Hunter's Instinct

6 Episódio 6 - Glass Ceiling


Notas iniciais
Oi povo lindo! Estou muito feliz em postar essa atualização, por várias razões: primeiro, foram dois capítulos que eu adorei escrever (de novo rolou aquela história de ser um capítulo só meio grandinho, então dividi em "dois episódios"). Segundo, acho que vocês vão amar, especialmente o próximo. Esse daqui é POV do Rick e mostra uma interação bem tensa entre ele e Jed: dois machos alfas no embate, haahahahah! O próximo é POV do Daryl, e só digo que tem a interação mais significativa entre ele e a Mavie até agora. Segundamente, estou MUITO feliz porque a leitora e escritora maravilhosa Claire Redfield, uma fofa, pediu a uma amiga dela muito talentosa fazer uma capa para mim! E foi essa lindeza *o* eu ameeei, surtei muito quando vi! Só peço que por favor deixem comentários em ambos os capítulos, por gentileza =D faz muita diferença receber uma avaliação individual de cada um! Recomendo a vocês darem uma olhada nas histórias da Claire, elas têm muito potencial e são bem fiéis a série: http://fanfiction.com.br/historia/571513/Not_ready_to_die/ http://fanfiction.com.br/historia/584028/Lost_in_hell/ Sugiro também olharem os trabalhos da Ness Stilinski! Conheçam: http://socialspirit.com.br/maridadotim Assim sendo, espero que gostem dos capítulos que posto hoje! Dedico-os especialmente à Claire, que fez esse gesto muito lindo que eu tanto amei! s2 Beijos e boa leitura!

Rick Grimes já havia decidido.

– Jed, preciso falar com você – disse o policial, aproximando-se do chefe do grupo do Oceanário de Atlanta. Era tarde da noite, e o grupo já se preparava para jantar. Alguns se recolheriam, outros seriam responsáveis pela ronda noturna de segurança, e outros até mesmo trabalhariam na checagem da ventilação, filtros e outros mecanismos de funcionamento do Aquário da Georgia.

Naquele momento, Jed estava responsável por medir o ph da água do tanque principal de tubarões, onde apenas animais dessa espécie nadavam em um enorme espaço de água salgada. Buck trabalhava consigo, sendo o biólogo oficial daquele grupo, e ambos usavam do maquinário avançado que a estrutura do Oceanário dispunha.

– Pode falar. Sou todo ouvidos – o idoso com sardas no rosto respondeu, com mais um de seus sorrisos polidos e cínicos ao mesmo tempo. Rick respirou fundo, ainda se acostumando aquela posição forçada de subserviência. Não será para o resto dos meus dias. Grimes pensava, tentando se concentrar. Não deixe de focar no plano. Foque no plano. Ele se aconselhou.

– Eu preferia que pudéssemos conversar a sós – o homem barbado retrucou, tentando forçar o diálogo com sua melhor voz de “policial amigável”.

– Aguarde só um pouco – Jed decidiu, dando uma curta olhada para o rosto de Rick Grimes. Após algum tempo de trabalho junto a Buck, ele avisou ao biólogo marinho que continuasse as etapas finais a respeito da apuração da qualidade da água.

Seguiu junto com Rick até seu escritório, subindo por algumas rampas, chegando ao que Rick contou como sendo o terceiro andar do Oceanário, a partir do andar térreo, ou principal. Caminharam por alguns corredores, até o extremo sudoeste daquele andar. Andaram lado a lado, e Grimes percebeu a postura do idoso bastante alerta, apesar de seu semblante plácido.

Era fácil averiguar que aqueles sobreviventes do Aquário não eram tão frágeis quanto aparentavam. Carol dissera que era apenas um grupo de oito pessoas, com dois idosos e uma adolescente dentre eles. Porém, não podiam esquecer que tratavam-se de oito pessoas fortemente armadas, com provavelmente cinco vezes mais munição, armamentos e tecnologia bélica do que o grupo de Rick dispunha. Se duraram por tanto tempo desde que a infecção começou, então certamente tinham seus trunfos, suas cartas na manga. Não eram pessoas que deveriam ser subestimadas.

