How many secrets can you keep?

10 Capítulo 10 - Uma busca ?


Notas iniciais
O capítulo ficou meio bostinha, mas eu quis deixar um pouco de suspense pro final, e tal, mas ainda continua uma bostinha. Bom, a partir daí que começam os problemas e as confusões, logo logo haverão mortes e uma coisa nova irá aparecer, mas só irão saber nos próximos capítulos. :*

Assim que Thalles nos teleportou, houve uma imensa escuridão. Pensei que havia caído em um abismo. Não é tão legal ser teleportado. Parece que seu corpo se reduz para poder passar por outra dimensão em questão de milésimos de segundos para chegar á outro lugar. Acho que para Thalles conseguir se acostumar com isso, ele deve ter tido muitos enjoos, assim como eu tive nesse momento. Após a escuridão, novamente viu-se a luz do sol, queimando nossas visões. Estávamos novamente ali, no Parque Central, no mesmo palco de madeira com a cobertura triangular.. Para nossa sorte, não havia ninguém por ali.
Queria entender o porquê de Thalles nos ter levado para lá, mas não disse nada. Lembrei-me de várias coisas que haviam acontecido ali. Os reencontros, conversas e etc.

Após alguns minutos ali, olhando o lugar, procurando vestígios, lembrei-me de que tinha deixado meu carro estacionado em um local escondido, do parque. Como consegui entrar com o carro dentro do parque? Não me pergunte, foi algo extremamente difícil. Pedi para que todos me acompanhassem até o local para podermos pegar meu carro e sairmos por aí, procurando vestígios.
Depois de andar alguns longos vinte minutos, chegamos á uma parte bem além do parque, onde havia deixado meu maravilhoso Mustang.
–''WOW, que carro legal!'' — Comentou Thalles.
–''Pois é, né? Eu tenho bom gosto. HAHAHA'' — Disse sorrindo.
Desativei o alarme e o abri, estava extremamente quente, dentro do carro, por conta do calor e do sol.
–'' Porque tem que estar sempre tão quente? Arrgh!'' — Disse Giu, colocando seus óculos escuros.
–''Cara, também gostaria de saber. Eu ainda vim com roupa de frio, achando que estaria nublado ou algo do tipo. Posso mudar o clima? Pelo menos diminuir um pouco esse sol.'' — Disse Malu, revirando sua enorme bolsa Jeans.
–''Na boa, acho que deveríamos trocar essas roupas, pelo menos até a noite. Ou então, colocarmos apenas umas camisetas mais leves, pra não ficar morrendo queimado.'' — Comentou Thalles retirando sua blusa de frio preta, com o desenho de dois crânios em tom azulado.
–''Concordo, vamos trocar de roupa. Se a noite esfriar, temos cobertores dentro do carro, só ficarmos lá dentro e nos cobrirmos. Tudo bem que o carro não é tão grande, mas cabe todos nós.'' — Comentei retirando minha jaqueta de couro, junto com a camiseta preta.
Abri minha mochila e peguei uma camiseta regata preta, com um desenho da Princesa Ariel Zumbificada e a coloquei.
Malu, retirou de dentro da sua bolsa, uma camisa branca, de ombro caído com um coração no centro, com uma metade cheia de estrelas e o outro lado com listras. Era exatamente igual a bandeira dos Estados Unidos e a vestiu na nossa frente mesmo. Éramos tão íntimos que não havia necessidade de privacidade, somos amigos, não iriamos a olhar com outros olhos.
Giu apenas retirou sua jaqueta de couro, ela vestia um tomara que caia vermelho por baixo. Algo que valorizava seu busto e a deixava extremamente gostosa.
Dan vestia uma camisa regata branca, e uma bermuda Jeans, não estava morrendo, assim como nós.
Assim então, entramos no carro, nos acomodando. Dan, Malu e Giu sentaram-se atrás, Thalles no banco do passageiro e eu no volante.
–''Se eu te pedir uma coisa, será que você consegue?'' — Perguntei, referindo-me a Thalles.
–''Dependendo do que for, acho que até consigo.'' — Respondeu ele me olhando intrigado.
–''Então.. Será que consegue teleportar o carro com nós dentro, para o lado de fora do parque?'' — Perguntei novamente.
–''Ah, consigo sim. Isso é fácil.'' — Respondeu ele animado.
Acelerei o carro, em direção ao muro, um minuto antes de batermos, fomos engolidos pelas sombras e saímos do outro lado do muro, na saída do estacionamento.
–''PORRA, isso foi muito legal!'' — Disse Dan, animado.
–'' Cara, isso foi demais! Porra, eu amo sua mutação. Puta que pariu!'' — Falei acelerando na saída do estacionamento e entrando em uma rua.

