How to be the Queen of England
12 how NOT to be attacked
Notas iniciais
(Como NÃO ser atacada)
Bem, hoje eu percebi que postei o capítulo 13 ao invés do 12, desculpa mesmo, foi pura desatenção, e vi que tiveram 5 acessos. Então esse é o capítulo DOZE. O próximo será o TREZE, que vocês leram. Me perdoem ♡
(E eu que percebi que tenho até o capítulo 16 escrito? Não postei... Porque tô desanimada com essa história. É a verdade, não recebo mais comentários, me desanimou. Não vou parar de escrever, só vou postar menos aqui, acho. Vou dar atenção as outras histórias. Bejo)
— Você jurou para mim de que os boatos eram mentira! — Steve solta, irritado, escolhendo as palavras com cuidado dessa vez.
— Você tinha 13 anos.— Eu podia saber que tenho um tio!— Senhor. Eu tenho um tio. — Aly pisca, ainda sem conseguir digerir a informação.— Que legal! — Callie bate palmas. — Sempre quis ter um tio!— Não é legal, panaca. Ele é um psicopata. — Briana dá de ombros, analizando as unhas.— Hey! Que palavreado é esse, mocinha? — Emily pergunta, assustada.— Vocês sempre nos ensinaram que não podemos mentir para a família... e agora..! — Steve soltou um sorriso sinico.— Agora você fez o mesmo. — Jason disse, calmo por fora.— Aprendi com vocês. — Ele diz decepcionadamente, trincando os dentes, e sai da sala com passos largos. Aly o segue. Emily debruça na mesa, com a cabeça baixa.— Oi. — Andrew aparece, confuso. — Que que aconteceu?— Mason. — Jason responde, suspirando, e ele arregala os olhos, sem esperar por essa. — Meninas, podem ir.— Tio Andrew, gostou da nossa fantasia? — Callie faz uma pose.— Claro. — ele sorri. — Você é um mendigo de tranças e Briana é a rainha Victhoria II, decapitada por trair seu marido, séculos atrás. (...)Andrew estava na enfermaria, com um saco de gelo na canela após levar um chute de Callie por confundir sua fantasia de pirata com a de um menigo.— Hyuna? — ele pergunta, vendo a garota entrar na sala de curativos.— Oi. — diz, nervosa por o ve-lo ali.— Tem um tempo que você não aparece.— Tenho andada ocupada. Lendo muito. — Ela deu de ombros.— Gosta de ler? Não imaginava essa.— Gosto, ué. Por que? — Hyuna cruza os braços.— Sua tia é uma ignorante burra.. Q-Quer dizer...Talvez eu não devesse ter dito isso...Ela riu, negando com a cabeça.— Xingo ela de coisa muito pior.— Ela merece. — Hyuna concordou. — O que está fazendo aqui?— O que você está fazendo aqui.— Perguntei primeiro.— Nada. Dando um passeio. Tchau. — Ela deu meia volta, saindo.— Passeio na enfermaria? — Ele arqueia uma sobrancelha, após sua saída.— Ela vem aqui bastante. Pegar curativos. — A enfermeira explica, surgindo do nada.— Curativos? Pra que? — Ela deu de ombros, pegando o gelo de sua mão.— Não sei, mandou eu não perguntar. Ela sempre os leva pro quarto. — Ela faz uma reverencia, saindo. — Alteza.— Ah não. — Andrew se , andando rápido pra fora. Ele se esforçou muito para lembrar qual era o quarto de Hyuna, e ficou procurando por um tempo, até encontrar uma criada que sabia qual era seu aposento.Sem bater, ele entra.Hyuna estava sentada no canto do quarto, com lágrimas no rosto, e sangue escorrendo pelo braço. Ela observava o líquido escuro escorrer e pingar no chão de madeira.Seus olhos se levantam para Andrew, parado na porta com uma expressão séria.— Hyuna. — ele mordeu os lábios, se aproximando devagar. — Você fez isso?Ele sabia a resposta. A lâmina de um apontador estava ensanguentada em sua mão.Ela apenas assente, sem tirar os olhos do sangue. — Meu Deus. Meu Deus. Hyuna, senhor.. Cadê os curativos?— Acabaram. Ele encara seu braço, atônito. Milhares de cortes e cicatrizes em diferentes direções e profundidades.— Ah, droga. — Ele analiza o corte. Sangrava bastante, mas podia esperar. — Fica aqui!Ele sai em disparada pelos corredores, e quase voa escada a baixo. Seu pulmão queimava, mas em segundos chegou na enfrermaria. Pegou toda uma caixa de plástico transparente com gazes e várias faixas, e votou a correr.Entrou no quarto de novo, e a menina o fitava assustada.