Notas iniciais
Descupem não ter postado ontem, mas meu pc deu uma pane geral e apenas hoje consegui pegar o pc do meu pai hoje mas espero que gostem

Demorou um mês para meus músculos pararem completamente de doer, e agora eu tenho de me acostumar com minha nova força.

Já quebrei sete copos só de ter segurado com mais força que o necessário sem querer. E apertar a mão de alguém sem quebrá-la ainda me é uma tarefa quase impossível.

Vincent parou com os treinos de luta, para começar um treino de conter a força.

-Anabelle, sente-se — ele pediu indicando a poltrona da sala de estar, assenti com a cabeça e me sentei — escute hoje vamos ficar aqui até você aprender a controlar sua força.

-Certo — concordei confiante, hoje eu ia conseguir.

-Okay, feche os olhos — ele pediu e eu obedeci — ouça apenas minha voz — e me concentrei nele, seus passos, sua voz, sua respiração, até mesmo no barulho ínfimo da sua roupa raspando em sua pele.

-Vincent, isso é mesmo necessário, até parece que está tentando me hipnotizar.

-Belle, se eu estivesse, eu não pediria para você fechar os olhos — ele respondeu e eu sabia que ele tinha um de seus sorrisinhos cínicos estampados na cara — pare de me ouvir e concentre-se em você mesma, suas pernas, braços, tronco, cabeça, faça uma imagem mental de você tenha total e completa consciência de cada canto do seu corpo.

Okay isso pode parece ser fácil, mas é difícil. Primeiro deixar todos os barulhos de fora de lado, é algo muito complexo, mas aos poucos os barulhos vão sumindo e sobrou apenas eu.

Pensar em mim é algo difícil, mas mentalmente eu já me via, como se olhasse um espelho, porém a visão passou para um plano em 3-D, era algo estranho, mas por alguma razão eu me sentia completamente consciente de cada ponto do meu corpo que eu via. Senti um pequeno e delicado toque na minha mão.

-Sentiu isso? — a voz de Vincent veio como um eco difuso.

-Senti — logo após senti um novo toque, porém dessa vez fora na ponta do meu dedão.

-Sentiu?

-Sim — agora eu senti um leve vento gelado no meu tornozelo.

-E isso?

-Senti.

-Agora pode abrir os olhos — Vincent me pediu e eu abri os olhos. Levei um tempo para focalizá-lo, mas quando consegui o vi sorrindo na minha frente.

-O que tenho de fazer agora?

Ele pegou um copo e esticou o braço colocando-o na minha frente — pegue o copo — era um copo de vidro barato e grosso, daqueles copos que são sempre os últimos a quebrar. Estiquei o braço e coloquei minha mão envolta do copo — feche os dedos com calma e sem fazer força — obedeci e apenas fechei os dedos, sem forçar em absolutamente nada — force lenta e gradativamente — eu fiz isso, acrescentei um pouco só de força, o suficiente para apenas segurar o copo sem danificá-lo. Vincent soltou o copo e ele permaneceu inteiro na minha mão.

-Eu consegui! — comemorei — Vincent eu consegui!

-Eu vi, certo agora tente com este copo — ele esticou o braço me mostrando um copo de cristal, daqueles que quebram só de olhar para eles.

Deixei o outro copo no chão e fechei a mão em volta do copo de cristal e fiz um pouco de força. Foi como uma câmera lenta, o copo virou apenas cacos que caíram lentamente no chão se despedaçando ainda mais.

-Menos força — ele comentou e pegou um novo copo de cristal.

Dessa vez eu apenas fechei os dedos no copo e fiz o menos de força que eu achava possível, o tipo de força que eu faria para segurar uma daquelas laminas de vidro para ver coisas no microscópio. E, para a minha completa surpresa, o copo manteve-se inteiro sem nenhum dano praticamente sorrindo irônico para mim.

-Consegui — coloquei o copo no chão para poder comemorar sem perigo.

-Agora pegue ele do chão — Vincent me pediu com um sorriso sacana.

Dei um longo suspiro, eu tenho certeza que consigo, é só imaginar o copo como aquelas lâminas. Abaixei a mão e peguei o copo, o ergui e mostrei para Vincent.

-Muito bem — ele pegou o copo de mim e o examinou — Intacto, acho que estamos prontos.

-Isso quer dizer que já podemos continuar com nossa jornada? — isso era motivador, eu já comecei a sentir saudade dos meus avós, mas a adrenalina de pensar que poderei me vingar cobriu qualquer dúvida.

-Exatamente, semana que vem, já estaremos na estrada — ele me garantiu sorrindo.

-Ótimo, finalmente as coisas estão tomando um rumo satisfatório — disse sorrindo confiante — vamos conseguir Vincent, em breve aqueles velhos vão descobrir porque ninguém mexe com Anabelle Stevens.

Amores *-*


A segunda parte da fic já começou a ser postada.


Confiram, Hunter — The Revange : http://fanfiction.nyah.com.br/historia/62853/Hunter_-_The_Revenge

Notas finais
espero que gostem, e não esqueçam das reviews *_*
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!