Estávamos em uma estrada, em volta havia apenas mato e mais mato. Liguei o rádio para amenizar o tédio e nos distrair um pouco. Já estava ficando com sono, de ficar ali, parado, apenas mexendo os braços e pés.
Estavam todos quietos. Malu estava dormindo no colo de Dan, e Giu estava lendo um livro, do qual não consegui ver o nome.
Thalles havia adormecido no banco do passageiro, ouvindo músicas no seu iPod.
Já estávamos a duas horas na estrada, eu não sabia exatamente para onde estava indo, mas só sentia que tinha que ir pra aquele lugar. Eu e Anna temos um elo empático, do qual nós conseguimos nos comunicar, mas não claramente. Só sentimos um ao outro, e nos guiamos com a força da tal sensação.
Acelerei mais ainda o carro, ultrapassando os 80k/m por hora. Abaixei o volume do som, quando percebi que todos haviam adormecido. Já era fim de tarde, aproximadamente 16 horas.
Peguei o celular e liguei para Yash, para saber se estava tudo bem com a mansão e com o pessoal.
–''Oi Jhon, tá tudo bem?''- Disse ele quando atendeu.
–''Ah, tá tudo sim.. Estamos com meu carro indo pro interior.. Não sei porque, mas estamos indo.''- Respondi.
–''Ah sim. Bom, aqui está tudo em ordem como sempre. Calmo e tranquilo. Pedi para que Marti levasse umas cinco pessoas para a sala de treino, para testar a capacidade deles em batalha, espero que ninguém se machuque. Mas enfim..''- Disse ele.
–''Bom, se está tudo em ordem, tudo bem. Vou desligar então, pois estou dirigindo.. Se precisar de algo, pode me ligar ok? Tchau, se cuida.'' — Falei desligando o celular.
Continuei com o pé no acelerador, esperando encontrar algo no final daquela estrada toda..