— Okay, calma. — Andrew respirava ofegante, com as mãos tremendo revirando a caixa. — Você está bem? Ela assente, atônita como se estivesse drogada.Ele limpa a ferida com soro fisiológico, e depois espirra remédio em todo seu braço, alcançando todas as feridas que cicatrizavam.Enquanto isso, os pontos se ligavam. Ela só usava vestidos de manga comprida. Sempre chorando pelos cantos. O dia em que saiu correndo quando brincaram na água porque os cortes arderam. Sua tia. A morte de sua mãe.Meu Deus, como ninguém tinha percebido?Lágrimas culpadas se formavam em seus olhos. Quando acabou, ele ficou vários minutos intermináveis encarando-a. Suas mãos estavam cheias de sangue.— Você não vai contar a ninguém, não é?— Vou chamar uma psicologa aqui hoje. Você sabe o que é um psicólogo?— Uma pessoa que te ouve falar e te manda pra um médico que te passa remédios como se fosse maluca.— Você está doente.— Eu sei. — Ela dá de ombros. — Desde que minha mãe morreu, não tenho encontrado motivos para continuar sorrindo.— Sinto muito por isso. — ele disse, esfregando os olhos. — Não se corte, Hyuna. Tem jeitos melhores de aliviar a dor.Andrew iria ajuda-la. — Não encontrei ainda. — Ela deu de ombros, desdobrando as mangas das blusas. — Não preciso da sua pena.— Não tenho pena. Tenho vontade de ajudar, e é o que vou fazer. — Ele diz. — Você já tentou desabafar?— Pra quem? — Ela zomba, encarando as unhas. — Vou conquistar sua confiança. Vou te ajudar a melhorar. Pode ser?
— Tanto faz. Não conte a ninguém.— Se você aceitar ajuda não conto a ninguém além da psicóloga.— Fechado. — ele estendeu a mão a ela, que a apertou como quem é obrigado a comer brócolis.— Se sentir vontade de fazer de novo, me chame. Okay? E se quiser desabafar... Sei que pode parecer bobeira, mas vou carregar o que você não aguentar. Não vou deixar isso te esmagar.— Tudo bem. Não precisa continuar falando. Obrigada, alteza. — De nada, condessa. — Ele pisca pra ela, e um canto de sua boca ameaça sorrir. Talvez ter um aliado nesse mundo será bom. Embora ela duvide que ele possa ajuda-la. Assim que Andrew sai, ela corta de novo.(...)Os dias passaram.Todos estavam animados com a ERMI chegando, e os ensaios para o Jornal aconteciam as vezes, que ocorria só quando havia importantes coisas a serem passadas a população.Por esse motivo, todos achavam a família real um mistério. Sabiam poucas coisas sobre os próprios governantes, e isso garantia vários rumores, especulações e fofocas. Quase 100% dos funcionários eram fiéis, e não davam informações a mídia. O boato de que Mason estava vindo ainda não tinha se espalhado, para a alegria de Jason.Todos dormiam. Apenas Emily mantinha os olhos fechados, tentando dormir. O quarto estava frio demais, estranho para a época do ano. Calafrios percorriam todo seu corpo, e Jason sempre se livrava da coberta que ela os cobria. Ela bufa, desistindo de cobrir o marido. Depois de muito tempo, ela finalmente dormiu.Mas acordou novamente. Com o mesmo barulho de passos que ouvira quando Jason estava fora. Seu sangue gelou, e o frio aumentou.Devagar, ela tirou as pulseiras que retinham seus poderes, e se levantou, ignorando o frio. Seguiu o barulho até o espelho, mesmo com seu cérebro gritando para não ir. Ela o encara, tremendo, mas não sabia se era frio ou medo, mas suas mãos suavam e seus olhos se enchiam de lágrimas.Emily ergueu o punho até o espelho devagar, quase sem se mexer. Tocou a superfície do espelho, e bateu duas vezes fracamente para não acordar Jason.Ela se afastou, esperando uma resposta, enquanto sua respiração era o único barulho no quarto escuro. Seu reflexo estava pálido, sua boca roxa, a ponta de seus dedos dos pés, dormentes. Estava muito frio, e ela não entendia de onde aquilo vinha. Ela resolveu ignorar as batidas de resposta que não vieram, e voltou correndo para as cobertas, e se acomodou nos braços de Jason.— Hm.. o que aconteceu? — ele pergunta, desorientado.— Achei que tinha ouvido algo.— Por que você tá tremendo..?