How many secrets can you keep?

13 Capítulo 13 - Um pouco de sorte.


Notas iniciais
Demorou muito tempo pra sair pois eu tinha dado uma abandonada. Pretendo voltar a escrever a trama. Bom, amigos. Espero que gostem. Não ficou tão grande pois faltou mais criatividade.

Narração por Anna.

Eu não faço ideia de como tudo aconteceu. Eu estava no banho lavando meu cabelo, depois que saí vesti um short azul, uma regata branca com um lobo desenhado e me deitei mexendo no celular. Ali mesmo adormeci.
Estava tendo um sonho ruim mas não consigo me lembrar como era pois levei um susto com alguém colocando um pano com um cheiro forte de gasolina em meu rosto e foi aí que apaguei.
Só consigo me lembrar da luz do sol batendo em meu rosto quando acordei. Sentia a cabeça doer e o movimento. Estava enjoada mas sabia que estava dentro de um veículo.
— ''Jhon?'' — Perguntei mas não obtive resposta.
Olhei em volta do lugar e eu não estava exatamente deitada no banco de trás de um carro e sim dentro da caçamba de uma van com apenas duas janelinhas pequenas.
Fiz um esforço para me levantar e olhei por uma delas mas só conseguia ver mato e estrada, totalmente vazio. Não havia nenhum carro atrás de nós. Fiquei um pouco assustada mas não podia fazer nada pois estava com os braços amarrados de uma forma que eu não iria conseguir soltar.
Tentei olhar pela outra janelinha da caçamba onde fica o motorista, mas não dava pra nada além da estrada á frente e metade do corpo da pessoa que dirigia. Ele estava coberto por um macacão todo preto com touca.
Pelo céu, já deveria ser umas 7 horas da manhã e eu não fazia ideia de onde estava e quem fez isso comigo. Mas podem ter certeza, quando eu descobrir vou arrancar a pele dessa pessoa pedaço por pedaço. Passaram algumas horas e eu já estava impaciente, xinguei aquela pessoa umas quinhentas vezes mas não obtive nenhum tipo de resmungo, o que tava me deixando muito nervosa. Estava com fome e com sede, quando reclamei dos tais o indigente jogou um saquinho pela janelinha e a fechou. Dentro havia uma garrafa d'água e alguns sanduíches.
—''Eu vou abrir isso aqui como, seu filho da puta?'' — Falei.
O carro parou, alguns segundos depois a porta da caçamba abriu e um cara mascarado entrou, abriu o saquinho, retirou as coisas e me deu.
—''Olha só, ele é bonzinho. Vai me dar a comida na boca.'' — Disse sarcástica.
—''Não torre minha paciência, aberração. Encha a boca de comida e fique quieta!'' — Respondeu ele.
Cuspi o sanduíche naquela máscara ridícula e ele me deu um tapa na cara. Mas continuou a me alimentar em silêncio. Por fim, quando acabei ele trancou a porta e voltou ao volante seguindo em frente.
Já estava cansada e entediada, me recostei em um canto e fiquei pensando em como iria fugir dali, mas nada iria adiantar.
Foi então que adormeci.
Sonhei com o Jhon, mas era confuso, ele estava com muitos problemas. Acordei quando no sonho houve uma grande explosão.
Quando percebi, estava sentada em uma cadeira, amarrada com uma espécie de cabo de aço, não sei bem o que é isso. Só sei que machuca. Olhei em volta e estava em um enorme galpão cheio de coisas quebradas.
Haviam um monte de homens engravatados e armados pelo local, dois deles estavam de cada lado da cadeira, como se fossem meus guarda-costas.
Me deram comida mas nada de me soltarem, um deles falava ao telefone com alguém que estaria chegando, ele o chamava de ''chefe'' que parecia irritado.
Algum tempo depois ouvi barulho de portas de carro batendo e um homem com óculos escuros e terno chegou adentrando o galpão gritando com alguns homens e vindo em minha direção.
—''Olha só, eles conseguiram pegar você! Você não cansa de dormir não? Dois dias apagada.'' — Disse ele acendendo um cigarro.
—''Uma tarefa fácil pegar alguém que estava dormindo, não é? Bom, se seus homens parassem de me dopar, quem sabe eu ficaria acordada.'' — Respondi
—''Não foi nada fácil conseguir entrar naquela mansão, graças á minha equipe temos alguém com uma flexibilidade incrível pra descer de um helicóptero e entrar no seu quarto.'' — Respondeu ele dando um trago e soltando a fumaça na minha cara.
O olhei com desdém.
—''Hm, tem gente trabalhando pra você pois é um inútil e não consegue fazer isso sozinho.'' — Disse entre risos.
Ele riu e apagou o cigarro na minha coxa esquerda, que logo ficou avermelhada no local.
A primeira coisa que eu queria naquele momento era um cigarro e a segunda era rasgar a garganta dele. Mas o que eu pude fazer foi apenas dar uma bela cuspida na sua cara.
Ele estava pronto para me socar quando um raio forte e alto seguido de uma chuva muito forte o assustou, em seguida o galpão estava ficando alagado. Ele me deu uma coronhada com o revólver e desmaiei.
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—''Precisamos achar uma estrada!'' — Disse Giu
—''Estrada? Pra quê? Estamos sem carro!'' — Falou Mallu.
—''Se por acaso passar um carro, podemos pedir carona ou algo do tipo. Não custa nada tentar.'' — Respondeu Giu.
—''Tá todo mundo morto, ao menos não haverá ninguém atrás de nós por hora. Só precisamos achar um local seguro pra nos esconder e decidir o que vamos fazer'' — Falei.
—''Tem uma estrada há mais ou menos uma hora e meia daqui, não é muito movimentada mas algumas vezes passam uns caminhões de carga. Eu sei o caminho, vamos.''- Disse Loba indo na frente.