Levar aquele plano adiante era como pisar em um terreno minado; todo cuidado era pouco, e qualquer passo em falso poderia resultar em uma explosão de risco fatal.

Ao enfim abrir a porta para que Rick Grimes entrasse, Jed o seguiu escritório adentro, convidando-o a sentar-se em uma cadeira defronte a dele. Ofereceu-o uma dose de seu whiskey preferido, MacCutheon, a qual o policial tentou recusar com a mesma boa educação falsa que o idoso sardento apresentava magistralmente. Portanto, Jed serviu-se ele mesmo de uma dose pequena, sem gelo, enquanto aguardava que Grimes lhe falasse o que queria.

– Eu preciso lhe contar algo importante – o policial começou, dando início a estratégia delineada por ele, Carol e Daryl.

– Estou esperando. – O idoso aguardou para ouvir mais.

– Não somos apenas nós seis. – Rick fingiu estar terminantemente preocupado. – Digo, nós seis que vocês levaram para cá. Eu, Carol, Daryl, Abraham, Rosita, Tara – explicou, simulando ansiedade.

– Continue – Jed retrucou, avaliando Rick com olhos meticulosos. Aquele não seria um homem fácil de enganar.

– Meu grupo é maior do que isso. Quando vim para cá, os deixei de sobreaviso, dizendo que viria atrás de nossos amigos que aqui estavam. Alertei-os que, caso eu não voltasse em três dias, deveriam seguir viagem, para presumirem que estávamos mortos. Trouxe apenas Abraham e Tara, pois um número menor chamaria menos atenção, tanto de vocês quanto de errantes pelo caminho. Usamos vísceras e sangue putrefato deles para passarmos desapercebidos, porém vocês nos encontraram e... – Rick limpou a garganta, aquela parte não precisava de uma narração maior.

– ...Trouxe Abraham pois ele é o companheiro de Rosita, e Tara porque provavelmente é alguém mais alheia ao seu grupo – Jed conjecturou, certeiro. Não era sequer uma pergunta.

– Precisamente – Rick Grimes respondeu, cauteloso. O idoso à sua frente era realmente alguém que não devia ser subestimado.

– E agora pretende buscar os outros? Por qual razão seria? Nossos modos de hospitalidade não parecem agradar muito nenhum de vocês, ainda que nos esforcemos ao máximo – o velho sardento falou, com certa ironia polida.

– Eu tenho filhos. – Grimes engoliu em seco, e olhou fixamente para Jed. – E não os deixarei sozinhos neste mundo lá fora. Não enquanto eu estiver vivo – falou, usando de sua melhor habilidade de mentira e mencionando que era o único genitor vivo de seus filhos.

– Julga que aqui é uma zona de segurança? – O idoso parecia avaliar o pedido de Rick. – Está certo em pensar isso. Porém, se viver aqui sobre os nossos termos é algo que parece desagradá-los tanto, por qual razão submeteria seus filhos a isso? – Jed insistiu. Seu sorriso largo estava menor, contido, suas feições sempre controladas mostrando a Rick que mentir para ele seria uma ação muito perigosa.

– Uma de minhas filhas é um bebê. – Rick fingia estar em uma posição de submissão perante Jed. – Durante todo este tempo desde que ela nasceu, em meio a este caos, todas as minhas ações foram pensando em encontrar um lugar seguro para ela. Nosso grupo passou muito tempo saindo de lugar em lugar para continuarmos vivos. Já vivemos em um condomínio, em uma prisão abandonada, em casas ao longo da estrada... – ele tentava soar o mais sincero possível, o que conseguia por em parte estar dizendo a verdade.

– E você me pede que possamos acolher o restante do seu grupo – Jed falou em tom de quem não precisava ouvir mais nada – estou certo em imaginar que vocês têm armas, e experiência em matar? – o idoso perguntou em um tom de afirmação. Rick assentiu com a cabeça.

