How To Save Two Lives
5 Capitulo 4: Caractère
Notas iniciais
"Eu sonho, eu fechei
Eu sei em meu coração
Milhares de combate
Incendeiam e se tocam
Tudo o que eu vivi
Para construir o meu personagem maldito"
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A rainha deixou a sala de jantar logo que terminou seu lanche e as primeiras estrelas da noite já começavam a tomar conta do céu ainda colorido pelas cores do crepúsculo. Decidiu que antes de se deitar, daria uma olhada em como Wanda estava se pelo menos havia se acalmado ao ver o filho.
O quarto da rainha era o último do corredor. Estava no mesmo andar da biblioteca a pedido da própria que exigiu ficar próxima ao filho.
Elsa bateu a porta levemente e foi recebida pela própria rainha que estava vestida em pouco mais que uma camisola e um robe longo e grosso.
— Por favor, Majestade — disse a mulher muito mais polida que quando chegara lá — Entre fique a vontade. — disse ela — Eu pedi alguns cobertores a mais a Gerda se não for um problema. É um pouco frio esse seu país não? — perguntou casualmente e Elsa não sabia dizer se a rainha estava mesmo incomodada ou se estava apenas jogando com ela.
— Estamos bastante acostumados — respondeu ela olhando para as mãos sobre o vestido fino de um azul profundo que havia feito há muito tempo — O castelo costuma ser mais frio que a maioria do reino desde que me lembro.
— Oh! Desculpe, eu não… — respondeu a rainha, visivelmente preocupada com o estado de Elsa — Não foi minha intenção ofende-la. — disse repentinamente — Apenas não estou mais acostumada com o frio, passei muito anos nas Ilhas do Sul, desde que me casei — completou ela, sentando na cama — Isso faz… Não sei mais ao certo — respondeu ela contando nos dedos — Mas com certeza era bem mais jovem que você.
Novamente, Elsa, se pegou sem saber o que responder. Não sabia quando ela havia casado e tão pouco se importava com isso, mas porque tocava naquele assunto?
— Não que você não esteja em idade de se casar — respondeu a rainha percebendo o desconforto — Mas estou falando demais — disse de repente — Às vezes esquece como me portar dentro da realeza.
— Não se incomode — respondeu com um sorriso tímido.
Ela correu os olhos pelo quarto até pousar novamente na mulher de olhos verdes. Wanda a encarava com certa ternura que Elsa não sabia de onde vinha ou porque estava lá, mas se sentia desconfortável com a intensidade dele.
— Eu… — começou ela, juntando as palavras para começar a entra no terreno perigoso que era os filhos da rainha — Apenas queria saber se está tudo bem.
— Oh! Sim! — exclamou em sua forma costumeiramente expansiva — Agora está tudo bem.
— Eu sinto muito pelo seu filho — disse de repente — Mas não tínhamos a menor ideia de que ele poderia estar lá. Na verdade, a última vez que a Torre Negra foi usada para alguma coisa, meu bisavô era rei e meu avô não passava de uma criança.
— Temos espaços assim nas Ilhas do Sul, também — respondeu ela, abaixando os olhos e mordendo o lábio inferior por dentro — Mas o que importa é que foi atrás dele e só tenho que lhe agradecer.
— Não há o que agradecer — disse no mesmo tom — Eu não sei o que aconteceu, devo ter me perdido nos papéis e não percebi a chegada dele. — a outra apenas assentiu.
— De qualquer forma, tudo o que ele fez a você, à sua família e a seu reino — ela disse em um suspiro — Esse nunca foi meu Hans — ela divagou sozinha, antes de voltar à atenção para a rainha de gelo que ainda estava parada ali — Eu não posso deixa-lo aqui depois de tudo o que fez. Chamei quatro de meus filhos para leva-lo de volta as Ilhas do Sul, novamente.
