How many secrets can you keep?
8 Capítulo 8 - A nova casa.
Notas iniciais
Cheguei novamente ao parque e adentrei junto com Anna. Já eram 23 horas. Meu celular tocava em meu bolso, o peguei e olhei para a tela.
Era Yash, me ligando, logo atendi.
''Yash, já tô no Parque Central, você tá no mesmo lugar?'' — Disse de início.
''Oi, Jhon. Tava preocupado, você não chegava, pensei que tinha acontecido algo..Sim, estou no mesmo lugar, corre pra cá.'' — Respondeu ele.
''Não, estamos bem. Ok, tô indo aí.'' — Terminei desligando o celular.
Continuamos andando pelo caminho asfaltado cinza com grama e árvores em volta, na escuridão do parque. Haviam apenas pequenas luzes de postes pelo caminho.
Avistei de longe novamente, aquele grande palco de madeira com a cobertura em um triângulo laranja iluminado por uma espécie de fogueira e acelerei o passo. Cheguei lá, avistei apenas Yash, Marti e Dan. A espécie de Fogueira, vinha de Marti, que brincava com uma grande chama de fogo em suas mãos.
Dan segurava uma mochila e algumas sacolas, e Yash estava com o celular em mãos, falando com outra pessoa. Yash tem poderes de criar portais e teletransportar a si mesmo e a outras pessoas para outros lugares.
Ao fundo, estavam os outros, quietos, achei estranho até. Cumprimentei-os de longe e fui falar com Yash.
''Tá atrasado, hein.''- Disse Marti.
''Tive uns probleminhas na casa da minha prima.'' — Respondi.
''Vamos demorar muito aqui ainda?'' — Disse Dan, olhando para Yash.
''Não, vamos todos agora.'' — Disse ele.
Yash chamou todos para o centro do palco, e os juntou em 3 grupos. Fez uns movimentos e abriu um grande portal ao fundo do triângulo.
''Eu vou primeiro, para abrir o outro portal, logo volto para chamar vocês.'' — Disse ele entrando no tal portal roxo.
Passados alguns instantes, ele reaparece.
''Bom, vamos ir separados. O primeiro grupo vai primeiro, entrando um de cada vez. Esperem em frente ao grande portão. Logo irei junto com o último grupo. Não façam tanto barulho, obrigado.'' — Falou Yash, mandando o primeiro grupo entrar.
Após os dois grupos entrarem, chegou a vez do último, do qual eu estava.
Fui andando em direção ao grande portal e entrei, tudo escuro, e senti um leve frio na barriga, novamente reaparece a luz, e eu vejo todos novamente. Parei em frente a um portão grande, de cor cinza, contendo desenhos e uma placa. ''Mansão νέα εποχή'' Que significa Nova Era (New Age).
Yash apareceu por último fechando o portal e segurava uma chave.
Antes de abrir o grande portão, apertou uma espécie de campainha chegou perto e falou '' Desativem a proteção, nós vamos entrar. Obrigado!'' -
Passamos pelo grande portão e fomos entrando por um caminho ladrilhado de paralelepípedos cinzentos com um belo jardim em volta, com várias árvores. Logo lá na frente, havia uma enorme fonte, com uma estátua que não consegui discernir o que era. Ao fundo, havia a grande mansão em tom cinza e marrom, com grandes janelas e uma enorme porta de madeira, com dois lados de vidro e cortinas azuis.
Subimos as escadinhas da entrada e Yash deu três toques na porta. Alguns minutos depois, a porta se abre e dela sai uma garota, não muito baixa, corpulenta, e bem boninta, ela vestia short jeans surrados, all-star pretos e uma camisa azul do Super Man. Seus cabelos escuros caíam sobre os seios e ela sorria para nós com seus olhos em tom verde por conta das lentes que usava. Seu nome é Maria Luiza, mais conhecida como Malu. Ela tem o dom de controlar o tempo, ar, raios, chuva e etc. Correu em minha direção me dando um abraço.
''Ai meu deus, que saudades de ti, Jhon.'' — Disse ela.
''Mano, puta que pariu. Que saudades de ti. Achei que não tinha sobrevivido..''- Disse.
''Eu sei me cuidar, consegui me esconder.. Mas eu tô aqui, e você também! Ai, que emoção.'' — Continuou ela.
