nunca imaginara que seus sonhos pudessem se realizar, que poderia tê-lo em seus braços. Ele sempre fora apaixonado pelo Taichou, mas nunca se impôs, jamais. Ele era seu superior e deveria respeita-lo. O mais magico para Renji, foi tudo acontecer naturalmente e o primeiro passo ter sido dado pelo Taichou. Vivia mais do que um sonho. E Byakuya? Se sentia mais do que aquecido. Os toques do rapaz lhe transmitiam carinho, desejo...Amor. Ele queria provar cada vez mais de seus beijos, se perder em seus carinhos, queria ser dele, e somente dele, de corpo e alma.
Abarai desamarrou a tira que segurava a parte inferior da roupa shinigami, deslizando o tecido para baixo com leveza, até remove-lo totalmente. Acariciou a pele branca e macia das coxas do Taichou, se inclinando um pouco, explorando a virilha bem devagar, se deleitando com os gemidos baixos que escapavam dos lábios de Byakuya. O ruivo fez movimentos circulares com a língua em torno da ereção dele, logo em seguida o tomando todo com a boca, chupando-o bem devagar. Os gemidos do moreno agora eram longos, mas num tom baixo. Ele tentava se segurar para que não fizesse muito barulho, mas era praticamente impossível com o rapaz o domando de forma tão cobiçosa com a boca. Agarrava o cabelo ruivo e sedoso entre os dedos, segurando bem firme, se largando ao prazer intenso e indescritível. Renji aumentava a pressão em torno do membro, trabalhando avidamente, até o ápice, levando os fluidos direto a garganta.
O rapaz continuava a agir, mesmo que o corpo do companheiro parecesse amolecido após o clímax. Passeava os dedos pela entrada, tateando e massageando persistentemente. Então penetrou um dedo bem devagar, com muito cuidado e carinho. Byakuya apertou os olhos com a invasão, mas logo se acostumou, devido os movimentos ritmados. Espaçou um pouco mais as pernas, oferecendo-se mais ao toque de Renji, que acrescentava mais um dedo. E este estava decidido a faze-lo até que o Taichou relaxasse por completo para recebe-lo.
E quando este momento chegou, o ruivo não hesitou. Retirou os dedos, afastando-se um pouco, se livrando por completo do restante de suas roupas. Se posicionou então entre as pernas de Byakuya, o observando-o por alguns instantes. Ele respirava fundo, como se tentasse relaxar. Seus olhos brilhavam diante da pouca iluminação, bem vivos e atentos como Renji nunca vira antes. Acariciou o rosto descendo pelo peito, seguindo o desenho dos braços alvos, até tomar uma das mãos do Taichou. O moreno levantou a outra mão, com o intuito de que também se encontrasse com a do ruivo. Os dedos se entrelaçavam lentamente com firmeza. Um beijo leve se iniciou e Renji se projetou para frente, penetrando no corpo abaixo. Sentiu suas mãos serem apertadas com uma força extrema. O beijo cessou rapidamente e um gemido agudo fugiu dos lábios de Byakuya. Num impulso, ele soltou as mãos de Abarai, se inclinando para frente, quase desesperadamente, se abraçando ao pescoço do rapaz, se agarrando as madeixas ruivas.
Renji o envolveu pela cintura, trazendo-o para cima do seu colo com jeito, fazendo com que as pernas dele se envolvessem em seu quadril, uma de cada lado. Acarinhou o topo da cabeça, descendo pelas costas. Então fez com que Byakuya se afastasse relutante, para que pudesse olhar para o rosto dele. As sobrancelhas permaneciam apertadas, a pele branca do rosto estava avermelhada e ele ofegava pesadamente. O ruivo acarinhou a face, pousando a mão no queixo e trazendo-o para mais um beijo. A outra mão se mantinha na nuca do Taichou, acariciando os cabelos negros. Começou a se mover devagar, fazendo com que o corpo a baixo subisse e descesse com leveza. O beijo se interrompeu, mas os rostos continuaram próximos, com as testas encostadas.
Byakuya fechou os olhos relaxando aos poucos, se ajustando ao ruivo devagar. Logo,a dor aguda passou e foi se tornando tolerável, ao passo que Renji se movia com mais rapidez. Quando o corpo relaxou por completo, acostumado com a invasão, um prazer extremo começou a surgir, tomando conta de cada parte de seu ser, aumentando gradativamente, sem nunca parar. O rapaz se movia com mais facilidade e rapidez agora, trabalhando para que os dois tivessem o máximo de prazer possível, estocando um pouco mais fundo. Renji queria ver o Taichou entregue ao prazer enlouquecedor, ouvir mais dos gemidos longos que escapavam de seus lábios desde já. O moreno entrou no mesmo ritmo do ruivo, subindo e descendo com mais rapidez. A cada vez que se movimentava para baixo, sentia o ruivo estoca-lo mais e mais fundo, acertando e insistindo no ponto crucial.
Pelos sinais do corpo de Byakuya, e seus gemidos, Renji percebia que ele não aguentaria muito tempo. Então levou uma das mãos até o membro dele, fazendo movimentos intensos e ritmados com cada estocada, enquanto o outro braço permanecia envolvido na cintura do Taichou, auxiliando os movimentos de vaivém. Não demorou para que o moreno chegasse ao orgasmo, despejando o liquido morno na mão do jovem, escorrendo por entre seus dedos. Mais uma vez os músculos relaxaram, envolvendo todo corpo naquele prazer deslumbrante. Após duas ou três estocadas de Renji, ele pode sentir o orgasmo dele lhe preencher, com os jatos acertando suas paredes, prolongando o prazer.
O ruivo saiu do corpo do Taichou, o fazendo deslizar para baixo, retirando-o de cima de seu colo, até que ele pudesse se deitar no futon. Tombou ao lado do moreno, cansado, mas satisfeito e explodindo em felicidade. Byakuya se aconchegou no peito do rapaz e este o abraçou, percebendo que mesmo ofegante e quente, sua pele se arrepiava com o frio cortante. Então trouxe a coberta até a altura do peito, abraçando-o mais forte. Renji observou a face serena. O moreno dormia agarrado a ele, como se não quisesse que ele se fosse. E era nisso que precisava pensar. Claro, ele tinha esperanças, mas não podia se deixar iludir. Talvez para Byakuya, possa ter sido apenas uma noite, apenas uma libido e ele não estivesse disposto a seguir em frente. Havia a possibilidade de ser ao contrario, mas agora o ruivo tinha de pensar nas duas possibilidades e seja qual for a verdadeira, deveria se conformar. Envolto em todos esses pensamentos e pelo cansaço, logo Renji adormeceu.
''If I could melt your heart
We'd never be apart
Give yourself to me
You hold the key''
''Se eu pudesse derreter seu coração
Nós nunca ficaríamos separados
Entregue-se para mim
Você possui a chave''
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