Elsa ficou sem reação, não esperava por isso, mas não podia deixar de ficar aliviada. Os quatro filhos da rainha estariam lá em alguns dias se os ventos fossem bondosos e levariam Hans embora e tudo voltaria a estar bem. Quase podia flutuar, mas não poderia deixar Wanda perceber, não agora que estava tão amável.
— Se acha melhor — respondeu se voltando para a porta a fim de ir para seu próprio quarto, dormir um sono tranquilo pela primeira vez em muito tempo — Boa noite.
— Boa noite rainha Elsa — respondeu ela simplesmente.
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Hans acordou com a luz do sol em seus olhos. Sentia uma dor horrível por todo o corpo e um frio indescritível, era como estar morto, só que pior. Por um segundo pensou na última coisa que viu: Elsa e seus pensamentos foram tomados por todo o tipo de ideias sobre o que a rainha poderia ter feito com ele, mas então seus outros sentidos começaram a voltar.
O cheiro de chocolate invadiu seu nariz e um cantar suave denunciou que havia pássaros nas janelas. Sim! Havia janelas, varias delas jogando luz em diversos livros. Á sua frente estava nada mais e nada menos que uma excelente coleção de livros de medicina e, mais importante, seu corpo repousava sobre uma superfície macia e coberto por uma manta de lã bem quente que lhe cobria até o pescoço.
— Chame a rainha Elsa e lady Brienne — ele ouviu uma voz masculina dar a ordem atrás de si — Diga que o prisioneiro está acordado.
Ele chegou a se virar para ver quem era, mas sentiu o corpo enfraquecer e tombar onde quer que estivesse, então sentiu uma mão grande e grossa sobre seu ombro esquerdo e olhou para ver quem era. Um soldado na casa de seus 40 e poucos anos com cabelo bem raspados e barba bem feita, não se lembrava dele, mas tinha a impressão de ser alguém de grande importância.
— Acalme-se rapaz — orientou ele — Lady Brienne disse que ainda estaria fraco quando acordasse e não era para deixa-lo se esforçar demais.
— Onde eu estou? — perguntou com uma mão apoiada na cabeça que latejava e só então percebendo que estava apenas com uma calça de lã por baixo da manta — Onde estão as minhas roupas?
— Você quase morreu — respondeu ele simplesmente — Aparentemente, você precisava se aquecer e suas roupas estavam um gelo.
Eles permaneceram quietos por mais um bom tempo, até que a governanta chegou com uma pila de roupas novas, secas e quentes.
— Aqui — disse ela soltando-as sobre a mesa de centro, mas o príncipe não se mexeu — Vamos rapaz! O que está esperando? Que as roupas se vistam sozinhas? — perguntou e só então ele se levantou e começou a vesti-las.
Só quando já estava pronto foi que se deu conta de onde estava não era um lugar estranho e foi preenchido por sentimentos conflituosos e estranhos. Parte dele estava envergonhado de estar lá, sendo tão bem atendido por todos, mas outra se sentia orgulhosa pelo mesmo feito, era como se estivesse em poder de novo e pudesse enganar a todos como quase havia conseguido uma vez. Foi nessa hora que a porta se abriu e uma jovem de cabelos castanhos presos em uma trança bem firme entrou seguida por uma senhora alta e esbelta com cabelos ruivos mechados de grisalho aqui e ali, conhecia a primeira, mas conhecia muito melhor a última.
— Oh! Meu filho, finalmente — exclamou se aproximando e o prendendo em um abraço apertado — Estava tão preocupada que não acordava, mas agora está tudo bem — ela exclamou se voltando para a jovem que aprecia medir o príncipe de cima a baixo — Não está lady Brienne?
— Sim, parece que está tudo bem, mas acho que ele terá de ficar em repouso por alguns dias ainda — ela respondeu e então emendou logo, com uma sentença que pegou Hans desprevenindo — Quando Bjorn e os outros vêm?
— O que? — perguntou em um sobressalto.
