Notas iniciais
Mais um n-n boa leituraaa!

Quando cheguei, admito que estava nervosa, não tinha boas lembranças dos meus primeiros dias de aula e estava com medo de esse ano ser indiferente. Mas, para o meu alívio, não houve mudança no comportamento das pessoas, o que foi um bom sinal.

Estava indo para a classe quando trombei com alguém, olhei para a pessoa e notei que era uma garota da minha idade, ela estava com uma cara tipo: Eu vou te arrebentar.

–Você não olha por onde anda, não?- ela me olhava enfurecida, como se a vida dela fosse acabar.

–Desculpa, querida, estraguei sua chapinha?- a raiva à subiu a cabeça.

–Você não tem o direito da falar comigo assim, novata. Espere só meu namorado saber disso!

–E o que ele vai fazer? Sua lição de casa?- ela ficou sem argumentos, me empurrou e começou a andar.

–Não enche, esquisita.- aquela palavra conseguiu me derrubar, foi a maldita palavra que me atormentara por anos. E com aquela garota, percebi que nada mudara.

Fui até a sala de aula e escolhi um lugar na fileira ao lado da janela, peguei meu bloco de folhas canson e comecei a desenhar. Enquanto o desenho ganhava forma, vários alunos foram entrando e tomando seus lugares, inclusive a loira de mais cedo. Quando me dei conta a aula já havia começado, mas não deixei de me concentrar no desenho.

Minutos depois, um garoto entrou na sala e todos olharam para ele, apenas dei uma espiada, mas não me dei ao luxo de olhar mais. Ele era, a primeira vista, bem bonito: cabelos castanhos e desarrumados; olhos ligeiramente verdes e um bom gosto para roupas. Mas parei de pensar nisso quando a loira teve um chilique ao notar que ele havia chegado. Certamente era o tal namorado que ela mencionara. Notei também que haviam apenas dois lugares para ele se sentar: um ao meu lado, e outro ao lado da garota. Por incrível que pareça, ele sentou-se do meu lado, mas certifiquei-me de não dar-lhe atenção.

Mas alguns minutos depois, notei que alguém chamou minha atenção: perguntou-me sobre meu desenho, que desde aquela hora, eu não parara de fazer. Olhei para os lados para ver quem me chamara e percebi que foi o Nicholas. Respondi, sem importância:

–Não é da sua conta...- escondi o desenho debaixo da minha carteira e voltei a desenhar. Ele pareceu surpreso com minha resposta, mas voltou a prestar atenção na aula novamente.

Quando chegou o intervalo, comprei meu lanche e sentei-me numa mesa, não esperava companhia, então abri um livro e comecei a ler. Fui pega de surpresa quando ouvi uma voz masculina atrás de mim, provavelmente lendo o livro junto comigo:

–Olá...

Notas finais
espero que tenha ficado bom e-e COMENTEM!!! ...pfvr ._. T-T
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.