– Acha que poderá controlar o seu grupo para acatar sua ideia de virem para cá? Compreende que eles perderão seus armamentos e munição. Só poderão usá-los sob nossa vigilância, ao menos até que possamos confiar em vocês.

– Conseguirei. E compreendo. Há um casal jovem em nosso grupo, temos um irmão e uma irmã, um padre, um homem incapaz de lidar com armas, meu outro filho é adolescente, e acabamos de salvar um outro menino, provavelmente não tem nem 18 anos ainda. Não somos um grupo muito diferente de vocês – o policial disse, fingindo estar nervoso com o destino de seus filhos.

– São quantos, no total? – Jed perguntou.

– Quinze pessoas, contando comigo, as crianças e os já presentes no Aquário – respondeu Rick.

Jed ficou algum tempo em silêncio, parecendo avaliar o pedido do policial. Abriu a gaveta de sua escrivaninha, retirando dela um tamborim. Tocou-o devagar, olhando para cima, parecendo perdido em pensamentos, ponderando.

– É preciso que saiba, Rick, que quem tenta nos enganar paga um preço muito pesado – o idoso falou com fingida cortesia. Sorria, enquanto dizia essas palavras.

– Para saber que falo muito sério, talvez eu devesse lhe contar algumas coisas. – O velho sardento guardou o tamborim e abriu algumas gavetas, retirando de lá uma bandoleira do tipo do exército americano, uma Serbu Super Shorty com o gatilho quebrado, arma raríssima e utilizada tipicamente em países onde havia guerra civil. Depois, buscou uma boina e uma máscara de gás do tipo das usadas pela S.W.A.T. Dispôs os quatro acima da mesa, para que Grimes pudesse vê-los e examiná-los se assim quisesse.

– Essas coisas pertenciam a algumas pessoas que tentaram se juntar a nós pensando em interesses... Escusos. Não queriam realmente sobreviver conosco – Jed explicou, com um brilho maldoso em seus olhos aparentemente tão gentis.

– Pessoas que tentaram estuprar nossas mulheres, inclusive Peggy que tinha apenas catorze anos na época. Gente que queria roubar nossas armas, tomar nosso espaço, nos expulsar ou nos matar. E não foram o primeiro grupo que acolhemos a tentar fazê-lo – o idoso acresceu.

– Mercenários, mafiosos, vagabundos, traficantes, foras da lei de toda sorte com quem você, com certeza, já teve de lidar um dia – fez menção à profissão de policial de Rick – gente que nos subestimou e nos julgou fracos. Por estarmos em um número menor. Por sermos velhos, mulheres, jovens... Julgando-nos inexperientes. Mas nós nos livramos de todos eles. E não foi algo bonito de se ver – o idoso ressaltou.

– Todos nós sabemos que se o grupo de vocês estava vivo até hoje, é porque são sobreviventes capazes. Aptos. Sabemos que enfrentaram muitas coisas. E que enfrentarão mais. Mas não precisam fazer isso sozinhos, assim como nós também não queremos, e sabemos não poder sobreviver sozinhos – o homem sardento insistiu.

– Apenas lembrem-se... O nosso grupo sobreviveu também. E também tivemos de fazer muitas ações que talvez não quiséssemos. Tenha tudo o que eu falei em mente, e vamos nos resolver muito bem – Jed disse, assertivo.

– Poderemos cuidar das suas crianças, alimentar seu bebê, prover-lhes todo o espaço de que vocês precisam. Temos cinco hectares habitáveis, temos caçadores habilidosos, incluindo o seu melhor caçador – mencionava Daryl – temos uma médica, um biólogo, e pessoas sadias dispostas e proteger o grupo – falou o idoso.

– O importante é você lembrar do velho ditado, Rick Grimes: quem tem teto de vidro não atira pedras no vizinho – Jed comentou, e voltou a sorrir com sua polidez falsa, sugerindo uma ameaça “simpática”.

– Se não se esquecer disso, poderemos conviver pacificamente. E, quem sabe, talvez até selarmos uma amizade entre os grupos – ele sugeriu, bebendo o último gole de sua dose de whiskey. Rick não soube se o velho falava sério ou com ironia.