— Não se preocupe — disse, mais para a jovem do que para ele — Meus ainda demoraram, envie a carta hoje pela manhã.
— Quais deles virão? — perguntou Hans com um ar quase apavorado.
— Os mais novos — respondeu ela — Bjorn, Alvan e Manfred — disse antes de concluir — Estão vindo para lhe levar de volta a prisão nas Ilhas do Sul.
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Kai acordou Elsa assim que Hans acordou, mas tinha muito o que fazer para ir conversar com o prisioneiro, faria isso mais tarde, quando estivesse mais tranquila.
Desceu as escadas para o corredor da biblioteca e percebeu que Gerda estava no fim do corredor, indo para a biblioteca e carregando alguma coisa nos braços rechonchudos. Só então se lembrou da mãe de Hans. Sabia que ela havia ficado perturbada ao ver o filho no dia anterior, mas agora parecia que tudo estava bem, não custava avisar a ela.
— Elsa! — chamou uma voz nas escadas, a impedindo de ir adiante — Não vai até a biblioteca?
— Não! — disse simplesmente apontando para o quarto no fim do corredor, onde Wanda estava hospedada — Eu vou apenas avisar a rainha, afinal é o filho dela. Tenho muito o que fazer ainda, não posso deixar que outro erro desses aconteça — explicando a pergunta que Brienne não chegou a fazer.
— Então deixe que eu mesma aviso a rainha — se ofereceu a garota — Apesar de acreditar que serão mandados outros casos como Hans.
— Eu tenho de estar prevenida — respondeu enquanto tomava o rumo contrário, direto para seu escritório — Não posso correr o risco de que me mandem o duque de Waseltown também — um sorriso seguiu a frase, mas não havia muito humor em seu animo.
A sala estava uma bagunça completamente diferente de como deixara no dia anterior, quando deixara a sala e não voltara mais. O fogo da lareira havia se apagado há muito tempo e só restavam cinzas no lugar, a janela continuava escancarada e o vento havia feito as folhas dos documentos voarem pela sala de modo que, agora, se encontravam espalhados por toda a parte, inclusive dentro da lareira, por sorte nada havia se queimado.
Começou a arrumar o lugar, juntando as folhas em montes sobre a mesa, fechou a janela para impedir que o vento as fizesse voar novamente e não acendeu a lareira. Não gostava de como ficava quente aquele espaço, então só a acendia quando, mais alguém estava lá dentro a ajudando em alguma coisa, ou quando saia para que os empregados pudessem trabalhar de forma mais confortável.
Depois de terminar de juntar os papéis, serviu-se de um copo de água da jarra que era sempre deixada na sala e sentou-se para continuar a organização, separou toda a papelada por assuntos e começou a analisar todas as correspondências das Ilhas do Sul. Havia uma do príncipe Rayne, nela, ele se desculpava pelo comportamento do irmão e garantia que uma pena adequada e outra da rainha, na qual ela avisava que estava chegando para ver o príncipe e se assegurar do bem estar dele.
Mas nada dizia respeito à transferência de prisioneiros. Voltou a vasculhar os papéis, mas não teve tempo de mexer na maioria dos documentos, pois a porta se abriu.
— Elsa — chamou uma voz muito tímida e baixa, mas a rainha a reconhecia muito bem. — Posso entrar?
— Anna? — respondeu ela — Claro! Entre, senta.
— Eu queria me desculpar por ontem — ela balbuciou olhando para as mãos e Elsa sabia que ela começaria a disparar palavras — Eu devia ter confiado em você, você deve saber o que está fazendo, afinal, você é a rainha e eu não tenho nada a ver com isso — a rainha sorriu enquanto a irmã falava diversas palavras por segundo, sem nem ao menos respirar — Quer dizer, se você foi atrás do Hans, deve ter um motivo. Kai me disse que você queria evitar uma guerra e mesmo que eu não veja necessidade de tanto, eu tenho que confiar em você — ela suspirou alto e então soltou — Mas eu me preocupo com você e eu não quero que você…
— Anna! — ela interrompeu docemente antes de voltar a falar — Fico feliz que se preocupe comigo, mas não há a necessidade de se preocupar.
