How to be the Queen of England

3 How NOT to break the peace treaty


Notas iniciais
Como NÃO quebrar o tratado de paz

— Oh, Deus, tem dois corpos na caixa de água do prédio! — Callie gritou, enfiando a boneca de plástico na água. Briana a olhou incrédula, com a maior cara de: "o que?" que conseguiu.

— Callie, já te disseram que você é estranha? — Briana cruzou os braços, arrumando sua tiara de prata nos cabelos. — Cadê sua tiara?

— Acho que deixei lá fora quando estava procurando minhocas. — ela colocou a mão na bochecha, como se estivesse pensando, de um jeito adorável.

— Credo, menina! Callie, você é princesa, agora! Não pode mexer na terra!

— Não?

— Não. — Ela cruzou os braços. — Princesas tem que usar rosa, montar em unicórnios, usar maquiagem...

— M-Mas eu não sou assim. — ela deu de ombros, olhando para o vestido branco com aranhas por todo lado.

—Você vai mudar, posso te ensinar.

— Pode?

— Sim. Agora, vamos lá pra baixo, o jantar é daqui a pouquinho.

— Okay. E sabe o que eu tenho aqui? — ela se levantou, indo até sua cômoda branca, e tirou de lá o alho.

Briana deu um berro, e saiu correndo.

Antes de sair, Callie deu uma olhada em seu quarto. Ela o achava perfeito.

Suas paredes brancas e laranjas, suas cores preferidas, abrigavam varios pôsteres de insetos, planetas e coisas relacionadas a ciências. Varias almofadas de animais estavam arrumadinhas em sua colcha laranja, combinando com as cortinas.

Mas, ela era princesa agora. Talvez precisasse mudar.

(...)

— Vamos descer, o jantar é daqui a pouco. — ele disse, acariciando seus cabelos ruivos com carinho.

— Tudo bem. — Ela desencostou a cabeça de seu peito, e o olhou. — Não se preocupe muito com a Polônia. Vai tudo se resolver aos poucos. — ele assentiu.

A porta foi escancarada por um Dominic segurando um laptop.

— Dominic? — Emily deu um pulo.

— Desculpe, Majestades, — ele fez uma reverência rápida e desajeitada. — Tem uma chamada em vídeo para o senhor.

Jason franziu o cenho, e foi até a cômoda onde Diminic deixou o computador, e saiu.

Um homem de roupa laranja de presidiário e algemas nas mãos e nos pés, cantarolava algo, virado de costas.

Seus cabelos eram pretos como a noite, e assim que ele virou, seus olhos azuis e seu sorriso perfeito estamparam a câmera.

— Jason. — ele falou, e Emily tapou a boca. Era a versão "JASON PRESIDIÁRIO" do seu marido... — Meu Irmão rei.

— Mason. Irmão psicopata. — ele cruzou os braços. — Como está a prisão? Gelada?

— Sim. Mas não vou ficar nela por muito tempo, irmãozinho. — Jason descruzou os braços, impaciente. — Estou voltando pra casa, brother. — Mason sorriu maliciosamente.

Jason parou de respirar, impactado.

— Não é possível. — ele cruzou os braços. Emily observava-o, preocupada, fora da vista da câmera.

— Trabalho voluntário, Jason. Reduzi minha pena em 2 anos, desde que fui preso, há 20 anos, lembra?

— Claro que lembro de você tentando me matar. — Jason olhou pra Emily, procurando ajuda, e ela colocou o dedo na boca, pensado.

— Pra quem você está olhando? — ele sorriu. — Seria a famosa "Rainha Elétrica"?

Jason fechou a cara.

— Não faça isso. — ele pediu a Emily. Ela entendeu seu olhar: ele é perigoso. Mas ela também era.

— Irmãozinho... Eu não faço mais isso. Sério. Estou reabilitado.

Jason revirou os olhos, sabendo o que ela iria fazer.

Emily foi para o seu lado na câmera, com sua melhor cara de "Eu não tenho medo" que conseguiu.

— Oi. Sou Mason. — ele sorriu. — Então essa é a famosa Emily que roubou o coração frio do meu irmãozinho.

— Não hesitarei em queimar você até os ossos. — ela semicerrou os olhos.

— Não duvido. Foi o que você fez com meu pai.

Oh. Por essa ela não esperava.

Ela tentou manter a pose durona que ergueu, mas não deu muito certo.

— Então, psicose é de família, com algumas exceções. — ela segurou a mão de Jason, e Mason cruzou os braços, reconhecendo a derrota.

— Essa foi boa.

— Obrigada. Estarei lá em baixo, vou esperar que acabe com essa conversa horrível. — Ela saiu marchando com o vestido esvoaçando de orgulho.

— Cara. — Mason encarava a direção que Emily partiu, vidrado. — Vou roubar ela de você. Estou apaixonado.

— E eu vou enfiar uma adaga na sua barriga.

— Ciumento.

— É sério. Não estou brincando.

(...)

No andar de cima...

— Foi tudo culpa sua! — Briana berrou, apontando o dedo pra Callie.

— Foi nada. Quem que me fez derrubar a tinta? — Callie cruzou os braços.