Uma hora depois, chegamos á um lugar, uma rua de paralelepípedo, bem deserta. E bem ao fundo, havia um enorme galpão branco com telhado azulado, algumas manchas de ferrugem em volta das paredes e aparência de velho.
Estacionei em frente do lugar, todos já estavam acordados e prontos para caso houvesse algo.
–''Vamos entrar e vasculhar. Caso tenha algo lá dentro, iremos embora e deixaremos tudo pra trás e se der, voltamos pra buscar, ok?'' — Falei.
Todos assentiram em concordância.
–''E se estiver vazio?'' — Perguntou Giu.
–'' Levaremos o carro para dentro e passaremos a noite aqui. Vai ser melhor ficarmos em algum lugar escondido, pelo menos por uma noite.'' — Respondi.
Saímos do carro, levando apenas as mochilas e paramos em frente a enorme porta de ferro, em tom branco enferrujado que por um belo acaso estava emperrada. Então, pedi para que Dan a abrisse. E ele o fez facilmente.
Adentramos o grande galpão escuro, que agora, estava sendo iluminado pela luz do sol, que estava se pondo. O lugar estava vazio, havia apenas alguns carros velhos enferrujados, um barco todo quebrado. Em um canto havia uma mesa redonda, de madeira com alguns copos e garrafas quebrados, bem velhos, por acaso, estavam todos empoeirados e sujos. O galpão era enorme, dividido em dois andares, parecia mesmo uma casa. Thalles havia se teleportado para o andar de cima e achou algumas camas e cobertores sujos, mas por sorte, eu tinha pelo menos uns oito cobertores no carro. Sempre andava prevenido em caso de dormir fora, ou ter que dormir dentro do carro mesmo. Pedi para que Thalles teleportasse as camas para o andar de baixo, para que ficasse mais fácil, caso tivéssemos que sair de lá as pressas, e ele o fez, levou quatro camas e algumas cadeiras e as deixou em um canto, perto da mesa que mudamos de lugar e limpamos para que pudéssemos utilizar.
Sentei a mesa, junto com Malu e Thalles, enquanto Dan ainda mexia no carro, procurando suas coisas. Giu veio a mesa com uma de suas mochilas e a abriu, havia bastante coisa dentro de sacolas brancas, dos quais era difícil discernir o que realmente havia dentro delas. Logo ela foi tirando suprimentos como caixas de suco, garrafinhas de água, um bolinho pequeno e quatro marmitex, e nos olhou.
–'' O que foi? Eu sei me prevenir.'' — Disse ela.
–''Nada, ué. Só fiquei interessado de como conseguiu guardar quatro marmitex dentro de uma mochila sem estragar ou elas abrirem.'' — Falei.
–''É só dar um jeito, não tem tanta dificuldade. Vocês que são burros mesmo.'' — Comentou ela entregando um para cada.
Dan havia se sentado do outro lado e então Giu retirou copos e também se sentou.
–''Vamos ter que comer frio mesmo?'' — Perguntou Dan.
–''Não, ora, tá quente. Abre que você vai ver.'' — Respondeu Malu, dando uma garfada num filé de frango.
–''Nossa.. Não precisava ser grossa.'' — Falou Dan.
–''Não fui grossa, é que ás vezes vocês poderiam ver as coisas antes de perguntar. Me desculpe, não quis ser grossa.'' — Respondeu Malu.
–''Ai gente, calem a boca e comam.'' — Falei, comendo uma batata frita.
Comemos e ficamos conversando um pouco sobre tudo o que estava acontecendo e bolando alguns planos, caso houvesse alguma coisa.
Thalles já estava com uma cara exausto e perguntou se podia ir dormir. Nós concordamos e deixamos ele ir deitar.
Acendi um cigarro e comecei a fumar, Malu e Giu também acenderam um e ficamos falando besteiras, rindo e brincando com a fumaça, até que Dan decidiu ir se deitar, pois estava cansado, ficou desgastado da viagem. Malu se levantou sem dizer nada e foi pegar sua bolsa e voltou trazendo quatro garrafas de vinho Cantina do Vale e mais dois maços de cigarros, e estava com um sorriso malicioso no rosto. Juntamos nossas cadeiras, um perto do outro, e eu, estava no meio das duas. Cada um pegou uma garrafa e começou a dar longos goles..

–''Eu acho que já tô ficando bêbada.''- Disse Giu, um tempo depois.
–''Não é só você. HAHAHA''- Falei.
–''Acho que a gente deveria se pegar..'' — Falou Malu, dando uma tragada em seu cigarro.
–''É uma boa ideia. Mas, se você quer me pegar, vem até aqui, querida.'' — Respondeu Giu.
Malu me empurrou no encosto da cadeira, apoiou-se na minha coxa e Giu fez o mesmo. As duas começaram a se beijar na minha frente. Cara, era uma cena maravilhosa.
Malu parou de beijar Giu e se dirigiu a mim, vindo em minha direção e me beijando. Giu fez o mesmo, mas colando seus lábios no meu pescoço e me beijando. Com uma das mãos ela puxava meu cabelo e com a outra enfiava lentamente a mão, dentro da minha calça.
Soltei-me dos beijos de Malu e virei-me para Giu e a beijei. Ficamos ali, nos pegando por alguns minutos até que Giu se levantou e pegou uma das garrafas de vinho.
–''Podem aproveitar, estou de olho no Dan.''- Falou ela indo em direção as camas.
–''Aproveite bem, gata.''- Falou Malu.
Giu seguiu em direção a cama de Dan e a vimos deitar junto dele. Após isso, só ouvia-se respirações ofegantes. Giu realmente iria aproveitar a noite.
Malu subiu em cima de mim, e começamos a nos pegar, estava ficando muito quente. Ela retirou minha camisa, e eu a dela, a beijei do pescoço aos seios, depois de volta a boca. Ela estava de saia, então aproveitei a deixa para usufruir dos dedos. Comecei penetrando-a com apenas os dedos e a masturbando de vagar, a fazendo gemer.
–''Porque não transamos logo?''- Perguntei.
Mexi em meu bolso e achei uma camisinha, que por acaso era de morango.
–''Minha buceta não tem paladar...''- Disse ela.
–''HAHAHA. Cala boca e senta!'' — Respondi, colocando a camisinha.
Malu se levantou, apagou a luz e voltou. A partir dali, começamos bem a noite.
Os únicos sons no ambiente era dos gemidos de Giu e Malu. Thalles adormecera como uma pedra.