Após aquela conversa, Rick Grimes julgou ter convencido o idoso o suficiente. Sabia que ele e seu grupo precisavam de mais pessoas capazes de gerir todo aquele espaço de cerca de cinquenta mil metros quadrados, mantendo-o seguro, limpo e habitável para seres humanos sobreviverem.

Haviam combinado de trazer o grupo de Rick da localidade de onde estavam no dia seguinte, assim que o sol raiasse. Segundo Jed, seria menos hostil buscá-los à luz do dia, quando poderiam conversar com uma luminosidade melhor.

Assim que Daryl, Mavie, Billy Ray e Haywood voltaram da caçada, Rick se reuniu com o arqueiro e Carol Peletier em uma sala vazia do Oceanário, contando-lhes acerca da conversa. Carol parecia confiante, embora cautelosa, e Daryl não se manifestou. Aparentava estar levemente incomodado com algo, e quando Grimes o questionou acerca disso, não quis responder-lhe. Depois, Grimes procurou Rosita, Abraham e Tara, e lhes explicou que pretendia buscar os sobreviventes restantes.

Tara não pareceu fazer objeções, talvez não sabendo ainda o que interpretar da decisão do policial, mas Rosita e Abraham o julgaram mal. Disseram que se acovardara, parecendo desapontados, mas Rick os disse apenas que confiassem nele, que ele não pretendia permitir que se tornassem reféns nas mãos do Oceanário, e que jamais abandonaria seus filhos. Não poderia lhes contar mais acerca do plano, então não se importava que, por hora, eles não soubessem mais a respeito. Era até melhor que menos pessoas “atuassem” dentro daquela nova realidade.

O resto da noite passou-se sem maiores incidentes. Jantaram com o grupo do Aquário, com quem o policial tentava integrar-se o melhor possível. Quem se saía melhor naquela tarefa era sem dúvidas Carol, que com seu temperamento pragmático e mais frio conseguia se adaptar àquela situação de extrema falsidade. Jogava o jogo de cordialidade dos presentes como se fosse uma membra do Oceanário, conversando com todos, rindo de suas piadas, perguntando sobre suas tarefas, participando bem mais. Parecia inclusive bem próxima da idosa médica, avó de Mavelle, a menina caçadora. Sentava-se ao lado dela, e conversavam animadamente.

Rick se reservou a uma posição mais solene, recatado, aqui e ali interagindo com quem lhe abordava, mostrando a gentileza que sabia que Jed aprovaria. Aquilo não era algo natural para ele, mas, por já ter agido em muitas missões de sequestro e negociações diversas, conseguia ver o ato por uma ótica profissional, quase como se estivesse exercendo um trabalho.

Daryl claramente era a pessoa que lidava pior com aquilo, até mesmo pior do que Abraham, que parecia incomodadíssimo de se ver na posição de refém. Talvez por ter Rosita ao seu lado, a mulher o acalmasse o suficiente, permitindo que ambos se fechassem em uma “concha” de isolamento do resto do grupo, sentando-se longe, conversando apenas entre si. Tara tentava interagir, mas ainda parecia confusa, um tanto alheia.

Mas o amigo arqueiro de Rick de fato parecia muito incomodado. Perturbado, até. Fazia um silêncio carrancudo, e sempre que abordado, respondia de forma monossilábica, beirando a grosseria. Isso preocupava um pouco Grimes.

Daryl evoluíra bastante desde quando se conheceram, quando era um homem temperamental, desbocado e um pouco impulsivo, uma espécie de cópia da personalidade de seu irmão mais velho, todavia um pouco mais contida e tímida. Dixon não era burro, mas era um tanto movido pelo seu emocional, Rick percebia aquilo. Por mais que Daryl fizesse a banca de durão, Rick Grimes sabia que o amigo tinha um lado instável.

Aquilo teria de ser superado caso quisessem levar adiante o plano. Se o arqueiro continuasse a agir assim, talvez fizesse com que a estratégia demorasse ainda mais a chegar ao seu estágio final de execução. Eles precisavam conquistar no mínimo a confiança do pessoal do Aquário para poder subjugá-los. Enquanto Daryl Dixon os tratasse daquela forma, seria algo impossível de ser concretizado.