Ficamos um belo tempo abraçados, era costume nos abraçarmos por longos minutos.
Nos soltamos e Malu foi falar com os outros enquanto eu entrava na mansão seguindo Yash.
''Bem-vindos ao novo lar!"- Disse Yash.
''NOSSA!'' — Foi tudo o que consegui dizer. Estava extasiado como era tão bonito lá dentro.
Uma grande escada que se dividia em dois. Um salão enorme com vários vasos de plantas e luzes. Uns sofás em tom marrom em alguns cantos da recepção.
Todos entraram e ficaram no centro do local, observando e comentando sobre a grande mansão. Coru veio descendo as escadas e se juntou com Yash no pé da escada. Ela vestia uma blusa da GAP laranja e um short preto, com sapatilhas pretas de caveira.
''Então, meus queridos, existem vários e vários quartos pela casa e vocês podem escolher o de vocês, mas sem brigas, por favor. e.e
a Coru vai levá-los e vocês podem escolher. Agora vou pra cozinha fazer os lanches, beijos. Até depois.'' — Disse ele indo em direção a cozinha.
Todos ficaram parados, olhando para Coru que ainda estava parada no pé da escada.
''Ahn.. Então.. vamos lá, vou mostrar os quartos pra vocês.'' — Disse ela subindo as escadas.
Todos fomos atrás dela. Subimos as escadas do lado direito, e entramos em um corredor em tom de marrom, feito em madeira, com um carpete preto. Ao longo do corredor, haviam várias estantes com livros, objetos e vasos de plantas, sempre ao lado de várias portas, umas perto das outras, mas em longos espaços. Cada porta é um quarto, estavam todas abertas. Alguns iam entrando em alguns dos quartos e jogando as mochilas ao chão. Outros esperavam por algum outro quarto.
''Os quartos são todos iguais.'' — Disse Gui.
''Sim, são todos iguais. Mas você pode deixá-lo do seu jeito. Nós preferimos deixar eles todos iguais, para não haver brigas de duas ou mais pessoas gostarem do quarto e ficar aquele mimimi.''- Disse Coru.
''Vocês pensaram exatamente como eu faria.'' — Falei.
Chegando ao fim do corredor, eu entrei em um dos quartos, joguei as mochilas no chão e falei
''Vou ficar com esse aqui, gostei dele.'' -
Era um pouquinho maior que os outros, mas nada de mais. Eu gostei só por ele ser o último do corredor, e ter uma visão para o jardim e entrada do terreno.
Sentei na cama e comecei desfazer a mala, colocando as roupas no armário e gavetas. Tirei alguns pertences como quadros, e coisas que ficam no criado-mudo ao lado da cama e fui arrumando aos poucos.
Senti uma presença em meu quarto, olhei para trás e era Jana, estava parada do lado de fora do quarto. Ela vestia tênis vermelhos, short jeans claro e uma camisa colorida acima da barriga, com um nó amarrado na cintura, e seus cabelos negros soltos por cima dos ombros e seios. Jana tem poderes de cura, mas também pode deixar os inimigos muito doentes, a ponto de internação. É um poder bem útil, em batalha. Ela veio em minha direção e me abraçou.
''Oi best, que saudades de você''- Disse ela.
''Oi, amorzinho. Também tava com saudades de ti.'' — Falei.
''Você tá bem? aconteceram muitas coisas..'' — Falou ela.
''Ah, tá tudo indo, como sempre.. E você, como tá? Você sumiu..'' — Disse.
''É, eu viajei antes de acontecer tudo.. voltei a uns dias atrás e falei com Yash. Ele me pediu para vir pra cá, e eu estou aqui.'' — Disse ela.
''Entendi. Ahn.. vamos descer, depois termino isso aqui.'' — Falei.
Ela segurou em meu braço e saímos em direção a cozinha.