Acordei com um forte barulho, vindo da porta. Sentei-me na cama com pressa e olhei em volta. Dan e Giu ainda dormiam, Malu também estava dormindo, ao meu lado. Thalles levantou-se assustado também. Aos poucos, todos foram levantando, com o barulho.
–''Mas que porra deve ser isso?'' — Perguntou Thalles.
–''Não sei, mas é melhor a gente arrumar logo as coisas..''- Respondi.
Malu e Giu levantaram-se as pressas procurando suas roupas e as vestindo. Dan e eu fizemos o mesmo. Thalles estava se teleportando pra lá e pra cá pegando as coisas, roupas, mochilas e pertences e jogando tudo dentro do carro.
Vesti uma camisa preta de gola U preta, uma calça jeans skinny jeans e um par de tênis pretos. Malu colocou uma saia mullet preta e um par de tênis azuis com uma camisa branca.
Dan vestiu uma regata laranja e uma calça jeans bege com um par de tênis pretos. Thalles estava com uma bermuda bege, camisa branca e tênis brancos.
Estávamos preparados para entrar no carro e sumir dali quando a porta de ferro finalmente caiu, deixando a forte luz do sol entrar entre a poeira que subiu quando a enorme porta de ferro amassada chocou-se com o chão. Dali, entrou um homem engravatado, apontando uma arma para nós.
–''Achamos você de novo.''- Disse o homem.
–''Porra, de novo? Vocês não cansam de me caçar não? Porque não procuram o que fazer?''- Respondi.
–''Não seja tolo, garoto. Nós vamos exterminar todos vocês!''- Comentou ele.
–''Ok, ok. Quando conseguir isso a gente se fala.''- Disse olhando para Thalles que se teleportou.
O homem assustou-se com o inesperado, mas continuou firme com a arma em mãos.
–''Podem usar o truque que quiserem. Vocês não vão sair daqui.''-
–''Quer apostar quanto que nós vamos sair daqui?'' — Disse Malu com os olhos tomando um tom de branco e o cabelo esvoaçando.
Giu estava inquieta, pois o homem do qual estava nos atacando com palavras, usava óculos escuros. Para usufruir de seu poder, precisaríamos arrancá-los do rosto dele. Ou esperar ele mesmo retirar.
–''Você tem tanto medo de nós, que usa esses óculos para se esconder. Pois sabe que se nós registrarmos o seu rosto, vamos te caçar até te matar.'' — Disse Giu, irritada.
Foi aí que ela teve sua deixa, o homem engravatado retirou os óculos e o colocou no bolso do terno.
–''Satisfeita, minha querida?'' — Perguntou o homem, em tom sarcástico.
–''Muito.'' — Respondeu a garota, observando tudo o que se passa na cabeça dele, e pegando informações necessárias.
Thalles reapareceu atrás de Dan e falou algo em seu ouvido, e o moreno concordou com a cabeça olhando para mim. O magrelo teleportou-se novamente e reapareceu dentro do carro, dando uma acelerada e um ''tchauzinho'' para todos.
Fiquei intrigado, mas Dan dava gargalhadas, logo, o carro sumira junto com o garoto magrelo.
O homem engravatado estalou os dedos e entraram cerca de vinte e cinco homens dentro do galpão. Um helicóptero pairava acima de nossas cabeças e barulhos de passos no telhado de ferro.
–''Vocês não vão escapar.''- Disse o homem.