Ela não estava nem um pouco preocupada com Anna em suas costas, parecia que estava levando uma pena de pavão.
andávamos por aquela mesma floresta onde estávamos, mas Mallu já havia utilizado seus poderes para deixar o tempo nublado e úmido para não sofrermos com o calor. Passamos pela cachoeira onde ficamos um tempo, enchemos as garrafas, bebemos e seguimos caminho.
Mais ou menos duas horas depois chegamos á uma estrada vazia onde em volta só haviam árvores e montanhas com um pouco de neblina.
Nos sentamos no acostamento da via e esperamos. Thalles pegou no sono pois estava desgastado de andar tanto.

Estava anoitecendo quando ouvimos um barulho de motor e alguns minutos depois apareceu um caminhão fazendo a curva. Fomos todos para o meio da estrada para que o motorista nos visse e parasse. Era um caminhão que deveria ter lá pros 20 metros, a parte da frente era branca e a caçamba um marrom meio ferrugem. Quando parou, um homem colocou a cabeça pra fora com um tom de dúvida,
—''Com licença, senhor. Se não for incômodo, poderia nos dar carona? Estamos perdidos e não temos como sair daqui. Faz horas que estamos esperando alguém e nossa amiga está ferida.-'' Disse Thalles.
—''Hm.. bom, eu estou indo pra cidade. Acho não tem problema nenhum. Vou abrir a caçamba.''- Disse o homem.
Ele aparentava ter uns 50 anos, mais um menos. Não era muito alto e usava óculos. Pegou as chaves e nos conduziu até a lateral do caminhão onde abriu uma pequena porta.
—''Filha? Esse grupo nos pediu carona, eles vão ficar aqui. Quer vir comigo na frente ou prefere ficar aí?'' — Perguntou ele se referindo á alguém.
Até que ele abriu a outra parte da porta e lá estava uma garota deitada sobre uns sacos de algo que não consegui discernir o que era. Estava com uma camisa cropped, colorida, saia preta e tênis. Mexia no celular com fones de ouvido, nem devia ter escutado. Olhou em nossa direção e tirou os fones.
—''Oi? O que foi? Carona?''- Perguntou ela.
—''Sim, esse pessoal nos pediu carona. Vou levá-los.''- Respondeu o senhor.
—''Tudo bem, entrem aí. Eu me chamo Isabella, mas podem me chamar de Bella.'' — Disse a garota nos cumprimentando.
Todos nos apresentamos e sentamos, logo o caminhão começou a andar. Estávamos aliviados por alguém ter passado ali, mas ainda não sabíamos o que fazer.
—''O que houve com a garota?'' — Perguntou Bella.
—''Ah, uma longa história!'' — Respondi.
—''Foram os engravatados?'' — Perguntou Bella sorrateiramente.
—''Como sabe sobre eles?'' — Perguntou Mallu.
—''Eles já vieram atrás de mim uma vez. Por isso estamos indo pra outra cidade.''- Respondeu ela.