A parede amarela do corredor estava estampada com tinta preta, obra das duas.

— Ah... — Ela pensou numa boa resposta, mas o choro de Wanda, deitada no chão, tornava pensar uma tarefa difícil. — Que droga Wanda, cala a boca!

— Ei, miss stress, a culpa não é dela se vocês deixaram um bebê no chão. — Steve pegou a irmãzinha no colo. — Essas retardadas maltrataram você, foi minha linda? — Ele disse, com uma voz fininha que Briana achava assustadora. Wanda fez uma careta assustada pra ele.

— Você não leva jeito com crianças. — Aly sorriu.

— Eu vou contar pra mamãe. — Briana empinou o nariz, pronta pra sair dali, mas Callie agarrou seus cabelos.

— Foi culpa sua! — Briana gritou, agarrando o cabelo da outra também.

— Parem com isso! — Steve pediu, mas foi ignorado.

— Legal, pancadaria. — Aly abriu um sorriso maldoso.

Wanda começou a chorar novamente, e Steve tentava acalma-la, mas as irmãs berravam enquanto se batiam.

Aly chegou perto de Wanda, que sorriu e agarrou seu piercing no nariz.

Alyssa deu um grito com a dor.

— Wanda, solta! — Steve pediu, tentando pegar seu braço.

— MANDA ESSE DEMÔNIO TIRAR ESSA MÃO DE MIM! — Ela berrou, ainda com uma dor horrível.

Alguns guardas que estavam preto correram pra lá, esperando ver algum perigo eminente, mas viram 5 irmãos se matando. Eles não eram treinados pra uma ameaça desse nível.

— EU VOU TE MATAR! — Briana gritou, apertando o braço da irmã, que gritou.

Dois guardas trataram de separar as duas, mesmo apanhando no processo.

— O que está acontecendo? — Emily, seguida por Jason apareceram ali.

Jason teve que usar todas as sua forças pra não gargalhar. Steve lutava com Wanda, Aly berrava com lágrimas no rosto e sangue no nariz, Callie e Briana numa guerra dolorida com os guardas e Emily com raios faiscantes nos olhos.

Todos pararam ao ouvir a voz da rainha.

Wanda largou Aly, que colocou a mão no nariz ensanguentado, chorando de dor.

— Ai Jesus. — Jason foi até a filha chorando, com o nariz cheio de sangue.

— Tá doendo! — Ela reclamou, já andando com o pai pra enfermaria.

— Que Deus tenha piedade da alma de vocês, por que sua mãe não tem. — Jason disse aos filhos, e ela ignorou o comentário.

Wanda gargalhou com o choro de Aly, e colocou a mãozinha chega de sangue de nariz na boca.

— Alguém tira esse bebê psicopata de perto de mim? — Steve pediu, erguendo Wanda na direção da mãe.

Emily a segurou.

— Xispa, Steve. — Ela pediu, e o garoto saiu andando, sem antes piscar pras duas irmãs futuramente mortas.

— Quem deixou a parede preta? — ela respirou fundo.

— Ela! — disseram juntas.

— Okay. As duas pro quarto, sozinhas pro resto do dia, e vão jantar nos quartos. — Briana ia contestar, quando lembrou que não adiantaria em nada. As duas bmsubiram tristes, e separadas.

Emily colocou a mão na testa, sentindo uma dor cabeça irritante.

— Mãe, podemos conversar? — ela se virou pra Steve, parecendo bem.

— Claro. — os dois subiram para seu quarto, e Steve se sentou na cama, mas Emily não resistiu, tinha que arrumar o quarto bagunçado dele.

— Mãe, estou meio preocupado com Britney, e essa situação de guerra eminente. Ela ficou prisioneira por anos no México, pela guerra contra os Estados Unidos...

Emilly fechou os olhos, e estrelinhas rodavam em sua cabeça. Ela não estava bem pra isso. Estava fraca.

— Acompanhamento psicólogico?

— É, pensei nisso.

— Acho que ela não aceitará muito bem, mas você pode... Falar com ela e...

Ela se apoiou na mesa, cambaleando, e colocou a mão na testa.

— Mãe? — ele se levantou, preocupado. — Mãe, o que...?

— Steve. — Ela o chamou, com as pernas falhando, já caíndo de joelhos no chão, apoiada na cômoda, derrubando algumas coisas que tinham lá.

— Mãe! — ele segurou sua suas costas, deixando sua cabeça cair em seus braços. — Ai meu Deus, ai meu Deus... Eu vou chamar ajuda..!

— Não, não, não Steve. — Ela agarrou seu braço.

— O que...? Mãe, você não está bem..!

— Não seja dramático. É só uma tontura...

— Já aconteceu antes?

— Não. — ela mentiu, já sentindo as pernas novamente. — Já estou melhor, me ajuda.

Ela deu seu braço, que ele percebeu estar trêmulo, e a ajudou a levantar, apoiada a ele firmemente.

— Se acontecer de novo, vou na enfermaria, é simples... Eu já estou bem.

— Papai vai concordar que você devia ir agora...