–''Podemos não escapar, mas todos vocês vão morrer.''- Disse Malu fazendo uma rajada de vento invadir todo o local e subir a poeira. Com isso, todos nós nos dispersamos dentro do local, cada um se escondendo em um lugar onde poderíamos usar nossos poderes sem sermos vistos.
Todos os homens começaram a adentrar o lugar e nos procurar. Dan correu e pegou um dos carros amaçados, jogando-o em cima de três.
Malu estava fazendo chover, trovoar e ventar, dentro do local.
Fiz uma onda de medo preencher o local, fazendo alguns dos homens verem os seus maiores medos diante de seus olhos, outros saírem correndo e outros gritarem feito garotinhas amedrontadas. Era realmente instigante e engraçado.
Giu não tinha muito o que fazer, pois todos usavam máscaras e seus olhos estavam tampados. Foi quando ela correu em direção ao engravatado, socando e jogando alguns homens longe. Quando chegou á frente do tal, segurou-o pelo colarinho e firmou seus olhos contra os dele. De longe, ouvia-se apenas os gritos de dor e o debate de seus membros contra seu corpo. Eu podia sentir o ódio em seu coração, e a sensação de prazer em matá-lo pouco a pouco, usando suas próprias memórias.
Olhei em um canto, Dan batia em dois ao mesmo tempo, era impressionante como ele conseguia lidar com dois adversários, com tanta facilidade.
Giu estava ficando encurralada, com quatro adversários em volta dela, eles não á atacavam, mas já apontavam as armas em sua direção, e resolvi ajudá-la. Saí de trás de uns caixotes e fui em direção aquela rodinha. Cheguei atrás de dois homens que vestiam macacões totalmente pretos, com alguns símbolos estranhos, capacete, máscaras e seguravam armas enormes. Os segurei pelos pescoços e apertei até que desmaiassem, assim alertou aos outros onde eu estava. Emanei um pouco de poder, para deixá-los assustados, o que estava funcionando, pois um deles deu um passo para trás e se jogou no chão, em posição fetal. O outro saiu correndo com as mãos no rosto e deu de cara com uma coluna de ferro, logo caiu desmaiado no chão. Thalles reapareceu do meu lado, pegando os outros dois pelos ombros e teleportando para algum lugar. Vi apenas dois corpos caindo em um canto, de basicamente três metros de altura. Deve ter doído bastante.
Cheguei perto de Giu, fazendo-a soltar o homem que ainda se debatia pedindo por socorro. Ela o soltou e o homem caiu desmaiado. Fiquei com receio de olhá-la pois seus olhos estavam estranhos, completamente negros e sem brilho algum.
–''Me desculpa'' — Lamentou ela me dando um abraço.
–''Tudo bem, tudo bem. Precisamos sair daqui, vamos.'' — Disse a ela, enquanto a abraçava.
–''VAMOS EMBORA DAQUI.'' — Gritou Thalles -''Eles colocaram uma bomba no teto, isso aqui vai explodir'' —
Estava tudo totalmente silencioso, haviam corpos por todos os lados, mas eu só queria saber de sair dali e levar os meus amigos comigo. Nos juntamos, os quatro e estávamos correndo para fora do galpão quando finalmente a explosão aconteceu e nos arremessou metros á frente. Só me lembro de ouvir um estrondo ensurdecedor e tudo ficar escuro.