— Volta a dormir, meu amor.Ele obedece, esquecendo que acordou. Mais um enorme tempo se passou enquanto ela tentou se convencer de que estava sonhando, e que não ouviu nada. Seus olhos mal têm tempo de fechar.Mãos fortes agarram seu pescoço, e ela solta um berro, se virando para o lado num susto.Era um vulto enorme, de preto, ela não o viu direito, o desespero se instalava em cada canto de seu cérebro. Ele a vasculhava. Jason já tinha pulado da cama, sem nada entender, começando a gritar e tentar tirar suas mãos dela.Mas o homem a enforcava, com ódio no olhar. O ar não passava para seus pulmões, tudo estava borrado e o rápido momento passou em câmera lenta. Ela não consegiu gritar. Só ouviu os gritos de Jason. E as palavras que o homem soltou.— Ainda estou aqui, Emily. Guardas o tiraram de perto dela, e assim que o ar passa por sua garganta, Jason a abraçou, tentando falar com ela, o que não adiantou, as tentativas de respirar da rainha eram a única coisa ouvida, além da confusão que se instalou em todo lugar, muito por parte do choro de Wanda.— Emily. Você está bem? — Ele segurava seu rosto gelado, com os dedos tremendo. — Emily? Você está me ouvindo? Está tudo bem, Em.Jason a cobriu, colocando-a em seu colo, e acariciando seus cabelos.— Hey. Você está segura, okay? — Ela assente com dificuldade, antes de tentar dizer algo.— As crianças...— Ai. Meu Deus.- Jason ergue as sobrancelhas.— Vamos. — Eles se levantam rápido, e Jason a deixa apoiar nele, colocando Wanda nas mãos de um guarda, e o ordenando com firmesa a não se mexer dali.Uma manada de guardas os acompanham corredor a fora, e o alívio dos dois ao ver Briana acordada e confusa sentada na cama toma conta de todos.— Briana, ninguém entrou aqui?— O que? Não.. Mamãe, o que está acontecendo? — seus olhos sonolentos são envolvidos pelos braços de Jason, que já avançavam até o quarto de Callie, na mesma situação. Mas ela apenas chora, seguindo o ritmo da muvuca agarrada a mão de Emily.— Quero toda a corte nos abrigos, agora. — Jason ordenou, andando rápido com Briana chorando. — Leve-as.Um guarda ruivo obedeceu, acompanhado por outro, levando as garotas para longe.— PAI! — Briana gritou, e Emily segurou a mão das duas. — Tudo bem, querida. Vamos encontrar vocês rápido, okay? É rápido. — Ela beijou a mão das duas rápido, e seguiu. O choro das duas não parou.Os outros três os encontraram no meio do enorme corredor, atordoados. — O que é isso?! — Steve pergunta, agarrado ao roupão, sem parar de andar.— Sua mãe foi atacada. — Jason explica, curto e grosso, agarrado a mão de Emily, que usava a outra para pressionar o pescoço dolorido. Ninguém fez perguntas. Guardas corriam para todo lado, seguindo o protocolo. Janelas trancaram, portas selaram, e soldados armados se posicionaram em todo lugar. Os funcionários eram conduzidos a seus abrigos, e uma legião de guardas os acompanhava até as escadas da ala proibida, onde seguiram para outro corredor que levava a um enorme abrigo que chamavam de cofre. Mais de vinte guardas estavam posicionados na entrada, e as paredes de metal tinham milhares de quilos de ferro quase impenetráveis ao redor. A porta pesada rangeu, rodando suas engrenagens, se abrindo rapidamente. Eles entraram, e os guardas ficaram de fora. Briana e Callie agarraram os pais, e Wanda voltou para os braços da mãe.Só nesse instante ela notou o quanto seu pescoço doia.— Emmy. — Andrew a abraça, com o coração apertado. — Você está bem?— Estou. — Sua voz rouca respondeu, respirando fundo. — Tudo bem. Eu preciso sentar.Jason assente, e ela se sentou no canto, encostada a parede fria, com Wanda no colo dele. Briana e Callie, uma agarrada a outra, e as duas juntinhas aos irmãos ao lado.— Deixa eu ver. — Jason pediu, tirando seu cabelo do pescoço, revelando marcas de mão roxas. — Não está ruim.— Não. — Ela sorri, negando com a cabeça.— Você está bem mesmo? — Ele pergunta, segurando seu queixo. Emily abaixou os olhos.— Vou ficar. — Ele assentiu, segurando sua mão com força.
Notas finais
Comentem, por favorzinho
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