Chegando á cozinha, dei de cara com uma enorme mesa em tom marrom, cheia de comida, guloseimas, salgados e especiarias. A cozinha era em azulejo branco com desenhos de flores em preto, vários armários de um lado Yash estava com uma expressão de felicidade imensa, por ter tantas pessoas na casa e por estarem saboreando os maravilhosos pratos de sua comida. Estavam todos sentados á mesa, mas haviam pessoas novas. Malu Mões, costumo chamá-la de Nutella, estava vestindo uma camisa azul do capitão América, calça jeans escuros e tênis pretos, estava sentada ao lado de Tomi, que comia um hambúrguer com bastante bacon, e Malu o olhava com expressão enojada. Ela tem poderes de Gerar campos de força, para proteger a si mesma, um local específico ou uma pessoa. Marti estava saboreando um mousse sem açúcar. No fundo da cozinha, estava Mama seduzindo Gui, que estava ao lado da geladeira. Ela estava vestida com uma calça jeans, camisa cinza acima mostrando a barriga e uma bota preta com os cabelos ruivos soltos. Gui estava de camisa verde, bermuda branca com detalhes em cinza e tênis pretos. Mama me viu, entrando na cozinha e acenou, com um sorriso maldoso, deixou Gui de lado e veio em minha direção me abraçando.
''Olha só quem está aqui também.'' — Falou ela mordendo o lábio inferior.
''Hahaha, você por aqui? Que surpresa.'' — Falei.
''Pois é, agora iremos morar sobre o mesmo teto, eu gosto disso.'' — Disse a garota.
''Então depois conversamos mais sobre isso.'' — Disse.
Sentei-me ao lado de Marti, e Yash me trouxe um prato com um enorme Bife com fritas e purê de batata, e um grande copo de Coca-Cola.
''AI MEU DEUS'' — Falei.
''Hahahaha, o que foi?'' — Disse ele gargalhando.
''ISSO DEVE ESTAR MUITO BOM, SOCORRO.'' — Disse.
''Ah, obrigado. Fico lisonjeado com o elogio'' — Falou ele.
Comecei a comer e realmente estava muito bom.
Depois de me empanturrar de tanta comida, fiquei um tempo sentado conversando com Víria, que estava sentada de frente para mim, mas do outro lado da mesa.
''E ai, amore. Está bem?''- Perguntei.
"Ah, estou sim! Depois daquele susto que eu tive, fiquei bem melhor na noite seguinte..'' — Respondeu ela olhando para Marti indiretamente.
''Hmm. Acho que sua noite foi extremamente boa, não é?'' — Comentei rindo.
''Digamos que sim. Mas e você, como andou?'' — Perguntou ela.
''Ah, do mesmo jeito de sempre. Sempre fora de casa, me metendo em confusão, sei lá. Acho que me perdi um pouco.'' — Respondi.
''Entendo.. E tá feliz por estar aqui com todo mundo?'' — Falou ela.
''Melhor do que ficar confinado dois anos em um quartel, sendo obrigado a acordar antes do sol nascer para ter um treinamento insuportável e se foder todo dia, ficando machucado e etc.'' — Respondi com desdém.
''Acho que sei como é. Já tive vontade de ir para o exército, mas acho que não me daria bem.'' — Comentou ela.
''Não recomendo, de verdade. É algo que você pode gostar, mas ao mesmo tempo você tem vontade de se matar ali mesmo.'' — Falei me levantando da mesa.
''Vou andar um pouco, depois conversamos. Até depois.''- Disse.
Saí da mansão, e fui andar pelo jardim, espairecer, como sempre não estava bem. Tinha alguma coisa me perturbando. Dei a volta para os fundos da mansão, um local bonito. Azulejado com uma enorme piscina e várias cadeiras de praia, uma churrasqueira ao fundo, junto de uma pia de cerâmica em baixo de uma cobertura de tom ferrugem, por conta dos blocos de tijolinho. Sentada á beira da piscina com os pés na água, estava Giu, distraída. Ela vestia uma blusa de frio cinza e um short azul escuro. De longe podia sentir que não estava bem. Já falei sobre isso, mas a minha mutação é poder ver, sentir, alterar e manipular os sentimentos de alguém. E estava sentindo os de Giu, e ela estava realmente muito triste.
Sentei-me ao lado dela, sem dizer nada.
''Oi Jhon. Tá tudo bem?''- Disse ela de início.
''Comigo? O de sempre. Não preciso te fazer a mesma pergunta, sei que não tá bem. Me conta, o que aconteceu.'' — Falei.
''Invasão de privacidade isso aí. Eu poderia muito bem dizer que estou bem''- Comentou ela rindo.
