O avião não tardou a chagar acho que o fato deu ter dormido boa parte do resto da viagem foi um ótimo contribuinte. Eu e Vincent estamos descendo do avião calmamente, conversando como se fossemos amigos de longa data. Coisa muito estranha ao levar em consideração que bem no fundo uma parte de mim desejava matá-lo.

-Vamos, temos que pegar suas malas e arranjar um lugar para ficar, você precisa de descanso, faz tempo que eu não vejo alguém com olheiras tão profundas – ele tagarelava, talvez numa tentativa de me impedir de pensar direito e apenas conversar superfluamente.

-Nossa! Como você é um cavalheiro! Com essa sua elegância você por acaso já conseguiu namorar alguém? – indaguei com a voz carregada de sarcasmo.

-Uma centena – ele me respondeu – neste século — completou com uma voz sedutora, o que demonstrou que provavelmente essa centena era mais que a verdade.

-Galinha – repreendi, nunca imaginei que um vampiro pudesse ser tão galinha, será que isso era algum mal dos genes masculinos?

-Com quantos você já namorou? – ele questionou desafiador.

Ele me pegou de surpresa. Será que eu falo a verdade? Mas se eu falar pode ser humilhante, mas também para que mentir, ele é apenas um vampiro de quinta que está a um passo de ser morto.

Tudo bem, ele não é de quinta, e eu também não penso em matá-lo tão cedo, afinal a força dele pode ser útil, mas não há razão para mentir – dois, ao todo eu tive dois namorados minha vida toda – me decidi pela verdade, e isso o deixou muito impressionado.

Chegamos no local da esteira para pegar as malas e só quando eu estalei meus dedos perto da orelha dele que ele conseguiu dizer algo – Você, com quase vinte anos, só teve 2 namorados? Desde quando caçadoras são santas?

-Não sou santa, sou ocupada! – o corrigi, para minha sorte minha mala saiu rápido, me afastei dele e fui pegar a mala, porém quando eu voltei para o seu lado ele me olhou com uma cara estranha.

-Você se machucou? – ele perguntou se afastando um pouco com a voz estranha, como se estivesse tampando a respiração.

-Não que eu tenha sentido – que estranho, eu não estou machucada, pelo menos já faz um tempinho desde que me machuquei pela última vez.

-Tem certeza que não está sangrando? Estou sentindo um cheiro forte de sangue vindo de você – ele recamou afastando-se um pouco mais.

Sangue? Como eu poderia estar sangrando? Isso não tem lógica, não me machuquei em nenhum lugar.

Oh! Não, acho que sei o que é, mas que porcaria! Porque isso sempre acontece nas piores horas? – bom. Eu sei a razão – comecei hesitante e pude sentir minhas bochechas ficarem rosadas – sabe, eu sou uma garota. E garotas. Todo mês. Sabe como é. Tem uma semana meio chatinha.

-Eu já entendi! – ele me interrompeu mal educadamente – vem comigo – ele pegou meu braço com uma mão e minha mala com a outra e começou a me puxar pelo aeroporto.

-Ai! Me larga! – ordenei, onde a mão dele segurava meu braço superou o estado dolorido e foi para o dormente ele havia prendido quase toda a circulação do meu braço.

Paramos fora do aeroporto na frente de um ponto de ônibus qualquer onde havia um destes grandes automóveis esperando passageiros.

-Até a próxima – ele se despediu, mas em seus olhos estava estampado um pedido de desculpas.

Ele me empurrou para dentro do ônibus caí sentada e bati as costas nas paredes, ele antes de fecharem as portas jogou minha bolsa que, se não fosse pelo meu reflexo rápido, teria caído em cima de mim, mas desviei a tempo.

O ônibus começou a andar, todos nele me olhavam como se eu fosse um tipo de aberração.

Peguei minha mala e cacei um dinheiro que eu havia trocado lá no câmbio em Barcelona. Paguei e perguntei se o ônibus parava no terminal rodoviário.

Ao receber uma resposta positiva e uma promessa de que ele me avisaria quando o pondo do terminal chegasse fiquei esperando de pé e tentando não cair no balanço do ônibus.

Não demorou muito a chegar, embora Boston fosse uma grande cidade, o transito estava calmo aquele dia.

Ao chegar ao terminal, primeira coisa que fiz foi ir ao banheiro resolver meus “probleminhas”.

A fila para comprar uma passagem era um tanto quanto enorme, mas não havia problema, eu posso esperar um tempinho.

Comprei minha passagem, o ônibus sairia daqui dez minutos para Belmont, embora fosse uma cidade próxima, o que atrasaria minha viajem, é uma jogada inteligente, afinal quem me procurar vai pensar nas cidades mais longínquas o que me dá um tempinho de vantagem.

Sei que estou em perigo, em grande perigo, nos próximos dias minha vigilância deve redobrar, afinal, meu cheiro estará mais forte para eles.

Notas finais
Yo!!! Sorry a demora e o cap nanicoooo mas eh q eu precisava escrever só isso,
mas o cap 9 tá ficando grande OO, em breve tem post o/ mais breve do q a última vez, eu prometo
kisses e deixem review o/