Howl?
4 Capítulo 4
As árvores pareciam ficar cada vez mais altas, a distância entre uma e outra era um pouco grane, mas eram tão enormes que não dava para enxergar o céu. Tudo estava em um tom de azul escuro, o vento batia frio e forte, e a terra levantava. Aquele cenário era de dar medo a qualquer um, até nela que nunca havia presenciado tal medo muito forte, como este.
- Calma Viviane, calma. É igual a musica, não precisa ter medo – Tentava manter a calma, mas não parecia estar adiantando muito – É só a porra de um pesadelo!
Olhou a redor, e ficou pensando, porque tudo aquilo estava acontecendo com ela? O que tinha feito para merecer tudo aquilo? Nada...
- Não, não agüento mais – Fechou os olhos e respirou fundo, do nada começou a gritar, agora não conseguia mais abrir os olhos, com medo do que iria ver. Começou a correr desesperadamente, não importava se caísse, a saída daquele pesadelo era o que importava.
Corria rapidamente, folhas e terra voavam na sua cara, dava de contra com enormes troncos de arvores. Tropeçava em várias pedras, até que chutou uma enorme e caiu.
- Ai – Sentiu dor no joelho e abriu os olhos, surpresa! Estava de volta ao evento. Suspiro – Deve ter sido somente um pesadelo – Infelizmente ao olhar as gotas de sangue manchando a calça, e suas mãos sujas viu que tudo aquilo fora real, realmente aquilo tudo havia acontecido.
- Não pode ser verdade – Olhou para trás e viu um bosque simples, normal, iluminado e verde.
Suspirou. Pegou o livro e colocou dentro da mochila, olhou o relógio e assustou ao ver o horário já havia se passado mais de três horas desde que estava sentada no banco. Levantou-se e tentou achar a saída daquele lugar. Não havia quase ninguém, só algumas pessoas desmontando as vendas. Quando estava no bosque não havia passado muito tempo, foi quase quinze minutos.
Viviane saiu do prédio e esperou um taxi, depois de um tempo ela pega um.
- Para o Sul!
- Exatamente onde?
- Perto do Lago Sullivan, na Rua Gwenhwifar.
Passaram-se alguns minutos e a garota percebeu que o taxista estava lhe olhando estranho. Ela o encarou, e ele continuava.
- Qual foi cara? Dê atenção ao volante!
- Eu devia chamar a policia, acho – Disse ele a olhando dos pés a cabeça.
- Achou errado – Der repente seu celular começa a tocar.
Fight! (fight) Not to fail! (fail) Not to fall! (fall)
Or you'll end up like the others.
Die! (die) Die again! (die) Drenched in sin! (sin)
With no respect for another
Oh
O taxista a olhou assustado.
- Alô mãe.
- Filha cadê você?
- Já estou chegando, calma aí!
- Calma? Já era para estares aqui há mais de uma hora!
- Aí, desculpa!
- Ok! Estou ligando para avisar que estou indo almoçar fora com o seu pai, tudo bem assim?
- Tudo ótimo! Agora tchau.
- Até mais, e não vá sair de casa enquanto eu estiver fora.
- Ah! Beleza, tchau – Desligou o celular.
Passaram-se vinte minutos e Viviane chegou a sua casa. Pagou o taxista, mas não entendeu porque ele saiu do táxi.
- E então?
- Então o que?
- Chegamos ao fim da corrida.
- É, eu já te paguei! — Ele olhou para o dinheiro e atirou-o ao chão.
- Mas eu não quero isso — Chegou mais perto, sorriu.
- Atá, mas eu não me importo com o que você quer, então tchau — Ela virou-se, mas ele correu até sua frente.
- Eu sei que você quer — Ele tirou os fios de cabelo que caíam sobre a face dela.
- Euri agora — Ele continuou a sua frente — Você está tentando seduzir alguém? Sabe, porque não está dando certo.
Continuaa.
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