''Poxa, não tenho culpa.''- Disse.
''Eu sei que não.. Bom, sei lá.. Eu tô muito triste com o que andou acontecendo nesses anos, sobre tudo, sabe? Todo mundo morrendo, perdendo família, tendo que viver refugiado. Amores sendo dissipados..'' — Disse ela olhando para os pés dentro da água.
''Hm, acho que já sei do que se trata.'' — Falei. ''Bom, acho que amor é uma coisa muito incompreendida, uma hora você tá bem com uma pessoa e logo depois puff, tudo evapora como fumaça. E você fica lá, extasiado, sem saber o que fazer.'' —
''É, é bem isso. Acho que deveria parar de pensar e falar sobre isso. Ficar me martirizando por coisas que deveriam ter acontecido e foram se acabando não é bom. Mas nós somos burros, sempre pisando nos próprios pés.'' — Falou ela.
''Pois é. Somos tolos de mais. Enfim..''- Disse.
''Ahn.. Eu vou entrar, tá esfriando.. Vai ficar aí?''- Perguntou ela.
''Vou sim, pode ir lá. Se for dormir, dorme bem. Até mais tarde.''- Falei.
''Até, beijos.''- Disse ela indo em direção a entrada da mansão.
Fui até uma das cadeiras de praia e peguei uma toalha, deixando-a na beirada da piscina. Tirei a camisa e sapatos, os jogando de lado e pulei na piscina. Submergi e fiquei pensando por um tempo, estava muito atordoado, eram muitas informações, sentimentos, pessoas e coisas pra pensar, estava enlouquecendo. Fiquei lá por horas, tentando esquecer tudo e deixar a cabeça vazia. Deu certo, até. Depois de horas, saí e me sequei. Sentei-me em uma das cadeiras e acendi um cigarro, fiquei brincando com a fumaça, como de costume, olhando pro céu escuro. Terminei o cigarro e decidi entrar.
Novamente estava na recepção da mansão, e subi as enormes escadas virando para o lado direito, fui até o fim do longo corredor que estava totalmente escuro e entrei em meu quarto.
Joguei as malas e roupas que estavam na cama, no chão e me deitei, cobrindo-me com um edredom azul e simplesmente adormeci.
Acordei na manhã seguinte, ouvindo gritaria e falação. Levantei-me sem pressa, me sentando na cama. Olhei para a porta da sacada, de cor branca e fui em sua direção. Abri e fiquei admirando a vista por alguns minutos até que alguém bateu na porta do meu quarto.
''Pode entrar.''- Falei.
Era Giu, estava com uma expressão preocupada.
''Jhon.. Pensei que ainda estivesse dormindo.'' — Disse ela.
''Não, acordei agora. Porque há tanta gritaria, aconteceu algo?'' — Perguntei.
''Ah, se arruma primeiro. Quando descer a gente conversa sobre isso.'' — Disse ela fechando a porta.
''Hm.. Ok então.'' — Disse para mim mesmo.
Fui em direção do banheiro, abrindo a porta marrom. Fiz minha higiene matinal e troquei de roupa. Coloquei apenas uma calça preta e uma camisa branca, dei uma bagunçada no cabelo como sempre e desci.
Chegando á recepção da mansão, estavam todos confusos e alterados.
Fui ao lado de Malu e perguntei.
''O que tá acontecendo aqui?'' —
"Alguém sumiu, mas o Yash não quer contar ainda, ele tava esperando você descer.''- Respondeu ela.
"Ah.. Ok amor. Obrigado.''- Falei indo em direção ao Yash.
''O que tá acontecendo aqui? Cadê a Anna?''- Disse.
"Então, eu fui ao quarto dela para perguntar uma coisa. E.. estava tudo quebrado e ela não tava lá.''- Respondeu ele triste.
''QUE? VOCÊ TÁ DIZENDO QUE ELA BRIGOU COM ALGUÉM E SUMIU?'' — Gritei.
"Fica calmo, Jhon. Mas parece que ela foi sequestrada. E parece que a pessoa conseguiu passar pela nossa segurança. Vamos resolver isso, procurar evidências, investigar. Nós vamos achar ela. Mas antes, precisamos saber que tipo de pessoa invadiu a nossa casa.'' — Disse ele preocupado.
Fale com o autor