Human Touch

9 Missão Cumprida


Notas iniciais
Olá! Como estão? Tirei a poeira dessa história e quero seguir com ela. Espero continuar proporcionando alguns momentos de diversão para os leitores. Sem mais, segue o capítulo. Aproveitem a leitura. E se houver algum erro, por favor, me avisem! Grata!

Mac passou a mão no espelho embaçado para visualizar seu reflexo. A água quente de alta pressão de sua ducha massageou e relaxou seus músculos, aliviando a sua tensão.

Um sentimento de missão cumprida dominou sua mente e também aliviou a sua ansiedade.

Stella estava bem, seu raptor preso e seu amor, declarado conforme desejado. Apenas o hematoma e o inchaço do lado direito de seu rosto pareceu não diminuir com o seu bem estar.

Ele tocou no ferimento e uma dor aguda se espalhou por seu rosto. Uma careta se formou em sua face ao mesmo tempo que o toque estridente do celular atingiu seus ouvidos.

— Taylor.

— Parabéns, detetive Taylor! Acabei de saber do sucesso de sua missão!

Um sorriso se desenhou em seus lábios quando reconheceu a dona da voz do outro lado da ligação.

— Oi, Jo.

— Me conta o que aconteceu.

Taylor descreveu para a colega os últimos acontecimentos, o sequestro e resgate de Stella e a prisão do Big Bull, que foi identificado como Wilco, o assassino em série investigado e perseguido há meses.

— Uma missão você concluiu com êxito. E a outra missão?

— Não consegui, Jo. Ela não correspondeu.

— Que pena. Sinto muito.— suspirou triste.

— Mas eu consegui dizer a ela tudo que tinha para dizer, sobre os meus sentimentos.

— Então, volta quando para Nova Iorque?

— Chego amanhã à noite.

— Ótimo! Depois me passa o número do voo que vou te buscar no aeroporto. E podemos ir encher a cara para afogar as mágoas.

— Claro! – ele soltou um riso. – Farei isso.

Os amigos se despediram e Mac jogou o celular na cama. Sua mala vazia estava aberta e aguardava ser preenchida com suas roupas, espalhadas por cima do colchão.

— Vamos fazer isso logo. – suspirou desanimado.

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Após arrumar sua mala e recolher todos seus pertences, ele se deitou na cama e expirou triste.

Sua missão estava cumprida, seu trabalho na equipe mista terminado e mesmo assim, faltava alguma coisa.

O silêncio e a solidão dominaram seu quarto e o incomodou fortemente. Em seu relógio, marcava-se seis e quinze da tarde.

No fundo de seu coração, uma pequena brasa ainda ardia, com a esperança de que ela daria notícias. Ao mesmo tempo, seu pensamento lógico apagava essa pequena chama, resgatando a imagem dela saindo abraçada ao seu futuro marido.

O vazio e a turbulência de pensamentos e sentimentos o sufocaram, o fazendo sentir a necessidade de sair daquele local. Ele se vestiu e decidiu descer até o bar do hotel, para tomar uma bebida e desviar sua atenção dela.

==========

O bar do hotel não estava cheio, contudo, a pequena movimentação de pessoas lhe cessou a solidão, parcialmente.

Sentado ao balcão, ele checou de minuto em minuto, seu celular. As tão esperadas ligação e mensagem não chegavam.

Mac respirou decepcionado e tomou um outro gole de sua bebida dourada. A queimação na sua garganta lhe arrancou um tímido gemido.

— Esse lugar está ocupado?

Ele negou e somente observou a mulher sentar-se no banco ao lado. Ela gesticulou para o atendente e se virou para ele.

— Dia difícil?

— Muito. – sorriu.

O pedido dela logo chegou e ela tomou um gole da bebida transparente.

— Você vem sempre aqui? – perguntou Mac interessado.

— Não, estou apenas procurando uma pessoa.

— Ah, desculpe.

— Está tudo bem. Não tenho certeza se ele vai querer falar comigo mesmo.

— Por que não falaria?

— É muito complicado. – sorriu envergonhada. — O que aconteceu no seu rosto?

Um gole adicional de sua bebida o encorajou a respondê-la.

— Um cara me acertou. E por coincidência, foi o noivo da mulher que eu amo.

Ela levou a mão ao rosto, desacreditada.

— Você tem alguma ideia do que pode ter acontecido? – Mac a instigou.