Acordei com vozes me chamando e alguém me chacoalhando.
–''Será que ele tá bem?''- Perguntou Thalles.
–''A Giu ainda não acordou. Eles não podem ter morrido.''- Falou Malu.
–''Eles não estão mortos, ainda respiram.''- Disse Dan pegando meu pulso para checar os batimentos.
–''Ele tá abrindo os olhos.''- Disse Thalles, esperançoso.
Abri meus olhos e uma luz forte invadiu minha visão, me deixando totalmente cego. E aos poucos, comecei a enxergar normalmente.
–''Que luz é essa? Tá tudo girando. AHHHH, minha perna!''- Resmunguei.
–''GRAÇAS AOS DEUSES, JHON. Você me deixou preocupada!''- Gritou Malu, que estava cuidando de Giu, ainda desmaiada.
–''O que foi que aconteceu? Eu juro que não fui eu''- Respondi.
–''Houve uma explosão e nós fomos arremessados longe.. Você e Giu foram os únicos que desmaiaram. Acho que foi pelo impacto.''- Respondeu Dan.
–''A Giu tá acordando!''- Falou Malu tampando a luz dos olhos de Giu.

Depois de alguns longos minutos, checando para ver se estávamos todos bem, para seguir viagem, Thalles nos teleportou dali para uma praça deserta, onde havia um chafariz com uma estátua de uma moça com alguns leões em baixo, que cuspiam água. Árvores altas, bancos de madeira e uma pequena trilha ladrilhada. Era um local bonito e parecia ser seguro, por ser deserto. Nos sentamos em um banco de madeira marrom, meio sujo de musgo e lodo, mas ainda sim, parecia aconchegante. Thalles nos trouxe um pouco de água e uma toalha para nos limparmos, pois ainda estávamos todos sujos de poeira, cinzas e grama. Sentei-me ao lado de Giu, para ver se ela estava bem. Ela havia cortado o braço em alguma coisa, mas pela profundidade poderia ter sido um pedaço de vidro. Ela parecia estranha, assim como eu me sentia. Thalles, Malu e Dan foram conversar em um canto, nos deixando de fora do assunto. Eles pareciam apreensivos e preocupados, mas não me importei muito. Deveriam estar falando sobre o que aconteceu e a explosão. Uma das coisas que eu não entendo, é como esses caras nos encontram. Juro que não sou nenhuma antena que transmite sinal via satélite para que eles me achem tão fácil.
–''Me desculpe..''- Falou Giu.
–''Pelo o que?''- Perguntei.
–''Por ter me descontrolado tanto..''- Disse ela, abaixando a cabeça.
–''Tudo bem.. Se não tivesse feito aquilo, estaríamos mortos.''- Respondi.

Malu estava esticando uma toalha em um lugar com a grama mais limpa e perto de um pequeno lago, e começou a arrumar uma espécie de Piquenique, para pelo menos nos distrair e tirar aquela tensão de nossos ombros. A luz do sol, estava bem forte, não sabia exatamente que horas eram, perdi totalmente a noção do tempo, e também preferi ficar sem saber, era bem melhor não me preocupar com mais nada, a não ser com essa tal missão, mas já estávamos no terceiro dia, nós todos já estávamos quase perdendo a esperança em encontrar Anna, mas continuávamos na busca, não poderíamos desistir. Até porque Anna é a única parte que restou da nossa família, não poderia a perder por nada. Sentei-me em um morrinho de frente para o lago, tirei meus tênis e os joguei de lado, queria sentir a grama verde tocando meus pés, já estava cansado daquela tensão toda e precisava apenas ficar ali, olhando pro nada e então acendi um cigarro.
Peguei meu celular sem prestar atenção em nada e procurei o número do Yash nas ligações recentes e apertei para ligar. Após alguns toques uma voz atendeu, mas não era a de Yash..
–''Oi Jhon, tá tudo bem?!''- Falou a voz.
–''Oi.. Quem é? Cadê o Yash?''- Perguntei.
–''É a Mille, porra. Não reconhece mais minha voz?''- Falou a garota com voz de criança.
–''Ah.. Oi Mille, me desculpa, não prestei atenção. Ah, tá tudo bem sim, e aí, como anda?''- Falei.
–''Por enquanto tá tudo bem. Encontraram alguma coisa?''- Perguntou a garota.
–''Nós quase morremos, mas tá tudo bem. Ainda estamos procurando Anna, mas não há nada que possamos fazer por enquanto.'' — Respondi.
–''AI MEU DEUS! Vocês estão bem? Alguém morreu ou ficou gravemente ferido? Se tiver, manda o Thalles trazer aqui que nós cuidamos..''- Disse ela meio desesperada.
–''Não, meu amor. Tá tudo bem, estamos todos bem. A gente conseguiu se salvar. Estamos basicamente escondidos em um lugar deserto e tal. Só liguei mesmo pra saber se estava tudo bem aí.'' — Falei. — Ouvi um grito, como se fosse um urro de um homem. -''Bom, vou desligar, ok? Precisamos planejar alguma coisa aqui. Qualquer coisa ligo de novo. Obrigado por se preocupar. beijos..''- Falei esperando a garota me dar tchau e logo desliguei.
Levantei-me e fui segui o som dos gritos, passei por alguns arbustos e encontrei Dan que estava segurando um homem e o amarrando numa árvore.
–''Ele estava nos espionando. Deve ser por isso que sempre nos encontram.'' — Falou Dan.
–''Eles já estão vindo, vão matar todos vocês, se preparem!''- Falou o homem loiro de olhos castanhos, que estava amarrado na árvore.