— Não! — perguntou um pouco confusa, mas então completou na sequencia — É claro que não, eu confio plenamente em você.
— Não é isso — respondeu ela se levantando — Wanda me confidenciou ontem mesmo que enviou uma carta as Ilhas do Sul exigindo que os filhos mais novos viessem buscar Hans para prende-lo nas ilhas, disse que não era justo após tudo, deixa-lo aqui
— Então não haverá guerra? — perguntou ela, recebendo uma negação animada da irmã — Nem Hans? — novamente Elsa lhe respondeu, dessa vez com um sorriso ainda maior — Essa é a melhor noticia que eu poderia receber — ela respondeu se segurando no pescoço e beijando as bochechas dela.
— Está bem — ela respondeu aos risos — Agora já pode ficar sossega e se preocupar mais com seu casamento do que com os assuntos de estado — ela disse.
— É sério não quero deixar tudo para você sozinha — ela respondeu, sem se dar em conta que a irmã havia usado a palavra “casamento”.
— Sim! — respondeu sem pensar duas vezes — Não se preocupe com esses assuntos, tenho Kai e Brienne para me ajudar, você pode prestar total atenção no seu casamento.
— Sim! Mas se precisar de qualquer coisa… — ela começou, mas parou de repente — Peraí, você falou…? Elsa! — perguntou com o sorriso crescendo em seus lábios — Casamento, Elsa, você… vai, realmente me dar a sua benção? — perguntou um pouco surpresa, não conhecia Kristoff há tanto tempo quanto a irmã achava aceitável e mesmo assim ela estava lhe dando sua benção de bom grado.
— Se existe alguém que merece a mão de minha irmã — ela começou explicando para uma Anna com olhos incrivelmente brilhantes de alegria — Esse alguém só pode ser quem atravessou meio mundo para salvar a irmã de uma desconhecida e depois, mais uma vez para salvar a mesma desconhecida do noivo homicida.
— Oh! Elsa — ela disse de novo, abraçando a novamente — Você é a melhor irmã do mundo.
— Você merece — ela disse retribuindo o abraço — Agora vá atrás dele avisar que vocês vão casar. Ainda há muito o que resolver — disse com um sorriso, vendo a irmã sumir pela porta com um sorriso maior do que cabia em seu rosto.
Agora, com o coração mais leve por ter feito as pazes com a irmã, finalmente pode se concentrar, cem por cento, em seu trabalho.
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A princesa não sentia os pés no chão, na verdade era como se estivesse flutuando desde que a irmã lhe deu permissão para se casar. Aquele era seu maior sonho, desde que se lembrava. Ouvia as histórias que a mãe contava de como conheceu o marido e de outras tantas princesas que tinham a sorte de se casar por amor e, durante todos aqueles anos de isolamento, só conseguia pensar no dia em que algum príncipe maravilhoso viria para salvá-la daquela condição.
Quando a coroação da irmã veio, era a sua grande chance, a grande virada de sua vida, só não esperava que fosse um vendedor de gelo a causa dessa virada.
Enquanto deixava o escritório para ir atrás de Kristoff, mas uma movimentação saída da biblioteca chamou sua atenção, mas ninguém pareceu percebê-la.
Esperou que todos se afastassem e caminhou a passos curtos até a biblioteca e abriu a porta para encontrar uma massa de cabelos ruivos encostados no sofá principal, enquanto Brienne se encostava confortavelmente na lareira.
— Me conte — inquiriu ela — Por que você seduziu a princesa Anna e não Elsa?
— Pra que você quer saber? — perguntou a voz masculina com ranger de dentes — Para correr e contar a sua amiguinha que quase me congelou vivo lá naquela torre.