— Eu terminei tudo com ele. Não podia mais enganá-lo e nem me enganar. – Confessou Stella.

Mac abafou um suspirou aliviado.

— E por que você o estava enganando esse tempo todo? – provocou.

Ela contornou a borda de seu copo com o dedo e formulou a sua resposta.

— Eu achei que não estava.

— E o que te fez descobrir isso?

Ela lançou um olhar hipnótico, e o iluminou com seu par de esmeraldas.

— Você.

O casal trocou olhares esperançosos e depois, riram juntos.

— Não acredito que o Robert te bateu. Como foi isso?

— Eu estava no distrito, terminando a documentação e me despedindo dos agentes, quando ele chegou, me chamou num canto e me acertou.

Stella franziu a testa e repreendeu a ação do ex-noivo.

— Eu terminei tudo assim que chegamos em casa e ele, como um bom detetive, ligou uma coisa a outra. Ele não te falou nada?

— Não. Mas eu suspeitei. Afinal, também sou um bom detetive.

Um lindo sorriso envergonhado acariciou o rosto dela e acalentou o coração dele.

— Agora, não sei o que fazer.

— Eu sei.

Ele levantou-se do banco e estendeu a sua mão, convidando-a.

— Senhorita Stella Bonasera, gostaria de jantar comigo?

— Absolutamente, senhor McCanna Taylor.

Stella e Mac se mudaram para uma das impecáveis mesas do restaurante do hotel e degustaram um delicioso jantar. No cardápio, apenas assuntos aleatórios e velhas histórias do laboratório, evitando pressioná-los com relação ao futuro daquele relacionamento.

Ela respirou fundo e tentou resgatar seu fôlego, após gargalhar com uma das inúmeras histórias engraçadas do laboratório em Nova Iorque.

— Eu sinto falta de tudo aquilo. Aqui, também temos desafios e tal, mas nada se compara à big apple.

Um café forte e aquecido finalizou o jantar e desta vez, Stella fez o convite.

— Vamos tomar um ar lá fora?

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A brisa estava agradável na cidade de Nova Orleans e eles caminharam em silêncio até o mirante do hotel, com uma bela vista do rio Mississipi.

— Mac.

— Stella.

Disseram ao mesmo tempo.

— Eu não queria causar nenhum problema para você. – disse Mac rapidamente.

Ela deu um meio sorriso e tomou coragem para comentar.

— A verdade é que, eu também te amo, Mac. E saber que você sente o mesmo por mim, trouxe essa esperança de cultivar esse sentimento e construir um futuro juntos. Nós dois erramos em nossas ações, mas estamos aqui, agora, desimpedidos e com a decisão nas mãos.

Mac franziu a testa, intrigado.

— Está me perguntando se quero ficar com você?

A voz rouca dele a fez interpretar suas intenções erroneamente, e ela tratou de se explicar.

— Sim, mas também não quero pressionar você. Sei que estamos distantes e você é o chefe do laboratório em Nova Iorque e claro que, não quero que abandone tudo por causa disso e...

Ele interrompeu o discurso nervoso dela com um delicado beijo em seus lábios.

O par de esmeraldas brilhou e sua respiração se tornou ofegante. O toque aquecido da mão dele em sua face a acalmou e causou um arrepio em seu corpo.

— A resposta é sim! É tudo que mais quero.

Stella sorriu aliviada e expirou nervosa.

— Por mais decidida que eu esteja, estou com medo.

Mac diminuiu ainda mais a distância entre os corpos e intensificou a carícia no rosto dela.

— Eu também estou com medo. – desabafou.

Stella e Mac trocaram um olhar apaixonado por alguns segundos e não resistiram mais. Os lábios se tocaram e se experimentaram, delicadamente.

Algumas gotas de chuva molharam o casal e interromperam o beijo.

— É melhor irmos embora, antes que a chuva real nos atinja.

Apesar do alerta dela, os dois foram pegos de surpresa no meio do caminho, pela chuva de gotas espessas e geladas. Eles correram de mãos dadas pelos caminhos do jardim do hotel, de volta ao saguão.

Na recepção do hotel, eles tentaram se livrar da umidade de suas roupas, rindo da situação. Mac pegou na mão dela novamente e a levou para o hall do elevador.

— Vem, vamos dar um jeito nessas roupas.

O casal deixou um rastro de pingos de água pelo corredor do andar, desde o elevador até a porta do quarto dele.