— NÃO. De jeito nenhum, ele vai ficar preocupado desnecessáriamente, e ele tem uma Polônia pra lidar... Seu pai está preocupado com o país.

— Mas aposto que ele vai colocar você na frente do país dele.

— Esse é o problema, entende? — ela deu um sorriso sem mostrar os dentes, e ele assentiu, suspirando.

— Certo... Mas se você sentir de novo, tem que prometer que vai pra enfermaria.

— Okay, okay. — Ela se soltou dele, já conseguindo andar, mas suas pálpebras quase fechavam. — Vou descansar. Se precisarem de mim, estarei no quarto.

Ele assentiu, e Emily saiu.

(...)

— Aí a minhoca pegou e vluhmblum! — Callie mexeu as mãos, animadamente, e eles riram, enquanto Briana revirava os olhos. Ela odiava não ser o centro das atenções.

Emily não prestava atenção, estava ocupada demais alimentando Wanda, que fazia barulhos com a boca, enquanto negava a papinha feita de sabe-se lá o que. Ela havia deixado as duas jantarem com eles para não dar mais trabalho as criadas.

Até que Dominic entrou correndo na sala. Todos pararam de falar, vendo-o se aproximar de Jason, e cochichar algo pra ele.

Ele se levantou num salto, e Emily levantou junto, sem saber o que acontecia.

— Polônia. — Foi a única coisa que Jason disse, antes de sair andando o mais rápido que conseguiu.

— Mamãe? — Briana a chamou, preocupada.

— Tudo bem, tudo bem, querida, calma. Aly, pode terminar de dar comida a Wanda?

— Eu? Eu mesma? — Aly franziu as sobrancelhas, colocando um pé em cima da mesa.

— Eu posso... — Britney abaixou o olhar. — Posso dar comida a Wanda, Emily.

— Obrigada, querida. Aly, tire esse pé dai, e cuide das suas irmãs.

Emily saiu escada a cima, indo pro escritório de Jason.

— Como a Croácia está cogitando se juntar a eles? É inadimicivel. — Um dos concelheiros de Jason expressou, irritado.

— Tente comunicar-se com o Rei Francis, Dominic.

— O que eles querem? — Emily cruzou os braços, entrando na conversa.

— Majestade. — eles fizeram uma reverência. — Acredito que os reis dos devidos paises estejam confusos perante a ameaça.

— Não acredito que as Destructives sejam uma ameaça tão grande.

— Nem eu. — Jason concordou, pensando. — Realmente, não há motivo para todo esse mimimi. Guerra. Eles querem guerra... Não entendo. — ele pensou por alguns instantes. — Vou até a Croácia.

— O que? — Emily arregalou os olhos. — Vai para um país inimigo, assim, de boa?

— Eles ainda não são inimigos. Tenho que ir a Croácia o quanto antes para evitar o pior, e obter explicações.

— Sim, majestade, creio que essa seja uma atitude prudente. — Dominic concordou.

— Dois dias. Dominic, ligue para o Rei Francis. — ele olhou pra Emily, que abaixou os olhos. — Dispensados.

Ela foi a primeira a sair da sala, e Jason foi atrás.

— Em. — Ele segurou seu ombro.

— Acho que isso é uma má idéia.

— Eu já viajei outras vezes...

— Sim. Não para um país que pode se unir a países que querem guerra, e nem sabemos os motivos...

— Emily. Querida. Vai dar certo. Precisamos entender o que está acontecendo. E logo após minha volta, vamos fazer o congresso.

Emily suspirou, e deu a volta.

— Preciso pensar. — ela arrumou a coroa em sua cabeça, e saiu andando.

Jason esfregou os olhos, suspirando.

— Emily. — ela parou. — Lily está na Croácia.

— O que? — ela se virou, preocupada.

— Ia comemorar o aniversário dela lá. Mas preciso tira-la de lá.

— Ai meu Deus. Eu.. Eu vou com você.

— Não, Em. O país precisa de você, assim como nossos filhos. — Ela suspirou.

— Você ainda vai me matar de preocupação. — ele sorriu, a abraçando.

— Não vou.

— Senhor. — Dominic abriu a porta da sala onde estavam antes. — É o rei Francis na linha. Já consegui.

Os dois se olharam, preocupados, e entraram as pressas na sala.

Jason pegou o telefone, já se preparando para andar de um lado ao outro. Isso o ajudava a pensar.

— Rei Francis.

— Rei Jason. Seja breve.

— Chegou aos meus ouvidos que planeja romper o tratado de paz, e aliar-se a Polônia.

— Pegamos uma espiã, infiltrada em nossl castelo. A interrogamos, e ela disse que as terroristas planejam algo grande. Algo enorme. — sua voz tinha um tom sombrio, e Jason escutava com atenção. — A torturamos, mas não adiantou. Mas ela conseguiu nos deixar preocupados. E vocês não levam essa ameaça a sério. Tenho até amanhã a noite para responder a Polônia. Não pretendemos guerrear, mas...

— Compreendo. Rei Francis, partirei para aí amanhã.

— Ótimo. — e desligou.

Jason lançou um olhar sombrio a Emily.

— Precisamos tomar cuidado, ou o Tratado de Paz vai ser quebrado.