Ao final do jantar, Grimes reparara que a garota apelidada de Mavie, que parecia estar na casa dos vinte anos, se aproximara de Daryl Dixon e lhe dissera algo com um sorriso peralta no rosto. A reação de Dixon fora ainda mais fechada, rude e bronca do que quando qualquer outro membro do Oceanário o abordava. Ela não pareceu realmente se ofender, por sua vez, apenas exibiu feições um pouco mais reservadas e meramente intrigadas. Rick estudou a interação entre eles, tentando imaginar o que poderia levar àquilo.

Logo todos se recolheram aos seus postos, e Rick Grimes, Carol Peletier e Daryl Dixon passaram a conversar, a sós, sobre como agiriam no dia seguinte. Tendo um mínimo de ações já programadas, cada qual foi se deitar em seus respectivos leitos.

A manhã demorou a chegar, depois de uma noite de sono mal dormida por parte de Grimes. O policial foi o primeiro a ser acordado pelas batidas de Jed em sua porta, que o procurou pessoalmente.

O grupo do Aquário acompanhou os seis sobreviventes amigos de Rick em três veículos diferentes: um caminhão enorme para levar o resto do grupo de Rick Grimes no compartimento de carga, um carro blindado para guardar as armas do grupo que seria buscado, e mais um carro blindado onde iam o restante dos membros do Aquário e alguns dos amigos de Rick. Apenas Peggy e Annie ficaram no Oceanário, resguardando o local, responsáveis por abrir e fechar o Portão Leste.

Billy Ray e Mavie foram no carro restante, levando consigo Daryl e Carol. Já Rick, Abraham e Rosita foram com Jed e Haywood, no compartimento de carga do caminhão grande, dirigido por Dakota, e Buck guardava o carro que carregaria as armas.

Assim que chegaram aos fundos da cobertura do armazém onde o restante dos amigos de Rick estavam, depois de pegar alguns desvios no caminho por conta de algumas hordas de errantes, os pertencentes ao grupo de Rick foram deixados trancados tanto no caminhão quanto no carro em que foram levados, para que o pessoal do Oceanário fizesse a “limpeza” de um prédio vizinho. Quando o caminho estava livre de errantes, voltaram, e os encaminharam para a cobertura do prédio em questão, da mesma altura que o armazém.

A negociação travada dali em diante foi um tanto complicada, pois o grupo de Rick parecia muito surpreso com as palavras de seu líder, faladas ao lado de Jed. Levaram inclusive um megafone, para que fossem facilmente escutados pelas pessoas da cobertura ao lado.

Mesmo que os prometesse segurança, um lugar livre de errantes e ameaças, ele pedia que cedessem as próprias armas a desconhecidos, pessoas que supostamente haviam sequestrado seus amigos, e, agora, Rick, Abraham e Tara.

Seu grupo não parecia propenso a acreditar no que falava. Carol ajudou-o na transação, pedindo que seus amigos confiassem no que o policial dizia e abaixassem as armas, e Tara, provavelmente tentando ajudar a diminuir a situação de tensão, temendo um tiroteio e muitas baixas, também pediu a eles que confiassem no que Rick Grimes dizia. Daryl se manteve em silêncio por todo o tempo. Abraham e Rosita não se manifestaram, sabendo que qualquer palavra em contrário poderia ser usada contra eles e contra as pessoas por quem se importavam.

O que mais doera em Rick fora a forma como Carl o encarara. Podia ver os olhos azuis do menino à distância, encarando-o com afinco. Olhava para o próprio pai como se Rick Grimes fosse um covarde, um desertor.

Você já vai entender, filho.

Você já vai entender.

Notas finais
Um gif levemente engraçado do Rick para quebrar a forte tensão da história! É, gente, o confronto Aquário x grupo do Rick está cada vez mais perto! E se preparem que vai ser treta sinistra! Aguardo reviews!