Ainda rindo, entraram no quarto e Mac retirou a sua camisa molhada. Stella também tirou a sua, ficando apenas com uma regata fina.

Ele pendurou as camisas próximas ao aquecedor e ligou o equipamento.

Stella pegou uma garrafa de água do frigobar e tomou um gole. Mac caminhou até ela e tirando a garrafa de sua mão, também se deliciou com um gole do líquido transparente. Ele deixou a garrafa em cima do pequeno refrigerador e a olhou fixamente.

— Você não disse se quer ficar comigo.

Ela deu um sorriso e seu coração acelerou.

— Sim, Mac Taylor. Eu quero ficar com você.

Mac a puxou e a beijou, roçando os lábios carinhosamente. Sua mão subiu pelas costas dela, e a fina regata pouco o impediu de sentir a pele quente se arrepiar sob seus dedos.

Stella o abraçou no pescoço e molhou os lábios dele com sua língua, convidando-o para aprofundar o contato. Um gemido tremeu a garganta dele ao sentir a maciez da língua dela.

Famintos um pelo outro, não havia mais controle em suas ações. As mãos passearam pelos corpos, ao mesmo tempo que os lábios se experimentavam deliciosamente.

Ele deslizou a regata por cima da cabeça dela e seus dedos foram agraciados pela sua sedosa pele. Ela cravou suas unhas nas costas dele e arcou seu pescoço, permitindo ser atacada ali, com inúmeros beijos molhados.

Mac a empurrou pelo quarto e a pressionou contra a parede. Sem abandonar os lábios dela, suas mãos removeram o sutiã, e se deliciaram com as curvas dos seus seios. Stella abriu suas pernas e ele roçou seu quadril contra o dela.

As mãos dele deslizaram pela sua barriga e abriram os botões de sua calça. Sem demora, a peça escorregou para o chão e, em seguida, ele abriu os botões de sua própria calça.

A lembrança da situação anterior a alertou e ela interveio.

— O que você está fazendo?

Ofegante, o par de safiras a encarou.

— Terminando o que eu comecei.

Stella deu uma risada curta e negou.

— Termine em um lugar mais confortável, então.

— Seu desejo é uma ordem.

Ele a posicionou carinhosamente na cama e devido ao movimento do colchão, ela levantou os braços por cima de sua cabeça, permitindo total acesso a seu corpo.

Mac engatinhou por cima dela e o contato com o corpo dele a fez arquear seus quadris. Os beijos se tornaram mais quentes e embalaram as carícias íntimas.

Após uma carícia mais forte nos seios dela, ele continuou pelo abdomen, descendo até a calcinha, onde esfregou seus dedos lentamente por cima do tecido.

Ela posicionou sua mão em cima da dele e a guiou até seu íntimo, por dentro da lingerie. Ele fechou os olhos quando a maciosidade e umidade atingiram seus dedos e depois de alguns segundos, começou a penetrá-la.

O toque macio e insistente dela em sua excitação arrancou-lhe um gemido de prazer e o encorajou a intensificar as suas carícias. Mac a beijou apaixonadamente, explorando sua língua macia.

Inesperadamente, Stella cessou o beijo e tirou a mão dele de seu íntimo.

Mac congelou suas ações com receio de que ela havia desistido, mas sentiu um alívio quando a viu deslizar sua lingerie lentamente pelas pernas e a atirar no chão do quarto. Sem hesitar, ela também deslizou as calças dele, e as atirou junto às suas, no chão.

O desejo de tomá-la em seus braços saía por todos seus poros, entretanto, um calafrio viajou por seu corpo, e por um segundo, ele recuou.

— O que foi? – perguntou Stella ao acariciá-lo no rosto.

— Não há nada nesse mundo que eu queira a não ser te amar e ficar com você. E ao fazermos isso, nosso relacionamento vai mudar. Não quero perder tudo que vivemos até agora e que foi tudo maravilhoso. Mas principalmente, não quero te machucar.

Ela esfregou seu polegar na face dele, prosseguindo com a carícia.

— Apesar de tudo, estou disposta a fazer esse relacionamento mudar para melhor. E se você também está disposto a fazer isso, não há o que temer.

Os olhares se congelaram antes dos corpos se unirem. E assim permaneceram, por alguns segundos, após a junção.

O contato íntimo e o calor trocado pelos corpos os confortaram, como se tivessem sido feitos um para o outro.

