Huracán

4 Capítulo 4 - Una noche loca


A festa era em uma casa de praia, muito linda por sinal. Tinha luzes coloridas por todas as partes e a música alta dominava o ambiente. Igor e Nanda praticamente correram até a garagem onde tinha um grupo de pessoas, conversando excitadas e balançando ao ritmo da música. Segui devagar, atrás, mordendo meu lábio inferior. Ficamos ali por cerca de uns cinco minutos até que Barbara nos encontrou e nos levou para parte de dentro da casa onde estava sua família.

Logo de cara vi a Tânia e meu coração que já estava com os batimentos alterados, descompassou e a Nanda logo percebeu. Ela deu uma tapinha no meu braço e descaradamente ficou encarando a Tânia, que não se intimidou e a encarou de volta.

— Essa é a minha nova amiga. – Barbara me puxou pela mão e me levou até onde a mãe dela estava sentada. Ela parecia um pouco a Tânia, principalmente o sorriso. – Amélie Dosset. – A expressão da mulher mais velha mudou, mas percebi o esforço que ela fez pra não demonstrar. Eu estava disposta a descobrir o que tinha no passado daquela família. Primeiro a surpresa da Tânia ou ouvir meu sobrenome, o surto do meu pai e a expressão da mãe da Barbara.

— É um prazer conhece-la. – Sorriu e me puxou para um abraço. – Vocês estão com fome? – Perguntou, e o Igor prontamente respondeu que sim. Eles seguiram para a cozinha e eu fiquei na sala pra amarrar o laço do meu vestido.

Fui para frente do espelho da sala e comecei uma luta pra conseguir fazer um laço novamente. Levei um susto tremendo quando vi a figura da ruiva refletir no espelho. Ela deu um sorriso de canto e me ajudou a fazer o laço. Não consegui pronunciar nenhuma palavra e minha atenção foi para a mulher que havia chegado à sala, ela segurava um bebê que chorava um pouco alto. Tânia se afastou, andou até a mulher e pegou o bebê nos braços. Fiquei observando aquela cena e me perguntando de quem era o bebê.

— Amélie? – Nanda me chamou entrando na sala novamente. – Ops! Eu me esqueci de falar sobre isso. – É a filha dela. – Cochichou.

— O pai é o tal amante? – Perguntei.

— Não, foi de um relacionamento passado. Ela se divorciou do marido assim que surgiram os boatos que ela estava envolvida com a amiga dela. – Nanda explicava enquanto eu observava a uiva brincando com o bebê. Ela era tão linda que eu podia ficar ali eternamente, apenas a admirando. – Você está me ouvindo? – Nanda perguntou e eu assenti positivamente com a cabeça.

Um garçom entrou na cozinha e quando saiu a Nanda pegou duas taças de vinho e nos sentamos na poltrona em frente à ruiva. Chegou um garoto da nossa sala e chamou a Nanda para dançar com ele na pista de dança, fiquei sozinha na sala junto com a Tânia. Todos haviam ido pra lá, mas como eu não queria e não sabia dançar, preferi ficar na casa.

— Vai deixar sua namorada dançando com outra pessoa? – Tânia quebrou o silêncio me pegando de surpresa. Fiquei sem saber o que falar e na minha mente xinguei-me por estar parecendo uma retardada na frente dela.

— Ela... Ela não é minha namorada. – Balbuciei. Tomei o liquido na taça de uma só vez e fiquei fitando a ruiva, aqueles lindos olhos azuis me deixavam ser ar.

— Quer tomar outra coisa? – Ela perguntou e eu respondi que sim, não iria perder a oportunidade de estar mais próxima a ela. – Vou colocar ela no quarto e já volto, quer me acompanhar?

Assenti e subi com ela até o quarto do bebê. O quarto era decorado em tons de rosa claro e mais intenso. O cheirinho era agradável e a temperatura também. Ela colocou cuidadosamente o bebê no berço e depositou um beijo na bochecha da pequena. Fiquei encantada com aquela cena, ela era lindamente fofa.

— Você está bem?

— Sim, por quê? – Questionei.

— Nada. – Falou. – Venha, vamos tomar outra coisa. – Saímos do quarto e fomos em direção à cozinha, que estava vazia.

Ela pegou uma garrafa de licor, duas taças e eu a segui para fora da casa. Tinha uma piscina de hidromassagem e dava pra ver a galera do outro lado curtindo a festa e a piscina. A ruiva me entregou a taça com o liquido verde e sentou-se na borda da piscina, fiz o mesmo e fiquei observando a galera dançando enquanto eu degustava o liquido ardente.

— “Pare de olhar para todos os lados e olhe só para mim...” – Eu me engasguei com a bebida ao ouvi-la pronunciando a frase que eu havia colocado na carta. Ela me olhou com um sorriso de canto, era incrível o autocontrole que ela tinha. – Tudo bem?

— Tudo ótimo. Eu vou procurar as meninas. – Falei me levantando, mas ela segurou meu braço me impedindo de sair. Eu sentia tudo ao meu redor girando.

— Caramba, faz horas que estou procurando vocês! Devia ter desconfiado que estivessem aqui! – Barbara falou aparecendo lá e nos pegando de surpresa. Ela tinha esse dor, aparecer do nada e matar todos de susto. – Já vão cantar parabéns.

Saímos e fomos para o jardim onde todos estavam reunidos. Procurei a Nanda, mas não a encontrei. Depois que cantaram parabéns para a Barbara, o pessoal decidiu tirar algumas fotos de recordação. Participei de algumas fotos e dei um jeito de fugir. Fui para a parte da piscina onde a galera estava bebendo, me ofereceram uma pequena garrafa de vodca e eu aceitei, eu precisava de algo forte. Eu comecei a beber uma atrás da outra e já me sentia bastante alterada ao ponto de me jogar na piscina com roupa e tudo. Lembro-me de pequenos flashbacks. Dancei muito n pista e voltei a beber novamente, um grande um erro da minha parte.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.