—''Ahn.. espera. Você é mutante?'' — Perguntei.
Meus amigos me olharam com olhos arregalados por eu ser tão direto e indiscreto.
—''Bom, digamos que sim. Vocês também são ou estão aqui á trabalho deles?'' — Disse Bella.
—''Somos sim... Hm.. bem, eles haviam sequestrado ela e viemos atrás. Foram longos dias difíceis.'' — Respondeu Thalles.
—''Qual o poder de vocês?'' — Perguntou Bella sendo totalmente direta.
—''Thalles pode se teleportar, Dan tem super força, Mallu é uma bruxa do tempo, eu posso ver, modificar e sentir os sentimentos e a Giu consegue usar seus próprios medos contra você. E você?'' — Respondi.
—''Que legal! Eu posso paralisar as pessoas. Elas só escutam e veem as coisas, o resto do corpo fica totalmente imóvel.'' — Disse Bella.
—''Wow, que foda!'' — Disse Thalles.
Anna se mexeu e estava acordando, não sabia muito bem o que estava acontecendo.
—''Que puta dor de cabeça'' — Disse ela colocando a mão sobre o rosto. Até que se deu conta de que estava desamarrada. Tirou a mão de cima dos olhos e nos olhou dando um sorriso.
''Puta que pariu! Como vocês me acharam? Meu deus, onde a gente tá? Que lugar é esse?'' — Disse ela nos abraçando.
—''Pegamos carona com um carinha e estamos voltando pra cidade. Essa é Bella, o pai dela é o motorista.-'' Falei.
—''Já conseguiram falar com alguém da mansão? Avisar que conseguiram me achar e que estamos voltando?'' — Perguntou Anna.
—''Não, todos os nossos celulares descarregaram. E bom, meu carro já era.'' — Falei.
—''Ahn.. Bom, ao menos vocês estão vivos.'' — Falou Anna.

Thalles estava muito mais quieto que o normal e percebi que ele estava chateado.
Sentei-me ao lado dele sem falar nada por alguns minutos.
—''O que houve, Tha?''- Perguntei.
—''Nada..'' — Respondeu ele.
—''Tem algo aí sim, não dá pra mentir pra mim.'' — Falei.
—''Eu gostaria de poder ter mais força com o meu poder. Levaria todos vocês daqui de uma só vez. Mas não consigo pra tão longe. A visão da Mansão fica embaçada com essa distância toda e daria algo muito errado se eu tentasse.'' — Respondeu ele.
—''Relaxa, cara. Nós estamos todos juntos e bem. Vamos dar um jeito de voltar.'' — Falei dando-o um abraço.

Pouco tempo depois o caminhão parou e alguns minutos após a parada a porta da caçamba se abriu.
—''Vamos fazer uma parada pra comer e descansar. Já estou exausto de dirigir e com muita fome. Venham, vamos procurar um lugar para comprar comida.'' — Disse o senhor entusiasmado.

Notas finais
Comentem o que acharem. Aceito críticas construtivas e que ajudem a melhorar a história.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.