Stella acariciou os cabelos dele e uma lágrima solitária banhou sua esmeralda. A reação não era de tristeza ou dor, e sim, de liberdade e entrega ao homem que amava há muito tempo.

Mac riu discretamente e com um beijou, enxugou a solitária lágrima. Ao chegar ao ouvido dela, suspirou.

— Eu te amo.

Os amantes entrelaçaram as mãos e se entregaram ao ritmo da paixão, permitindo seus corpos se amarem até serem dominados pelo prazer.

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Mac abandonou o corpo dela e se deitou ao seu lado. Ainda de bruços, ela se aconchegou na cama, com os olhos fechados e lábios entreabertos, forçados pela respiração ofegante.

Stella sentiu a mão dele passear pelas suas costas suadas e gemeu ao sentir seus músculos relaxarem sob o toque firme. Em seu rosto corado, seus lábios desenharam um sorriso aliviado.

Ele sentiu seu coração se apertar de emoção ao vê-la se entregando às carícias dele, confiando-o seu momento mais íntimo.

— Stella? – suspirou quando deixou um delicado beijo em sua bochecha.

Ela relutou para abrir os olhos, tentando continuar naquele mar de sensações, o maior tempo possível. Abrir os olhos poderia significar o fim do sonho, de ser amada pelo homem de sua vida.

Em contrário ao seu medo, ao abrir seus olhos, se deparou com o par de safiras a mirando fixamente, admirando-a.

Stella não conseguiu responder e fechou os olhos novamente, envergonhada.

Mac puxou alguns cachos rebeldes que caíam sobre o rosto dela e os colocou atrás da orelha. Ele se moveu e suspirou em seu ouvido.

— Linda.

Um pequeno riso escapou dos lábios dela.

— Está tudo bem?

O tom de preocupação na voz dele a alertou. Eles se olharam por mais alguns minutos e riram, felizes.

— A gente se conhece há tanto tempo e parece que agora, você é um estranho para mim. – confessou Stella.

— O que é isso, Bonasera? Anda dormindo com estranhos?

Ela se virou somente para acertar um pequeno soco no ombro dele. Ele se solidarizou com o desconforto dela e se aproximou.

— Então deixe-me apresentar: sou Mac Taylor. E esse é o meu cartão de visitas.

Um novo beijo, lento e carinhoso, aconteceu entre os dois.

— Acho que eu te conheço. – riu Stella.

Mac voltou a manusear os cachos na cabeça dela.

— Eu ainda sou o Mac. E espero que você ainda seja a Stella Bonasera. A mulher da minha vida, que às vezes eu adoro e às vezes, me enlouquece.

Stella riu surpresa com a lembrança dele.

— Nunca me esqueci da sua leitura da minha borra de café. Você estava certa.

O casal compartilhou outro beijo, apaixonado. Ao cessarem o contato, ela se aconchegou no peito dele, e o acariciou, delicadamente.

— Durante todos os minutos que passei presa com aquele bandido, eu apenas me arrependi de não ter dito a você que o amava. Achei que fosse morrer, e meu único arrependimento na vida, seria não te dizer isso. – suspirou.

Ele sentiu o corpo dela tremer junto ao seu e apertou o abraço. Junto com um beijo curto em seus cabelos, respondeu.

— Você sempre demonstrou que me amava.

Ela ergueu a cabeça, franziu a testa e o encarou.

— Quando você esteve ao meu lado nos momentos mais difíceis, quando você se preocupou com a minha saúde e bem estar. Quando você me acompanhou nas investigações, dia e noite. Quando você chamou a minha atenção para os fatos. Quando você me disse o que precisava ouvir. Em todos esse momentos, você declarou o seu amor.

Um suspiro escapou de seus lábios e seus olhos foram inundados por lágrimas. Mac deslizou seu polegar delicadamente pelo rosto dela, acalmando-a.

Stella voltou a deitar-se no peito dele e se deliciou com as carícias em suas costas. Ele puxou o edredom sobre eles, para deixá-los aquecidos.

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Mac adormeceu com Stella em seus braços, mas seu sono foi breve. Não havia amanhecido o dia quando seus olhos se abriram bruscamente.

Ao seu lado, ela dormia profundamente de bruços, e seus lábios entreabertos provou a ele algo que já sabia, mas duvidava. Ela roncava.

Na verdade, sua respiração compassada era forte e gerava um ruído ao atravessar a garganta, que nada incomodava.