— Primeiro: Elsa não teve culpa de você estar lá, certo? — perguntou, mas, mesmo de longe, Anna sabia que ele não havia sido convencido — Segundo: Eu adoro uma boa história — do angulo em que estava, a princesa conseguia ver, quase perfeitamente, Brienne contar nos dedos as razões pelas quais Hans deveria lhe contar sobre suas armações — E terceiro: Não! Eu não vou contar está bem. Eu juro.
— Poucas pessoas sabem disso — ele respondeu com um sussurrar baixo — Eu exigi uma reunião com Elsa quando estive aqui pela primeira vez, eu e o duque, mas apenas eu fui permitido entrar. Aparentemente a rainha estava usando a técnica do dividir para conquistar, mas acabou me beneficiando.
“Não vou mentir, Elsa foi a coisa mais linda que vi na minha vida inteira — ele disse — Mas não me deixei abater por isso, eu tinha um motivo para estar ali. Sentei a sua frente, beijei sua mão. Tudo para tentar prende-la a mim, mas ela continuava mais fria que o gelo. Hoje isso me faz muito mais sentido do que fez na época e acho que se soubesse de tudo, teria sido bem mais fácil convencê-la a se apaixonar por mim — ele admitiu e Anna teve vontade de acerta-lo no rosto mais uma vez, mas o que mais lhe incomodava era o fato de Brienne não fazer nada.
— Já era seu plano matá-la? — perguntou com uma frieza única e estranha para Anna.
— Não tinha um plano concreto ainda, mas essa era a ideia mais certa. — ele respondeu com a mesma frieza.
— E por que desistiu? — retrucou ela, insistente em conhecer toda a história — Pelo que entendi, estava determinado a ter o trono.
— E estava, mas iria tentar em outro momento — ele respondeu sem pensar duas vezes — Mas, quando estava no bote, encontrei a princesa Anna e ela parecia tão mais receptiva, que na hora soube que ela era o meu caminho para derrubar Elsa e tomar o trono.
— Você pretendia se casar e matar as duas? — perguntou com o rosto franzido — Ou matar Elsa, casar com Anna e mata-la. Desculpe, essa parte é meio vaga para mim.
— A ideia era casar com Anna — ele respondeu — Depois eu me livraria dela e de Elsa — ele respondeu como se não houvesse qualquer duvida, mas a outra se dobrou ao meio em uma risada exagerada.
— É sério? — perguntou — Você não sabe nada sobre direito ao trono não é mesmo? Hereditariedade?
— Claro que sei — respondeu se levantando irritado, mas logo perdeu as forças e tombou no sofá de novo — Eu, por acaso, sou o 13° em linha de sucessão.
— Eu sou a sexta e daí? — perguntou para ilustrar que isso não fazia a menor diferença — Se alguém se casasse comigo pelo trono da Inglaterra, visando matar minha família, não que alguém faria isso — começou a explicar — Teria, primeiro, que me fazer um filho, para ter direito a sucessão. Do contrário, o trono simplesmente passaria para o próximo nobre da linhagem, algum conde ou visconde. — ela ergueu uma sobrancelha levantada e concluiu — Acho que aqui é algo semelhante, nesse caso, provavelmente Kai.
— O que quer dizer com isso? — perguntou ele um pouco estático com a informação.
— Que a menos que você tenha um filho com a rainha, casar com ela antes da morte só faria o trono passar Anna ou Kai. — ela soltou repentinamente, Anna foi obrigada a cobrir a boca para não gritar com o choque que a tomava, mas continuou a ouvir — Você está tendo uma nova chance, quantos tem isso? Basta convença-la de que está disposto a mudar e tenho certeza que ela não vai se opor, o resto vai ser fácil.
Anna não ouviu o resto da conversa e nem poderia, pois Brienne a parou na mesma hora que ouviu a porta bater. Agora precisava descobrir quem a espionara e só os deuses saberiam se isso era bom ou ruim.
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