Ele sorriu e brincou com alguns cachos que deslizaram sobre a sua face, a admirando. Seu rosto sereno e corado o agradou infinitamente, e o fez se perguntar como não havia reparado em tamanha beleza, tão próxima dele.

Stella resmungou e se remexeu debaixo do edredom, o fazendo cessar suas carícias. Mac ainda ficou alguns minutos zelando o sono dela, contudo, como não conseguiu voltar a dormir, resolveu levantar-se.

Seu corpo ainda não havia controlado o turbilhão de emoções causado pelo contato com ela, e ele pensou em sair e se exercitar-se, para exaurir aquela energia. Todavia, não queria estar ausente quando ela acordasse, por isso, resolveu fazer sua série de exercícios ali mesmo, tomando toda a precaução para não fazer nenhum barulho.

Após algumas flexões e abdominais, o suor dominou seu corpo e o cansaço também se apresentou. Expirando forte, alcançou uma garrafa de água da pequena geladeira e se posicionou de frente a grande janela do quarto. A água gelada matou a sede de seu corpo enquanto seus olhos observavam a cidade de Nova Orleans iniciar um novo dia.

— Não, não me deixa.

O resmungo dela, ainda no sono, lhe tomou a atenção por alguns segundos. Ele não se moveu nos resmungos subsequentes, contudo, quando ela começou a se debater no edredom, correu para acalmá-la.

— Não me deixa aqui. Mac! Mac!

— Ei, Stella, acorde.

Mac tocou gentilmente no rosto dela, tentando acordá-la. Foi apenas quando ela aumentou o tom da voz que ele a tocou com mais força.

Stella abriu os olhos assustada e o encarou, ofegante.

— Calma, Stella. Foi só um pesadelo.

— Você vai embora, não é? – perguntou chorosa.

— Eu tenho que ir. Mas não fique triste, vamos vencer essa distância. E quanto a hoje, vamos aproveitar cada segundo que nos resta juntos, sem se preocupar com nada.

O casal compartilhou um forte abraço. Ao deixar beijos no pescoço dele, percebeu o sabor salgado de sua pele suada.

— Estava fazendo exercícios, vim aqui só para te acalmar. – explicou desajeitado.

— Sério?

A condição dele não a impediu de continuar distribuindo beijos, que terminaram em seu ouvido.

— Não me importo com isso, mas se você quiser, posso preparar um banho e te ajudar a tirar esse suor do seu corpo.

O tom de voz sensual o excitou imediatamente e sua mente complementou sua imaginação ao misturar água quente, bolhas de sabão e Stella nua na banheira.

— Acho que estou interessado.

Eles trocaram um beijo rápido e se dirigiram ao banheiro, de onde só saíram horas depois.

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Stella nunca havia se beneficiado de sua posição como policial, entretanto, dessa vez, utilizou-se dela.

Ao apresentar sua insígnia, os agentes de segurança do aeroporto permitiram que ela entrasse na área de embarque e o acompanhasse até o portão de acesso à aeronave.

Enquanto esperavam o embarque começar, eles permaneceram abraçados e se embalaram, como dois adolescentes apaixonados.

A funcionária da companhia aérea se solidarizou com o casal e embarcou todos os outros passageiros, antes de chamá-lo.

Mac segurou encostou sua testa na dela, segurando seu rosto carinhosamente.

— Volto logo para ficarmos juntos. – suspirou.

— Isso dói tanto. – soluçou.

Eles se abraçaram fortemente e trocaram um caloroso beijo.

— Seja forte. Estarei o tempo todo pensando em você. – declarou Mac.

Stella apenas soluçou e suprimiu um choro, ao consentir com a declaração dele.

— Adeus.

Desacreditada, ela o observou caminhar em direção à rampa de acesso à aeronave. A cada passo que aumentava a distância entre eles, seu coração era atingido por uma dor aguda, lhe arrancando sucessivos soluços de choro.

Antes de sumir pelo corredor, ele se virou e moveu seus lábios, em silêncio.

— Te amo.

Com dificuldade ela respondeu o mesmo e mandou um beijo de volta, gesticulando com as mãos.

Seu desespero chegou ao ápice quando o portão de embarque se fechou, e seu coração quase parou de bater.

Mac estava indo embora.

Notas finais
O que vcs acharam? Relembraram a história? E agora? Como eles farão para vencer a distância? Comentem! Grande abraço e até a próxima!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.